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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 70 pessoas morreram, no centro-norte da Nigéria, depois da explosão de um camião-tanque de gasolina, que  caiu nas primeiras horas da manhã de sábado. A informação foi partilhada pela  agência de resposta a emergências da Nigéria.

As vítimas eram, na sua maioria, moradores locais que tentavam recolher o combustível que saía do camião.

“Eles terminaram de recolher o combustível e trouxeram um gerador para usar para transferir o combustível para outro camião. E quando eles ligaram o gerador, a explosão aconteceu”, disse uma testemunha à imprensa local.

Refira-se que este não o primeiro acidente do género. Com a ausência de um sistema ferroviário eficiente para transportar cargas, acidentes fatais com camiões são comuns na Nigéria.

Além disso, o preço da gasolina aumentou mais de 400%, desde Maio de 2023, quando o presidente Bola Tinubu eliminou um subsídio ao combustível, de décadas.

Isso levou muitos a arriscarem suas vidas para recuperar combustível durante acidentes com camiões-tanque.

Em Outubro do ano passado, mais de 170 pessoas morreram em um incidente semelhante no estado de Jigawa, no norte da Nigéria.

O governo francês compromete-se a desembolsar cerca de 430 milhões de euros de apoio às áreas de investimento, água, energia, agricultura, saúde e ensino superior em Angola. A quantia foi anunciada, esta quinta-feira, por Emmanuel Macron à luz da visita do chefe de Estado angolano àquele país europeu.

Desde a chegada ao poder em Setembro de 2017, João Lourenço tem mantido o foco na diversificação da economia do país, que continua dependente do petróleo, para tal não fecha portas aos investimentos estrangeiros.

Um mês após receber o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, João Lourenço está na França, desde quinta-feira, para uma visita de trabalho de dois dias, onde, ao fim do primeiro dia, já conseguiu sensibilizar o empresariado francês para novos investimentos no seu país.

“A França é o principal investidor em Angola e a sua visita permite-nos avançar os nossos projectos em muitas áreas. A compra de um satélite de observação da Terra com  o envolvimento da Airbus Defence & Space e da Société Générale,projeto que inicia um programa mais amplo no espaço, projeto liderado pela Suez que irá reforçar o acesso à água em Luanda para 3 milhões de habitantes”, disse Emmanuel Macron, Presidente da França.

No total, foram assinados contratos que correspondem a mais de 430 milhões de euros em investimentos, anunciou Macron.

“Assumimos também um memorando de entendimento sobre um projecto de irrigação, para reforçar a segurança alimentar, com um empréstimo da AFD de 100 milhões de euros que faz parte no âmbito do desenvolvimento da nossa parceria agrícola. E, finalmente, estamos empenhados em reforçar a nossa  cooperação em segurança interna para lutar contra a imigração irregular,o terrorismo, o crime transnacional e o tráfico”.

Apesar do investimento, João Lourenço quer mais. O Presidente angolano vai discursar durante o Fórum económico França-Angola marcado para esta sexta-feira , que vai marcar o fim de estadia de dois dias. Esta é a segunda vez que João Lourenço visita a França na era Macron , a primeira foi em 2018.

 

O continente africano registou 77 888 casos de monkeypox (mpox), dos quais 16 767 confirmados em laboratório, e 1 321 mortes em 21 países, desde o início de 2024. O anúcio foi feito, esta quinta-feira, pela agência de saúde pública da União Africana.

“Estamos novamente a enviar uma forte mensagem de que o monkeypox continua a ser uma grave emergência de saúde pública em África”, disse o diretor dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças em África (África CDC), John Kaseya, citado por Lusa.

Dos países que registaram surtos no continente, 13 estão na “fase activa”, incluindo a República Democrática do Congo, que continua a ser o epicentro da epidemia.

Segundo o CDC, a região centro-africana é, de facto, responsável por 85% das infeções e 99,2% das mortes.

Entretanto, oito países encontram-se na chamada “fase controlada”, incluindo quatro – África do Sul, Gabão, Marrocos e Zimbabué – que não registaram novos casos nos últimos 90 dias.

Além disso, na sequência do abrandamento da vacinação contra a doença no início de Dezembro, Kaseya comunicou uma nova estratégia para acelerar a imunização que, em vez de dar prioridade aos contactos dos doentes, se centrará na vacinação em massa das comunidades nas zonas mais afetadas.

Refira-se que a agência de saúde pública da UA declarou o mpox uma emergência de saúde pública continental em 13 de Agosto e, no dia seguinte, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou um alerta sanitário internacional para a doença.

O alerta da OMS refere-se à rápida propagação e à elevada mortalidade em África da nova variante (clade Ib), da qual foram identificados vários casos fora do continente em pessoas que viajaram para zonas de África, onde o vírus circula intensamente.

Um total de 33 reféns, na faixa de Gaza poderão ser libertados, a partir deste fim de semana. Israel e o grupo Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo no conflito que dura 1 ano e 3 meses. A novidade foi confirmada pelos Estados Unidos e pelo Catar, mediadores do conflito.

A informação já circulava pelos corredores da imprensa internacional, mas Donald Trump foi quem confirmou os boatos. Trump antecipou-se ao pronunciamento oficial que seria dado pelas autoridades do Catar, também mediador do conflito, nesta quarta-feira.

O presidente-eleito dos Estados Unidos da América publicou na sua rede social Truth o texto “Temos um acordo sobre os reféns”, segundo escreve a RTP Notícias.

Mais tarde, o primeiro-ministro do Qatar deu uma conferência de imprensa  e confirmou a notícia.

O acordo, intensamente negociado por Catar, Estados Unidos e Egito, e concluído poucos dias antes do retorno de Donald Trump à Casa Branca, prevê a troca, numa primeira fase, de 33  reféns israelenses por prisioneiros palestinos mantidos por Israel.

A primeira fase de tréguas deverá durar 42 dias e inclui o cessar-fogo em Gaza, a retirada gradual das forças militares israelitas presentes no enclave, refere a agência de notícias Reuters.

A confirmação das tréguas levou milhares de palestinianos às ruas de Gaza, em festejos, e igualmente centenas de pessoas em Telavive, com cartazes e cânticos.

Pelo menos 19,5 milhões de pessoas vão precisar de ajuda, este ano no Iémen, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que manifestou preocupação com as crianças subnutridas.

O povo do Iémen continua a enfrentar uma grave crise humanitária e de proteção civil”, disse a subsecretária-geral interina da ONU para os Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em Inglês), Joyce Msuya, ao Conselho de Segurança.

“Pelo menos 19,5 milhões de pessoas no Iémen vão precisar de assistência humanitária e proteção este ano, mais 1,3 milhões do que em 2024”, salientou.

A responsável da ONU acrescentou que “quase metade” da população do país, ou seja, mais de 17 milhões de pessoas, “não consegue satisfazer as suas necessidades alimentares básicas”, manifestando preocupação pelos “mais marginalizados”, como as mulheres e as raparigas ou os 4,8 milhões de deslocados.

Entre os que correm maior risco, “quase metade das crianças com menos de cinco anos sofrem de atraso grave de crescimento devido à subnutrição”, insistiu.

O nível “terrível” do surto de cólera também aumentou a carga sobre um sistema de saúde já “severamente sobrecarregado”.

O projecto de lei para prolongar o mandato actual do Presidente Emmerson Mnangagwa pode ser apresentado ao parlamento em questão de dias. Curiosamente, ele já ganhou apoio da oposição.

Na terça-feira, um alto funcionário da Coligação dos Cidadãos pela Mudança (CCC), partido do líder da oposição Nelson Chamisa, disse que o grupo não bloquearia a candidatura quando ela fosse oficialmente apresentada pelo governo.

Se aprovada por meio de um possível referendo, a mudança atrasaria as eleições até 2030. O mandato actual do presidente Mnangagwa expira em 2028.

Especulações sobre o que pode ter levado os legisladores da oposição a anunciar apoio à candidatura são abundantes. Adiar as eleições também beneficiaria os membros do parlamento, garantindo-lhes mais dois anos no cargo.

A constituição do Zimbabwe limita o cargo presidencial a dois mandatos de cinco anos e Mnangagwa está a cumprir o seu segundo e último mandato.

Foi detido, hoje, o Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, por tentar implementar uma lei marcial que prevê a imposição de normas militares, encerramento do parlamento e proibição de manifestações.

Yoon Suk-yeol é o primeiro Presidente da Coreia do Sul em exercício a ser detido na história do país, por tentar implementar uma lei marcial. Yoon acusou seus adversários de trabalharem em prol do regime comunista da Coreia do Norte.

As autoridades sul-coreanas enviaram cerca de 1.000 agentes na manhã desta quarta-feira para à residência presidencial, no distrito de Yongsan, em Seul.

Há semanas que o líder sul-coreano se encontrava escondido na residência de Hannam-dong, tendo prometido “lutar até ao fim” contra os esforços para o destituir.

A detenção ocorreu horas depois de centenas de agentes da autoridade terem entrado no recinto presidencial, numa segunda tentativa de deter Yoon Suk-yeol, após o debate e votação da sua destituição, a meio do mandato de 5 anos.

Foi detido hoje o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, por tentar implementar uma lei marcial que prevê a imposição de normas militares, fechamento do parlamento e proibição de manifestações.

Yoon Suk-yeol é o primeiro presidente da Coreia do Sul em exercício a ser detido na história do país, por tentar implementar uma lei marcial, justificando que o parlamento, de maioria opositora, estaria a sabotar o seu governo. O estadista acusou seus adversários de trabalharem em prol do regime comunista da Coreia do Norte.

Esta quarta-feira, a agência anti-corrupção da Coreia do Sul anunciou que o presidente do país foi detido, depois de terem sido enviados cerca de 1000 agentes à residência presidencial.

Há semanas que o líder sul-coreano se encontrava escondido na residência de Hannam-dong, tendo prometido “lutar até ao fim” contra os esforços para o destituir.

A detenção ocorreu depois de agentes terem entrado no recinto presidencial, numa segunda tentativa de detê-lo, após o debate e votação da sua destituição, a meio do mandato de 5 anos.

A lei marcial em causa foi revogada.

Nove corpo e 34 pessoas foram resgatadas nas ultimas duas semanas em uma mina ilegal e abandonada em Stilfontein, no Noroeste da Africa do Sul. Para além destes, 1500 pessoas foram presas após terem sido resgatadas desde novembro até está partes, das quais 997 são moçambicanos.

Uma operação de 16 dias, financiada pelo Departamento de Recursos Minerais e Energia e pelo Conselho de Minerais Sul Africano, já resgatou 34 trabalhadores ilegais, incluindo nove corpos em uma mina abandonada em Stilfontein, no Noroeste do país. 

Foram destacados para a missão, 180 agentes da polícia que se juntaram a um grupo de voluntários locais que nos últimos dias permanecem no local para além das famílias dos desaparecidos. Em entrevista a NewsRoom, um líder comunitário disse que parte dos corpos recuperados são de moçambicanos.

“Os líderes vão até à comunidade para informar os membros das famílias sobre o que está a acontecer. Recentemente, por exemplo, dos corpos que recuperámos, alguns já foram enterrados em Moçambique, e a autópsia mostra que a causa da morte foi a fome” disse Thembile Botman, Líder comunitário.

Para este grupo, o governo deveria acelerar os trabalhos e incluir mais pessoas para que o resgate seja feito em menos tempo. Segundo a mesma fonte “há uma situação como esta. Porque não operamos das seis às seis do dia seguinte? Porque paramos às seis? Quero dizer, cada mente que está a operar aqui… a máquina não pára. Você apenas muda as pessoas. Então, se há uma situação aqui, onde as pessoas estão a morrer diariamente, e você tem 10 dias para resgatar todas essas pessoas, parece impossível” questionou Thembile Botman.

O ministro da Polícia Sul Africano, Senzo Mchunu, disse à imprensa durante uma visita a Stilfontein que mais de 1 500 mineiros ilegais foram detidos antes do início da extração dos quais 997 são moçambicanos.

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