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O País – A verdade como notícia

O presidente russo, Vladimir Putin, saúda o desejo do presidente eleito dos EUA de restaurar o diálogo direto com a Rússia e, desta forma, evitar a terceira guerra mundial. Putin, reunido com os ministros do Governo russo, garantiu que Moscovo está aberto para dialogar com a nova administração norte-americana.

Falando durante uma videochamada com membros do Conselho de Segurança da Rússia pouco antes da posse de Trump, Putin disse: “ouvimos as declarações de Trump e membros de sua equipe sobre seu desejo de restaurar contactos directos com a Rússia, que foram interrompidos sem culpa nossa pela administração cessante”.

Sobre a guerra na Ucrânia, o líder russo quer uma paz duradoura, mas assegura que vai lutar pelos interesses da Rússia.

“Quanto à solução da situação, gostaria de sublinhar que seu objetivo não deve ser uma trégua curta, nem algum tipo de trégua para reagrupamento de forças e rearmamento com o objetivo de posteriormente continuar o conflito, mas uma paz de longo prazo baseada no respeito aos interesses legítimos de todas as pessoas, todas as nações que vivem nesta região”, disse putin, citado por African News. 

Além da guerra na Ucrânia, Putin falou ainda sobre o controlo de armas nucleares e garantiu que Moscovo está disponível para discutir o tema com Trump. Em causa está o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (ou Novo START) que expira em Fevereiro de 2026.

O número de mortos na explosão de um camião-tanque de gasolina no centro-norte da Nigéria subiu para 98. A informação foi avançada pela agência de resposta a emergências do país, na segunda-feira.

A explosão aconteceu nas primeiras horas de sábado, perto da área de Suleja, no estado de Níger, depois que indivíduos tentaram transferir gasolina de um camião-tanque acidentado para outro camião,  usando um gerador.

A transferência de combustível provocou a explosão, que resultou na morte de quem transferia a gasolina e de pessoas que estavam nas proximidades.

Hussaini Isah, chefe de operações da Agência Nacional de Gestão de Emergências do estado de Níger, disse à Associated Press, na segunda-feira, que há uma possibilidade de que o número de mortos venha a aumentar.

Donald Trump tomou posse, esta segunda-feira, como o quadragésimo sétimo Presidente dos Estados Unidos da América. Cerca de 200 mil pessoas testemunharam a investidura do republicano. No seu discurso declarou uma emergência nacional que visa interditar a entrada e deportação dos imigrantes ilegais no país.

Cumpriu com todos os pormenores que se impõe a um Presidente norte americano no dia da tomada de posse. cumpriu o culto religiosos e juntar-se ao seu antecessor, para a recepção simbólica da chave da Casa Branca e habitual chá entre o casal cessante e o que segue no poder.

Feito isto e no interior do capitólio, Donald Trump e James Vance fizeram o habitual juramento perante o Juiz chefe dos Estados Unidos, John Roberts.

Enquanto do lado de fora, disparavam-se as salvas de canhão, no interior do capitólio o novo presidente era saudado e o hino nacional ascendeu.

No discurso de ocasião, Trump não poupou críticas à máquina de governação de Biden.

“A América começa agora mesmo. Deste dia em diante, o nosso país florescerá e será respeitado novamente em todo o mundo. Seremos a inveja de todas as nações e não permitiremos que tirem vantagem de nós mesmos por mais tempo. Durante cada dia da administração Trump, eu simplesmente colocarei a América em primeiro lugar”, vincou Donald Trump.

O republicano prometeu devolver América aos americanos, como também propõe-se a melhorar as condições dos cidadãos que, segundo eles, foram sufocados pelo Governo passado. Para o novo inquilino da Casa Branca, “a soberania será recuperada, a nossa segurança será restaurada, a balança da justiça será reequilibrada, a cruel, violenta e injusta utilização de armas pelo Departamento de Justiça e pelo nosso Governo acabará”.

Como era de se esperar, Trump declarou uma emergência nacional e deportou todos os imigrantes ilegais.

“Primeiro, declararei uma emergência nacional na nossa fronteira sul. Todas as entradas ilegais serão imediatamente interrompidas e começaremos o processo de retorno de milhões e milhões de estrangeiros criminosos de volta aos lugares de onde vieram. Restabeleceremos a minha política de permanecer no México. Acabarei com a prática de captura e soltura e enviarei tropas para a fronteira sul para repelir a desastrosa invasão do nosso país”, prometeu o republicano.

O discurso bastante aplaudido maioritariamente pelos apoiantes republicanos, conduziram até ao fim a cerimónia, que não contou com a presença do público devido à mudança do local previamente preparado associado ao frio intenso. O hino nacional cantado em ópera foi o fecho memorável da governação Biden e início da administração Trump que tem pela frente a missão de governar os mais de 335 milhões de americanos.

O Papa Francisco diz ter esperanca que o novo Presidente norte-americano, Donald Trump, contribua para uma sociedade sem ódio, discriminação ou exclusão.

“Inspirado pelos ideais da nação, uma terra de oportunidades e de acolhimento para todos, espero que, sob a sua liderança, o povo norte-americano prospere e se empenhe na construção de uma sociedade mais justa, na qual não haja lugar para o ódio, a discriminação ou a exclusão”, escreveu Francisco numa mensagem divulgada a poucas horas da posse de Trump.

A mensagem do chefe da Igreja Católica dirigida a Trump foi divulgada pelo Vaticano, segundo a agência francesa AFP.

No domingo, numa crítica velada, o Papa disse que seria lamentável se Trump prosseguisse com o plano de deportação em larga escala de imigrantes sem documentos.

Trump, que inicia hoje um segundo mandato depois de ter sido Presidente entre 2017 e 2021, comprometeu-se a adoptar uma posição intransigente em relação aos cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos.

Prometeu levar a cabo “a maior operação de deportação da história americana”, embora qualquer programa de deportação tenha de enfrentar possíveis desafios legais e a recusa potencial de alguns países em aceitar os deportados.

Francisco, que recebeu Trump no Vaticano em 2017 para um encontro de meia hora, já o tinha criticado pelas posições contra os migrantes e por querer construir um muro na fronteira com o México.

Programada para às 12 horas locais, em Washington, e às 18 horas de Moçambique, a cerimónia de tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos da América vai contar com a presença de políticos internacionais, dos quais nenhum líder da União Europeia. Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George Bush vão assistir o evento, cuja segurança será garantida por mais de 21 mil agentes.

Faz parte da lista de dois presidentes eleitos para o segundo mandato não consecutivos e será o segundo estadista a tomar posse no interior do Capitólio, depois de Ronald Reagan, em 1985,  devido ao frio intenso.

A lista de convidados para o evento foi formulada directamente pelo líder republicano e  engloba aliados próximos e mundiais de extrema-direita, assim como antigos chefes de Estado.

Entre os  presidentes convidados estão o da China, Xi Jinping, que se fará representar por altos responsáveis do seu Governo, o da Argentina, Javier Milei, que inclusive confirmou a presença. 

Equador, El Salvador,  Índia e Japão também irão enviar representantes. Da Europa, Giorgia Meloni, será a única líder dos 27 Estados-membros da UE a marcar presença.

Os antecessores de Trump também estarão na cerimónia, entre eles Joe Biden, Barack Obama que não estará acompanhado da mulher, Bill Clinton e George W. Bush. 

Além dos políticos, Trump decidiu chamar os amigos e parceiros económicos para verem de perto o seu  regresso à Casa Branca. Os empresários Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos têm presenças confirmadas.

Mais de 25 mil membros da guarda nacional de 40 Estados foram destacados para garantir a segurança do evento, que contará com mais de 470 mil pessoas. O perímetro de segurança será apertado. Após a tomada de posse, Trump e seu vice-presidente vão dirigir-se a um Estado local, onde farão discursos públicos.

Pelo menos 70 pessoas morreram no centro-norte da Nigéria depois que um camião-tanque de gasolina explodiu após cair nas primeiras horas da manhã de sábado, informou a agência de resposta a emergências do país.

Quase todas as vítimas eram moradores locais que correram para recolher o combustível que vazou quando o camião-tanque capotou.

Este não foi o primeiro incidente desse tipo. Com a ausência de um sistema ferroviário eficiente para transportar cargas, acidentes fatais com camiões são comuns na maioria das principais estradas da Nigéria.

Além disso, o preço da gasolina aumentou mais de 400% desde maio de 2023, quando o presidente Bola Tinubu eliminou um subsídio ao combustível de décadas.

Isso levou muitos a arriscarem suas vidas para recuperar combustível durante acidentes com camiões-tanque.

Em outubro do ano passado, mais de 170 pessoas morreram em um incidente semelhante no estado de Jigawa, no norte da Nigéria.

O último contingente de 217 agentes da polícia queniana chegou à capital haitiana, Porto Príncipe, no sábado, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aime.

Eles estão a ser enviados ao país caribenho para dar suporte a uma missão de segurança internacional com falta de pessoal.

Cerca de 10 países prometeram enviar tropas para o Haiti como parte de uma força anti-gangues, apoiada pelas Nações Unidas, mas poucas foram mobilizadas até agora.

O Quénia começou a enviar policiais ao país em junho do ano passado e agora tem mais de 600 pessoas no local.

O presidente William Ruto prometeu um total de mil soldados como parte da missão de Apoio Multinacional à Segurança (MSS).

As Nações Unidas disseram que mais de 5 600 pessoas foram mortas na crescente violência de gangues no Haiti no ano passado.

Os conflitos também deixaram mais de 700 mil haitianos desabrigados nos últimos anos, muitos dos quais se amontoaram em abrigos improvisados ​​e insalubres.

A ONU estima que mais de 80% da capital ainda é controlada por gangues criminosas.

Donald Trump toma posse amanhã como o novo presidente dos Estados Unidos da América e vai governar durante os próximos quatro anos. Com a chegada do republicano à Casa Branca, manteve-se as mudanças globais das quais a paz entre Rússia e Ucrânia e no médio oriente. Perante um silêncio sobre questões africanas, a relação do Pentágono com o continente poderá ser de menos acções.  

Desde a adoção da Constituição em 1789,  47 figuras foram eleitos ou ascenderam ao cargo de Presidente norte americano e, de lá para cá, já se passaram 59 mandatos presidenciais de quatro anos cada.

Na sucessão ao cargo, só dois presidentes conseguiram dois mandatos não consecutivos e curiosamente separados por dois anos. Desta lista cabem Grover Cleveland e Donald John Trump, que toma posse esta segunda-feira.

Aos 78 anos o republicano volta à Casa Branca onde governou como 45º Chefe de Estado, como 47º Presidente eleito e ao lado de James Vance, na vice-presidência, vai conduzir os destinos dos americanos para os próximos quatro anos.

As mudanças na governação norte-americana não só têm efeitos internos, como também movem o mundo, e é por isso que a retoma de Trump à Casa Branca é vista como factor de mudança global.

Orlando Mazuze é analista da política internacional e já esteve envolvido em projectos norte-americanos. Estuda os sinais da política do país e não tem dúvidas de que a retoma de Trump guarda muitas mudanças.

“Na sua primeira passagem pela Casa Branca optou mais pelo isolacionismo, há agora uma tendência de expansionismo. Tanto que falamos, em tom de brincadeira, do interesse de Donald Trump de anexar o Canadá e de comprar, de uma vez por todas, o Panamá (…) Isto, ainda que sejam assuntos que podem ser levados de forma cômica, pode revelar algum interesse do Governo norte-americano de expansionismo”.

Das promessas avançadas pelo republicano para o seu segundo mandato, cinco vigoram como as principais, a saber: deportar imigrantes indocumentados; endurecer medidas sobre economia, impostos e tarifas; eliminar regulamentações climáticas; encerrar a guerra da Ucrânia e médio oriente e não o proibição do aborto.  

E sobre a questão da paz entre Rússia e Ucrânia, a académica moçambicana residente nos Estados Unidos de America, Érica tem algumas reticências ao avaliar pela actual postura adotada por Vladimir Putin. 

“Eu diria que é um pouco imprevisível dizer que o problema da Ucrânia acabe, se for pela conversação. A não ser que haja uma imposição dos Estados Unidos, principalmente em não apoiar a Ucrânia logisticamente, o que vai enfraquecer, e então será obrigada a negociar sem muito espaço de barganha”, explicou a académica moçambicana 

Entretanto, as linhas de interação criadas pela administração Trump, logo após vencer as eleições com destaque para o possível encontro com Putin, traz uma ideia diferente para Orlando Mazuze. 

“Esta será a primeira grande acção, aliás, Donald Trump já se reuniu com Volodymyr Zelensky, no mês passado, em Dezembro, Paris. Há inclusive um ensaio de reunião entre Vladimir Putin e Zelensky. E temos dois países que estão agora a colocar-se à disposição, que são a Sérvia e a Suíça, para ser parte deste encontro. Esta acção, ao meu ver, será prioritária, em termo de política externa norte americana e seria o cumprimento das promessas feitas por Donald Trump, durante campanha eleitoral”,  afirmou Mazuze.  

De volta à presidência, e com  suporte de bilionários, como Elon Musk, Jeff Bezos para além do CEO da Tesla,  o republicano tem a missão de continuar com as tendências económicas bem aprimoradas por Joe Biden, após a devastação pela Covid-19.

Os bens e serviços dos EUA negociados com África totalizaram 83,6 mil milhões de dólares  em 2021, e os investimentos e programas de apoio cresceram nos últimos quatro anos. Para os analistas, prevê-se poucas mudanças neste contexto porém havendo, poderá ser de forma isolada. 

Apesar da política isolacionista de Trump para com a África, Moçambique poderá ter algum aproveitamento na comercialização do gás natural, caso o republicano decida suspender a lei que interdita a exploração de gás natural norte americano para o exterior.

Quando forem 12 horas locais, Trump que já está na capital Washington DC, ira perante o Juiz chefe dos Estados Unidos, John Roberts, prestar o juramento assumindo o cargo perante os convidados do evento a ter lugar no Capitólio.

No que toca à política externa africana não foi matéria na primeira governação de Trump. Daí a questão: Como será a relação entre os Estados Unidos de America e Africa.

O cessar-fogo na faixa de Gaza entrou em vigor neste domingo, às 11h15 do horário local, mesma hora de Maputo, após 15 meses de conflito e um atraso de três horas em relação à hora de início original.

O acordo prevê que os ataques entre Israel e o Hamas parem e que os reféns israelitas detidos pelo Hamas sejam libertados, por fases, em troca de prisioneiros palestinos mantidos em prisões em Israel.

A confirmação foi dada pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após ser compartilhada a lista dos 33 reféns que serão libertados pelo Hamas como parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo.

A lista, publicada por Israel, inclui os reféns mais jovens e mais velhos feitos pelo Hamas em 7 de Outubro.

O cessar-fogo deveria ter começado às 8h30 deste domingo, mas Israel adiou o início faltando menos de uma hora, depois que o Hamas não cedeu a lista de reféns a tempo, devido a razões técnicas de campo.

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