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O País – A verdade como notícia

Em pouco mais de duas semanas, Angola teve 702 casos de cólera. A doença já matou 32 pessoas naquele país da África Austral.

Com epicentro em Luanda, no município de Cacuaco, a cólera em Angola estendeu-se a mais quatro províncias: Bengo, Icolo, Malanje e Huambo.

A doença não só está a infectar pessoas, como também tem estado a fazer mortes: há 32 óbitos registados, desde a eclosão do surto a 7 de Janeiro. Há também 32 internados, de acordo com dados do Ministério da Saúde angolano.

Os grupos etários mais afetados são dos 2 aos 9 anos de idade, mais há também infectados de mais de 80 anos.

O novo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, prometeu “apoio inabalável” a Israel. Segundo o departamento de Estado norte-americano, a promessa foi feita durante uma chamada telefónica com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Através de um comunicado, a porta-voz do departamento de Estado, Tammy Bruce, informou que, na quarta-feira, Marco Rubio falou com Benjamin Netanyahu para “sublinhar que o apoio contínuo e inabalável dos Estados Unidos a Israel é uma prioridade máxima para o presidente Donald Trump”. 

Rubio também “felicitou o primeiro-ministro pelos êxitos de Israel contra o Hamas e o Hezbollah, comprometendo-se a trabalhar incansavelmente para ajudar a libertar todos os reféns ainda detidos em Gaza”, acrescentou.

No domingo passado, Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas começaram a aplicar um cessar-fogo, numa guerra que se arrastava há 15 meses, na Faixa de Gaza, que prevê uma troca de reféns e de prisioneiros.

O novo presidente norte-americano revelou, porém, na segunda-feira, poucas horas após a sua tomada de posse, que “não tinha a certeza” de que as tréguas em Gaza se mantivessem.

Numa das suas primeiras decisões, o presidente Donald Trump pôs igualmente termo às sanções impostas por Joe Biden aos colonos israelitas extremistas na Cisjordânia ocupada, na sequência das agressões destes contra os palestinianos.

Segundo o Departamento de Estado, Rubio também contactou o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.

Atrasos no envio da missão internacional de apoio policial para o Haiti pode permitir que gangues “tomem conta” de toda a capital. O alerta foi feito pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

“O tempo está a esgotar-se. Qualquer novo atraso ou lacuna operacional na prestação de apoio internacional à polícia nacional (…) corre o risco de um colapso catastrófico das instituições de segurança nacional. Os gangues podem tomar conta de toda a área metropolitana (de Port-au-Prince), levando ao colapso total da autoridade do Estado”, escreveu António Guterres num relatório, citado por Lusa.

Guterres lamentou o facto da missão estar “totalmente implantada”, mas a sua capacidade operacional ser limitada, e apelou ao reforço imediato, com pessoal, equipamento e financiamento.

Refira-se que, em Outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU deu luz verde a uma missão internacional de apoio à segurança (MMAS), liderada pelo Quénia, para ajudar a força policial haitiana, que tinha sido esmagada pela violência dos gangues.

Entretanto, apenas cerca de 800 polícias de seis países é que foram, gradualmente destacados, dos mais de 2 500 esperados. Segundo a ONU, os ataques de gangues já controlam 85% da capital. 

“Estou chocado com a brutalidade e a escala da violência perpetrada por bandos armados contra a população local”, afirmou António Guterres, condenando os assassinatos, raptos, violações e outras atrocidades.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pelo menos 5 601 pessoas foram mortas, no ano passado, no país das Caraíbas, mais mil, comparativamente a 2023.

Nesse contexto, no verão passado, os Estados Unidos, sob a presidência de Joe Biden e a pedido das autoridades haitianas, solicitaram a transformação da MMAS numa operação de manutenção da paz da ONU.

Contudo, perante a hostilidade da China e da Rússia, o Conselho de Segurança pediu a António Guterres que apresentasse um relatório sobre esta questão até ao final de Fevereiro.

Setenta e seis pessoas morreram e 51 ficaram feridas, esta terça-feira, na Turquia, após um incêndio que atingiu um hotel de 12 andares. 

O incidente ocorreu durante um feriado escolar e as 76 mortes ocorreram quando as vítimas tentavam saltar do prédio para escapar das chamas.

De acordo com informações avançadas pelo ministro da justiça turco, Yimlaz Tunc, citado pela imprensa internacional, quatro pessoas foram detidas, incluindo o gerente do Hotel. 

O hotel tinha 238 hóspedes registrados e até aqui são desconhecidas as causas do incêndio. 

Procuradores de 22 Estados dos EUA  apresentaram uma acção judicial para bloquear a iniciativa de Donald Trump de acabar com a prática migratória, conhecida como cidadania por direito de nascença. Enquanto isso, líderes mundiais estão reunidos em Davos, para debater estratégias económicas com o regresso ao poder de Donald Trump.

Um dia depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, tomar várias decisões com impacto nos Estados Unidos da América e no mundo, surgem reacções de vários cantos do mundo, a começar mesmo pelos EUA.

Procuradores-gerais de 22 estados norte-americanos tentam, por via de uma acção judicial, bloquear a iniciativa de Trump de acabar com a atribuição de nacionalidade norte-americana a descendentes de imigrantes ilegais.

Mas as reacções às decisões do estadista norte-americano não param por aí. A  bispa de Washington, Marianne Budde, fez, na terça-feira, um apelo directo a Donald Trump, durante o seu sermão, para que tenha misericórdia da comunidade LGBTQ+, depois de Trump ter dito que os EUA só vão reconhecer dois géneros, o masculino e o feminino.

“Em nome do nosso Deus, peço-lhe que tenha misericórdia das pessoas do nosso país que estão assustadas neste momento”, disse a reverenda.

Em resposta, Donald Trump disse que a religiosa foi desagradável no tom e não foi convincente nem inteligente. “Ela e a sua igreja devem um pedido de desculpas ao público”, escreveu o líder norte-americano na plataforma Truth Social, rede social da qual é proprietário.

Enquanto isso, na Europa, concretamente em Davos, Suíça, os líderes mundiais presentes no Fórum Económico Mundial apelaram à Europa para repensar urgentemente as suas estratégias económicas e regulamentares, especialmente com o regresso de Donald Trump ao poder nos EUA. Entretanto, não se sabe ainda que decisões sairão deste fórum económico que começou na segunda-feira e termina na sexta-feira, 24 de Janeiro.

Os presidentes da África do Sul e do Burundi foram os únicos líderes africanos a felicitar Donald Trump pelo seu regresso à presidência dos Estados Unidos. Os líderes esperam reforçar as relações bilaterais nos próximos cinco anos.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, estes dois chefes de Estados da África subsaariana foram os únicos da região a felicitar Trump pela sua tomada de posse na segunda-feira em Washington, que marca o seu regresso à Casa Branca depois de ter governado o país entre 2017 e 2021.

Segundo escreve a Lusa, o Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, disse que, “no momento em que [Trump] toma as rédeas do poder, esperamos fortalecer os laços duradouros entre o Burundi e os EUA”.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, escreveu também no X, antigo Twitter: “Estou ansioso por continuar a parceria estreita e mutuamente benéfica entre as nossas duas nações em todas as áreas da nossa cooperação”, disse Ramaphosa.

A África do Sul, que assumiu a presidência rotativa do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) a 01 de dezembro, já tinha manifestado o seu desejo, pouco depois da reeleição de Trump, de que o Presidente norte-americano participasse na cimeira de líderes e chefes de Estado que terá lugar em novembro próximo na África do Sul, escreve a Lusa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lamenta a decisão dos Estados Unidos da América de abandonar este organismo. A decisão da retirada dos EUA foi anunciada na segunda-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

“Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem a sua posição e envolvam-se num diálogo construtivo em prol da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo”, disse o porta-voz da OMS em Genebra, Tark Jasarevic.

Citado pela Lusa, o porta-voz afirmou que a retirada efectiva dos Estados Unidos ocorreria dentro de um ano. Jasarevic recordou que os Estados Unidos foram um dos fundadores da OMS em 1948 e a sua colaboração foi vital nas últimas sete décadas.

“A OMS e os Estados Unidos salvaram inúmeras vidas e protegeram todos de ameaças à saúde. Juntos, erradicámos a varíola e levámos a poliomielite à beira da erradicação”, disse o porta-voz da OMS.

Os Estados Unidos, que já tinham iniciado o processo de saída da OMS durante o primeiro mandato de Trump em 2020, são o principal doador e parceiro desta organização.

Espera-se que a saída dos Estados Unidos da OMS desencadeie uma grande reestruturação da instituição e prejudique os esforços globais de saúde pública, incluindo a vigilância e a resposta a surtos.

No seu primeiro dia de mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou o processo de retirada dos EUA da Organização Mundial de Saúde (OMS), invocando disparidades financeiras e prioridades nacionais. Para o académico moçambicano Alberto Ferreira, algumas medidas anunciadas por Trump constituem uma forma de guerra.

Uma das acções executivas do presidente Donald Trump, no seu primeiro dia de regresso à Casa Branca, foi iniciar o processo de retirada dos EUA da Organização Mundial de Saúde.

Ordenou também uma revisão exaustiva das despesas dos EUA, com a ajuda externa. Ambas medidas enquadram-se na sua abordagem isolacionista “America First” aos assuntos internacionais.

“Pagámos 500 milhões de dólares à Organização Mundial de Saúde (OMS), quando eu estava aqui e rescindimos o contrato. Eles queriam-nos tanto de volta. Vamos ver o que acontece”, disse Trump, citado pelo EuroNews, acrescentando ainda que:  “é muito triste, no entanto; pensem nisso. A China paga 39 milhões e nós pagamos 500 milhões, e a China é um país maior”.

Para o académico Moçambicano Alberto Ferreira, as medidas adoptadas por Trump são uma forma de guerra. “A retirada dos Estados Unidos da OMS é uma forma de guerra, naturalmente. A recusa dos Acordos de Paris também é uma forma de guerra. A declaração, segundo a qual se vai apropriar do canal do Panamá, também é outra declaração de guerra”, disse. 

Ferreira defende que “Trump vem com toda uma força, uma afirmação, daquilo que talvez não teria feito durante cinco anos, durante o seu 45º mandato. Quer, agora, concluir com um processo de grande exclusão”. 

Por isso, não considera a justificação dos Estados Unidos plausível. “Parte do pressuposto de que os Estados Unidos devem racionalizar a sua economia e, portanto, fazer de tal forma que não haja muitos gastos. Tem outra justificação de que tem sido sempre os Estados Unidos a gastar mais do que os outros países (…) O empreendedor, enquanto comerciante, como é Trump, o mais importante neste momento não são valores da cooperação, não são valores da interdependência entre as nações, não são valores da globalização e no contexto mundial em que as decisões de um influenciam a vida de todas as outras pessoas (…) é uma justificação bastante preocupante para todos os líderes do mundo, a começar pelas Nações Unidas”.

O Costa do Sol continua a fazer revolução na equipa sénior masculina de basquetebol. Depois da contratação de Milagre Macome como novo treinador, o clube anunciou, esta segunda-feira, a aquisição do internacional moçambicano, Stélio Rodrigues, jogador que estava vinculado ao Ferroviário de Maputo.

Novo ano e novas perspectivas no Costa do Sol. O clube está a levar a cabo uma remodelação da equipa sénior masculina de basquetebol, tendo em vista atacar todas as provas em que estará envolvido no presente ano. 

Os canarinhos anunciaram, esta segunda-feira, a contratação do internacional moçambicano, Stélio Rodrigues, jogador que se junta ao clube vindo Ferroviário de Maputo. 

O extremo é visto como uma das peças-chave para a conquista de títulos, objectivo falhado na época passada. O anúncio da contratação de Stélio Rodrigues acontece dias depois de o clube ter garantido a aquisição do experiente treinador, Milagre Macome. 

A época desportiva do basquetebol do Costa do Sol foi oficialmente aberta, esta segunda-feira, em cerimónia dirigida pelo director das modalidades, Rui Chelene, que anunciou Miguel Guambe como coordenador técnico da formação e academia. 

Guambe foi afastado da equipa sénior masculina de basquetebol após falhar a conquista do campeonato nacional da modalidade. 

Além de conquistar as provas nacionais, o clube tem como objectivo garantir a qualificação para as competições africanas e representar condignamente o país. 

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