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O País – A verdade como notícia

As infecções por vírus Mpox na região da República Democrática do Congo (RDC), onde uma nova variante, mais infecciosa, foi detectada pela primeira vez, parecem estar a “estabilizar”,  segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o relatório da Agência de Saúde das Nações Unidas, citado por Lusa, o número de infeções “mostra uma tendência geral de aumento”, mas que pode ter estabilizado na província de Kivu do Sul, onde a forma mais infecciosa foi identificada pela primeira vez.

 A OMS reconheceu que os testes ainda não estão generalizados, o que dificulta a compreensão da forma exata como o vírus se está a propagar.

Segundo a agência da ONU, os casos deste vírus estão ainda a aumentar nos vizinhos Burundi e Uganda.

De acordo com os dados da semana passada, a RDC registou menos de 100 casos de Mpox confirmados em laboratório, contra quase 400 em julho.

Os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) calculam serem necessárias três milhões de vacinas para travar o surto.

Na semana passada, o diretor do CDC África, Jean Kaseya, disse que o continente estava “ainda na fase aguda” desta epidemia, com 19 países afetados e avisou que, sem mais recursos, o vírus poderia tornar-se uma ameaça global.

Segundo a OMS, o surto no Burundi está também a ser provocado pela variante mais recente, que causa sintomas menos graves, o que significa que as pessoas infectadas podem não se aperceber de que estão a espalhar o vírus.

A deputada republicana Elise Stefanik é a próxima embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que também anunciou que irá nomear Tom Homan como o responsável máximo das fronteiras que o chama de “czar das fronteiras”.

A convite do Presidente eleito dos EUA, ainda refém da aprovação da confirmação do Senado e da Câmara Alta do parlamento norte americano, Elise Stefanik já aceitou e confirmou o cargo de embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas.

“Na minha conversa com o Presidente Trump, expressei o quão profundamente honrada estava por aceitar a sua nomeação e a minha vontade de garantir o apoio dos meus colegas no Senado dos Estados Unidos”, disse, citada pela CNN Brasil.

A congressista de Nova York, a quem Trump considera “tenaz e inteligente para América” , é a quarta republicana mais importante na Câmara, que, segundo cita a CNN, “tem sido uma forte aliada do presidente eleito e uma importante arrecadadora de fundos para o Partido Republicano”.

Além de nomear Stefanik, actual líder dos deputados republicanos na câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, Trump, também anunciou Tom Homan como o “czar das fronteiras”, que foi responsável pela imigração no primeiro mandato do republicano na Casa Branca.

Homan foi diretor interino da agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) entre janeiro de 2017 e junho de 2018.

Diferente da de Stefanik, a nomeação de de Homan não carece de confirmação do Senado.

Trump foi eleito o 47.º Presidente dos Estados Unidos, tendo superado os 270 votos necessários no colégio eleitoral, quando ainda decorre o apuramento dos resultados.

Líderes políticos e da sociedade civil congolesa anunciaram uma aliança, com vista a manifestarem-se contra as mudanças constitucionais, que visam garantir que o Presidente Felix Tshisekedi mantenha o poder indefinidamente.

A aliança formada pelos líderes da oposição e da sociedade civil é denominada por Despertar Nacional. A coalizão realizará a sua primeira reunião em meados de Dezembro, para prestar homenagem ao referendo de 2005, que deu origem à Constituição de 2006.

Eles chamaram as tentativas da coalizão governante de Félix Tshisekedi, de mudar a constituição, de alta traição. Os líderes da oposição, Martin Fayulu e Moise Katumbi, também estão a liderar iniciativas separadas contra o projecto de revisão constitucional.

Por sua vez, Félix Tshisekedi chamou a constituição actual de ultrapassada e susceptível a reformas, visto que a constituição da República do Congo limita os mandatos presidenciais.

Os membros do partido liderado por Tshisekedi, União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), dizem que a constituição actual foi escrita a partir de uma posição de fraqueza, porque o país estava envolvido numa guerra no âmbito da sua concepção.

Os membros avançam ainda que as reformas na constituição são necessárias para proteger a soberania do país no meio das mudanças na dinâmica política e militar na região da África Central.

É destaque internacional que decorre a partir de segunda-feira, a 29.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP29), em Baku, no Azerbaijão. O evento que junta representantes de 197 países, incluindo os da União Europeia, serve de espaço para a discussão de planos para a mitigação do aquecimento global. 

Considerada crucial  para aumentar o financiamento climático até 2030, a 29.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP29), decorre de 11 a 22 de Novembro.

É uma reunião anual que visa promover acções para os países  mitigar alterações climáticas através de acções que permitam a  redução das emissões de gases de efeito de estufa.

A Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas em Baku, capital do Azerbaijão, junta representantes de 197 países e da União Europeia, e terá pela primeira vez a participação do Afeganistão, apesar do governo talibã não ser reconhecido  a nível internacional.

A Cimeira acontece numa altura em que a Espanha foi recentemente afectada por tempestades que causaram mais de duzentas mortes, justificando a necessidade de acelerar políticas que travem o aquecimento global.

Entre os pontos da agenda, destaca-se a Nova Meta Colectiva Quantificada (NCQG), depois de em 2015, na COP 21 em Paris, os governos terem estabelecido uma verba de 100 mil milhões de dólares por ano.

Na mesa de agenda estará também o balanço global dos progressos desde o Acordo de Paris sobre redução de emissões, alcançado na COP21, para  que todos os países apresentem os seus planos.

Financiamento para combater aquecimento global é o tema principal da Cop29.

As Forças dos Estados Unidos da América atacaram cinco locais subterrâneos de armazenamento de armas em áreas controladas pelos Houthis, no Iêmen, segundo a agência de notícias Reuters. Os meios de comunicação social iemenitas também informaram que houve também ataques do Reino Unido contra os mesmos alvos no oeste daquele país.

Segundo o comunicado emitido este domingo pelo secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, justificou o seguinte: “As forças dos EUA miraram em várias das instalações subterrâneas dos Houthis que abrigam componentes de armas que os houthis têm usado para atacar embarcações civis e militares em toda a região”, disse Austin.

Os ataques ocorreram nas áreas de Jarban e Al-Hafa, na província de Saná, bem como na região de Sufyan, de acordo com a emissora Al Masirah TV.

O canal Al Manar TV, ligado ao grupo xiita Hezbollah, indicou que dois ataques aéreos ocorreram em Sufyan, não sendo ainda conhecido o resultado da operação.

Os jornais israelitas The Times of Israel e The Jerusalem Post também noticiaram esta madrugada ataques norte-americanos e britânicos em Saná, Amran e outras regiões.

A agência de notícias iraniana IRNA referiu que a ofensiva visava áreas em Al-Hudaydah, em especial uma aldeia na cidade de Al-Jarrahi.
Os ataques resultaram na morte de animais, acrescentou a IRNA.

Os Huthis, que controlam uma grande parte do Iémen, realizam há vários meses ataques contra Israel e navios alegadamente ligados a este país, afirmando estar a agir em solidariedade com o movimento islamita palestiniano Hamas.

Em resposta, os Estados Unidos e o Reino Unido têm efetuado ataques regulares contra instalações dos Huthis, mas até agora sem conseguir destruir a capacidade operacional do movimento.

Uma organização não-governamental no Sudão acusou as Forças de Apoio Rápido do País de ter causado a morte, por envenenamento, a pelo menos 151 pessoas. Entretanto, os paramilitares alegam que as vítimas poderão ter sido vítimas de cólera.

Só nas últimas 24 horas foram reportadas 40 mortes pela Gezira Conferente, uma ONG do Sudão, que avançou que a cidade mais afectada é Hilaliya, que fica a 70 quilómetros da capital do Estado, Wad Madani.

Em declarações à publicação Sudan Tribune, um comandante das Forças de Apoio Rápido do Sudão (RSF), Muk Abid Abu Shotal, defendeu que as mortes podem ter sido causadas por um surto de cólera.

O comandante indicou ainda que a RSF quer enviar uma “delegação de alto nível” à cidade para confirmar as suas suspeitas.

Segundo a Gezira Conference, a cidade está sob o controle paramilitar (grupos civis armados, que não pertencem ao exército) há várias semanas.

No total, a ONG contabilizou 166 mortes, 151 das quais por envenenamento e 15 baleadas.

A Gezira Conference culpa também a RSF pela destruição da cidade, incluindo um centro médico de diálise, 18 celeiros e a infraestrutura elétrica, 10 poços e 10 farmácias.

 

O novo Presidente de Botswana tomou posse, esta sexta-feira, apelando à unidade, depois de uma eleição que pôs fim a 58 anos de governação do antigo partido. 

O Umbrella for Democratic Change, uma coalizão da Frente Nacional de Botsuana e da Aliança para Progressistas, conquistou 36 assentos parlamentares e negou ao ex-presidente, Mokgweetsi Masisi, um segundo mandato.

Duma Boko prestou juramento diante de milhares de cidadãos e delegados, na cidade de Gaborone, capital de Botswana, na sexta-feira, após chegar em um veículo aberto acompanhado por soldados carregando bandeiras.

Ao discursar à nação, em seu primeiro discurso oficial como presidente, Boko encorajou os presentes a darem um pouco de amor ao seu antecessor, que era frequentemente alvo de vaias, e elogiou sua disposição de ceder o poder sem incidentes, cita o African News.

Boko descreveu a mudança de Governo em Botswana como um momento histórico e enfatizou a necessidade de evitar disputas e conflitos pessoais.

Expressou também o amor por seu país e a apreciação que lhe foi demonstrada ao ser eleito para o mais alto cargo do país.

Durante a campanha, o partido de Duma Boko prometeu combater a corrupção e introduzir um salário mínimo de 4.000 Pula (US$302) por mês, subsídio de desemprego, aumentar os benefícios para a velhice e construir novas empresas.

O antigo presidente do Botswana Ian Khama, o vice-presidente sul-africano Paul Mashatile e o líder dos Combatentes pela Liberdade Económica da África do Sul, Julius Malema, estavam entre os dignitários presentes na posse.

Israel pode estar a cometer crimes de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A informação foi divulgada, hoje, em um relatório da Organização das Nações Unidas, que diz também que o país usou fósforo branco em pelo menos 24 ocasiões da guerra na faixa de Gaza.

O relatório, de 32 páginas, divulgado em Genebra na Suíça, a ONU não só volta a considerar as forças israelitas como possíveis autores de crimes de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, como também, refere que o país usou fósforo branco, uma substância química incendiária capaz de causar “ferimentos graves e dolorosos”, em pelo menos 24 ocasiões da guerra em curso.

O fósforo branco, que foi usado por Israel, durante a guerra, sobretudo nos seis meses de análise (entre novembro de 2023 e abril de 2024), é uma substância que “arde instantaneamente quando entra em contacto com o oxigénio e é muito difícil de extinguir”, refere a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o documento, seis utilizações de fósforo branco foram registadas na capital de Gaza, nove no centro da Faixa de Gaza, quatro no norte, três em Khan Younis e duas em Beit Lahiya, algumas das quais em campos de refugiados.

Um dos momentos em que se registou a utilização da substância, foi no dia 25 de dezembro em que um bebé foi queimado por fósforo branco numa escola do campo de Al Bureij.

Apesar de não ser considerado uma arma química, o fósforo branco deve ser proibido ao abrigo das convenções que vetam o uso de armamento “com efeitos indiscriminados” ou que cause “sofrimento desnecessário e ferimentos supérfluos”, segundo a ONU.

Organizações não-governamentais como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch já tinham denunciado a utilização de fósforo branco por Israel em Gaza, mas este é um dos primeiros documentos da ONU a conter tal acusação na actual guerra.

No conflito de Gaza no início de 2009, o chamado Relatório Goldstone, elaborado por uma missão de apuramento de factos da ONU, também acusou Israel de utilizar esta substância incendiária.

A substância também é propensa a aderir à pele e à roupa, provocando “queimaduras profundas e graves, penetrando até nos ossos”, disse a OMS.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, acompanhou com grande interesse as eleições presidenciais norte-americanas de 5 de Novembro. Numa mensagem publicada no seu Facebook, Nyusi lembra que os Estados Unidos da América é um parceiro de cooperação estratégico do país”. A seguir, a mensagem do Presidente de Moçambique.

“Sua Excelência Senhor Presidente;

Acompanhei com grande interesse o processo eleitoral nos EUA.

EUA é um parceiro de cooperação estratégico da República de Moçambique cujas relações entre os seus povos datam de momentos anteriores a nossa própria independência em 1975.

Tendo tomado conhecimento com satisfação da vossa eleição como o 47o Presidente dos EUA, em nome do Povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio endereço as nossas calorosas felicitações a V.Excia e ao Povo americano pela eleição pacífica,  justa, ordeira e transparente.

A vossa expressiva vitória evidencia a confiança que o povo americano deposita na vossa capacidade e empenho no alcance das suas aspirações e da vossa própria promessa de construir uma América forte, segura e próspera.

Enquanto auguro-vos boa saúde e um mandato bem-sucedido no desempenho das vossas nobres funções, eu e o governo de Moçambique estamos disponíveis a trabalhar com V.Excia e sua administração para reforçar, ainda mais as excelentes relações de amizade e cooperação entre os nossos dois países e povos, bem como em assuntos multilaterais de interesse mútuo.

Queira aceitar, Excia Sr Presidente, os protestos da minha mais elevada consideração e estima pessoal”, escreve, Filipe Nyusi, na sua página Facebook.

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