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O País – A verdade como notícia

Mais de 3 mil pessoas participaram, hoje, das cerimônias fúnebres do antigo Presidente norte americano Jimmy Carter na catedral de Washington. A efeméride foi marcada pela presença de dezenas de políticos deste país e do estrangeiro. 

A Cerimónia foi marcada pela presença dos antigos Chefes de Estado Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama, o actual, Joe Biden e o recém-eleito Donald Trump. 

“Nós vimos Jimmy como sempre, em paz, com uma vida completamente vivida, uma vida boa, de propósito e significado, de caráter, dirigido por destino, e cheio de poder, de fé, esperança e amor. Digo de novo, fé, esperança e amor. Amou a mercê, caminhou humildemente. Que Deus abençoe um grande americano, um amigo querido e um bom homem. Que ele se levante, que ele seja levantado pelas asas de um galo e que ele se apresente para que você esteja no respiro da manhã e que ele te faça brilhar como o sol e te guarde na palma de sua mão. Deus te abençoe, Jimmy Carter”, disse o actual Presidente dos EUA.

Após o funeral de Estado, os restos mortais de Carter foram devolvidos à sua terra natal, na  Geórgia, onde viveu durante seus 44 anos pós-Presidência e onde se tornou a base de operações de seu trabalho diplomático e de seus esforços beneficientes.

As tensões estão a aumentar entre a Argélia e o Mali devido às alegações de interferência de Argel nos assuntos internos do Mali.

A cisão foi provocada por comentários do ministro das Relações Exteriores da Argélia, Ahmed Attaf, opondo-se aos planos do Mali de reclassificar certos grupos separatistas do norte, incluindo signatários do Acordo de Argel de 2015, como organizações terroristas. Attaf enfatizou que esses grupos devem permanecer como interlocutores-chave nas negociações de paz e insistiu que “uma solução militar não é a resposta”.

O Mali, no entanto, percebe essas declarações como uma intrusão em sua soberania, tensionando um relacionamento já complexo.

As duas nações têm visões opostas sobre como lidar com o conflito no norte do Mali, com a Argélia defendendo o diálogo e o Mali cada vez mais favorecendo a ação militar.

Mais de 30 mil pessoas estão sob ordens de evacuação, na zona de Pacific Palisades, em Los Angeles, depois de um incêndio florestal,  provocado por ventos extremos ter devastado a área durante a noite de ontem.

Um incéndio florestal ficou fora de controlo, esta terça-feira, em Los Angeles, na Califórnia, crescendo de oito para mais de 1.200 hectares em apenas algumas horas.

Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas e cerca de 13 mil edifícios estão no caminho do fogo, segundo as autoridades locais. 

Prevê-se que os ventos aumentem durante a noite desta quarta-feira, num fenómeno que o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos da América advertiu poder ser um dos mais fortes e com maior risco de vida a atingir o sul da Califórnia em mais de uma década, o que levou as autoridades a declarar um estado de emergência. 

O Presidente cessante dos EUA, Joe Biden, disse estar a comunicar com as autoridades estaduais e locais e ofereceu toda a assistência federal necessária para ajudar a suprimir o incêndio de Pacific Palisades.

Subiu de 95 para 126 o número de mortes, na sequência de um terramoto de 6,8 graus, na escala Richter que atingiu a região autónoma do Tibete, nesta terça-feira. 188 pessoas ficaram feridas. 

Segundo o mais recente relatório do Centro de Redes Sismológicas da China, na manhã desta quarta-feira, foram registadas 515 réplicas do terramoto que ocorreu esta terça-feira na vila de Tingri, em Shigatse,  a uma profundidade de 10 quilómetros.

Dos 515 tremores secundários, 24 tiveram uma magnitude entre 3 e 3,9 na escala de Richter, enquanto três registaram uma máxima de 4,4. Até aqui, o terramoto provocou o desmoronamento de 3 609 casas, 126 pessoas morreram e 407 foram resgatadas dos escombros, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

As autoridades, citadas pela agência, asseguram que 30 mil habitantes afectados já foram realojados.

As equipas de resgates estão a trabalhar 24 horas por dia, para montar tendas para os cidadãos realojados numa zona onde se espera que as temperaturas desçam até aos 17 graus negativos.

A polícia da Coreia do Sul disse, esta quarta-feira, que está a rastrear a localização exacta do presidente deposto, que poderá ter abandonado a residência presidencial, numa altura em que enfrenta um mandado de detenção.

Segundo uma fonte da polícia, citada pela agência de notícias pública sul-coreana, não é possível revelar especificamente a localização actual de Yoon Suk-yeol, que se acredita ter estado confinado na residência presidencial, em Seul, desde meados de Dezembro, quando foi destituído pelo parlamento.

A polícia conseguiu confirmar que Yoon se encontrava na residência presidencial na sexta-feira, quando vários agentes da agência anticorrupção tentaram detê-lo, sem sucesso, depois de a segurança presidencial ter impedido o acesso à casa.

O Partido Democrático (PD), principal formação política da oposição, falou sobre uma possível fuga de Yoon na terça-feira, quando o diretor da agência anticorrupção, Oh Dong-won, disse a uma comissão parlamentar que não tinha recebido qualquer informação de que Yoon estivesse na residência.

O primeiro-ministro são-tomense anunciou, terça-feira, que o seu partido recorreu para o Tribunal Constitucional, contra a demissão do Governo decretada pelo Presidente, alegando que a decisão viola a Constituição.

“Nesse caso, bastante grave, o (…) Presidente (…) violou a Constituição. Por isso, o partido que sustenta o Governo [Acção Democrática Independente (ADI)] introduziu um requerimento ao Tribunal Constitucional, com vista à anulação dessa decisão, que viola a Constituição”, declarou Patrice Trovoada, demitido das funções na segunda-feira, cita Lusa.

Trovoada acrescenta que: “Pedimos que o Tribunal Constitucional se pronuncie com urgência, porque é uma situação grave e (…) porque, repito, no nosso entender, tratou-se de uma demissão movida por interesse político, questões inconfessáveis, mas que não são aquelas que são relevantes, conforme rege a Constituição”.

Em conferência de imprensa, na sede do Governo, na presença de todos os ministros, Patrice Trovoada fundamentou que a decisão não está de acordo com o artigo 117.º da Constituição, que estabelece que “o Presidente da República só pode demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas, ouvido o Conselho de Estado”.

Trovoada revelou que foi comunicado que seria demitido, por mensagem escrita, na manhã de segunda-feira, antes de o Presidente ter ouvido o Conselho de Estado, e que, durante o Conselho de Estado, Carlos Vila Nova “não fez a demonstração que havia um problema de disfuncionamento no regular funcionamento das instituições democráticas”.

Rebeldes do grupo M23 tomaram duas cidades importantes no leste do Congo, enquanto avançam na região. A informação foi tornada pública numa altura em que a crise humanitária e de segurança agrava-se.

Na semana passada, os rebeldes tomaram as cidades de Katale e Masisi, esta última localizada 80 quilômetros a oeste da capital regional, Goma, e um ponto de entrada estratégico para o interior do país.

O porta-voz político do M23, assumiu a responsabilidade pela captura de Masisi na plataforma de mídia social X. Ele afirmou que o grupo está comprometido em proteger civis. Entretanto, o exército congolês diz estar ainda a verificar as informações. 

O M23 é um dos mais de 100 grupos armados que têm disputado território no Congo oriental, rico em minerais, perto da fronteira com Ruanda, em um conflito que criou uma das maiores crises humanitárias do mundo. Mais de 7 milhões de pessoas foram deslocadas.

O Congo e as Nações Unidas acusam o Ruanda de apoiar o M23. Ruanda nega, mas em fevereiro reconheceu que tem tropas e sistemas de mísseis no leste do Congo para salvaguardar sua segurança, apontando para um acúmulo de forças congolesas perto da fronteira.

Antigo líder da Frente Nacional e pai de Marine Le Pen morre aos 96 anos de idade. Negacionista do Holocausto, foi expulso do partido pela própria filha, em 2015, quendo ela assumiu a presidência do partido.

Jean-Marie Le Pen, figura histórica da extrema-direita em França e pai de Marine Le Pen, morreu aos 96 anos, anunciou esta terça-feira a imprensa francesa, citando um comunicado da família, que informa que o antigo político estava internado há várias semanas, tendo morrido ao início da tarde, “rodeado pelos seus entes queridos”.

Nascido em 1928, em Trinité-sur-Mer, no Noroeste de França, Le Pen foi soldado, deputado e eurodeputado. Fundou e liderou o partido nacionalista, populista e anti-imigração Frente Nacional (FN), entre 1972 e 2011, e chegou a disputar a votação decisiva de umas eleições presidenciais, em 2002, acabando por perder para Jacques Chirac.

A filha, Marine Le Pen, sucedeu-lhe na liderança da FN e levou a cabo uma tarefa de tentativa de desdiabolização do partido junto do eleitorado, oferecendo-lhe uma imagem menos extremista e direccionada às camadas sociais mais desfavorecidas da sociedade francesa.

Jean-Marie Le Pen nunca concordou verdadeiramente com esse realinhamento para a direita radical de um partido que foi visto, durante a sua liderança, como sucessor dos partidos fascistas europeus do século XX, e incompatibilizou-se com a filha por causa disso.

Em 2015, quando era presidente honorário da FN, entre acusações de anti-semitismo e islamofobia, foi expulso do partido, depois de ter dito, mais do que uma vez, que as câmaras de gás utilizadas pela Alemanha Nazi para matar milhões de judeus durante a II Guerra Mundial foram um “detalhe na História”; posição que lhe valeu várias condenações e multas por contestação de crimes contra a humanidade.

Também elogiou várias vezes o general Philippe Pétain, líder do regime colaboracionista nazi durante a ocupação de França no conflito mundial e disse que o vírus Ébola era a solução para acabar com o aumento da população.

Sem deixar de se apresentar como um partido anti-imigração, eurocéptico e anti-globalista, a União Nacional – o nome oficial da FN desde 2018 – é hoje uma das forças políticas com maior representação no Parlamento francês e Marine Le Pen chegou à segunda volta nas últimas duas eleições presidenciais (2017 e 2022), perdidas para o actual Presidente, Emmanuel Macron.

Lembrando o passado de Jean-Marie Le Pen como soldado no Exército francês na antiga Indochina francesa e na Argélia e como deputado na Assembleia Nacional e no Parlamento Europeu, Jordan Bardella, actual líder da União Nacional, escreveu uma mensagem na rede social X a elogiar a forma como o antigo líder da FN “sempre serviu França e defendeu a sua identidade e soberania”.

 

A Indonésia foi admitida como membro pleno do bloco das economias em desenvolvimento (BRICS), anunciou o Brasil, país que preside o grupo, na segunda-feira.

“O governo brasileiro saúda a entrada da Indonésia no BRICS”, disse o governo em uma declaração. “Com a maior população e economia do Sudeste Asiático, a Indonésia compartilha com outros membros o compromisso de reformar as instituições de governança global e contribui positivamente para aprofundar a cooperação Sul-Sul.”

O BRICS foi formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China em 2009, e a África do Sul foi adicionada em 2010. No ano passado, a aliança se expandiu para abraçar o Irão, Egito, Etiópia e os Emirados Árabes Unidos. A Arábia Saudita foi convidada a se juntar, mas ainda não o fez.

Turquia, Azerbaijão e Malásia se candidataram formalmente para se tornarem membros e alguns outros expressaram interesse.

A organização foi criada como um contrapeso ao Grupo dos Sete, composto por nações desenvolvidas. Seu nome deriva de um termo econômico usado no início dos anos 2000 para descrever países em ascensão que deveriam dominar a economia global até 2050.

Antes da adesão da Indonésia, o bloco era responsável por quase 45% da população mundial e 35% do produto interno bruto global, medido pela paridade do poder de compra.

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