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O País – A verdade como notícia

O Brasil já iniciou a campanha eleitoral para as eleições presidenciais marcadas para  4 de outubro em primeiro turno, e para o dia 25 de outubro o segundo turno. O primeiro dia de campanha eleitoral, este domingo, foi marcado por uma  disputa de ruas, com a presença de candidatos à Presidência da República em locais simbólicos.

O actual Presidente do Brasil, Lula da Silva, reuniu apoiantes e militantes em São Bernardo do Campo, berço de sua trajetória política. 

No palco, Lula apresentou oficialmente o slogan “O Brasil pronto para mais”. O discurso apontou para o futuro, com ênfase na continuidade dos investimentos em saúde e educação e na criação de empregos

Já o filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, discursou para apoiantes na  praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, local tradicional das mobilizações dos bolsonaristas. 

Flávio abriu o seu discurso comparando-se com o pai e dizendo que Deus tem uma proposta para o Brasil em  discursos de ataques contra Lula.

A disputa pelo cargo de presidente da República nas eleições conta com 13 candidatos, a mesma quantidade do que o pleito anterior. 

O número foi oficializado neste sábado (15) após o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deu início ao período de campanha eleitoral. 

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prestou, domingo, homenagem ao antigo activista antiapartheid Oliver Reginald Tambo, ao depositar uma coroa de flores junto à estátua do histórico dirigente do Congresso Nacional Africano (ANC), em Durban.

Ramaphosa esteve acompanhado por outros Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que se encontram na cidade sul-africana para participar na cimeira da organização regional, prevista para esta segunda-feira.

A estátua de bronze de Oliver Tambo, localizada na Praia Sul de Durban, simboliza a luta que o antigo dirigente travou contra o regime do apartheid na África do Sul. Tambo liderou o ANC tanto no país como no exílio, onde desempenhou um papel central na mobilização do apoio internacional à luta contra o regime de segregação racial.

Oliver Tambo morreu em 1993, um ano antes de Nelson Mandela ser eleito Presidente da África do Sul, nas primeiras eleições democráticas do país.

Desenvolvimento e segurança regional na agenda

A cimeira, que reúne os 16 Estados-membros da SADC, deverá centrar-se em questões relacionadas com o desenvolvimento económico, a segurança regional e a integração dos países da região.

A migração constitui igualmente uma das matérias em debate. Espera-se que Cyril Ramaphosa, que deverá assumir a presidência rotativa da organização, defenda uma abordagem regional às causas que levam milhares de pessoas a abandonar os seus países de origem.

Entretanto, grupos anti-imigração anunciaram a realização de uma marcha até ao centro de convenções onde decorre a cimeira, numa iniciativa destinada a contestar as políticas migratórias adoptadas na região.

A SADC procura promover o crescimento económico sustentável e equitativo e o desenvolvimento socioeconómico através da cooperação e integração regional, da boa governação e da promoção da paz e segurança.

A cimeira deste ano decorre sob o lema “Industrialização resiliente, sustentável e inclusiva através do desenvolvimento de infra-estruturas, da transformação agrícola e dos minerais críticos, em busca de um mundo justo”.

O encontro deverá ainda definir as principais prioridades estratégicas para a cooperação, integração e desenvolvimento da África Austral nos próximos anos.

O número de mortos no naufrágio de uma balsa de passageiros no Lago Kariba, no Zimbabué, subiu para 80, depois de as autoridades terem recuperado mais corpos no domingo, informou a Polícia.

A embarcação, operada pela Agência de Desenvolvimento de Infra-estruturas Rurais (RIDA), do Governo zimbabueano, naufragou na terça-feira, em águas agitadas, quando fazia o transporte de passageiros no lago.

Segundo as autoridades, a balsa estava autorizada a transportar 90 pessoas, mas encontrava-se sobrelotada, com 114 adultos, cinco tripulantes e um número não especificado de crianças a bordo.

A Unidade de Protecção Civil informou, na quarta-feira, que 77 pessoas tinham sido resgatadas após o acidente.

O naufrágio provocou comoção na cidade de Kariba, onde dezenas de familiares e membros da comunidade se reuniram numa cerimónia de homenagem às vítimas, antes do enterro dos corpos recuperados.

Sobreviventes relataram que chegaram a pedir ao condutor da embarcação para regressar, devido à agitação das águas. Segundo os relatos, a balsa começou a afundar pouco depois de deixar o ponto de partida.

Moradores locais disseram à AFP que acidentes desta natureza são raros no Lago Kariba.

Situado na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia, o Lago Kariba é considerado o maior lago artificial do mundo em volume. O acidente reacende, entretanto, preocupações sobre a segurança do transporte de passageiros e o cumprimento das regras de lotação das embarcações na região.

No sábado, dezenas de potenciais migrantes, na sua maioria oriundos da África subsaariana, foram interceptados no norte de Marrocos, perto da fronteira com o enclave espanhol de Ceuta, segundo apurou um correspondente da AFP. A operação ocorreu duas semanas depois de milhares de migrantes terem entrado em massa no pequeno território espanhol.

O portal de notícias marroquino Le360 informou que 294 pessoas foram detidas, das quais 46 eram marroquinas e as restantes provenientes da África subsaariana.

As florestas situadas nas proximidades das cidades fronteiriças de Ceuta e Melilla, outro enclave espanhol, localizado mais a leste, servem como pontos de encontro para migrantes da África subsaariana que procuram alcançar estes territórios, sobretudo durante o Verão.

As autoridades marroquinas anunciaram, na quarta-feira, medidas destinadas a combater um possível novo fluxo de migrantes para Ceuta, na sequência de uma nova vaga de desinformação nas redes sociais que dava conta de que a fronteira estaria aberta.

O Le360 e o site Hespress noticiaram que, nos últimos dias, as autoridades detiveram mais de 60 pessoas acusadas de incitar ou promover a migração irregular através das redes sociais.

Há duas semanas, cerca de 72.000 pessoas, na sua maioria marroquinas, entraram em Ceuta, território com cerca de 84.000 habitantes, ao longo de vários dias, embora a grande maioria já tenha sido devolvida a Marrocos.

As autoridades marroquinas recuperaram os restos mortais de 11 pessoas que morreram no meio do caos, enquanto a Espanha afirmou que pelo menos 80 pessoas perderam a vida.

A Associação Marroquina para os Direitos Humanos, uma organização não governamental, estima, contudo, que o número de mortos seja de pelo menos 141.

A Zâmbia retomou a contagem dos votos depois de a Comissão Eleitoral ter suspendido temporariamente o processo em todo o país, na sequência de incidentes de violência relacionados com as eleições. As autoridades eleitorais afirmam que a ameaça à segurança foi controlada e que estão reunidas as condições para o prosseguimento da contagem. Os primeiros resultados da eleição presidencial são esperados este sábado.

A decisão de retomar a contagem foi tomada após consultas entre a Comissão Eleitoral da Zâmbia e as forças de segurança, bem como uma nova avaliação da situação no terreno. A presidente da Comissão Eleitoral, Mwangala Zaloumis, declarou que a ameaça ao processo eleitoral foi contida e que foram adoptadas medidas para garantir a continuidade da apuração.

A contagem havia sido suspensa na sexta-feira, depois de terem sido registados actos de violência contra funcionários eleitorais e o roubo de boletins de voto já preenchidos. A suspensão abrangeu tanto a eleição presidencial como as eleições parlamentares.

Candidatos aguardam resultados oficiais

O Presidente Hakainde Hichilema, que procura conquistar um segundo mandato de cinco anos, afirmou que a sua campanha estava a receber resultados considerados «animadores» e apelou aos seus apoiantes para que mantivessem a calma e aguardassem os resultados oficiais.

Por sua vez, o principal candidato da oposição, Brian Mundubile, declarou vitória na eleição presidencial e afirmou que a sua coligação também teria conquistado a maioria dos lugares no Parlamento.

Os resultados oficiais deverão determinar se Hichilema continuará no poder por mais cinco anos ou se a oposição conseguirá provocar uma mudança de Governo no país, um dos principais produtores de cobre de África.

Campanha marcada por tensões

Cerca de 8,7 milhões de eleitores estavam registados para votar nas eleições realizadas na quinta-feira, que incluíram também a escolha dos deputados e representantes das estruturas locais.

O processo eleitoral decorreu num ambiente marcado por preocupações relacionadas com as liberdades políticas, detenções e tensões entre o Governo e a oposição. As autoridades detiveram igualmente várias pessoas acusadas de tentar perturbar o processo eleitoral, entre elas antigos altos funcionários do Estado.

Economia entre as principais preocupações

A situação económica esteve igualmente no centro da campanha eleitoral. Durante o seu mandato, Hakainde Hichilema conseguiu um importante acordo de reestruturação da dívida pública, retomou o programa de assistência financeira com o Fundo Monetário Internacional e conduziu a economia para uma trajectória de crescimento, depois de a Zâmbia ter entrado em incumprimento da sua dívida soberana durante o Governo anterior.

Apesar destes avanços, a pobreza, o desemprego e o aumento do preço dos produtos alimentares continuam entre as principais preocupações dos eleitores. Segundo dados do Banco Mundial, mais de 70 por cento da população zambiana vive com menos de três dólares por dia.

A Zâmbia mantém, desde o regresso ao multipartidarismo, em 1991, um histórico de transições pacíficas de poder. Por isso, a forma como decorrerá a contagem dos votos e a aceitação dos resultados oficiais são acompanhadas com particular atenção, tanto no país como no exterior.

As autoridades de Marrocos e Espanha reforçaram as medidas de segurança na fronteira com Ceuta, perante novos apelos nas redes sociais para uma entrada colectiva e ilegal no enclave espanhol. As autoridades marroquinas dizem ter detectado uma nova onda de desinformação online que incentiva migrantes a dirigirem-se à fronteira.

Há mais de uma semana, circulam nas redes sociais publicações segundo as quais a passagem fronteiriça entre a cidade marroquina de Fnideq e Ceuta estaria aberta a 15 de Agosto, feriado em Espanha. Perante estes apelos, o Ministério do Interior marroquino anunciou medidas para impedir novas tentativas de travessia irregular.

O porta-voz do Ministério do Interior, Rachid El Khalfi, afirmou que foram adoptadas todas as medidas necessárias para impedir passagens ilegais e interceptar pessoas que tentem participar em movimentos colectivos. Segundo o responsável, as autoridades detectaram recentemente a circulação de mensagens anónimas nas redes sociais que apelam à organização de tentativas de entrada ilegal em Ceuta.

O Ministério do Interior marroquino advertiu ainda que serão adoptadas medidas legais contra os responsáveis pela divulgação destes apelos. Um grupo de pessoas suspeitas de envolvimento na mobilização terá sido convocado para interrogatório, segundo declarações de El Khalfi divulgadas pela agência estatal MAP.

Os novos alertas surgem pouco depois de uma entrada massiva de migrantes em Ceuta, registada no final de Julho. Cerca de 72 mil pessoas, na sua maioria marroquinas, terão entrado irregularmente no enclave espanhol durante alguns dias, num movimento considerado recorde. A maioria foi posteriormente devolvida a Marrocos.

Apesar dos retornos, cerca de duas mil pessoas continuam em território espanhol, incluindo aproximadamente mil menores não acompanhados, segundo as autoridades locais. O Ministério do Interior marroquino pediu às autoridades espanholas que acelerem o processo de retorno dos menores.

A crise migratória também provocou um elevado número de mortes. As autoridades marroquinas recuperaram os corpos de 11 pessoas, enquanto Espanha informou que pelo menos 80 pessoas morreram. Já a Associação Marroquina para os Direitos Humanos, uma organização não-governamental, estima que o número de vítimas mortais possa ser de, pelo menos, 141.

Com a aproximação de 15 de Agosto e a circulação de novos apelos nas plataformas digitais, Marrocos e Espanha mantêm o dispositivo de segurança reforçado para evitar uma nova corrida à fronteira.

 

A África do Sul está a solicitar a vários países africanos o reembolso dos custos relacionados com o repatriamento de dezenas de milhares de cidadãos estrangeiros, depois de o país ter deportado ou ajudado no regresso de mais de 80 mil migrantes aos seus países de origem.

Segundo o Ministério dos Assuntos Internos da África do Sul, o Governo gastou cerca de 18 milhões de dólares norte-americanos para acomodar e transportar migrantes que regressaram aos seus países. Pedidos formais de compensação foram já enviados ao Malawi, Etiópia e Nigéria.

Os custos incluem transporte em autocarros, instalação de centros temporários de repatriamento e pagamento de horas extraordinárias aos funcionários envolvidos nas operações. O director-geral do Departamento de Assuntos Internos, Tommy Makhode, classificou as despesas como “imprevistas e inevitáveis”.

O ministro dos Assuntos Internos, Leon Schreiber, considerou sem precedentes o actual volume de deportações e repatriamentos, realizados num contexto de crescente tensão em torno da imigração ilegal na África do Sul.

Grupos que se opõem à imigração ilegal têm promovido protestos e, em alguns casos, registaram-se ataques contra cidadãos estrangeiros. Os manifestantes acusam os imigrantes de contribuírem para o desemprego, o aumento da criminalidade e a sobrecarga dos serviços públicos.

Alguns países africanos acusaram o Governo sul-africano de não proteger devidamente os seus cidadãos, acusação rejeitada pelas autoridades de Pretória. O Gana chegou recentemente a defender a inclusão da situação dos migrantes na África do Sul na agenda de uma próxima reunião da União Africana, proposta que acabou por ser rejeitada.

Dados do Governo sul-africano indicam que 82.875 pessoas foram voluntariamente repatriadas ou deportadas desde o início do actual período de tensão migratória. Contudo, números apresentados pelos países de origem apontam para cerca de 178 mil pessoas que terão regressado.

Entre Abril e Julho, 16.078 cidadãos estrangeiros, sobretudo do Lesotho, Malawi, Tanzânia, Zimbabwe e Moçambique, foram deportados através do Centro de Repatriamento de Lindela.

As autoridades policiais sul-africanas anunciaram ainda o reforço das operações contra a imigração ilegal e crimes associados. Quase 60 mil pessoas em situação irregular foram detidas, das quais 16.208 apenas durante o mês de Julho.

A questão migratória continua, assim, a gerar tensão entre a África do Sul e outros países africanos, ao mesmo tempo que o Governo sul-africano procura fazer face aos elevados custos das operações de deportação e repatriamento.

 

Quatorze candidatos disputam a Presidência da Zâmbia nas próximas eleições, numa corrida em que o actual chefe de Estado, Hakainde Hichilema, parte como favorito à conquista de um segundo mandato.

Entre os principais adversários está Brian Mundubile, líder da oposição, que acusa as autoridades de terem condicionado a campanha do seu partido. Segundo Mundubile, a oposição enfrentou restrições para realizar comícios e deslocar-se pelo país, enquanto Hichilema teria beneficiado de maiores facilidades para fazer campanha.

O antigo advogado afirma ainda que esteve quatro meses sem passaporte e sem telefone, alegadamente na sequência da apreensão dos seus documentos e aparelhos. Mundubile acusa igualmente a Polícia de interferência nas actividades da oposição e o partido governamental, UPND, de envolvimento em actos de violência durante a campanha.

O líder oposicionista critica também a Comissão Eleitoral da Zâmbia por, segundo afirma, não ter tomado medidas contra o partido no poder perante as alegadas irregularidades.

Hakainde Hichilema chegou à Presidência em 2021, na sua sexta tentativa, ao derrotar Edgar Lungu com uma vitória expressiva. Apesar das acusações da oposição, a expectativa geral é de que o actual Presidente consiga renovar o mandato e permaneça no poder por mais cinco anos.

 

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para a rápida propagação do surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC), após uma visita ao país, onde se reuniu com o Presidente e destacou os esforços das autoridades no combate à doença.

Segundo o responsável da OMS, a actual epidemia já é a segunda maior de que há registo e está a propagar-se mais rapidamente do que qualquer outro surto anterior. Ao ritmo actual, poderá ultrapassar a epidemia registada na África Ocidental entre 2014 e 2016.

Até ao momento, foram oficialmente reportados 4.449 casos confirmados e 2.061 mortes em cinco províncias e 53 zonas de saúde.

Tedros manifestou ainda preocupação com o elevado número de mortes registadas nas comunidades, sobretudo em locais onde não existem centros de tratamento, situação que dificulta o rastreio e acompanhamento dos contactos.

“O mais preocupante é que vemos uma alta proporção de mortes nas comunidades, em vez de em unidades de tratamento, fora das listas de contactos conhecidos”, afirmou, alertando que os dados indicam a existência de cadeias de transmissão ainda desconhecidas.

O director-geral da OMS sublinhou que, enquanto essas cadeias não forem identificadas e interrompidas, será difícil conter o surto.

A actual epidemia é provocada pela variante Bundibugyo do vírus Ébola e, segundo a OMS, a tendência de propagação indica que poderá superar a epidemia da África Ocidental, que entre 2014 e 2016 provocou milhares de mortes.

 

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