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O País – A verdade como notícia

O líder da oposição zambiana, Brian Mundubile, anunciou que vai recorrer à justiça para contestar os resultados das eleições presidenciais de 13 de Agosto, que deram ao Presidente Hakainde Hichilema um segundo mandato.

Num comunicado divulgado quarta-feira, Mundubile afirmou que a sua campanha documentou “sérias irregularidades” e inconsistências na condução do processo eleitoral, incluindo nas fases de contagem, transmissão e declaração dos resultados.

A votação decorreu, em grande parte, de forma pacífica, mas a oposição denunciou intimidação e restrições durante a campanha, preocupações que, segundo Mundubile, foram igualmente levantadas por observadores eleitorais internacionais.

A Comissão Eleitoral da Zâmbia declarou Hichilema vencedor com cerca de 60 por cento dos votos, contra 38 por cento obtidos por Mundubile.

A contestação dos resultados ocorre num contexto de crescente tensão política e de segurança. Na noite das eleições, a Polícia deteve várias figuras da oposição, alegando que representavam uma ameaça à segurança do Estado.

Durante uma operação das forças de segurança na residência de Mundubile, um dia depois da votação, o antigo ministro e deputado da oposição Mutotwe Kafwaya foi morto a tiro, segundo a oposição.

A Comissão Eleitoral chegou igualmente a suspender a contagem dos votos durante várias horas, na sequência de relatos de violência contra funcionários das assembleias de voto e de roubo de boletins.

Mundubile divulgou a sua declaração a partir de um local não revelado, afirmando encontrar-se sob protecção devido a ameaças que não especificou.

Perante a escalada das tensões, o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apelou às autoridades zambianas para que ponham termo às detenções arbitrárias e garantam o devido processo legal às pessoas detidas.

A cantora beninense Angélique Kidjo tornou-se a primeira africana negra a receber uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood, em Los Angeles, numa cerimónia que marcou um momento histórico para a música africana.

A distinção foi atribuída ontem à artista, de 66 anos, que reuniu na cidade norte-americana várias personalidades do mundo da música e do cinema para assinalar o reconhecimento da sua carreira internacional.

Harvey Mason Jr., presidente da Recording Academy, descreveu Kidjo como uma «artista rara», destacando o percurso e a influência da cantora na música mundial.

A conquista foi igualmente saudada pelo Presidente do Benin, Romuald Wadagni, que, numa publicação nas redes sociais, afirmou que a distinção permite à artista «gravar o seu nome na história» e elevar «os ritmos, a criatividade e a dignidade» do país.

Com uma carreira marcada pela música e pelo activismo social, Angélique Kidjo é Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF desde 2002. A cantora participa regularmente em cimeiras internacionais, incluindo o Fórum Económico Mundial de Davos, onde promove causas ligadas ao desenvolvimento e aos direitos das crianças e das mulheres.

Kidjo já actuou na Assembleia Geral das Nações Unidas e foi porta-voz da iniciativa Acção Financeira Afirmativa para as Mulheres em África (FAWA), durante a cimeira do G7, em 2019. Em 2021, participou também na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O reconhecimento internacional da artista estende-se ainda a diversas distinções. Em 2021, foi incluída pela revista Time na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. A BBC considerou-a uma das 50 figuras mais emblemáticas de África, enquanto o jornal britânico The Guardian a incluiu entre as 100 pessoas mais inspiradoras do mundo.

«HOPE!», o mais recente álbum de Angélique Kidjo e o seu 19.º registo de estúdio, foi lançado em Abril de 2026.

Considerado um dos mais importantes símbolos da cultura popular norte-americana, o Passeio da Fama de Hollywood passa, assim, a acolher o nome de uma das mais reconhecidas vozes da música africana no panorama internacional.

A epidemia do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo) ultrapassou os 5 mil casos, anunciaram ontem as autoridades congolesas, e as equipas de resposta alertam que a doença se está a propagar a uma velocidade sem precedentes.

Segundo os mais recentes dados do Ministério da Saúde da RD Congo, a epidemia registou, até ao momento, 5021 casos, incluindo 2378 mortes.

As equipas de resposta alertam que a doença se está a propagar a uma velocidade sem precedentes, ultrapassando os esforços para a conter nas regiões mais remotas do país.

A rápida propagação da doença é alimentada pela insegurança, pelas deslocações forçadas e pelos intensos movimentos populacionais.

A atual epidemia de Ébola infectou e matou mais pessoas a um ritmo mais acelerado do que qualquer outro surto na história.

Desde o primeiro caso detectado, tem-se propagado cerca de três vezes mais rapidamente do que o surto que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que foi o surto de Ébola mais mortífero de que há registo, com mais de 11 mil mortes.

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na terça-feira que a epidemia do vírus Ébola na RD Congo está “longe de estar controlada” e avisou que há um elevado risco de propagação internacional.

“Há três meses, declarei que a epidemia da doença pelo vírus Bundibugyo na RD Congo constituía uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Desde então, a epidemia espalhou-se rapidamente e o risco de uma propagação nacional e internacional maior continua elevado”, avisou Tedros Adhanom Ghebreyesus, na abertura de uma reunião do comité de emergência sobre o Ébola.

Segundo recentes informações da OMS, o vírus do Ébola começou a circular no leste da RD Congo em Fevereiro, embora uma investigação publicada na revista “Science”, no fim de Julho, tenha sugerido que as primeiras infecções teriam ocorrido ainda antes, pelo menos em Janeiro.

Após a declaração do surto em Ituri, o vírus propagou-se a várias regiões, atingindo o estado de epidemia na RD Congo e atingiu a vizinha Uganda, país que se declarou “livre do Ébola” a 28 de Julho, após registar 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados do país vizinho, entre os quais se contaram duas mortes.

A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a OMS.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Pelo menos 100 pessoas morreram num deslizamento de terra ocorrido numa mina artesanal de ouro no oeste da República Centro-Africana, na localidade de Zamboye, relataram as autoridades locais e testemunhas.

“O jazigo é uma exploração mineira artesanal onde as operações não se realizam de acordo com a regulamentação (…) Por agora, contabilizamos pelo menos 100 mortos, mas este não é o número final e faremos uma atualização no final do dia”, disse à agência espanhola EFE Souleymane Bi, vice-presidente da câmara de Zamboye.
Os factos ocorreram na terça-feira na subprefeitura de Nana-Mambere, na região de Abba, perto da fronteira com os Camarões, país vizinho.
Bi afirmou que o deslizamento era “previsível” porque os mineiros artesanais “cavam poços profundos para extrair ouro”, lamentando que “os jovens que morrem sob os escombros não tenham outra opção senão assumir este risco”.
Imagens difundidas nas redes sociais e pelos meios de comunicação locais, que a EFE não pôde verificar, mostram o momento em que o desmoronamento da terra enterra o que parecem ser centenas de pessoas, perante o olhar de outros tantos que observam sem poder fazer nada.
“É horrível e fazemos um apelo ao Governo e aos seus parceiros, a todas as pessoas de boa vontade e às organizações para que ajudem a resgatar aqueles que estão presos no poço”, acrescentou o vice-presidente da câmara.
Um número indeterminado de feridos foi transportado para Bouar, a capital da subprefeitura, acrescentou.
Alguns mineiros também confirmaram os factos, relatando detalhes do que ocorreu, em declarações à EFE.
“Já estávamos a trabalhar na nossa secção quando nos surpreendeu o ruído de um deslizamento de terra e os gritos de socorro. Ficámos profundamente tristes por termos perdido os nossos colegas sob a massa de terra que desmoronou”, relatou à Wilfried Ngoloyangue.
Outro mineiro, Florian Gaguende, disse que “muitas pessoas continuam desaparecidas” e que as possibilidades de as resgatar “são cada vez menores”.
“A população está em choque e as operações de resgate são limitadas e carecem dos recursos necessários. Apenas pequenos artesãos estão a fazer o que podem, mas não é suficiente”, afirmou Gaguende.
O porta-voz do Executivo da República Centro-Africana, Évariste Ngamana, lamentou o ocorrido e garantiu que “o Governo trabalha incansavelmente para oferecer ajuda e assistência às vítimas e partilha a dor das famílias afetadas por esta tragédia”, pedindo também “solidariedade”.
Este deslizamento de terra ocorreu em meio a um ‘boom’ aurífero na região, que atrai um número crescente de jovens.
Todos os anos, mineiros perdem a vida devido a deslizamentos de terra ou à contaminação da água causada pelos produtos químicos usados na extração de ouro, e aumentam as vozes que exigem ao Governo a aplicação de regulamentos mais rigorosos.
A parte ocidental da República Centro-Africana é rica em importantes jazidas de ouro.
De acordo com o código mineiro, o Governo concede permissões de exploração a cooperativas mineiras. Estas minas operam com métodos artesanais e, em alguns casos, associam-se a empresas chinesas para mineração semi-mecanizada ou industrial.

Sete pessoas, entre as quais seis turistas e o piloto, morreram na sequência da queda de um helicóptero nas proximidades do Monte Ololokwe, no condado de Samburu, centro do Quénia.

O acidente ocorreu por volta das 9h13 locais, quando a aeronave efectuava um voo turístico entre a reserva de vida selvagem de Loisaba e Ewaso Nyiro, um rio que atravessa várias reservas nacionais.

Segundo a Autoridade de Aviação Civil do Quénia (KCAA), o aparelho era um helicóptero Eurocopter EC130 B4. A entidade informou que está a apoiar a coordenação das operações de resposta ao acidente.

O Ministério dos Transportes e o Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos deverão investigar as circunstâncias que estiveram na origem da queda.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram as identidades nem as nacionalidades das vítimas.

O acesso ao local do acidente permanece difícil, de acordo com a Cruz Vermelha do Quénia, que recorre a drones para sobrevoar a área e avaliar a situação. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma coluna de fumo no local da queda, próximo do Monte Ololokwe.

Samburu é uma das principais zonas turísticas do Quénia, conhecida pelas suas reservas de fauna bravia e pelas paisagens naturais.

O acidente ocorre após uma série de quedas fatais de helicópteros registadas no país nos últimos anos.

Em Fevereiro deste ano, seis pessoas, incluindo um parlamentar, morreram na queda de um helicóptero no condado de Nandi.

Em Abril de 2024, o então chefe das Forças de Defesa do Quénia, general Francis Omondi Ogolla, morreu juntamente com outras nove pessoas na queda de um helicóptero militar na região ocidental do país. Duas pessoas sobreviveram ao acidente.

Em Junho de 2021, pelo menos dez soldados morreram quando outro helicóptero militar se despenhou durante uma tentativa de aterragem nas proximidades de Nairobi.

A Libéria concordou em receber até 1.200 pessoas deportadas dos Estados Unidos da América, no âmbito de um acordo migratório estabelecido com a Administração de Donald Trump.

As autoridades liberianas anunciaram, esta terça-feira, que os deportados serão acolhidos ao longo de um ano. O primeiro grupo, composto por 20 pessoas, deverá chegar ao país na quinta-feira.

O Ministro da Informação da Libéria, Jerolinmek Piah, explicou, em conferência de imprensa realizada em Monróvia, que entre os deportados estarão cidadãos ou nacionais de países africanos e do hemisfério ocidental, desde que estejam clinicamente autorizados a viajar.

O acordo faz parte de uma política mais ampla da Administração norte-americana destinada a combater a imigração ilegal. Nos últimos meses, os Estados Unidos estabeleceram acordos com vários países africanos para receber pessoas deportadas que não são necessariamente nacionais desses países.

Especialistas levantam, contudo, preocupações sobre a possibilidade de alguns deportados estarem abrangidos por ordens de protecção emitidas por juízes de imigração norte-americanos, que impedem o seu regresso aos países de origem por razões de segurança.

Questionado sobre esta matéria, Jerolinmek Piah não esclareceu se algum dos deportados que deverão ser enviados para a Libéria possui uma ordem de protecção.

O governante afirmou ainda que os cidadãos transferidos poderão solicitar asilo na Libéria depois da chegada ou abandonar o país quando assim o entenderem.

Em contrapartida, os Estados Unidos prestarão apoio à Libéria na gestão do programa e no reforço do seu sistema migratório.

Subiu para 94 o números de mortes na sequência do naufrágio no lago Kariba, no Zimbabwe. Entre as vítimas mortais, há 30 crianças com menos de 10 anos.

Nos últimos sete dias, as autoridades zimbabweanas recuperaram 79 corpos ligados ao caso de naufrágio no lago Kariba. Assim, os óbitos subiram para 94, desde a tragédia marítima que ocorreu na semana passada.

Entre os mortos estão 30 crianças com menos de 10 anos, uma delas um bebê de um mês. Informações preliminares do Governo do Zimbabwe indicam que o naufrágio resultou de negligência e erro humano.

“O barco tinha certificação de navegação marítima. Foi certificado pelo Ministério do Transporte e Infraestrutura. Os problemas que ocorreram foram resultado de negligência e erro humano pelo capitão do barco.

Isso não tem nada a ver com o facto de o barco ter ou não certificação de navegação. Ele recebeu uma certificação autorizada pelo Ministério do Transporte através da Agência de Desenvolvimento Infraestrutural. Então, sim tinha sido certificado.”

Segundo o governo local, correm termos para o apuramentos de outras circunstâncias que teriam propiciado a ocorrência do naufrágio

“O Governo aprovou que avancemos e constituámos um inquérito para começar as investigações sobre o que, exactamente, aconteceu, porque há muitas histórias veiculadas nas redes sociais, por pessoas sem autoridade, sobre como este barco e outros do lago  Caribe são geridos, particularmente aqueles que são propriedades pela Agência de Desenvolvimento de  Infraestrutura. Então, sim, há uma investigação que vai ser instituída o mais rápido possível”.

O barco que naufragou tinha capacidade para transportar 90 passageiros, mas além dos 94 corpos identificados, foram resgatadas 77 pessoas. O Lago Kariba fica na fronteira entre o Zimbabee e a Zâmbia e é o maior lago artificial do mundo em volume.

O Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, foi reeleito com cerca de 60 por cento dos votos nas eleições realizadas na semana passada, anunciou, esta terça-feira, a Comissão Eleitoral da Zâmbia.

A vitória de Hichilema, no poder desde 2021, era amplamente esperada, numa eleição disputada por 13 candidatos. O principal adversário foi Brian Mundubile, antigo ministro provincial e candidato pela primeira vez à Presidência, que obteve cerca de 38 por cento dos votos.

Segundo a presidente da Comissão Eleitoral da Zâmbia, Mwangala Zaloumis, cinco dos 226 círculos eleitorais ainda não tinham sido contabilizados. Contudo, a responsável afirmou que os resultados em falta não deverão alterar de forma significativa o resultado final.

As eleições de 13 de Agosto, realizadas num país da África Austral rico em cobre, ficaram marcadas por acusações de fraude apresentadas pela oposição e pela suspensão inédita da contagem de votos em todo o território, depois de ataques contra funcionários eleitorais e do roubo de boletins de voto já marcados.

Antes da votação, partidos da oposição e organizações da sociedade civil haviam denunciado o alegado estreitamento do espaço político e apontado restrições às actividades de campanha.

Missões de observação eleitoral, nacionais e internacionais, consideraram que as condições registadas durante o processo contribuíram para uma disputa desigual.

A tensão aumentou depois da votação, com as autoridades a deterem cerca de uma dúzia de pessoas, incluindo dirigentes da oposição, numa operação que envolveu troca de tiros. O Governo alegou que os detidos estavam ligados a actividades de milícias ou a uma suposta insurgência relacionada com as eleições. As acusações foram rejeitadas pelo partido NRPUP, de Brian Mundubile.

A eleição foi amplamente encarada como um referendo ao primeiro mandato de Hakainde Hichilema, durante o qual a economia zambiana retomou o crescimento, depois de vários anos marcados por dificuldades orçamentais e fiscais.

A reeleição garante a Hichilema um novo mandato à frente da Zâmbia, num contexto em que o Governo terá pela frente o desafio de consolidar a recuperação económica e responder às críticas sobre o ambiente político e eleitoral.

 

Forças nacionais da Somália entraram, na segunda-feira, em confronto com tropas leais ao antigo líder do Estado do Sudoeste, Abdiaziz Hassan Mohamed Laftagareen, pelo controlo da cidade de Baidoa, num novo episódio de tensão entre o Governo Federal e administrações regionais.

Segundo o Governo somali, combatentes leais a Laftagareen atacaram, por volta das cinco horas da manhã, posições do Exército na capital do Estado do Sudoeste, alegadamente com o apoio de elementos do grupo islamista Al-Shabaab. O Executivo afirmou que os atacantes utilizaram veículos carregados de explosivos e que cerca de 30 militantes foram mortos durante a resposta das forças governamentais.

Um porta-voz da administração de Laftagareen afirmou que as suas forças chegaram a controlar algumas zonas de Baidoa. Testemunhas, contudo, disseram à AFP que os combatentes foram posteriormente expulsos e que as tropas federais retomaram o controlo da cidade.

O residente Adan Nurey descreveu à AFP combates intensos em várias zonas de Baidoa, com troca de tiros nas ruas durante várias horas. Segundo o morador, as forças leais a Laftagareen acabaram por retirar-se.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que mantém instalações na cidade, confirmou a ocorrência de confrontos e informou que várias vítimas deram entrada no hospital. A organização não avançou números, mas indicou que os combates ocorreram em duas frentes.

Outro residente, Salad Ali, relatou a existência de mortos, feridos e pessoas detidas durante os confrontos. Segundo o testemunho, foram observados vários corpos nas estradas, embora não tenha sido possível determinar o número exacto de vítimas.

A crise insere-se num contexto de profundas divisões políticas e administrativas na Somália. Em Março, o Governo Federal enviou tropas para afastar Laftagareen da liderança do Estado do Sudoeste. O antigo dirigente tentou recuperar o controlo da região em Maio, mas a operação fracassou.

O Presidente Hassan Sheikh Mohamud enfrenta igualmente uma prolongada insurgência do Al-Shabaab, grupo islamista que mantém sob seu controlo extensas áreas da região central do país.

O chefe de Estado tem defendido uma transição para eleições democráticas, com o objectivo de substituir o actual sistema baseado na escolha de representantes através de anciãos dos clãs. Contudo, o processo tem sido alvo de críticas devido à extensão do mandato presidencial e aos reduzidos progressos na preparação de eleições de âmbito nacional.

As divisões entre clãs rivais, a fragilidade das instituições e a persistente ameaça do Al-Shabaab continuam a dificultar os esforços para consolidar a estabilidade política e de segurança na Somália

 

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