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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, vai reforçar a campanha eleitoral da Frelimo, na Cidade de Maputo, a partir da próxima semana. A participação do presidente honorário na “caça ao voto” será em resposta ao pedido da brigada central do partido.

O presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, vai juntar-se ao partido na capital do país, na mobilização da população para votar em Daniel Chapo e nesta força política nas eleições gerais do próximo dia 9 de Outubro.

“Aceitei ingressar no trabalho da brigada, pois é meu dever participar na campanha eleitoral. Iniciarei os trabalhos directamente com a brigada somente a partir do dia 10. E depois nos outros dias, onde estarei disponível. Depois verei quais são as outras formas de participar na campanha eleitoral.”

Sobre o arranque da campanha, Chissano diz que a paz e ordem que se verificaram são sinal de democracia.

Chissano acrescenta que “estou satisfeito por ver que a campanha eleitoral começou num ambiente pacífico e ordenado. Posso dizer que os tons que estavam nas declarações anteriores desapareceram. Este é um bom sinal para a nossa democracia. Todas as forças vivas devem manter um espírito de tolerância, mesmo que não concordem. Portanto, precisamos de ter um ambiente muito sereno e de confiança uns nos outros”.

Além de Chissano, há outros membros seniores do partido que sairão à rua para mobilizar a população. A campanha eleitoral termina no dia 06 de Outubro.

André Magibire, cabeça-de-lista da Renamo em Sofala, esteve, nesta segunda-feira, nos mercados da cidade da Beira, onde, em contacto interpessoal com os eleitores, prometeu uma governação inclusiva e socorreu-se a exemplos para reforçar as suas promessas.

“Se votarem na Renamo e no seu candidato, tudo irá mudar para melhor. Vejam que há cinco anos o ciclone Idai destruiu os vossos bens e, depois, fomos afectados pela Covid-19. Foram mobilizados fundos para apoiar as vítimas, mas o dinheiro foi distribuído para certos membros de um partido político. Isto deve acabar. Estou a dizer que um governador deve ser de todos e a nossa governação assim será”.

O partido Frelimo, liderado pelo seu chefe da bancada da Assembleia Municipal da Beira, esteve no bairro da Munhava Mananga, onde de banca em banca prometeu criar fundos para apoiar pequenos empreendedores.

“Traremos um fundo denominado “Fundo de Desenvolvimento”, que será gerido por um banco nacional. Todo o moçambicano terá acesso a ele para desenvolver negócios. Com esta iniciativa, a Frelimo pretende fazer face à falta de emprego. A Frelimo pretende melhorar as condições de vida de todos. Por isso vote em Daniel Chapo”.

O MDM contactou, igualmente, de forma interpessoal, o eleitorado que reside no bairro de Chipangara. O partido do galo garantiu que, caso vença as eleições, irá gerir, de forma exemplar, os bens públicos.

“Se a memória não me falha, em 1975, quando o actual governo assumiu o poder, após a independência nacional, o país tinha 15 aviões. Hoje, passado quase 50 anos, só temos dois aviões com avarias constantes e os mecânicos sempre com ferramentas na mão em cada aterragem, para apertar um e outro parafuso, ou consertar outras avarias. Nos hospitais só temos paracetamol e importado. Os membros do governo, quando adoecem, vão para clínicas privadas ou viajam para fora do país a busca de tratamentos. E você, minha mãe, que sobrevive vendendo pequenas quantidades de carvão, como ir a clínicas privadas? Vote no Lutero Simango e no MDM para juntos melhorarmos as nossas condições de vida”, prometeu Picardo Soal, delegado político do MDM na Beira.

No encontro com a população de Boane, esta segunda-feira, o membro da Comissão Política da Frelimo, Tomaz Salomão, pediu votos para Daniel Chapo, nas Eleições Gerais de 9 de Outubro. Segundo prometeu, as preocupações levantadas pelos munícipes serão resolvidas.

O Chefe-Adjunto da Brigada Central de Assistência à Província de Maputo, Tomaz Salomão, está a trabalhar no Bairro Fiche “J”, no Município de Boane, província de Maputo.

O recinto do campo do bairro Fiche “J” é o local onde estão reunidos os membros do partido Frelimo e os eleitores. Neste momento, os moradores do bairro e outros mais próximos colocam várias reclamações relacionados com a sua vivência: a criminalidade, a falta de iluminação pública, o desemprego.

A questão das cheias e inundações, em Boane, voltou a dominar as intervenções. Embora esteja a ser construída uma estrada pavimentada, que parte do centro da autarquia até ao interior do Bairro Pipoco, os moradores questionam a qualidade da vala que está a ser construída.

Tomaz Salomão diz que as preocupações levantadas pela população Fiche “J” serão resolvidas. E, na ocasião, o membro da Comissão Política da Frelimo pediu voto para o candidato presidencial Daniel Chapo e para o partido Frelimo.

Salomão disse ter anotado todas as preocupações e exigências do povo e munícipes do bairro Fiche “J” e arredores.

Como a reunião com a comunidade tinha o objectivo de “namorar” o eleitorado, o Chefe-Adjunto da Brigada Central de Assistência à Província de Maputo pediu voto para o seu partido e para o candidato presidencial Daniel Chapo. “No dia 9 de Outubro, temos que votar, o PIN é dois”, referindo-se à posição do candidato no boletim de voto.

Salomão prometeu falar com Chapo, “e dizer a ele o que vocês pediram. Temos que ocupar os jovens para sairem da criminalidade”.

Tomaz Salomão prometeu voltar ao bairro Fiche para verificar se tudo quanto foi colocado como reclamação e exigências terá sido resolvido ou não.

O terceiro dia da campanha de Lutero Simango, na província de Sofala, foi dedicado à interaccao interpessoal.

O candidato às presidênciais de Outubro trabalhou, hoje, no distrito de Nhamatanda, localidade de Tica, um dos celeiros da província.

Diante dos espectadores, Lutero Simango destacou o facto de o distrito ter muita produção agrícola. Por isso ser necessária a criação de indústrias de produção.

“Produzem muito aqui. Tomate, cebola, couve, mas tudo isso costuma apodrecer. Por isso, vamos criar indústrias de conservação do tomate e outros produtos”, disse Simango.

Num dos mercados de Tica, o candidato do MDM prometeu aos idosos que vai aumentar o subsídio social básico, atribuído pelo Instituto Nacional de Acção Social, INAS, dos actuais 800 para 1200 meticais.

Fátima Mimbire diz que o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) tem como apostas a formação técnico-profissional e o emprego para a juventude. A cabeça-de-lista do MDM para Governadora de Maputo, escalou, hoje, os bairros do município da Matola, onde interagiu com a população.

Entre cânticos e danças, os membros e simpatizantes do MDM “namoram” o eleitorado de bairro a bairro, mercados e terminais de transporte semi-colectivo de passageiros.

Fatima Mimbire conversou com o eleitorado, que, segundo se ouvia, está ávido por mudanças. Aliás, as suas promessas foram de mudar e melhorar as condições de vida dos maputenses, apostando na formação profissional de jovens e na educação.

“Há aqui muitos jovens que precisam de formação e os que estão formados precisam de emprego, e é essa nossa aposta. Trazer melhorias ao sector de educação, sobretudo o ensino técnico profissional”, prometeu.

Ainda neste terceiro dia, a candidata demonstrou-se satisfeita com a adesão do eleitorado ao seu manifesto. “Temos ainda pela frente 42 dias de muito trabalho e, nesta interacção com as pessoas, conseguimos perceber que as pessoas aderem ao nosso manifesto. É o que estamos a fazer para expormos o manifesto porque temos este compromisso de trazer mudanças”, referiu.

O MDM diz que na província de Maputo, por estes dias, vai privilegiar o contacto interpessoal por ser uma oportunidade de ouvir as preocupações das populações.

Na manhã deste domingo, segundo dia da campanha eleitoral, membros e simpatizantes do partido Frelimo, em Inhambane, foram à igreja. O cabeça-de-lista daquele partido, em Inhambane, esteve numa das igrejas da Vila de Morrumbene, sua terra natal, para pedir bênçãos e protecção divina.

Já no período da tarde, Francisco Pagula esteve com amantes de futebol , no campo localizado no povoado de Maivene, onde começou por oferecer material desportivo às equipas do povoado de Maivene no distrito de Morrumbene, e assistiu a uma partida de futebol.

No final, Pagula pediu votos, com promessas de melhorar as coisas.

Na interacção com os presentes no local, Pagula pedia que as pessoas votassem na Frelimo, dando ao partido a oportunidade de continuar a construir mais escolas e hospitais para as comunidades.

Na sequência, Pagula foi confrontado com um combatente, sobre questões ligadas ao pagamento de pensões, e reagiu explicando que o que a Frelimo pretende é fazer um balanço de tudo que foi feito nos últimos 50 anos e pegar no que não foi feito para melhorar e fazer diferente.

O político que concorre para ser Governador de Inhambane disse que esta é a chance que tem para dar uma virada no cenário actual do país.

Por outro lado, o Delegado Político Provincial da Renamo, em Inhambane, disse ao “O Pais” que o cabeça-de-lista daquele partido estaria a trabalhar em contaacto porta a porta com eleitores no cruzamento de Cambine, no Distrito de Morrumbene.

No entanto, chegados ao local, não localizamos nenhuma brigada da Renamo. Foram feitos vários contactos telefónicos, mas este não atendia às chamadas.
O Movimento Democrático de Moçambique não saiu à rua, neste domingo, para fazer campanha, pois, segundo a cabeça-de-lista, o dia foi dedicado apenas à igreja.

Na cidade da Beira, a Renamo e a Frelimo priorizaram, neste segundo dia de campanha eleitoral, o contacto interpessoal com o eleitorado.

A Renamo, liderada pelo seu cabeça-de-lista, André Magibire, esteve no bairro Ndunda. Magibire prometeu melhorar a via de acesso que liga Nhangau, um bairro com muitos pescadores, e a cidade da Beira.

“O pescado que sai daquela zona, um pescado de muita qualidade, é muito caro. É caro porque os transportadores, tanto dos transportes de cargas assim como os moto-taxis, incrementam os preços que é para conseguirem dinheiro para reporem as peças dos seus meios que ficam danificadas precocemente devido ao elevado estado de degradação da estrada”, disse.

A Renamo e André Magibire prometem reabilitar e colocar valas de drenagem na rodovia. Para o efeito, “A solução é votarem em nós, no próximo dia 9 de Outubro”.

Já os “camaradas” estiveram no bairro da Munhava-Matope. Jorge Reno, do Comité Distrital da Beira, lembrou aos moradores que há muito lixo naquele bairro e garantiu que caso a Frelimo e seu candidato vençam as eleições, “todos os resíduos sólidos serão devidamente tratados. Ao comprarem energia pagam taxa de lixo. Os que beneficiam do valor têm a obrigação de limparem a cidade, mas não fazem. Nós, a Frelimo, e nosso candidato Daniel Francisco Chapo, seremos os responsáveis pela melhoria da qualidade de vida na Munhava-Matope”.

O MDM não fez campanha eleitoral, hoje, na cidade da Beira. Este partido concentrou as suas forças políticas em Dondo, com o seu candidato, Lutero Simango.

O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, prometeu, esta tarde, pontenciar o desenvolvimento agrícola na província de Sofala, sobretudo na Vila de Nhamatanda, onde fez comício, este domimgo. A estratégia de Daniel Chapo é implantar grandes empresas e fábricas de processamento agrícola, que vão empregar os jovens, uma vez que a região é “altamente” produtiva.

No segundo dia da campanha, o candidato presidencial da Frelimo escolheu Nhamatanda para fazer o seu comício, por se identificar com o sofrimento das pessoas da região.

“Já passei fome. Passei dia e noite a comer o que havia. Comia frutas da floresta para conseguir sobreviver. Por isso, hoje, que sou candidato, quando lembro desse sofrimento, o sofrimento do povo, isso toca o meu coração”, disse Chapo.

Por reconhecer o sofrimento do povo, prometeu dias melhores. “Por esse sofrimento que passei tenho experiência que a situação vai mudar. Eu sempre tenho esperança que tudo vai mudar e esta é a esperança que tenho no meu coração, para o povo moçambicano. Dias melhores virão”, assegurou.

Chapo, defensor do “desenvolvimento com recursos próprios”, justificou que “Nhamatanda é uma terra rica em agricultura. Nhamatanda produz gergelim, milho, tomate, cebola, Nhamatanda produz tudo. Por isso, vamos trazer grandes empresas para aumentar aprodução e a produtividade”, disse.

Chapo, reconhecendo a fragilidade que o país tem sobre os índices de desemprego, que também afecta a juventude de Nhamatanda, aprofundou um pouco mais as suas estratégias sobre mais empregos.

“A primeira preucupação dos jovens é o emprego. Vamos precisar de fábricas pequenas e grandes. É nestas fábricas que os jovens que trabalham nestas machambas vão trabalhar”.

 

Chapo pede unidade no combate ao terrorismo

A situação do terrorismo em Cabo Delgado está dentro das prioridades do manifesto eleitoral do candidato presidencial da Frelimo, que assume a situação como colectiva, ou seja, “é de todos os moçambicanos”.

Chapo apelou uma vez mais, durante o seu comício em Nhamatanda, que os moçambicanos devem estar unidos não só para o terrorismo, mas também para o desenvolvimento de todo país, pois entende que “nenhum país é capaz de desenvolver sem paz”.

“Temos de estar unidos para haver paz em todo o país. Cortar Cabo Delgado é como cortar um dedo do meu pé. Por isso, o sofrimento dos nossos irmãos é o nosso sofrimento. Temos de nos unir como povo para acabar este mal, tal como o colonialismo e a guerra dos 16 anos, que acabou em um acordo de paz. O terrorismo tem de acabar porque sem a paz não há desenvolvemento”.

Chapo diz que vai criar “Banco do Povo”

Daniel Chapo reconhece que há dificuldades para começar devido à falta de acesso ao financiamento, mas considera que, com a sua eleição, o problema será resolvido, pois todos os moçambicanos terão iguais oportunidades de acesso aos empréstimos para os seus negócios.

“Projectamos um banco de desenvolvimento. Um banco do povo para emprestar dinheiro aos jovens, mulheres e homens para fazerem negócios”.

Também elogiou a capacidade de gestão de negócios que a mulher tem. “A mulher é grande gestora, tem força, tem determinação (…). Dar dinheiro à mulher… o dinheiro vai estar em boas mãos, porque elas cuidam dos negócios, cuidam dos filhos, irmãos, pais, sogros e maridos”, complementou.

Chapo promete facilidade no acesso à habitação

O candidato presidencial da Frelimo diz que a juventude estará em boas mãos, pois o “único candidato jovem” pensa em soluções para os jovens, que têm imensas dificuldades de ter uma casa.
“Porque quem casa, quer casa! Temos duas soluções. A primeira é construir casas para os jovens, que vão trabalhar nestas empresas que vamos trazer. Estes jovens vão entrar nas suas casas e nos salários deles vão pagar por 20, 30 anos, enquanto vivem nas suas casas”, prometeu.

As casas, segundo o candidato, devem reunir as condições necessárias. “A segunda solução é localizar um terreno para as três coisas que os jovens não conseguem fazer chegar. A cada terreno vai chegar uma estrada, água canalizada e energia para oferecermos aos jovens”, acrescentou.

“Corrupção não deve ser normalizada”

A corrupção é um mal que não deve ser normalizada, defendeu Chapo. “Temos de aprovar leis para condenar os corruptos e não podemos tolerar coisas anormais”, disse. Ainda deu exemplos, “Quando a pessoa procura emprego, é porque não tem dinheiro. Como é cobrado dinheiro?”, questionou.

 

O partido MDM, na capital do país, trabalhou, este domingo, no distrito de KaMubukwana, onde porta-a-porta pediu voto a favor do seu candidato presidencial: Lutero Simango.

Contacto pessoal e conversas explicativas com o eleitorado foi a táctica escolhida pelo partido Movimento Democrático de Moçambique, na cidade de Maputo, para o segundo dia de campanha.
O ponto de partida foi a praça da juventude, no distrito de KaMubukwana, e a caravana só foi desaguar na zona da Missão Roque. Porta-a-porta o MDM pediu voto a favor do seu candidato Lutero Simango, como também para a eleição dos seu candidatos a deputados da Assembleia da República.

“Decidimos voltar a sair à rua para sensibilizar o povo de KaMubukwana para que vote na esperança, que é o candidato Lutero Simango e o partido MDM. Só assim a mudança será possível juntamente com todas as mudanças”, disse ao O País, Judite Macúacua, candidata à deputada da Assembleia da República.

O MDM prometeu empregos para jovens e desenvolvimento social do país, com base na agricultura, e diz possuir uma estratégia para a materialização do desiderato

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