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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

O candidato da Frelimo, Daniel Chapo, iniciou o segundo dia da campanha eleitoral trabalhando no distrito de Búzi, concretamente na localidade de Bándua, onde marchou com os populares e dirigiu um comício popular concorrido.

No seu discurso, garantiu aos presentes que está já a trabalhar com investidores que estão interessados em reactivar a Companhia de Búzi, uma fábrica de produção de açúcar há vários anos paralisada.

Segundo Chapo, para além de reactivar a fábrica, os investidores querem promover a produção da cana-de-açúcar em regime de fomento, envolvendo produtores do sector familiar,  o que vai garantir que, fora a empregos na fábrica, a população tenha oportunidade de ganhar dinheiro comercializando essa matéria-prima. Os investidores estão igualmente interessados em instalar uma fábrica de produção de ração para frangos e uma grande unidade de produção das aves. A produção de cereais é outro interesse que, combinado com outras actividades, poderá gerar grandes oportunidades para a população.

Promete escola de formação profissional, a reabilitação da estrada Tica-Búzi, recentemente asfaltada mas já com alguns troços degradados. Promete asfaltar a estrada Búzi-Vila Nova que vai ligar aquela vila à Estrada Nacional Número 1, que vai constituir uma via rápida para acesso à cidade da  Beira para quem vem da região sul do país. 

Daniel Chapo quer, igualmente, garantir o controlo de hipopótamos que têm gerado conflito com as comunidades locais. Quer levar energia eléctrica a mais locais, melhorar o acesso à saúde e educação. 

Quer encontrar investidores para que possam, igualmente, montar uma fábrica para explorar o calcário que ocorre em Estaquinha, o que pode gerar mais empregos.

Nampula é o círculo eleitoral mais importante do país e, ao lado da Zambézia, é onde se decide a eleição presidencial e a influência na Assembleia da República. Nampula tem inscritos 3.266.523 eleitores e viu o número de mandatos para a Assembleia da República a subir de 45 para 48. Mesmo com estes argumentos, a Renamo – maior partido da oposição – arrancou a campanha em falso, sem a cabeça-de-lista para o cargo de governador provincial e sem um membro sênior do partido.

Nenhum dos candidatos presidenciais escolheu Nampula para a cerimónia central do arranque da campanha eleitoral. Todavia, a Frelimo mandou o seu antigo secretário-geral, Filipe Chimoio Paúde, para o evento e Eduardo Abdula (cabeça-de-lista para o cargo de governador) deu a cara num shomício organizado no sábado, na cidade de Nampula.

“O meu chefe quando me passou o microfone disse: aqui está o microfone, sua excelência. Quero que todos digam ao meu chefe que quando for governador serei tio de todos, por isso vão me tratar por ‘tio Salimo’ porque se for excelência não estarei próximo do povo”, disse Eduardo Abdula, como ponto prévio, depois de apresentar a sua esposa, Nazira Abdula, a macua pediatra da Ilha de Moçambique que pretende voltar à terra depois de ter saído de Nampula para servir a nação como ministra da Saúde.

Dando a cara pelo partido Frelimo para convencer o eleitorado, Eduardo Abdula prometeu promover o desenvolvimento a partir do turismo porque acredita que o efeito multiplicador daquele sector pode desenvolver muitos sectores. “Um turista não come carne? Perguntou e foi respondido positivamente em coro pela população que se fez ao local e completou que “vai desenvolver a pecuária”. “Um turista não anda de carro”, questionou e acto contínuo a população o correspondeu em coro e ele completou a ideia: vai desenvolver o sector de transporte para sair daqui para Angoche.

O Movimento Democrático de Moçambique foi à igreja Católica levar o padre Fernão Magalhães Raúl para concorrer ao cargo de governador de Nampula. Marcou o arranque da campanha eleitoral com uma marcha bem concorrida que saiu do centro da cidade até ao bairro de Muahivire para um comício e contou com a presença da secretária-geral do partido, Leonor Lopes.

“Quase todos os distritos não têm asfalto. As estradas estão esburacadas. Esta é uma das linhas fortes que trazemos. Queremos melhorar esta situação. Sem falar do problema da Educação que é crónico – professores descontentes, problema da água nas escolas e das [salas] debaixo da mangueira”, disse o padre que também esclareceu que devido às incompatibilidades dentro da Igreja, teve de afastar-se para assumir esta missão política porque entende que é um acto de cidadania servir aos necessitados.

O maior partido da oposição – a Renamo – denotou algum problema interno que não quis exteriorizar. À hora marcada não se fez à rua. Na delegação provincial, na cidade de Nampula, vivia-se um ambiente de desalento, com meia centena de membros e simpatizantes sem norte, sem voz de comando e sem material de propaganda, como bandeiras, camisetas e cartazes. Por falar em cartazes, apenas a Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique têm cartazes bem presentes na praça pública na cidade de Nampula.

Em pequenos grupos, a Renamo percorreu os bairros da periferia da cidade de Nampula no primeiro dia da campanha eleitoral para um contacto interpessoal. A imagem mais saliente foi a ausência da cabeça-de-lista para o cargo de governador, Abida Aba.

“Mas como não é só a cabeça-de-lista que pode pedir votos, estamos aqui a fazer este movimento de ‘caça ao voto’, porta-a-porta, que é a estratégia que encontramos para o primeiro dia de campanha eleitoral. Como está a ver, não temos problemas, a população compreende que neste país há uma única alternativa: é o partido Renamo e Ossufo Momade”, disse Carlos Jossias, director de campanha da cabeça-de-lista da Renamo em Nampula.

Tal como dissemos no topo desta Reportagem, Nampula e Zambézia são terrenos decisores das eleições. Quem ganha nestes dois territórios, tem fortes chances de ganhar as eleições gerais e ter maioria no Parlamento. Ora vejamos, Zambézia 2.863.308 eleitores inscritos  e 42 mandatos para a Assembleia da República, o que significa que as duas províncias elegem 90 deputados dos 250 que compõem o Parlamento moçambicano.

Há fraca movimentação de pessoas na cidade da Beira, na manhã deste segundo dia da campanha eleitoral. Ainda não se verificam sinais de “caça” ao voto por parte dos partidos políticos na capital provincial.

O nosso jornal sabe que o candidato do MDM, Lutero Simango, vai participar em dois cultos esta manhã e, mais tarde, continuará com as suas actividades políticas.

Enquanto isso, o candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, está no distrito de Búzi, província de Sofala, para conquistar o eleitorado e garantir a sua eleição no dia 09 de Outubro.

Ainda no dia de hoje, Daniel Chapo vai trabalhar ainda no distrito de Nhamatanda. 

Os partidos Frelimo, Renamo e MDM, principais forças políticas do país, concentraram as suas atenções, hoje, primeiro dia da campanha eleitoral, na região Centro do país para “caçar os votos”. Analistas consideram que o Centro pode ser o principal palco da disputa nestas eleições.

Para Egídio Chaimite, o facto de os principais  partidos terem arrancado com a campanha na região revela que o local é decisivo para os resultados finais, o que, segundo Rodrigo Rocha, também analista e jurista, faz sentido, sobretudo olhando para o facto daquele ponto do país apresentar mais partidos a concorrer no escrutínio.

O artista plástico e analista Naguib Abdula tem um pensamento contrário e diz que o facto de muitos  partidos concentrarem as suas atenções nesse ponto do país não passa de “uma coincidência”, por entender que “há um paradigma nestas eleições”.

Os comentadores foram unânimes ao fazer uma avaliação positiva do primeiro dia da campanha eleitoral, pela forma pacífica como o processo arrancou, mas pediram mais tolerância política para evitar futura violência eleitoral.

Sobre a ausência de Ossufo Momade, no arranque da campanha, os analistas acreditam que podem haver razões para tal, mas lembram que é nesse tipo de intervenções que o eleitorado passa a conhecer o seu manifesto e planos de governação para o país, caso seja eleito no dia 09 de Outubro.

Naguib Abdula, Egídio Chaimite e Rodrigo Rocha fizeram estes pronunciamentos no programa Noite Informativa, no espaço especial de análise do processo eleitoral.

Na capital do país, o arranque da campanha eleitoral foi marcado por um comício popular no campo anexo junto do Estádio Nacional do Zimpeto. Por ali, juntaram-se milhares de simpatizantes do partido Frelimo, provenientes dos  sete distritos do Município de Maputo, numa comunhão e festa dirigida pelo chefe da Bancada de Assistência à cidade de Maputo, Francisco Mucanheia.

Os camaradas dedicaram o primeiro dia do exercício de caça ao voto para explicar as linhas que caracterizam o seu manifesto e a forma como os membros devem abordar o eleitorado.

“O nosso candidato é fruto da geração 25 de Setembro e tem um percurso que o torna favorito à eleição a Presidente da República, aliás é, para já, o único que pode dar continuidade dos projectos do país”,  disse Francisco Mucanheia, exortando os camaradas a traduzirem tal mensagem ao eleitorado.

Perante os simpatizantes Mucanheia acrescentou “ o nosso manifesto está publicado em livro, está aqui. Os outros não têm nada, só estão a falar. Nós temos uma visão clara de desenvolvimento deste país.” 

Para o adjunto-chefe da campanha, Razaque Manhique, “Chapo  é o candidato certo, é um candidato que se identifica com esta fase em que nos encontramos no desenvolvimento do nosso país. Conhece os problemas do país e, em conjunto com o povo moçambicano, certamente que vamos encontrar as melhores soluções para que este caminho traçado para o desenvolvimento do nosso país aconteça”. 

Os camaradas explicam os motivos pelos quais os moçambicanos devem depositar o seu voto no candidato da Frelimo.

“Era quase que impensável que a Frelimo e os outros partidos pudessem aceitar que os jovens tivessem oportunidade para dirigir este país. O Chapo é um jovem mas, apesar de ser jovem, é uma candidatura que carrega todas as sensibilidades, desde a juventude até aos mais velhos. É uma candidatura que promete, é uma candidatura que mostra a revolução e a inovação e o trabalho que a Frelimo tem feito por dentro para mostrar à sociedade que ela renova-se, inova-se e faz revoluções internas também que é através desta juventude que nasceu depois da independência que pode-se mudar a dinâmica do país”, disse António Mahumane, Membro do Comité Central.

Por sua vez, o primeiro secretário dos camaradas ao  nível da capital do país partilhou as linhas que vão nortear os trabalhos da campanha. António Niquice disse que o seu partido vai privilegiar a campanha porta a porta.

“Vamos fazer a campanha porta a porta, em contacto interpessoal. Nós queremos fazer desta campanha uma verdadeira festa e apelamos a todas as outras forças políticas para que façam da campanha um verdadeiro momento de festa. A Frelimo instituiu a democracia multipartidária para conferir a oportunidade aos moçambicanos de saberem, em sede própria, em sede do processo eleitoral, escolherem aqueles que melhor podem dirigir o destino do nosso país”, enfatizou.

Para a próxima legislatura, a Cidade de Maputo tem 10 assentos para a Assembleia da República e a Frelimo apresentou os seus candidatos.

Líderes religiosos da igreja Selos Abertos pelo Cordeiro, na província de Tete, lançaram, hoje, um apelo aos partidos políticos, para optarem por uma conduta de paz  e civismo durante  o período da campanha eleitoral e a aceitarem os resultados que saíram das urnas.

Os apelos foram feitos durante uma marcha realizada poucas horas antes do arranque da “caça ao voto” na província de Tete.

Os religiosos consideram a “falta de amor e respeito mútuo”, como fruto dos confrontos entre membros e simpatizantes dos partidos concorrentes.

Os líderes e crentes terminaram a marcha  pedindo aos partidos políticos concorrentes para criarem políticas que possam trazer melhorias na vida da população nos próximos cinco anos.

Na Cidade de Maputo, o arranque da campanha eleitoral foi marcado por um comício popular no campo anexo ao Estádio Nacional do Zimpeto. No local, juntaram-se milhares de simpatizantes do partido Frelimo, provenientes dos sete distritos do Município de Maputo, numa celebração dirigida pelo Chefe da Bancada de Assistência à Cidade de Maputo, Francisco Mucanheia.

Os “camaradas” dedicaram, no primeiro dia do exercício de “caça ao voto”, explicar as linhas que caracterizam o seu manifesto e a forma que os membros devem abordar o eleitorado.

“O nosso candidato é fruto da Geração 25 de Setembro e tem um percurso que o torna favorito à eleição ao próximo Presidente da República. Aliás, é, para já, o único que pode dar continuidade dos projectos do país”, disse Francisco Mucanheia, exortando aos “camaradas” a traduzir tal mensagem ao eleitorado.

Para a próxima legislatura, a Cidade de Maputo tem 10 assentos para a Assembleia da República e a Frelimo apresentou os seus candidatos.

Foi durante a abertura da campanha eleitoral de Lutero Simango que, diante de milhares de espectadores, o candidato a Presidente da República prometeu criar empresas nacionais de produção de medicamentos básicos e o destaque foi para o soro fisiológico. 

“Temos indústria farmacêutica aqui no país? Não! Mas com a nossa governação terá, para reduzir a falta de medicamentos no país, provocado pela dependência das indústrias estrangeiras. Para produzir soro, só precisa de Água, sal e açúcar. Não temos isso?”, prometeu. 

A Educação foi também destaque no discurso de Simango. A redução do rácio será uma prioridade, caso seja eleito no dia 9 de Outubro. 

“Nenhum aluno poderá estudar sentado no chão, no meu Governo. O Município da Beira, que está na nossa governação, está a construir escolas, para eliminar a falta de salas de aulas. Nós vamos contratar 100 professores por ano, contra os 25 do actual Voverno”, garantiu o político.

Ainda sobre as indústrias, Simango promete construir uma indústria de processamento da madeira, “para que não haja mais exportação de madeira bruta. Vamos criar indústrias de processamento do ouro de Gorongosa e demais recursos do paí”. 

Lutero Simango continua a sua “caça ao voto” na cidade da Beira, numa marcha que vai culminar com o discurso da abertura oficial da campanha, num lugar conhecido como Terminal de Passagem de nível. Falando das suas perspectivas de governação, Lutero Simango prometeu independência financeira ao judiciário e a criação de mecanismos para que as empresas públicas sejam mais rentáveis.

As promessas não pararam por aí, o candidato às presidenciais pelo MDM diz que pretende, no seu governo, eliminar as células partidárias a nível do Governo e do sector público, como forma de garantir transparência.

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