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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

O candidato da Frelimo, Daniel Chapo, retomou, esta manhã, o périplo pela província de Nampula, escalando o distrito de Nacala-a-Velha onde se estreou em 2009 como dirigente público, quando foi nomeado Administrador daquele distrito. Depois foi à Monapo e termina o dia na cidade de Angoche.

Em Nacala-a-Velha, Chapo iniciou o comício solidarizando-se com a família do músico Dilon Djindji, a quem considerou rei da Marrabenta. Os pêsames foram extensivos ao distrito de Marracuene, terra natal do músico, mas também a toda a classe de fazedores de artes e culturas.

Chapo saudou ainda a população de Nacala-a-Velha chamando-os de seus irmãos, irmãs, pais e amigos, pois aquele é o distrito que o formou como dirigente público. Por isso, disse que não tinha muito a falar, porque a população local viu o seu desempenho.

No entanto, disse reconhecer que a população local tem necessidade de ver asfaltada a estrada Nacala-a-Velha a Memba, e de Memba a Alua. Quer igualmente ver melhorada a Unidade Sanitária, mas também criar mais postos de emprego. Por estas razões promete  atrair mais investimentos para trazer mais empresas àquele local.

Depois de Nacala-a-Velha, o candidato presidencial foi orientar o segundo comício popular na vila de Monapo, onde disse que o candidato e o partido são os únicos concorrentes com experiência de trabalhar com o povo e para o povo. Disse ainda que a Frelimo e o seu candidato são os únicos que conhecem as preocupações do povo e as resolvem. Chapo acrescentou que os residentes de Monapo já viram as obras da Frelimo, e que nenhum dos outros candidatos têm experiência de trabalhar com o povo, ouvir as suas preocupações e resolvê-las.

O candidato afirmou também que a Frelimo não promete fazer coisas que não pode fazer. Por isso, começou por enumerar o que já foi feito, como é o caso da Escola Secundária de Carapira, algo que, na sua opinião, nenhum outro partido fez, nem mesmo usando capim. 

Mostrou aos presentes o edifício onde funciona o tribunal judicial de Manopo que foi construído recentemente. Foi igualmente construído o Hospital Distrital de Monapo com condições para fazer cirurgias, e que assiste a população de distritos como Mossuril, Mogincual e Ilha de Moçambique, fazendo com que os doentes graves desses distritos deixassem de ser transferidos para Nampula, o que fez com que se aumentasse o número de médicos especialistas de 5 para 11.

Destacou ainda a retoma de comboio de passageiros Nampula-Nacala que alivia a população, realçando ainda a expansão da energia eléctrica da rede nacional nos Postos Administrativos de Monapo-Sede, Itoculo e Netia.

Daniel Chapo diz que, além das realizações acima, a população local mostra-se preocupada com a falta de estrada de Monapo-Malema-Intoculo-Netia até Nacala-a-Velha. Assim como a estrada Monapo-Mogincual até Angoche, bem como a ponte sobre o rio Amuesse. 

Por todas as razões mencionadas, pediu aos eleitores de Monapo para votarem nele e na Frelimo, e assim continuar a resolver os seus problemas. Daniel Chapo quer ainda reactivar as indústrias da zona do parque industrial de modo a criar mais empregos para jovens.

 

A chefe da brigada central da Frelimo de assistência à província da Zambézia, Margarida Talapa, marchou, ontem, com membros do partido e falou da visão de desenvolvimento, caso esta agremiação política ganhe as eleições gerais.

A marcha, em Quelimane, foi em homenagem ao herói nacional, Bonifácio Gruveta Massamba, tendo partido do aeroporto.

“É preciso votar bem no dia 9 de Outubro. Se estivesse aqui, em vida, Gruveta diria a vocês para não deixar cair a Frelimo. Ele estaria satisfeito em ver um jovem nascido depois da independência a ser aposta da Frelimo para dirigir este país, Daniel Chapo. É este o objectivo principal pelo qual ele lutou. O nosso herói, Bonifácio Gruveta, não gostava de confusões. Por isso, queria lembrar a todos nós, militantes, que temos de continuar com uma campanha ordeira e em ambiente de festa.”

Já Manuel de Araújo, cabeça-de-lista da Renamo para o cargo de governador, trabalhou no mercado do lixo, em Quelimane, onde dialogou com vendedeiras a quem prometeu melhorar a infra-estrutura. Araújo voltou a fazer críticas à actual governação do país.

O cabeça-de-lista da Renamo, Manuel de Araújo, esteve num mercado para pedir votos dos eleitores. Voltou a fazer críticas à governação.
“Em todas as localidades, não há estrada. A minha pergunta é: senhor Pio Matos, o que fez durante cinco anos, como governador da província? Qual é a estrada que Pio Matos construiu? Construiu alguma estrada? Construiu algum mercado? Construiu algum hospital? Construiu alguma escola? Mesmo se tiver construído alguma escola, nessas escolas há cadeiras? Há carteiras? Há medicamentos nos hospitais? O que está a governar, então?”, questionou Manuel de Araújo. Para o cabeça-de-lista da Renamo para o cargo de governador, “ano passado o mercado do lixo foi atingido pelo ciclone Freddy e nós recuperamos”.

O cabeça-de-lista para o cargo de governador pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Bruno Dramusse, efectua a segunda ronda pelos distritos com promessas de mecanização agrícola e interligação com estradas asfaltadas em todos os 22 distritos que compõe a província central da Zambézia, caso o seu partido e candidato presidencial, Lutero Simango, vençam o escrutínio de 09 de Outubro próximo.

Os brigadistas do Partido Nova Democracia (ND) desdobram-se pelos bairros de Quelimane a procura de votos para garantir a eleição do candidato da Renamo ao cargo de governador da Zambézia, no Centro do país.

A garantia foi avançada à AIM, esta terça-feira, em Quelimane, pelo delegado provincial desta formação política, Isac Livro, em plena campanha eleitoral porta-a-porta e interpessoal nos bairros Varela, Machimbo, Mucoia e Milato, arredores da capital provincial.

“O apelo é no sentido de reforçar o nosso mecanismo de sensibilização para granjear simpatia no seio da população, para votar no partido Nova Democracia, para as legislativas, mas também divulgamos as motivações para que votar na lista da Renamo para Assembleia provincial por um lado e por outro, no candidato independente às presidenciais, Venâncio Mondlane”, garantiu.

Lutero Simango encerrou hoje a sua campanha em Nampula. O candidato presidencial do MDM trabalhou em Murrupula, Alto Molócuè e Milange, onde pediu votos em troca de melhores condições de vida para a população.

Na saída da província de Nampula, Lutero Simango saudou os seus membros, que o aguardavam no distrito de Murrupula.

No local, o pedido de voto foi feito em troca da resolução de problemas que, no seu entender, se arrastam há 49 anos.

“Vamos libertar os funcionários públicos. Para ser director, você não será obrigado a pertencer a um partido. Serão exigidas de si competências. Na minha governação, estou a pensar no jovens. Vou criar oportunidades de emprego, negócio e vida melhor”, prometeu.
Nos hospitais, Simango promete que não faltarão medicamentos.

“A minha mãe, quando for ao hospital, à maternidade, não será exigido dinheiro para ser bem atendida. Eu vou acabar com isso.”
Pediu confiança em si e no seu projecto de governação, para que a vida da população de Murrupula melhore.

“Vocês têm a sorte de viver perto de Malawi. Lá, de tempos em tempos, não há troca de governo? Então, este ano é a nossa vez. Temos de mudar e, para isso, temos de empurrar os vermelhos do poder”.

De Nampula, Simango regressou à província da Zambézia, mas desta vez foi para fazer uma paragem rápida no distrito de alto Molócuè.
Lutero Simango marchou e interagiu com os possíveis eleitores, onde, questionado sobre a diferença entre as suas promessas e a dos outros, disse: “Eu vou privilegiar o povo. Eu quero acabar com a corrupção, o nepotismo. No meu Governo, queremos promover o desenvolvimento da juventude. Vamos baixa as taxas bancárias e dar mais oportunidades às pequenas e médias empresas “.

Ja no comício, Simango condenou o uso de viaturas do Estado na campanha.

“Aquelas viaturas foram dadas para servir à educação, mas estão a fazer campanha. Eu vou acabar com isso.”

As promessas foram sobre melhorar a situação dos hospitais, escola e emprego.

Milange foi o último local escalado por Simango, na segunda visita à Zambézia.

Também marchou e pediu votos.

Contudo, Zambézia era só o caminho para Lutero Simango chegar à província de Tete, através da fronteira com o vizinho Malawi. Assim, o candidato presidencial vai trabalhar, a partir desta quarta-feira na província de Tete.

O candidato da Frelimo, Daniel Chapo, interrompeu ontem a sua campanha em Nampula para se dirigir a Pretória, capital da África do Sul, onde foi recebido pelo Presidente daquele país e do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa. O encontro foi de cortesia tal como aconteceu com as visitas que Chapo realizou a outras capitais da SADC.

Não foi revelado o conteúdo da conversa, mas num dos vídeos enviados pela equipa de comunicação do candidato Presidencial, pode se ouvir Cyril Ramaphosa a mostrar-se admirado com a altura de Chapo “não sabia que era tão alto assim”, disse Ramaphosa seguido de uma gargalhada de ambos e outros integrantes das duas delegações.

A ANC e a Frelimo tem historicamente colaborado durante os processos eleitorais nos dois países, basta recordar que durante as eleições sul-africanas em Maio passado uma delegação da Frelimo esteve ao lado do ANC a prestar apoio àquele partido também libertador no país vizinho.

Da reunião de cortesia também fizeram parte a actual Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, igualmente membro da Comissão Política da Frelimo, Alcinda Abreu também membro da Comissão Política, Manuel Mazuze, Conselheiro para Assuntos Diplomáticos do actual Presidente da República, Filipe Nyusi.

No final da, e ainda em Pretória, Daniel Chapo reuniu-se com membros e simpatizantes da Frelimo que têm estado a dirigir a campanha eleitoral naquele país. Hélder David, Secretário do Comité de Circulo da Frelimo na África do Sul disse que na primeira quinzena de Setembro o seu grupo de trabalho tinha conseguido alcançar mais de 70 mil eleitores registados naquele país, o que representa 32%. Na ocasião o candidato elogiou o trabalho dos membros da Frelimo naquele país e diz ter se sentido em Moçambique pela forma como foi recebido onde não faltou a timbila e cânticos tradicionais nacionais.

Falou do que significa a sua candidatura que na sua opinião é de renovação de um partido que lidera o país há quase 50 anos e que foi criado há 60 anos. Descreve-se como um candidato que se coloca diante dos moçambicanos com o objectivo de servi-los e não se servir das facilidades que o cargo de Chefe de Estado normalmente oferece. E sobretudo diz pretender governar de forma diferente do que tem sido feito nos últimos 50 anos, com o objectivo de conseguir resultados diferentes e que relancem a economia do país e a melhora das condições de vida das populações.

Chapo regressou ainda esta Terça-feira a Nampula, onde esta Quarta-feira retoma acções de campanha devendo escalar os distritos de Nacala-a-Velha, onde teve a sua primeira experiência de governação como Administrador Distrital, depois seguirá para Monapo e terminará o dia em Angoche na costa sul de Nampula.

A Frelimo, na província de Maputo, pediu votos para si e Daniel Chapo, com promessas de emprego e habitação para os jovens. Já a Renamo promete melhorar a qualidade da educação e saúde, caso vença as eleições. O MDM diz que vai aumentar o número de benificiários do subsídio social básico e valor que é pago às pessoas vulneráveis.

A Frelimo, na província de Maputo, foi de porta em porta pedir votos, e, neste jogo, quase tudo vale. O chefe-adjunto da brigada na Cidade da Matola, Júlio Parruque, chegou mesmo a trançar o cabelo de uma eleitora para conquistar a sua simpatia e, claro, consequentemente, o voto.
No contacto interpessoal com os potenciais eleitores, o partido do batuque e da maçaroca ia fazendo promessas em troca de votos para si e Daniel Chapo.

“A juventude deve relaxar com Chapo e a Frelimo. O trabalho vai ser cada vez mais forte. Daniel Chapo é um candidato muito sério e tem ideias e programas muito fortes para a juventude. Uma das coisas que o nosso candidato tem é a preocupação com o emprego e habitação para os jovens, mas, acima de tudo, garante-nos que o país há-de estar em paz. Não teremos nenhum patrão a controlar Moçambique”, prometeu Júlio Parruque, chefe-adjunto da brigada da Frelimo na Cidade da Matola.

O cabeça-de-lista da Renamo a governador da província de Maputo promete melhorar a qualidade da educação e saúde, caso o seu partido e Ossufo Momade vençam as eleições.

“O Governo está consciente de que estragou o ensino. Por isso, vamos votar na Renamo para que nos possa proporcionar ensino de qualidade, no qual as crianças saberão ler e escrever nas classes iniciais. Queremos que as coisas mudem na saúde. O sofrimento que o povo está a passar, falta de medicamentos, de amor e boa assistência dos serventes, médicos e enfermeiros tem de terminar”, disse António Muchanga, cabeça-de-lista da Renamo na província de Maputo.

O Movimento Democrático de Moçambique, também, acelera o passo na conquista de voto de confiança e, em troca, promete mais abrangência do subsídio social básico a pessoas vulneráveis e aumento do valor que se recebe.

“Queremos trabalhar para assegurar que o Governo aumente o número de beneficiários da Protecção Social e aumente o valor, também. Fiquei muito chocada ao ver uma vovó de quase 70 anos a vender calamidade porque ela não tem o que comer nem dar de comer aos netinhos. Ela não é parte do sistema de protecção social porque o secretário do bairro não lhe alistou porque é ilegível. Nós queremos trabalhar para que haja transparência na indicação dos beneficiários”, prometeu Fátima Mimbire, cabeça-de-lista do MDM na província de Maputo.

Venâncio Mondlane foi advertido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) para não insultar os órgãos do Estado na campanha eleitoral. A PGR diz que teve acesso a vídeos em que Mondlane profere palavras ofensivas contra o Presidente da República e a CNE.

Em causa está uma das músicas de campanha do candidato à Presidência da República. Na canção, é usada a expressão “suca”, referindo-se, também, a partidos políticos adversários de Venâncio e do partido PODEMOS nesta corrida eleitoral.

Por causa da mensagem do vídeo, o candidato presidencial foi intimado, através de um documento, no dia 10 de Setembro último, a comparecer na Procuradoria-Geral da República.

Na intimação, a PGR explica que: “O Ministério Público tomou conhecimento e teve acesso a dois vídeos, que circulam nas redes sociais, nos quais Vossa Excelência Venâncio António Bila Mondlane, candidato ao cargo de Presidente da República (…) durante a campanha eleitoral, profere impropérios dirigidos ao Presidente da República e à Comissão Nacional de Eleições, órgão do Estado responsável pela gestão de processos eleitorais e, naturalmente, seus membros”.

O dicionário de língua portuguesa Priberam define “Impropério” como palavra ou conjunto de palavras ofensivas. Seus sinónimos são injúria, insulto, ultraje, entre outros.

O documento da procuradoria diz, ainda, que “os pronunciamentos proferidos pelo candidato Venâncio António Bila Mondlane não só ofendem a dignidade do Presidente da República e da instituição CNE, quanto a dos membros desta, violando, assim, o disposto no artigo 41 da Constituição da República, que estabelece que todo o cidadão tem direito à honra, ao bom nome, à reputação, à defesa da sua imagem pública e à reserva da sua vida privada”.

Questionada, esta terça-feira, sobre o assunto, a procuradora-geral-adjunta, Amabélia Chuquela, disse apenas o seguinte: “Eu acredito que sim, que ocorreu uma situação deste género, mas penso que é uma situação que está a ter o devido tratamento, e nós acreditamos que tudo vai de acordo com aquilo que é o quadro, como nós dissemos, em vigor. É nossa tarefa fazer alertar sempre que há algo que roce com a legalidade. E como controlo da legalidade é importante alertarmos qualquer cidadão que seja quando não está de acordo com a legislação”.

O jornal O País sabe que, antes, no dia 03 de Setembro, o mandatário da candidatura de Venâncio Mondlane já tinha sido chamado pela Comissão Nacional de Eleições, onde foi advertido para não continuar a usar expressões que podem ser entendidas como impropérios contra órgãos do Estado, muito em particular a CNE.

O candidato presidencial, apoiado pelo partido PODEMOS, Venâncio Mondlane, continua o seu périplo pelo país, para conquistar o eleitorado. Desta vez, o candidato falou à população de Angónia, na província de Tete, onde disse que quer devolver Moçambique  aos moçambicanos. Mondlane diz ainda que cabe ao Governo moçambicano resolver as ansiedades do povo, e não ao Governo malawiano.

“Nós nos apercebemos que o nosso país está sendo vendido aos poucos. Então, estou aqui para dizer a aqueles que querem vender o país que essa tentativa de vender Moçambique acabou”, disse o candidato. 

O candidato presidencial falou ainda do grande potencial agrícola que o distrito de Angónia possui, mas que não é devidamente explorado. “Há muitos agricultores que estão aqui, mas a minha pergunta é: vocês conseguem ter adubo para as vossas machambas? Então, meus amigos nós estamos aqui para dizer uma coisa muito simples: quem deve ajudar a população de Angónia é o Governo de Moçambique e não o Governo de Malawi”.

Explicou também que, com a produção que Angónia tem, já devia ter hospitais para que a população se pudesse tratar alí. “Com a produção que tem em Angónia, nós temos que montar um instituto de formação agrária aqui em Angónia. Com a riqueza que Angónia tem, tem que ter boas escolas para os seus filhos, e não essas de sentar no chão”. 

O candidato prometeu ainda um instituto agrário e um mercado onde a população local possa vender os seus produtos, sem precisar percorrer grandes distâncias. 

 

Empresários da província de Sofala recomendaram, esta segunda-feira, que os “camaradas” reiniciem o partido e o país depois das eleições gerais, com enfoque no sector de educação e na segurança nacional.

A recomendação de revitalizar o partido e o país foi dada num encontro orientado pelo presidente honorário da Frelimo, Armando Guebuza, que tinha como principal objectivo ouvir conselhos dos membros e simpatizantes da formação política.

Para os empresários da província de Soafala, o foco deve estar centrado no sector de educação e da segurança nacional.

Em resposta às recomendações do sector privado, Armando Guebuza afirmou que acolheu as mesmas e disse que, em tempo oportuno, as mesmas serão tomadas em consideração. “Estamos aqui a ouvir muitos conselhos. Como tratar a questão A, questão B e questão C. Quero agradecer a vossa contribuição, rica contribuição, agradecer o facto de estarem com Chapo, de estarem com a Frelimo”.

Guebuza terminou apelando aos membros do seu partido para não serem vingativos, depois das eleições gerais. “Vamos concentrar-nos no essencial. Depois do dia 9, vamos pensar noutros aspectos”.

O candidato presidencial Venâncio Mondlane orientou, esta segunda-feira, um comício na Cidade de Tete. No Centro do país, o político prometeu descentralizar a gestão de receita dos impostos pagos pelas multinacionais que operam no país. Mondlane tem também como aposta a criação de oportunidades de emprego e financiamento para iniciativas juvenis

Venâncio Mondlane foi recebido, neste domingo, por uma moldura humana que o aguardava para saudá-lo. A caravana que o acompanhava fez uma passeata ao longo da Estrada Nacional Número 7, passou pelas principais ruas e avenidas da cidade e foi desaguar no antigo Mercado Kwachena, onde orientou um comício. Ainda no local, o político fez promessas de oportunidades de emprego e financiamento para iniciativas juvenis.

De igual modo, Venâncio Mondlane prometeu descentralizar a gestão das receitas provenientes dos impostos pagos pelas empresas multinacionais. Segundo entende, a necessidade da revisão dos contratos dessas empresas e obrigá-las a pagar os impostos, em pé de igualdade com as empresas nacionais, é urgente.

Venâncio Mondlane promete rever, também, a Constituição da República e mandar aprovar a lei que defende a obrigatoriedade no abastecimento de água e luz às comunidades.

Na sua visita a Província de Tete, Venâncio Mondlane agendou escalar, sucessivamente, três distritos.

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