O País – A verdade como notícia

As vendas de bens realizadas pela economia moçambicana para o resto do mundo renderam ao país 1 699,3 milhões de dólares, um incremento de 4,4 milhões, quando comparado a igual período de 2022. Com efeito, a evolução positiva registada nas receitas de exportação é justificada, essencialmente, pelo crescimento das vendas dos produtos exportados, com ênfase para o sector da indústria extractiva (gás natural, areias pesadas e rubis, safiras e esmeraldas), com um aumento de 80,1 milhões, enquanto os outros sectores da economia, nomeadamente a indústria transformadora (alumínio) e energia, registaram decréscimos nas vendas em 140,7 milhões 8,8 milhões de dólares, respectivamente.

No geral, a queda dos preços no mercado internacional afectou o comportamento das receitas dos principais produtos dos Grandes Projectos, no I trimestre de 2023. No gás natural, o país rendeu ao cerca de 341 milhões de dólares (contra 251,9 milhões a mais face ao período homólogo de 2022), explicado, essencialmente, pelo incremento do volume exportado em 70,1%, visto que o preço internacional reduziu em 46,2%.

As areias pesadas arrecadaram 120,1 milhões de dólares de receitas, contra os 117,5 milhões registados em igual período de 2022, facto que se deveu, principalmente, ao acréscimo do volume exportado em cerca de 11%, enquanto o preço baixou em 9%.

As receitas provenientes da exportação de alumínio, carvão mineral e energia eléctrica decresceram em 35,5%, 14,8%, e 6,2%, respectivamente, devido ao efeito combinado da queda dos preços e dos volumes exportados.

A Índia, com 288,8 milhões de dólares, ocupou a primeira posição como principal destino das exportações, com um peso de 17% no total das exportações, destacando-se o carvão mineral, castanha de caju, legumes de vagem secos ou em grão, durante o primeiro trimestre deste ano.

A África do Sul somou 256,6 milhões de dólares, o que lhe conferiu a segunda posição, com um peso de 15,1% sobre o total das exportações, apresentando-se como o principal consumidor de gás natural, energia eléctrica, carvão, banana, perucas.

Por seu turno, o Reino Unido, com um peso de 8,1% do total de exportações, rendeu ao país receitas de 137,4 milhões de dólares, destacando-se o alumínio bruto, gás natural e fios de alumínio.

Ainda na Europa, a Croácia, com uma porção de 6,9% do total de exportações, deu ao país receitas de 117,5 milhões de dólares, tendo como principais produtos o gás natural, carvão e tabaco.

A China, com uma participação de 6,5% do total das exportações, teve como principais produtos areias pesadas, areias naturais, grafite, sementes e frutos oleaginosos. A Itália, com um peso de 4,9% do total das exportações, arrecadou receitas na ordem de 83,9 milhões de dólares, salientando-se a exportação de alumínio, gás natural, areias pesadas, açúcares de cana e beterraba, entre outros.

 

ÍNDIA VAI IMPORTAR FEIJÃO BÓER DE MOÇAMBIQUE LIVRE DE IMPOSTOS

O Alto-Comissariado da Índia em Maputo informou, esta semana, que o Ministério do Consumo, Alimentação e Distribuições Públicas do Governo da Índia vai importar feijão bóer na “Categoria Livre”, até 31 de Março de 2024.

A importação do referido feijão bóer será feita livremente de impostos pelo Governo da Índia sem quaisquer restrições de quantidade ou aquelas consagradas nas modalidades de importação do mesmo ao abrigo de um memorando de entendimento bilateral entre a Índia e Moçambique.

“Os exportadores de feijão bóer de Moçambique podem exportá-lo sem limite máximo até 31 de Março de 2024. Além disso, não há imposto de importação na exportação de Tur Dal (feijão bóer) de Moçambique para a Índia”, lê-se no comunicado de imprensa do Alto-Comissariado da Índia.

O Alto-Comissariado da República da Índia informou ainda que a quota do memorando de entendimento para a compra mínima garantida de 200 mil Meticais de feijão bóer pelo Governo da Índia de Moçambique, renovada em Novembro de 2020, não tem relevância no âmbito da política de regime de importação livre pela Índia até 31 de março de 2024.

O Governo da Índia também removeu o imposto de importação de 10% sobre o feijão bóer com efeitos a partir de 3 de Março de 2023, a fim de evitar o obstáculo processual criado pela necessidade de os importadores produzirem Certificado de Origem para se beneficiar do Regime de Tratamento Preferencial Duty Free.

O Banco de Moçambique denuncia a existência de proponentes de falsos financiamentos de projectos de investimentos ou donativos no país. A autoridade monetária recomenda ao não pagamento de nenhum valor para se ter acesso a um determinado dinheiro.

Num comunicado, emitido esta semana, o banco central alerta para a existência, em Moçambique, de burladores revestidos de proponentes de falsos financiamentos de projectos de investimentos ou donativos.

Segundo o Banco de Moçambique, os burladores prometem tais valores de financiamento ou donativos e dizem que, para desbloquear, é preciso que o beneficiário pague um determinado dinheiro.

A Autoridade Monetária recomenda que se investigue a credibilidade de potenciais doadores através das seguintes acções: Avaliar dos perfis dos pretensos financiadores ou doadores com recurso a motores de busca de informação; obter informações relevantes aos financiadores ou doadores quanto à realização de investimentos similares noutros países; e obter informações sobre os projectos nos quais o financiador ou doador está inserido no país.

O Banco de Moçambique aconselha ainda que as pessoas afiram se os financiadores ou doadores terão alguma vez enviado algum dinheiro para o país e que banco comercial terá sido usado para o efeito, para além de solicitar informações sobre possíveis sócios ou representantes nacionais nos pretensos projectos de financiamento.

Refira-se que a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) sugeriu, recentemente, que se apostasse nalguns aspectos a serem melhorados, resultantes das observações constatadas ao longo do primeiro ano de implementação da Plataforma de Denúncia de Fraudes (PDF).

A plataforma serve, além do recebimento de denúncias, para o tratamento e partilha de informação sobre fraudes nos domínios da burla através de serviços de emissão de moeda electrónica, fraudes através de encriptação de cartões SIM, ou SMS, ATM, fraudes por meio de cartões bancários, mobile banking, internet banking e aplicativos.

Para além da banca, fazem parte das instituições que coordenam a plataforma o INCM, o Banco de Moçambique, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a Procuradoria-geral da República (PGR), o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), operadoras de telefonia móvel, outras instituições de crédito e sociedades financeiras.

Esta análise foi realizada no âmbito da apreciação multi-institucional da PDF, com Recurso a Meios de Pagamento Electrónico. O instrumento foi criado para reforçar a capacidade interventiva da PGR através do Ministério Público, nos processos ligados a este tipo de crimes financeiros.

Uma das observações assinaladas é que a plataforma, lançada a 23 de Fevereiro de 2022, apenas no ambiente Web, não se revela suficientemente abrangente, na medida em que condiciona os utilizadores, à posse de um dispositivo smartphone e ao acesso a dados móveis.

Além disso, embora estejam registadas na PDF um total de 21 instituições financeiras, a maior parte das denúncias recebidas não são propriamente sobre fraudes, mas sim de pedidos de apoio ou reclamações sobre outras questões como demora no processamento de solicitações de clientes, queixas sobre o atendimento, entre outros.

O Governo submeteu, hoje, a proposta revista da lei que cria o Fundo Soberano. O ministro da Economia e Finanças garante que foram acolhidas no novo instrumento todas as sugestões das bancadas parlamentares. Na nova proposta, o Governo determinou que o Parlamento é que vai criar o comité de fiscalização da conta.

A menos de 24 horas para o arranque da sessão extraordinária da Assembleia da República, tendo como um dos pontos de agenda o debate da proposta de lei que cria o Fundo Soberano, o ministro da Economia e Finanças foi ouvido pelas comissões de Plano e Orçamento e Assuntos Constitucionais e de Legalidade, sobre a revisão do documento cujo debate foi adiado em Maio, por falta de consensos.

Um dos pontos de divergência no documento anterior tem a ver com o impedimento do Governo em usar os 40 por cento das receitas advindas da exploração dos recursos minerais que serão canalizados ao Fundo, para o pagamento de dívidas.

Sem avançar detalhes, garantiu ter este aspecto salvaguardado, na medida em que “um dos objectivos da criação deste fundo é que nós queremos acumular, para que ao fim de um conjunto de anos, o Estado moçambicano possa, com base nos rendimentos, ir buscar recursos para financiar o Orçamento de Estado”.

E sobre a transparência da gestão do Fundo Soberano, o governante diz que será colocada, no Orçamento de Estado, uma secção específica que vai detalhar a forma como os fundos serão utilizados. Para responder ao propósito, devem ter como primazia os apectos de desenvolvimento de infra-estrutura e programas de desenvolvimento socioeconómico do país.

Apesar de pôr em causa a credibilidade do gestor operacional do fundo, no caso o Banco de Moçambique, o Governo mantém a decisão e explica: “O Banco de Moçambique será o gestor operacional do Fundo Soberano, nos termos do acordo de gestão, celebrado entre o Governo e o Banco. Este acordo de gestão é um documento que vai ser elaborado, uma vez aprovada a lei, com todo o detalhe daquilo que é o mandato do gestor operacional”, explicou Enilde Sarmento, directora nacional no Ministério da Economia e Finanças.

Segundo a fonte, autorizada pelo ministro, o acordo de gestão será público e disponível para a consulta, em que serão encontrados dados como a função do gestor, suas competências para gerir o Fundo Soberano, como implementar a política de investimento (este documento também deverá ser criado com a aprovação da lei), como deve ser feita a prestação de contas do gestor operacional, do ponto de vista de relatórios mensais, auditorias de investimento, prestação de contas, carteira de activos, e outros.

A proposta de lei que cria o Fundo Soberano volta a debate na Assembleia da República esta sexta-feira. As bancadas parlamentares dizem-se satisfeitas com as alterações feitas.

A Central Térmica de Temane (CTT) recebeu uma visita de alto nível dos governos britânico e norueguês, durante a semana passada. O Governo britânico esteve representado pela Alta-Comissária do Reino Unido em Moçambique, Helen Lewis, e o Executivo norueguês, pelo Embaixador da Noruega, Haankon Gram-Johanessen.

Em representação do Governo de Moçambique, fez-se presente o Director Nacional Adjunto de Energia, Ortigio Nhanombe, bem como a ENH liderada pelo Presidente do Conselho de Administração, Estevão Pale, e o INP, representado pelo Administrador do Pelouro de Projectos e Desenvolvimento, José Branquinho. Como parceiros do projecto e pela EDM, a comitiva foi liderada por Joaquim Ou-Chim, Administrador para o Pelouro de Electrificação e Projectos da EDM.

A Globeleq, uma empresa de capitais britânicos e noruegueses, é responsável pela construção da Central Térmica de Temane (CTT), como accionista maioritária, com cerca de 65% do capital social da CTT, sendo os outros accionistas a EDM, com 20%, e a Sasol, com 15%. A CTT encontra-se a meio da sua fase de construção, estando localizada em Temane, na província de Inhambane. A CTT é uma central eléctrica de ciclo combinado a gás, com a capacidade de 450 MW, e fornecerá electricidade à EDM ao abrigo de um contrato com a duração de 25 anos.

Prevê-se que a CTT forneça electricidade para responder à demanda de 1,5 milhões de famílias, contribuindo, desta forma, com cerca de 14% da capacidade de fornecimento de electricidade disponível para a necessidade do país. Conscientes da importância desta Central para Moçambique, a Alta-Comissária Britânica, Helen Lewis, e o Embaixador da Noruega, Haankon Gram-Johanessen, deslocaram-se a Temane para aferir o estágio das obras de construção da Central.

Este projecto está alinhado com o Acordo de Paris e irá contribuir com os objectivos do Governo de Moçambique rumo à transição energética sustentável e alcance de zero emissões de carbono até 2050. A CTT ancora a linha de transmissão Temane a Maputo de 563 km e será interligado a Concessão do Projecto da Sociedade Nacional de Energia (STE) que prevê a construção de uma nova linha de transmissão de Alta Tensão a 400kV propriedade da EDM, através da sua subsidiária STE. Adicionalmente, CTT ancora o desenvolvimento dos campos de gás da concessão do PSA, operada pela Sasol.

Além deste projeto, a Globeleq está, actualmente, envolvida noutros empreendimentos significativos em Moçambique. Recentemente, a empresa anunciou o seu interesse em adquirir participações na Central Eléctrica de Mocuba, com uma capacidade de 40 MWp, localizada na província da Zambézia. Em Niassa, a Globeleq já iniciou o comissionamento da Central Eléctrica de Tetereane, no distrito de Cuamba, apresentando uma capacidade de 19MWp, sendo este o primeiro projecto solar com um sistema integrado de bateria à escala de rede no país.

Adicionalmente, a empresa está a liderar o desenvolvimento de um projecto eólico de Namaacha com 120MW em Namaacha, na Província de Maputo. Tais iniciativas destacam o compromisso contínuo da Globeleq em contribuir com os objectivos do Governo de Moçambique de desenvolver o sector de energia com electricidade limpa e sustentável.

Moçambique quer acelerar a digitalização de processos de navegação marítima, de modo a adequar-se às necessidades internacionais.

O dado foi partilhado, esta sexta-feira, Dia Mundial de Ajudas de Navegação, pelo secretário permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações, Ambrósio Sitoe, no âmbito da abertura do seminário sobre desafios do sector de ajudas à navegação em Moçambique.

O evento, que decorre na Cidade de Maputo, visa a partilha de experiências, desafios e soluções para os problemas do sector.

Espera-se que após a implementação da digitalização dos processos os dados sobre o espaço marítimo nacional e também de outros países fiquem disponíveis, já numa perspectiva global e de cooperação entre as nações.

A Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) anunciou, hoje, o reajuste dos preços dos combustíveis a vigorar a partir de amanhã. Com efeito, a gasolina deverá subir de 85,49 Meticais para 86,25 Meticais por litro.

Por seu turno, o litro do gasóleo reduz de 94,75 Meticais para 91,23 Meticais, enquanto o litro do petróleo de iluminação cai de 79,64 Meticais para 71, 37 Meticais.

O gás veicular regista uma ligeira queda de 45,16 Meticais para 44,52 Meticais por litro. Por sua vez, o gás de cozinha desce de 90,01 Meticais para 86,05 Meticais.

Estes preços deverão vigorar nas cidades de Maputo, Matola, Beira e Nacala, sendo que, nas restantes cidades, o reajuste é feito de acordo com o esforço na logística que é realizada para fazer chegar os combustíveis a essas zonas.

O último reajuste dos preços dos combustíveis em Moçambique foi feito em Maio de 2023.

 

COMBUSTÍVEIS JÁ SÃO TRIBUTADOS POR LEI ESPECÍFICA

Após aprovação pela Assembleia da República, em Dezembro do ano passado, os combustíveis passaram a ser tributados através do Imposto sobre Consumos Específicos. A medida surge com a revisão da Lei do Sistema Tributário, que visou, entre outros aspectos, a reposição dos danos causados pelos combustíveis fósseis.

20 anos depois da aprovação da lei que estabelece os princípios de organização do Sistema Tributário de Moçambique, o Parlamento aprovou, esta quarta-feira, a proposta de lei que altera os artigos 68, 69 e 70.

Trata-se de uma lei que vai suprimir a competência do Conselho de Ministros de alterar os impostos, passando para a Assembleia da República, como órgão legislativo.

Introduz-se, ainda, a referência ao Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes (ISPC), que estava omisso, por ter sido criado posteriormente pela Lei nº 5/2009, de 12 de Janeiro – Eliminar a Taxa de Combustíveis –, passando estes a serem tributados em sede do Imposto sobre Consumos Específicos (ICE), tendo em conta a sua natureza e características.

“A incorporação dos combustíveis no ICE justifica-se ainda por motivos extra­fiscais, nomeadamente, os danos ambientais por si provocados e a necessidade de reposição dos custos de sua utilização (princípio do utilizador/pagador – os combustíveis são usados em veículos que desgastam as estradas, daí a consignação de parte da receita para a sua manutenção)”, explicou, na altura, Max Tonela, ministro da Economia e Finanças.

O banco central diz que a decisão de manter a taxa MIMO é sustentada pela prevalência de elevados riscos e incertezas adversos associados, sobretudo, à pressão na despesa pública, bem como ao prolongamento e intensificação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, não obstante as perspectivas de manutenção da inflação em um dígito.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 17,25%, pela quinta vez consecutiva. A última vez que o banco aumentou a taxa MIMO foi em Setembro de 2022.

“Esta decisão é sustentada pela prevalência de elevados riscos e incertezas adversos associados, sobretudo à pressão na despesa pública, bem como ao prolongamento e intensificação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, não obstante as perspectivas de manutenção da inflação em um dígito no médio prazo”, disse o Governador do Banco de Moçambique após o encontro do CPMO.

De acordo com a Autoridade Monetária, a decisão sobre a taxa MIMO é primariamente baseada nas projecções da inflação, sempre ponderando os riscos e as incertezas associados a tais projecções e à conjuntura económica. O CPMO reconhece que as suas decisões afectam a economia com um certo desfasamento temporal, por isso adopta uma postura de política monetária baseada na avaliação das perspectivas económico-financeiras e dos seus riscos e incertezas, num horizonte temporal de pelo menos oito trimestres. Quando as projecções da inflação se desviam materialmente do objectivo primário de política monetária estabelecido para o médio prazo, o CPMO toma medidas de política adequadas para inverter tal tendência.

Ademais, o Banco de Moçambique decidiu manter as outras taxas directoras. Assim, a taxa de Facilidade Permanente de Cedência (FPC) mantém-se em 20,25% enquanto a taxa de Facilidade Permanente de Deposito (FPD) em 14,25%. As Reservavas Obrigatórias (RO) dos bancos comerciais, junto do Banco de Moçambique em moeda nacional, fixam-se em 39% enquanto as de moeda estrangeira estão nos 39,5%.

 

A DÍVIDA PÚBLICA INTERNA AGRAVOU-SE

Segundo dados do Banco de Moçambique, o endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 308,4 mil milhões de Meticais, o que representa um aumento de 33,3 mil milhões de Meticais em relação a Dezembro de 2022.

“Os riscos e as incertezas adversos subjacentes às projecções de inflação mantêm-se elevados. A nível interno, prevê-se a manutenção da pressão sobre a despesa pública e das incertezas em relação à evolução dos preços de bens administrados, com destaque para os combustíveis líquidos. Na envolvente externa, as incertezas quanto à magnitude dos impactos do prolongamento e intensificação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia mantêm-se elevadas”, explicou Rogério Zandamela.

O banco central diz que se mantêm as perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo. Em Junho de 2023, a inflação anual reduziu para 6,8%, a reflectir, principalmente, a queda dos preços da classe de bens alimentares, favorecida pela época fresca, num contexto de estabilidade da taxa de câmbio.

“A inflação subjacente, que exclui as frutas e vegetais e bens administrados, também abrandou. A evolução da inflação no médio prazo reflecte, sobretudo, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas que vêm sendo tomadas pelo CPMO”, esclareceu Rogério Zandamela.

Até este momento, o Banco de Moçambique mantêm as perspectivas de um crescimento económico moderado. No primeiro trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em 4,2%, a reflectir, essencialmente, o bom desempenho da indústria extractiva. Para 2023 e 2024, antevê-se que a indústria extractiva continue a contribuir para a aceleração do crescimento do PIB. Excluindo os projectos de gás, perspectiva-se um crescimento económico moderado.

Nas economias avançadas, os EUA registaram uma aceleração do crescimento do PIB, em relação ao IV trimestre de 2022, a reflectir aumentos das despesas pública e privada, bem como das exportações. Entretanto, a Zona Euro continuou a ressentir-se dos efeitos dos apertos monetários e do prolongamento do conflito geopolítico entre a Rússia e a Ucrânia.

Nas economias emergentes, destaca-se a expansão da actividade económica na India (+1,7 pp) e China (+1,6 pp), face ao trimestre anterior, a reflectir, essencialmente, o aumento da produção industrial, do consumo e das exportações, nas duas economias.

O CPMO reúne-se ordinariamente uma vez a cada dois meses. O calendário dos encontros ordinários do CPMO é anunciado no princípio de cada ano. Entretanto, o órgão pode reunir-se extraordinariamente para deliberar sobre aspectos de política monetária, sempre que as circunstâncias macroeconómicas o imponham.

A Vodacom Moçambique tem um novo Presidente do Conselho de Administração. Chama-se  Lucas Chachine, que assume o cargo em substituição de Nuno Quelhas, que esteve no comando da empresa durante três anos da presidência rotativa na operadora de telefonia.

Lucas Chachine foi eleito em representação da Emotel, SA e o seu mandato irá prolongar-se até Junho de 2026.

Não é a primeira vez que Lucas Chachine assume o cargo de PCA da Vodacom. A primeira vez foi entre 2015 e 2017.

Segundo uma nota de imprensa da telefonia móvel, Chachine era membro do Conselho de Administração da empresa, até a data da sua eleição.

Por seu turno, Chachine prometeu trabalhar para consolidar a posição da Vodacom como instituição de experiências inovadoras e que tem vindo a destacar-se no mercado das telecomunicações em Moçambique, apoiando a tão necessária digitalização da economia nacional.

“É com muita emoção que volto a assumir a presidência da Vodacom Moçambique. A responsabilidade é grande, os desafios são enormes, mas a vontade de oferecer melhores serviços à sociedade, ligar cada moçambicano e juntos fazermos crescer Moçambique supera qualquer adversidade”, afirmou Chachine.                                                       

O novo chefe da Vodacom destacou a necessidade de se continuar a expandir a rede de telecomunicações, melhorar a qualidade e, sempre, perceber as necessidades dos Clientes em todos os produtos e serviços oferecidos pela empresa. “Queremos fazer a diferença e acredito que estamos no caminho certo, por isso, quero agradecer ao meu antecessor, Nuno Quelhas, por ter mantido a missão da Vodacom Moçambique”.

Chachine destacou a necessidade do contínuo empenhamento no apoio à inclusão financeira dos moçambicanos, através do M-Pesa, recordando que, até 2025, a Vodacom pretende que 75% dos moçambicanos estejam interligados através da plataforma financeira M-Pesa e que a rede de telefonia atinja cerca de 21 milhões de moçambicanos, em todo o país.

Nuno Quelhas deixa a presidência da Vodacom, mas continua na instituição, como membro do Conselho de Administração. A entrada do novo PCA representa uma renovação dos compromissos da Vodacom de se manter líder do mercado das telecomunicações e continuar a fazer a diferença no dia-a-dia de todos os moçambicanos.

Moçambique quer que os indianos instalem fábricas de medicamentos para a distribuição local e exportação. O objectivo da Confederação das Associações Económicas é garantir que o país transite de mero consumidor para produtor de medicamentos.

“Os Desafios da Industrialização do Sector de Farmacêutico” foi um dos temas de debate no Fórum de Negócios entre Moçambique e Índia, decorrido entre esta terça e quarta-feira, em Maputo. O presidente do Pelouro da Indústria na Confederação das Associações Económicas entende que é preciso atrair o investimento indiano no sector da produção de medicamentos.

“Temos de ter programas de transferência de tecnologias entre produtores indianos e moçambicanos, para que possamos aumentar a oferta de medicamentos. Mas também precisamos de investimentos no sentido de produzir e exportar os produtos”, disse Evaristo Madime.

Madime, que é também presidente da Sociedade Moçambique de Medicamentos, reconhece que há desafios em termos de fundos necessários para a instalação de indústrias no sector farmacêutico.

O Alto-comissário da Índia em Moçambique teve a oportunidade de participar na cerimónia de abertura do Fórum de Negócios.

“Moçambique também representa um dos grandes destinos dos nossos produtos farmacêuticos e cosméticos. Nós queremos manifestar o nosso tremendo interesse em incrementar a nossa parceria com Moçambique para benefício mútuo”, disse.

O ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, foi quem procedeu, virtualmente, à abertura do Fórum de Negócios, tendo destacado a importância estratégica da Índia no comércio e nos investimentos.

Os empresários moçambicanos e indianos dizem que o fórum entre os dois países é uma oportunidade para fecharem negócios e estimularem o desenvolvimento de Moçambique.

Entre os que participaram no Fórum de Negócios e os que expuseram os seus serviços e produtos, os empresários moçambicanos e indianos mostraram-se animados com o evento.

A maior parte das empresas indianas que participou no Fórum de Negócios entre os dois países já tem investimentos em Moçambique e procurava expandir os seus negócios no evento.

 

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