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O País – A verdade como notícia

O ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, Aloyiso Nunes Ferreira, e uma delegação brasileira composta por 17 empresários participam, hoje, na cidade de Maputo, do Fórum Empresarial Brasil-Moçambique.

O objectivo do evento é divulgar as oportunidades de investimento e de negócios existentes em Moçambique nos sectores de actividade económica, bem como a promoção de parcerias entre empresários nacionais e brasileiro, indica um comunicado do Ministério da Indústria e Comércio.

Os empresários brasileiros são das áreas de indústria, agronegócio, saúde, comércio e outras. A visita do ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil de dois dias, 11 e 12 de Maio, é de trabalho.
A sessão de abertura do fórum é dirigida pelo ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, e conta com a participação do ministro brasileiro, Aloyiso Nunes Ferreira, dos representantes do Centro de Promoção de Investimento (CPI), da Embaixada do Brasil em Moçambique e da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

“As relações de cooperação entre os governos da República de Moçambique e da República Federativa do Brasileira remontam há mais de três décadas, tendo os dois governos, a 15 de Setembro de 1981, assinado o Acordo Geral de Cooperação”, indica o comunicado de imprensa.

Empresários turcos estão em Maputo à procura de novas oportunidades de negócios nas áreas da agricultura, infra-estruturas, energia e turismo. O interesse foi manifestado, hoje, no Fórum de Negócios Moçambique-Turquia, organizado na capital, pela embaixada daquele país em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O Fórum de Negócios Moçambique-Turquia acontece quatro meses depois de o presidente daquele país, Recep Erdogan, ter visitado Moçambique. Como resultado, mais de 30 empresários turcos reuniram-se com cerca de 200 empresários nacionais para se inteirarem das oportunidades de negócios no país.

O representante da embaixada turca em Maputo, Ahmet Mahir Yener, disse ao “O País” que a Turquia investe actualmente pelo menos 270 milhões de dólares americanos e que os empresários que participam no Fórum de Negócios estão interessados em ampliar esse investimento.

“Nossos empresários estão interessados em investir nos sectores da agricultura, Infra-estruturas, Energia e Turismo. Nós temos especialistas e experiência na comunidade turca nessas áreas. Estamos dispostos a cooperar e contribuir nestes quatro sectores escolhidos pelo Governo moçambicano como prioritários” disse Ahmet Mahir Yener.

Agostinho Vuma, vice-presidente da CTA, organização empresarial co-organizadora do Fórum de Negócios, considera que a vinda de empresários turcos em Maputo é importante porque os empresários nacionais terão oportunidade de partilhar oportunidades e firmar parcerias.

Participam no Fórum de Negócios, empresários vindos de quase todas as províncias do país que têm a terra como um dos recursos fundamentais para o aumento da produção em parceria com os empresários turcos, principalmente nas áreas de agro-negócios e turismo.

Empresa de telefonia móvel leva para MOZTECH 2017 tecnologias que podem dinamizar cadeia de valores nos sectores da saúde, educação e agricultura em Moçambique.
A Vodacom vai apresentar nos dias 24, 25 e 26 de Maio, na feira tecnológica Moztech, uma plataforma digital (Mezzanine) que permite integrar diversos sistemas de modo a melhorar a gestão nos sectores da saúde, educação e agricultura. Esta plataforma é um exemplo claro de como as tecnologias podem dinamizar a cadeia de valor nestes sectores em Moçambique.

O Mezzanine já existe e esta a ser usado, com sucesso, em alguns países da África. Em Moçambique, a Vodacom tem a honra de ser pioneira e já esta a fazer um teste na área da saúde, num projecto de vacinação, concretamente na gestão de stock. Dentre várias funcionalidades, esta plataforma permite medir a disponibilidade das vacinas nos centros de saúde, evitando rupturas de stock.

Ainda no que tange ao sector da saúde, esta plataforma: flexibiliza o acesso à informação sobre os testes de saúde; tem soluções que permitem fazer testes de malária, HIV-Sida, assim como de diabetes nas zonas mais recônditas do país; permite ainda, em pouco tempo, ter informação numa base de dados capaz de gerar relatórios para múltiplos fins”, afirmou o director executivo de vendas corporativas da Vodacom Moçambique, José Correia Mendes.

Para o sector da educação, por exemplo, a Vodacom pretende apresentar plataformas digitais que podem ajudar, entre várias tarefas, o controle de presenças de professores e alunos nas escolas, fazer inventários de livros, como também dar um contributo rumo à digitalização do ensino em Moçambique.
No sector da agricultura, esta solução tecnológica visa criar condições para os pequenos agricultores interagirem e terem rápido acesso à informação que facilita o acesso aos mercados e às finanças.

Tudo isso é possível, porque, nos últimos três anos, a empresa reforçou o investimento na fibra óptica e em torres 3G, contando hoje com mais de 13 mil quilómetros de fibra. Nesse período, a empresa aumentou quatro vezes mais a sua rede, sendo que, actualmente, conta com mais de 1600 antenas, das quais 90% são 3G.

A Vodacom considera a Moztech uma oportunidade ímpar na promoção e massificação das tecnologias, isto é, uma iniciativa que perspectiva a tecnologia ao serviço do crescimento económico e desenvolvimento humano em Moçambique.
“Através da sua subsidiária Mpesa (Vodafone-Mpesa SA), a Vodacom espera promover o uso da tecnologia, facilitando o acesso a pagamentos para serviços de colecta e desembolso para os clientes do segmento corporativo e também para os serviços de pagamento online, incentivando o comércio electrónico a escala nacional”, diz José Correia Mendes. Em síntese, estas serão as principais novidades que os participantes poderão interagir com elas na quarta edição da Moztech.

 

 

Os serviços públicos podem ser prestados com maior eficácia e eficiência caso sejam utilizadas as novas tecnologias de informação e comunicação. Os profissionais da empresa de tecnologias Novabase Moçambique propõem-se a desenvolver, por exemplo, ferramentas tecnológicas que podem facilitar a vida dos utentes dos transportes de passageiros. Com uma aplicação no telemóvel, o passageiro pode adquirir bilhetes, apenas aproximando o aparelho a uma máquina reconhecedora do dispositivo, a ser instalada no interior do autocarro ou nas paragens. É uma inovação que pode flexibilizar as viagens, minimizar os problemas de trocos e proporcionar mais segurança aos passageiros.

Trata-se de uma inovação que será apresentada na 4ª edição da maior feira tecnológica de Moçambique, a Moztech, a ser realizada nos dias 24, 25 e 26 de Maio.

Mas não será a única novidade. A Novabase Moçambique também vai apresentar uma nova tecnologia que pode ser usada nas escolas para facilitar a aprendizagem. Esta permite que os alunos de uma ou várias escolas interajam, trocando informações através de uma solução tecnológica. É uma tecnologia que ainda não é usada no país, mas a empresa diz que pode fornecer.

E para o sector de energia, vai expor uma experiência com a rede elétrica inteligente chamada SmartGrids, que permite melhorar a gestão do consumo de energia. Depois de instalada num poste de transmissão de energia eléctrica, pode permitir, por exemplo, a empresa pública Electricidade de Moçambique controlar os níveis de consumo de energia, a qualidade e quem está ou não a consumir energia eléctrica, para depois aumentar a qualidade, se necessário e fiscalizar os níveis de consumo.
O director-geral da Novabase, Nelson Teodoro, diz ainda que, nas discussões deste ano, a empresa vai partilhar soluções que agilizem o ambiente de negócios e que facilitem a interacção das pessoas.

Desde a sua chegada no país, em 2013, a Novabase tem participado em projectos que tendem a acelerar o desenvolvimento do país como o e-Gov (Governo Electrónico), Portal do Contribuinte e está, neste momento, a trabalhar com o Instituto Nacional de Estatística (INE) nos censos da população, além de ter desenvolvido a Novabase Academy, um projecto que já capacitou mais de 100 recém-licenciados.
O director geral da Novabase Moçambique defende que as tecnologias podem ajudar as empresas nacionais a terem visibilidade no estrangeiro. Nesse raciocínio, Nelson Teodoro considera que Moztech é o espaço ideal para a promoção da tecnologia. Moçambique é, independentemente do impasse dos últimos tempos, um país com um enorme potencial de crescimento, considera o director-geral da Novabase.
“Eventos da grandeza da Moztech têm influência de diferentes formas: posiciona Moçambique no mapa da África Austral; atrai investimento de parceiros estratégicos; promove o empreendedorismo; estimula o desenvolvimento do país ao elevar a reflexão e ao apresentar soluções que servem as necessidades do país e; acima de tudo, destaca o papel que a tecnologia pode ter felicidade dos Moçambicanos”, acrescenta o director geral da Novabase.

A Novabase está associada à MozTech desde a primeira edição, e, faz um balanço muito positivo da iniciativa, por ter melhorado a relação da empresa de tecnologias com seus clientes, o público em geral e seus parceiros.

 

Uma delegação moçambicana chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio, Ernesto Max Tonela, encontra-se em Genebra para, perante os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), apresentar a III Revisão da Política Comercial.

De acordo com um comunicado enviado a jornalistas pelo Ministério da Indústria e Comércio, a política comercial é constituída pelas regras de comércio que os países membros daquela organização internacional especializada observam nas suas relações, expondo-as ao conhecimento de todos os países membros por forma a tornar o comércio multilateral transparente e previsível.

“A razão deste exercício é de contribuir para melhor adesão, por todos os membros, às regras, disciplinas e compromissos assumidos nos Acordos Multilaterais de Comércio, criando desta forma um melhor funcionamento do sistema multilateral do comércio, garantia de maior transparência e compreensão das políticas e práticas comerciais dos membros”, refere o documento.

As revisões anteriores centraram-se na melhoria do ambiente de negócios, aprofundamento do diálogo com o sector privado, que culminaram com a elaboração da Estratégia para a Melhoria do Ambiente de Negócios.

No âmbito da III Revisão da sua Política Comercial, que terminou o dia 5 de Maio de 2017, Moçambique vai apresentar os progressos feitos de 2009 até agora, bem como os desafios prevalecentes e que exigem uma assistência técnica multifacetada, tomando em conta a recente ratificação do Acordo de Facilitação do Comércio da OMC pelo nosso país e sua entrada em vigor para todos os países membros.

É através de uma plataforma digital que a empresa moçambicana Kamaleon pretende levar tablets às zonas rurais com o objectivo de difundir informações sobre prevenção de doenças, educação financeira e outras que podem criar condições para maior inclusão de pessoas no mundo digital.

O novo produto tecnológico chama-se Tablet Comunitário. Será apresentado na quarta edição da maior feira de tecnologias de informação e comunicação – Moztech -, marcada para os dias 24, 25 e 26 deste mês.

“Pretendemos, através de banda desenhada animada, em campanhas específicas que têm a ver com educação cívica relacionada com doenças e educação bancária, mostrar como fazer operações, isto porque há muitas pessoas nas comunidades que não fazem ideia que é possível transferir dinheiro, ou seja, que se pode ter um banco no telemóvel”, considera o director-geral da Kamaleon, Dayn Amade.

As campanhas cívicas que serão promovidas nas zonas rurais poderão consistir em ensinar, as pessoas, os cuidados a ter para não apanhar a cólera, entre eles, lavar as mãos antes de pegar os alimentos, que também devem ser lavados antes de consumir e ferver a água antes de beber.

A empresa produziu o protótipo com quatro tablets – dois de cada lado -, mas diz que tem capacidade para fazer plataformas com 40 visores de cada lado, como forma de abranger maior número de pessoas.

Dayn Amade disse ao jornal O País que o produto vai trilhar em breve as zonas rurais do território nacional. É uma inovação produzida, pensando nos moçambicanos, sobretudo, aqueles que vive fora das cidades.

“A estratégia que temos de levar esta plataforma às comunidades rurais consiste em transmitir mensagens através de banda desenhada animada e depois temos um pequeno quiz (teste de conhecimento) que se baseia em perguntas e respostas, onde os usuários poderão interagir com o quiz e daí, nós teremos a estatística da compreensão que as pessoas tiveram na campanha específica que formos a fazer”, explicou o director-geral.

Os jogos que estão na plataforma são produzidos pela Kamaeon e outros parceiros nacionais da empresa.

Através dos tablets com telas gigantes, a população residente no campo poderá ter acesso a uma tecnologia de informação com jogos educativos, internet, espaço para escrever textos e gravar informações diversas em flash.

Dayn Amade empresa que desenvolveu a ideia, explica ainda que crianças, a partir dos seis anos, podem usar estes tablets, basta ter noções de escrita. O director-geral da Kamaleon descreve as qualidades da plataforma, destacando a resistência a fenómenos naturais.
“A plataforma é resistente a temperaturas várias, nomeadamente, chuva, poeira, muito calor, muito sol e mesmo o nosso visor está protegido, se alguém pega numa pedra e tenta riscar, tem uma película que protege o visor”, assegura Dayn Amade.

Para chegar a zonas recônditas, a plataforma pode ser puxada por veículos automóveis, tractores ou por tracção animal. Na verdade, explica o director-geral da Kamaleon, a empresa identificou várias formas para levar a plataforma às comunidades, de modo a permitir que ninguém se sinta excluído.

Neste momento, a empresa está à espera de receber uma patente para certificar se esta é ou não a primeira iniciativa digital desta natureza no mundo.

A empresa Mozambique Community Network (MCNet) possui duas aplicações inovadoras que permitem melhorar a análise das informações digitalizadas através de scanner e a gestão de riscos no comércio entre Moçambique e outros países, bem como que possibilitam maior cobrança de impostos no território nacional. Na quarta edição da feira tecnológica Moztech, serão apresentados os detalhes sobre as inovações.
 
Porém, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da MCNet, Rogério Samo Gudo, considera que o processo de digitalização de imagens através de scanner nos portos, aeroportos e nas fronteiras moçambicanas, que depois são analisadas pelas Alfândegas de Moçambique, possui muitos aspectos por melhorar. A MCNet prontifica-se a dar soluções para essas necessidades, de modo a que os Operadores de comércio internacional, possam beneficiar de maior rapidez ainda no despacho de mercadorias.
Segundo Samo Gudo, a empresa tem uma solução tecnológica chamada D-Tech que permite o armazenamento e a análise das informações digitalizadas através de scanner pelos Operadores nos portos e em outros postos de controle, envolvidos em trocas comerciais com Moçambique. O responsável acentua que a plataforma pode ainda fazer a análise de riscos no comércio externo.

Outra aplicação que também vai ser apresentada na próxima feira tecnológica Moztech chamada Omnis. Tem a capacidade para fazer acompanhamento de mercadorias via satélite e detectar riscos de desvios nas mercadorias em trânsito. Rogério Samo Gudo explica que a MCNet tem vindo a acompanhar a preocupação da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) em relação aos desvios constantes de combustíveis e contrabando de mercadorias e acrescenta que a empresa que dirige tem soluções para minimizar estes desafios.

Em suma, tratam-se de duas soluções que já estão a ser usadas em muitos países, que a MCNet quer trazer para Moçambique. Em primeira mão, a empresa vai apresentar as novidades aos participantes da maior feira tecnológica do país que deverá ser realizada nos dias 24, 25 e 26 de Maio no espaço do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo.

“Nós identificamos estas necessidades, desenvolvemos as plataformas e disponibilizamos ao mercado. Cabe a nossa contraparte entender que precisa. Nós, através da Moztech, vamos poder interagir para alcançar este objectivo comum, que é utilizar estas aplicações em benefício de todos”, explica o Presidente do Conselho de Administração da MCNet.
Rogério Samo Gudo lembra que quando iniciou o projecto Janela Única Electrónica existiam muitos desafios, em termos de infra-estruturas, sobretudo na qualidade de energia elétrica, qualidade das comunicações e falta de capital humano especializado. Mas, actualmente, poucas coisas ficaram por resolver, no entender de Samo Gudo. Diz que a Janela Única Electrónica, hoje em dia, está pronta para minimizar outro grande desafio da AT – a colecta de impostos internos.

“A nível de infra-estruturas e operacional, estamos prontos para responder os desafios. Temos conhecimento dos avanços da Autoridade Tributária relactivamente a aplicação, mas a nossa infra-estrutura está disponível para acomodar esta plataforma. Quer dizer que o Estado já tem condições para resolver o problema de modernização dos impostos internos. A experiência que o nosso quadro técnico moçambicano adquiriu ao longo do tempo pode ser usada para responder as necessidades de outros sectores”, entende o Presidente de Conselho de Administração da MCNet.

Em 2010, a MCNet, empresa concessionária da Janela Única Electrónica, recebeu a responsabilidade de conceber, desenhar, financiar e implementar o projecto da Janela Única Electrónica. A nível de concepção e desenho, Samo Gudo diz que tudo já foi feito e defende que o processo de financiamento é dinâmico e que em relação à expectativa inicial, a MCNet já dobrou o investimento, sendo que a nível das funcionalidades foi executado em 90%.

A Janela Única Electrónica tem como finalidade, facilitar o comércio externo na importação e exportação de mercadoria, sendo a MCNet gestora do projecto com a tarefa de modernizar toda a cadeia de desembaraço aduaneiro. Rogério Samo Gudo diz que, actualmente, todos os operadores, nomeadamente, despachantes, importadores, exportadores, agentes transitários, agentes de navegação, autoridades portuárias, os bancos comerciais e o Banco de Moçambique, ministérios que emitem licenças, têm estado a operar dentro da Janela Única Electrónica.

A MCNet participou nas primeiras três edições da Moztech e, este ano, confirma a sua presença como parceiro estratégica por reconhecer o papel importante da feira para o desenvolvimento tecnológico do país. Rogério Samo Gudo diz que através do evento é possível massificar a utilização das tecnologias em Moçambique e melhorar a vida das pessoas.

 

O banco Standard Bank, parceiro estratégico da Moztech há três anos, marca presença, mais uma vez, na maior feira tecnológica do país. Tratando-se de uma feira em que as tecnologias assumem todo o protagonismo, o banco comercial preparou uma série de novidades para apresentar ao público que vai participar no evento. O objectivo é facilitar a vida das famílias e empresas que estão no país.

Entre várias inovações, Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank, destaca duas que estão em curso no banco e que facilitam as transações bancárias dos seus clientes.
 
Os visitantes da feira, desde o cidadão comum até as empresas, terão a oportunidade de conhecer uma nova tecnologia usada pelo banco que permite autorizar transacções bancárias através do telemóvel com recurso a uma impressão digital. O Standard Bank também vai apresentar uma solução para realizar transacções bancárias no celular, mesmo sem o acesso à internet.

 “Sabemos que muitas vezes é necessário usar uma rede telefónica para efectuar uma ligação e estar conectado para fazer uma transação. Queremos mostrar que é possível fazer isso sem uma ligação à internet”, diz o administrador delegado do Standard Bank.

O banco vai participar no evento como expositor e também vai integrar os painéis de debate da maior feira de tecnologia. É nessa conjuntura que também irá divulgar uma novidade direccionada aos jovens empreendedores e aos empresários, instalando na MozTech uma incubadora de negócios.

“Vamos trazer uma incubadora onde os jovens empreendedores podem ter acesso às facilidades que o Standard Bank dispõe. Já foi concebida, com base na experiência que temos com muito sucesso na África do Sul e estamos a replicar aqui no país, na baixa da cidade de Maputo. Vamos ter um espaço onde os jovens empreendedores podem ter acesso a mentores, salas de encontros e acesso a empresas que muitas vezes precisam de micro e pequenas empresas, com qualidade, para serem suas fornecedoras. Pretendemos ajudar a formar um ecossistema”, explicou administrador delegado do Standard Bank.

Chuma Nwokocha acredita que as tecnologias têm o poder de acelerar o desenvolvimento socioeconómico das nações e por isso, o Standard Bank abraça a Moztech. “Através desta feira, o Standard Bank pretende contribuir para a massificação do uso da tecnologia para a satisfação das necessidades do dia-a-dia dos moçambicanos, em particular, aquelas tecnologias que estão ligadas ao sector financeiro”, explicou. Um exemplo disso é que, através da tecnologia, o Standard Bank permite que os seus clientes do segmento empresarial, com operações em vários países, possam ter um acesso único às suas contas e transaccioná-las de acordo com a moeda do país pretendido. O banco comercial disponibiliza ainda um serviço automatizado de transferência de dados que facilita as transacções bancárias através da integração do sistema de ERP da empresa ao banco.

Na edição deste ano, a Moztech é realizada sob o lema “Era digital: Uma Nova Forma de Viver e Fazer Negócios”. A respeito disso, o administrador delegado da instituição bancária espera que depois desta feira, as pessoas e empresas adoptem, paulatinamente, as tecnologias na realização das suas tarefas diárias.

Nwokocha reconhece que a Moztech está a crescer em termos qualitativos, tanto a nível dos debates como da própria exposição e aplicabilidade das soluções apresentadas pelas empresas de modo a satisfazer as necessidades da população, mas aconselha que os jovens estudantes afluam em massa, pois o evento pode ajudá-los a desenvolver as suas habilidades. E aos empresários sugere que não se limitem a participar nos debates, mas que visitem os laboratórios de inovação, pois é lá onde irão descobrir jovens que estão a fazer coisas incríveis e que precisam de apoio para seguir em frente.

Para a quarta edição da Moztech já confirmaram a presença mais de 70% de oradores, provenientes de Moçambique, Estados Unidos de América (EUA), Suécia, África do Sul, Quénia, Portugal, Itália, China – Hong Kong e Brasil.

No primeiro dia do evento, 24 de Maio, no subtema “Pontos de Partida e Tendências”, serão discutidas as Tendências do Digital, Community Building (expressão inglesa que na língua portuguesa quer dizer Construindo, Desenvolvendo ou Capacitando as Comunidades) e Tecnologia no Desporto de Alta Competição.

Com o subtema “Uma nova Forma de Viver”, no dia 25, estão previstas as discussões sobre Internet of Everything (expressão inglesa que na língua portuguesa quer dizer Internet de Tudo), a Realidade Virtual versus Realidade Aumentada e o Futuro do Entretenimento e o Papel das Fintechs na Promoção da Inclusão Financeira.

Já no último dia, o subtema é “Uma Nova Forma de Fazer Negócios”, estando reservado para o debate sobre as Cidades Inteligentes (Icities, na língua inglesa), Marketing Digital, Comércio Electrónico e Empreendedorismo Tecnológico.

Em suma, a quarta edição da MozTech pretende aprofundar o debate sobre a era digital e o impacto da tecnologia na vida dos cidadãos e nos negócios, para além de estabelecer uma forte rede de networking capaz de criar novas oportunidades de negócio e contribuir para a transformação tecnológica em Moçambique.

“NOSSA EXPECTATIVA É QUE DEPOIS DESTA FEIRA O DIGITAL FAÇA PARTE DO ESTILO DE VIDA DOS MOÇAMBICANOS”

Que resultados o Standard Bank alcança por participar na Moztech?
Depois da última Moztech houve muitos contactos que foram feitos com o banco para perceber uma e outra coisa e também para procurar criar parcerias para melhorar a adesão às tecnologias no país.
Que importância tem um evento desta natureza para a sociedade moçambicana?

A Moztech é de capital importância para Moçambique pois é um espaço privilegiado para todos actores da sociedade, desde estudantes, governo até ao sector empresarial, encontrarem soluções para estimular a inovação tecnológica e sua aplicação na resolução de problemas do dia-a-dia, tornando o progresso real.

Qual é a expectativa do Standard Bank em relação ao tema deste ano “Era digital: Uma Nova Forma de Viver e Fazer Negócios”?
A nossa expectativa é que depois desta feira o digital faça parte do estilo de vida dos moçambicanos, isto é, que as pessoas adoptem paulatinamente a tecnologia na realização das suas tarefas.
Como é que as tecnologias têm ajudado o Standard Bank a desenvolver suas actividades?

Servir os clientes com rigor e qualidade é a principal prioridade do Standard Bank. Temos conseguido fazer isso com sucesso graças ao uso da tecnologia. Hoje, por exemplo, um cliente do Standard Bank fica ao corrente de todos os movimentos que ocorrem na sua conta bastando para isso que active o serviço de SMS alerta; ao entrar num balcão o cliente tem à sua disposição um canal de televisão interno onde pode consultar o câmbio do dia, conhecer os produtos que o banco oferece e ainda encontrar outro tipo de informação útil como a previsão meteorológica. Mais do que isso, através da tecnologia o Standard Bank permite que os seus clientes do segmento empresarial, com operações em vários países, possam ter um acesso único as suas contas e transaccionar de acordo com a moeda do país pretendido. Ainda para este segmento de clientes, o Standard Bank disponibiliza um serviço automatizado de transferência de dados bidireccional, que facilita as suas transacções bancárias através da integração directa do sistema de ERP da empresa ao banco.

De que forma é que o Standard Bank usa as tecnologias para alcançar a população que vive em zonas recônditas?

O Standard Bank, pela primeira vez em Moçambique, em parceria com o M-Pesa desenvolveu um projecto que nos permitiu alcançar a interoperabilidade entre um banco e uma operadora de telefonia móvel; já conseguimos fazer transferências entre uma conta bancária e uma conta móvel. Isto facilita a inclusão financeira, mesmo nas zonas rurais. Esta é uma das inovações que introduzimos no ano passado e assim será no futuro.

 

As despesas, que atingiram mais de 45 biliões de meticais de 1 de Janeiro a 31 de Março, incluem construção de novas infra-estruturas, pagamento de salários, apoio às vítimas de calamidades, num período marcado por chuvas e ventos fortes, que desalojaram famílias e destruíram infra-estruturas.
Estes gastos correspondem a 16.7% do Orçamento do Estado para todo o ano, avaliado em pouco mais de 272 biliões de meticais.
No Conselho de Ministros desta terça-feira, o Governo aprovou algumas propostas de leis e decretos, sendo de destacar o decreto que regula o licenciamento de telecomunicações.

 

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