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O País – A verdade como notícia

O desenvolvimento do sector de avicultura, em Moçambique, está condicionado pela produção interna de milho e soja. A informação foi avançada hoje, durante uma encontro entre o Ministério da Agricultura e parceiros. A reunião visava analisar o estágio do sector avícola e encontrar saídas aos desafios.

Segundo o director nacional de Agricultura, Momed Valá, só a com integração da produção é que o país poderá suprimir a défice criado pela interdição da importação do frango brasileiro. “Só com incorporação de todas as províncias e na produção de milho de e soja é que Moçambique poderá ser autossuficiente”, detalhou Valá.

Contudo, o Ministério da Agricultura diz que houve uma redução de investimento no sector, nos últimos três anos, em parte devido a calamidades naturais. Mas, assegura que para a campanha agrícola 2017-2018, a produção deverá crescer em cerca de 7.2%.

Criado em 2014, três anos depois, já começa a surtir efeitos satisfatórios, na visão na máquina directiva da infra-estrutura. O Parque de Maluana conta com um Centro de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (CIDT), um edifício multidisciplinar que agrega várias funcionalidades, tais como incubação de empresas de base tecnológica; formação de recurso humanos nas áreas de tecnologias, incluindo a certificação internacional.  

Por se tratar de uma infra-estrutura que potencia a aprendizagem tecnológica procuramos perceber como funciona o processo. Encontramos jovens, cuja entrega à aprendizagem demonstrava entusiasmo e curiosidade.

A cada um daqueles jovens a curiosidade parece fluir da mesma maneira. São jovens inovadores, encontrados em instituições de ensino superior e não só. Concentrados, ligados ao mundo digital, aliás, procurando facilitar a vida das pessoas através de desenvolvimento de plataformas. Ali se aprende o ABC do mundo tecnológico. A exemplo disso, interagimos com o jovem Bruno Estêvão, que diz ter sido movido pela curiosidade quando frequentava o ensino secundário. Cursou engenharia informática, na Universidade Eduardo Mondlane. Entrou para a incubadora quando começou a desenvolver uma plataforma de pagamento de serviços de electricidade, televisão, água e recargas telefónicas. Bem, sendo um serviço que já existe, questionamos ao jovem inovador qual seria o diferencial da plataforma?
“O que trouxemos agrega a possibilidade de utilizador usar o serviço Credeasy independentemente da filiação  bancária, o que é impossível nas actuais plataformas’’, partilhou.

À semelhança de Bruno, José também foi movido pela curiosidade. Começou a interessar-se pela tecnologia quando viu a necessidade de desenvolver uma plataforma que agregue toda a informação referente ao futebol nacional. Junto com o seu colega, José começou a trabalhar na ideia e para optimizar o seu plano juntou-se ao parque.

Já que o Parque localiza-se em Maluana, distrito da Manhiça, província de Maputo, o Parque pretende futuramente colocar internatos como forma de promover o desenvolvimento tecnológico do país.

Refira-se que o Parque de Ciências e Tecnologias de Maluana vai estar presente na feira de ciência e tecnologia, MOZTECH, nos dias 24, 25 e 26 de Maio, no centro Internacional de Conferência Joaquim Chissano.
 

 

 

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) está a elaborar uma Estratégia de Segurança Cibernética, uma ferramenta essencial para que as pessoas se sintam mais protegidas e seguras ao trocarem informações através de internet e telemóveis. Este é um dos assuntos que o INCM vai levar ao debate na feira de tecnologias Moztech.

O documento já está a ser finalizado e poderá ser entregue ao Conselho de Ministros para sua aprovação entre Junho e Julho deste ano, assegura o chefe do Gabinete de Sistemas de Informação do INCM, Adilson Gomes. A fonte defende a necessidade de cada moçambicano olhar para a segurança cibernética de forma séria para se evitarem crimes protagonizados através de Tecnologias de Informação e Comunicação.

Depois de o Governo aprovar o documento, cada cidadão moçambicano terá como processar e ou levar a barra do Tribunal as pessoas que violarem os seus direitos usando a internet. Para que haja efectivamente segurança cibernética no país são necessários investimentos multissectoriais, de modo a criar capacidade técnica para detectar os crimes.

“Se é atacado um banco ou se é atacada uma infra-estrutura crítica que garante que uma determinada infra-estrutura funcione, isso consequentemente terá impacto na economia. Porque se hoje pára um banco por um dia, por exemplo, qual é o impacto que isso tem? Ontem, um banco podia fechar ou ficar parado e com minha caderneta eu resolvia o meu problema, mas se hoje pára um banco por falta de energia, porque a Cahora Bassa ou EDM foi atacada por um hacker, a economia fica consequentemente afectada”, considera Gomes.  

 

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, defende a importância da paz para a economia. Para Manuel, a paz é a condição para garantir o desenvolvimento do país.

O presidente da CTA, que se encontra em Quelimane, referiu que actual trégua militar está a contribuir para a dinamização da economia porque permite a circulação de pessoas e bens.

“Desde que iniciaram as tréguas, devo dizer que os negócios começaram a fluir. A transitabilidade começou a conhecer o seu melhor momento, daí que o escoamento dos produtos começou a fluir e os negócios estão a movimentar-se. Neste momento não temos razões de queixa”, referiu.

Rogério Manuel acrescentou que os empresários apenas precisam de estabilidade política para desenvolver seus trabalhos.

Na província da Zambézia, a tensão-política comprometeu a economia.

A empresa Kroll entregou ontem à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório da auditoria internacional e independente aos negócios da Ematum, ProIndicos e MAM que recorreram a financiamentos em bancos estrangeiros com garantias emitidas pelo Governo. O relatório chegou à PGR no fim do dia desta sexta-feira.
A PGR informa que já está a fazer a verificação e análise do relatório com vista a aferir a conformidade com os termos de referência. Reverificação e tradução do documento para a língua oficial portuguesa pela Kroll, assim como a entrega de relatórios preliminares sobre o nível de realização da auditoria, eram alguns dos elementos dos termos de referência.

A instituição dirigida por Beatriz Buchili adianta, no entanto, que após terminar a análise irá partilhar com o público o documento entregue pela Kroll, com a salvaguarda do segredo de justiça, já que o processo da auditoria encontra-se em instrução preparatória.
Segundo a PGR, a auditoria visa aferir a existência de infrações de natureza criminal e outras, no processo de constituição, financiamento e funcionamento das empresas, Ematum, ProIndicos e MAM.

A auditoria internacional e independente que surge de um acordo entre o Governo Moçambicano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República de Moçambique e é financiada pela Suécia.

O trabalho realizado pelo auditor inclui a análise de extensas informações financeiras e outra documentação disponível, visitas aos escritórios das três empresas, visitas a infraestruturas e equipamentos em diversos pontos do país, entrevistas a membros do Governo, funcionários públicos e trabalhadores das três empresas e outras personalidades.

A Kroll, empresa baseada em Londres com 40 anos de experiência de auditoria, solicitou ainda informações e documentos adicionais às empresas fornecedoras, bancos e outras instituições, nacionais e estrangeiras, para completar ou esclarecer a documentação fornecida pelas três empresas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um comunicado de imprensa, hoje, no qual diz esperar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) publique um resumo do relatório das dívidas ocultas que recebeu da empresa Kroll até ao final do mês. A instituição espera ainda que, no devido tempo, a PGR divulgue o relatório completo.

Na nota emitida pelo Representante Residente do FMI em Moçambique, Ari Aisen, lê-se ainda que “a entrega do relatório de auditoria internacional forense à Ematum, Proindicus e MAM a Procuradoria-Geral da República de Moçambique é bem-vinda”.

A Embaixada da Suécia em Moçambique também emitiu, hoje, uma nota a jornalistas onde diz que acolhe favoravelmente a entrega do Relatório de Auditoria Internacional Independente pela empresa Kroll à PGR. Diz ainda que aguarda a partilha do resumo do relatório com o público moçambicano pela PGR, o mais breve possível e subsequente publicação do relatório completo.

 

É já na tarde desta sexta-feira que o Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugura o Corredor Logístico de Nacala (CLN), um dos maiores investimentos em infra-estruturas da história do país e que compreende uma linha férrea de 912 quilómetros e um porto de águas profundas, no distrito de Nacala-a-Velha, em Nampula.

Trata-se de um investimento de 4.5 biliões de dólares injectados de 2011 a 2016, como forma de viabilizar o escoamento do carvão da Vale Moçambique, a partir do distrito de Moatize, província de Tete. A infra-estrutura já está a ser utilizada e transportou seis milhões de toneladas de carvão em 2016, esperando-se que, no presente ano, transporte cerca de 10 milhões de toneladas. Somente a partir de 2018 é que o CLN prevê que a linha transporte 18 milhões de toneladas de carvão por ano, o limite da sua capacidade.

“O investimento já foi finalizado e não foi feito apenas pelo CNL, mas também por outras empresas que trabalham no Corredor Logístico de Nacala, como é o caso do Corredor de Desenvolvimento de Norte (CDN) e a própria CA no Malawi, naqueles trocos que correspondem à sua concessão”, disse ao “O País Económico” José Carlos Sousa, director executivo do CLN.  

O empreendimento ganha mais sentido numa altura em que o preço do carvão no mercado internacional tende a recuperar, depois de anos consecutivos de queda. Devido à situação, a Vale teve que restruturar o seu projecto de exploração de carvão em Moçambique, despedindo milhares de trabalhadores.

Com o abrandamento dos investimentos na Zona Económica de Nacala (ZEN), os distritos de Nacala-porto e Nacala-a-Velha as populações sentem a crise na pele, agravada pelo encerramento de empresas na ZEN. Com esta infra-estrutura, a esperança ressurge no seio dos locais como uma luz no fundo do túnel.  

PORTO COM CAPACIDADE DE ARMAZENAR UM MILHÃO DE TONELADAS DE CARVÃO

O porto de Nacala-a-Velha tem capacidade para armazenar até um milhão de toneladas de carvão metalúrgico e térmico. Por se tratar de um porto de águas profundas, a infra-estrutura não precisa de dragagem, tal como o vizinho porto de Nacala.

O mesmo não acontece com os portos da Beira e de Maputo, que precisam frequentemente de ser dragados para receber navios de grande tonelagem. Com pouco tempo de operação, o porto de Nacala-a-Velha já recebeu um navio de 187 mil toneladas, cujo carregamento de carvão levou cerca de três dias.

Dos 912 quilómetros percorridos pela linha que integra o CLN, 60 quilómetros são de Tete para Malawi, onde percorre 200 quilómetros, sendo que, de Malawi a Nacala-a-Velha, a linha perfaz 652 quilómetros. Cada comboio que transporta carvão é composto por quatro locomotivas, 120 vagões e transporta 7 560 toneladas de carvão, que é armazenado antes de rumar a países da Europa e Ásia, onde a China é destaque.
 Com pouco mais de 500 quilómetros, fica para trás a linha de Sena como a maior linha férrea do país, com a entrada em operação do empreendimento que liga Moatize a Nacala.  

O Corredor emprega, no momento, 1 200 trabalhadores directos, mas o número chega a quatro mil trabalhadores, quando se considera os empregos das empresas subcontratadas e à volta do corredor logístico que hoje é inaugurado.  

CARVÃO DA VALE

A principal função do corredor logístico de Nacala é escoar o carvão produzido pela Vale, na província de Tete.
A capacidade de produção de carvão da mina Moatize é de 11 milhões de toneladas por ano. Para melhor responder à demanda de processamento de carvão, a Vale investiu na construção da maior central de enriquecimento de carvão do país. Além da indústria siderúrgica, utiliza-se o produto para a geração de energia.

O carvão metalúrgico e o térmico extraídos nas minas de Moatize têm como destino os mercados do Brasil, China e Japão, sendo que, até agora, foram exportados, através de Nacala, cerca de 6,5 milhões de toneladas. A meta é atingir 18 milhões de toneladas por ano, capacidade instalada do porto e da linha de caminho-de-ferro.

PRESENÇAS DE PESO NA INAUGURAÇÃO DO CLN

Para além do Presidente da República, Filipe Nyusi, na cerimónia de inauguração do Corredor Logístico de Nacala, deverão participar membros dos governos de Moçambique, Malawi, Brasil e Japão.

Contar-se-á, também, com a presença de gestores do topo das multinacionais Vale e Mitsui, principais accionistas do Corredor. Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) são, também, accionistas de peso no Corredor Logístico de Nacala, em representação do Estado moçambicano na parceria público-privada.  

O director executivo do CLN revelou que estava tudo pronto para a cerimónia de inauguração de hoje, um evento cujos convidados e jornalistas transportados usam voos fretados pela companhia de logística, numa altura em que os voos da empresa Linhas Aéreas de Moçambique registam problemas, com os constantes cancelamentos e remarcações.

Em 2016, a África Subsahariana teve um crescimento de 1,4%, segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre Perspectivas Económicas Regionais. “O País” vai analisar as perspectivas avançadas pelo FMI neste relatório, as projecções para 2017 e as possíveis soluções colocadas pela organização para que a África Subsahariana tenha um maior crescimento.

No ano passado, o crescimento desacelerou em cerca de dois terços dos países da região, o que representa 83% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, e estima-se que tenha atingido apenas I,5 %. O que o FMI considera como o pior desempenho da região em mais de duas décadas. Em 2015, o crescimento foi de 3% um pouco abaixo da média de 6,8% atingidos entre 2003 e 2008. O documento avança que a seca na África Austral e queda do preço das commodites, aliadas ao défice orçamental em alguns países, contribuíram para este cenário.

Os problemas económicos enfrentados pelos países da região poderão afectar o crescimento neste ano. No relatório sobre Perspectivas Económicas Regionais, o FMI considera que a dinâmica de crescimento na África Subsahariana vai manter-se frágil, tendo como ponto de partida as avaliações e perspectivas dos últimos anos. Para 2017, espera-se um aumento de 2,6%, que será impulsionado em grande medida por factores específicos de três países nomeadamente:

I. a recuperação da produção de petróleo na Nigéria, II. o aumento das despesas públicas antes das eleições em Angola e III. o desaparecimento dos efeitos da seca na África do Sul, combinado com algumas melhorias nas trocas comerciais.

Segundo o relatório, as baixas perspectivas são reflexo, em parte, de insuficientes ajustes políticos. Angola, Nigéria e a Comunidade Económica e Monetária Centro-Africana (CEMAC) são os mais afectados pela redução do preço do petróleo a nível mundial. Estes países continuam a lutar contra a perda de receitas orçamentais e a pressão na balança de pagamentos. Os ajustes de políticas, nestes países, são considerados atrasados e limitados, o que prejudica ainda mais a economia nestas nações. Outros exportadores de commodities, como o Gana, a Zâmbia e o Zimbabwe enfrentam maiores défices fiscais.

Nos países com maior consumo de recursos, como a Costa do Marfim, o Quénia e o Senegal, os défices orçamentais mantiveram-se elevados durante vários anos, uma vez que os governos procuraram corrigir as deficiências sociais e de infra-estruturas. Embora o crescimento se mantenha robusto, as vulnerabilidades estão agora a emergir. O aumento da dívida pública, dos custos de empréstimos e, em alguns casos, a existência de empréstimos em atraso são algumas das vulnerabilidades apresentadas pelo FMI.

As perspectivas são também nubladas pela incidência da seca, das pragas e questões de segurança. O impacto da seca que atingiu a maior parte dos países da África Austral em 2016 está a desaparecer, mas um novo período de seca está a invadir partes da África Oriental. A seca está mais intensa no nordeste da Nigéria e no Sudão do Sul, que já declarou fome.

A possível normalização da política monetária nos Estados Unidos da América (EUA) poderá apertar ainda mais o cerco aos países da região. Donald Trump, presidente dos EUA, prometera durante a campanha eleitoral restringir o financiamento externo, mas particularmente aos países africanos. Este cenário desafia a África Subsahariana a adoptar políticas nacionais mais apropriadas. Para os países com maior consumo de recursos, a consolidação orçamental continua a ser urgentemente necessária para travar o declínio das reservas internacionais e compensar perdas permanentes de receitas. Este é especialmente o caso nos países da CEMAC, onde as medidas fiscais devem apoiar limites vinculativos sobre o financiamento dos bancos centrais aos governos e ajudar a conter as pressões externas.

Um olhar para a CPLP

Os países da região falantes da língua portuguesa também registarão um crescimento. Angola registará um crescimento de 1,3 e 1,5%, Guiné-Bissau manter-se-á nos 5%, nos dois anos seguidos, enquanto São Tomé chegará aos 5% em 2017 e 5,5% em 2018. Nestes dois anos Cabo Verde irá crescer 4% e 4,1% e por fim Moçambique ficará pelos 4,5% e 5,5% no período em análise.

Os problemas mencionados anteriormente também irão afectar os países da CPLP. Moçambique e Angola ganham destaque pelo nível dos juros da dívida praticados nestes países. Segundo o relatório de Perspectivas Económicas Regionais, Moçambique é o país africano que enfrenta os juros mais caros sobre as emissões da dívida em moeda estrangeira, com 20,4%, Angola com 8,7% é o segundo com os juros mais elevados, segundo escreve a Lusa.

Os juros exigidos pelos investidores para negociarem dívida pública de Moçambique estão acima de 8% desde Junho de 2015, tendo registado uma média de 20,4% em Março deste ano, segundo os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“A trajectória da dívida está claramente numa perspectiva ascendente, com mais de 50% do valor do PIB em muitos países”, como Cabo Verde ou Moçambique, escrevem os analistas no relatório, que dá conta de uma dívida pública em Moçambique que valia 115,2% do PIB no final do ano passado, mas que deverá descer para 106,9% e 103,6% em 2017 e 2018.

Este valor do rácio da dívida face à riqueza do país só é superado por Cabo Verde, que apresenta valores de 134,7% este ano e 133% em 2018, mais do triplo da média da África subsahariana: 44,6%.

Com um crescimento previsto de 4,5% para este ano e 5,5% para o próximo, Moçambique enfrenta uma inflação de 19% este ano, que deverá cair para os 10% no próximo ano. Depois de ter melhorado o desequilíbrio das contas públicas no ano passado, melhorando de 10,4% para 7,4%, o défice orçamental deverá aumentar para 8,2% este ano e 8,5% em 2018, de acordo com as previsões do FMI presentes no relatório.

O candidato a presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Quessanias Matsombe, relançou, hoje, a sua campanha eleitoral, na cidade de Maputo, num encontro com jornalistas.

Quessanias lembrou as linhas de força da sua candidatura, entre elas, a transparência. Na campanha eleitoral, o candidato diz que vai privilegiar a participação em debates, colóquios e reuniões. Se for eleito, promete pressionar o Govermo a fazer reformas para melhorar o ambiente de negócios em Moçambique.  

Matsombe promete fazer de tudo para que as empresas moçambicanas sejam preferência nos concursos públicos de contratação lançados no país. E considera o relatório Doing Business do Banco Mundial um grande desafio para o Executivo, já que prevalecem muitas barreiras ao ambiente de negócios no país.

Oficialmente, a campanha eleitoral para presidência da CTA arrancou esta sexta-feira e termina no dia 23 de Maio e as eleições estão marcadas para o dia 25.

 

 

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