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O País – A verdade como notícia

Os produtos da primeira necessidade estão a registar baixa de preços nos supermercados de Quelimane, na ordem dos 20%. A apreciação do metical em relação ao dólar, e a cessação das hostilidades militares são apontadas como os principais factores.

O saco de dez quilos da batata reno, que estava a ser comercializado a 550 meticais até a semana passada, hoje custa 330. Vinte e cinco quilos de arroz de primeira baixou de 1800 para 1400 meticais. Dez quilos de cebola que custava 500 meticais baixou para 400 e o quilo do alho que custava 400 meticais hoje está a ser comercializado a 300.

Membros da direcção provincial da Indústria e Comércio visitaram, hoje, estabelecimentos comerciais, na capital da Zambézia, para se informarem dos preços praticados.

Moçambique produz anualmente 300 mil toneladas de pescado diverso. Trata-se de um aumento de 30 toneladas se comparado com a cifra conseguida em 2014. Apesar dos números serem animadores, Agostinho Mondlane, Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, quer que dentro de 10 anos o país consiga pescar um milhão de toneladas de pescado. Esta vontade foi manifesta, hoje, durante o primeiro Conselho Consultivo Alargado do ministério.
 
Para alcançar a meta, o ministério diz estar a desenvolver acções tendentes a divulgar práticas sustentáveis de captura de pescado e massificar os projectos de aquacultura no país. Agostinho Mondlane revelou que grande parte do pescado capturado no país é consumido internamente sendo que uma pequena parte é exportada para Europa, Asia e Africa do Sul.
 
Durante o encontro, Mondlane falou sobre a recente aprovação, pelo Governo, do Regulamento que estabelece o regime jurídico de utilização dos espaços marítimos, um documento que prevê, entre outras medidas, a defesa do ambiente marinho e protecção das áreas de conservação. O Conselho Consultivo decorre no distrito de Namaacha e vai terminar nesta quinta-feira.

A Internet Solutions (IS), uma empresa que fornece internet e serviços de segurança de dados, vai lançar uma plataforma de máquinas virtuais na quarta edição da feira de tecnologias Moztech, que possibilita aos clientes alugarem servidores no lugar de comprarem. Eles disponibilizam o serviço ao cliente e dão a assistência necessária.
“Temos uma plataforma de máquinas virtuais que permite aos nossos clientes, em vez de fazerem um grande investimento na compra de servidores, eles podem adquiri-lo em forma de aluguer mensal e a nossa empresa trata de todo o resto que está por de trás disso, a manutenção e a segurança e todo o resto que vem com esse serviço“, explica o director executivo de conectividade da empresa, Marco Marques.

Outra novidade da empresa é uma plataforma que permite aos utilizadores recuperarem informações depois de perderem seus computadores. Através da ferramenta, o utilizador pode guardar suas informações no disco duro daquela empresa, seja qual for o lugar onde estiverem. Se um cliente perde seu computador, por exemplo, a informação fica armazenada e protegida na firma, e logo que comprar outro aparelho, pode ir para lá e recuperar tudo.

“É um aplicativo que se instala no computador, escolhe-se aquilo que se quer fazer ‘back up’, é determinado o tempo, a que horas e quantas vezes se quer fazer o ‘back up’ e esse ‘back up’ é feito para os nossos servidores. É incriptado, ninguém tem essa informação, nem mesmo nós temos acesso a essa informação. Se o cliente perder a sua chave de incriptação não terá acesso à informação, portanto, é um serviço seguro e para Moçambique penso que é um dos primeiros, neste momento. Existem plataformas a nível mundial, fora de Moçambique, mas a nível do país penso que vai ser dos primeiros a ser lançado”, considera Marco Marques.

O director executivo de conectividade da Internet Solutions explica, no entanto, algumas particularidades do serviço. “O cliente contrata um volume de espaço e essa informação é mantida. Se o cliente apaga, nós guardamos até seis meses essa informação, porque é assim, suponhamos que está a fazer um ‘back up’ dos seus ficheiros e apagou-se esse ficheiro do seu computador, esse ficheiro não vai ser copiado para o ‘back up’, mas nós temos informação até há seis meses atrás, portanto, pode ir buscar essa informação. Se apagou algo por engano pode sempre ir ao servidor buscar“, assegura o gestor da IS.
Para lançar estes produtos, a empresa escolheu a Moztech e explica porquê.

“A Moztech como é um fórum de conferências, onde nós temos várias empresas de tecnologias de informação e nós fazendo parte dessa mesma área de tecnologias de informação, a área das ligações de internet entre nossos clientes, achamos que é um bom evento para nós darmos cara e mostrarmos nossos serviços“, acentua Marques.
São duas novidades no mercado que vão dar um grande contributo para o desenvolvimento tecnológico no país, considera a empresa. A Internet Solutions terá um computador na Moztech para fazer as demonstrações destes serviços que é lançado em primeira mão para o público em geral que for a visitar a feira.

Controlar as perdas e fugas de água através de um monitoramento inteligente das redes de abastecimento é a nova aposta de um jovem inovador tecnológico. Trata-se de uma tecnologia que visa reduzir os níveis de perdas de águas nos sistemas de distribuição na cidade e província de Maputo, usando o controlo inteligente do sistema de abastecimento, implementar soluções para permitir a leitura automatizada de contadores analógicos e pagamento da água por meios electrónicos, particularmente, o celular.

Com uma tecnologia virada ao serviço da população, o inovador tecnológico, Abel Viageiro, refere que o sistema de gestão da água, através do uso da tecnologia, pode mudar o actual panorama de abastecimento e consumo. Actualmente, os níveis de perdas de água por fugas e perdas comerciais, que consistem nos furos clandestinos, rondam nos cerca de 40%. Com a nova proposta tecnológica espera-se reduzir o prejuízo para 5 a 10%.

O desenvolvimento do sector de águas é um sector chave para o desenvolvimento socioeconómico”, refere o inovador. Segundo Viageiro, as redes de abastecimento de água deterioram-se com o tempo e perdem a sua capacidade de retenção da água. A deterioração resulta do ambiente corrosivo, fracos padrões de construção, flutuação da pressão de água, excesso de tráfego e vibrações.

Os alunos da Escola Secundária da Matola beneficiariam, ontem, de educação cívica sobre cuidados a ter com a água e alimentos para evitar a cólera. A iniciativa denominada “Um Dia de Ciência e Tecnologia” visa levar mensagens sobre cuidados de saúde para as escolas secundárias de todo o país. A informação é difundida através do “Tablet Comunitário”, uma plataforma digital da empresa Kamaleon, em parceira dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação e Desenvolvimento Humano, donos do programa.

Com vídeos educativos e banda desenhada, os alunos da Escola Secundária da Matola, província de Maputo, tiveram a oportunidade de aprender técnicas de tratamento de água e alimentos para evitar doenças, entre elas, a cólera usando a plataforma digital. De seguida, testaram os seus conhecimentos através de jogos em “tablets” com telas gigantes e contam como foi a experiência.

“Aprendi que devemos lavar as mãos antes de comer, temos que lavar os recipientes antes de usar e devemos tapara sempre os alimentos”, disse o aluno Lourenço Elias, para depois sua colega de escola Augusta Mate dizer que “a experiência foi muito boa, porque pude aprender varias coisas, como por exemplo, como prevenir a cólera”.
A direcção da escola diz que a iniciativa enriquece o ensino e aprendizagem, não só na área da saúde, mas também promove o uso correto das tecnologias. “Pensamos que a plataforma é muito interessante, é mais uma forma de aprendizagem, por isso, achamos que o projecto é bem-vindo”, considera Virgílio Dava, director-adjunto pedagógico da Escola Secundária da Matola.

Já os representantes dos dois ministérios e a Kamaleon explicam que a parceira visa promover a inclusão digital, assim como evitar doenças.
“Vai ajudar ao aluno a despertar o interesse pelas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação”, disse Solange Matsinhe do Ministério da Ciência e Tecologia. Já Dayn Amade, director-geral da Kamaleon constatou que “a adesão dos alunos é boa. Em termos de resultados está a ser positivo, porque conseguimos notar que os alunos conseguem perceber a mensagem”, disse.

Com o objectivo de transmitir a sua experiência em áreas de capitalização de empresas e fortalecer a cooperação com o nosso país, o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Baena efectuou, hoje, uma visita à Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

A parceria entre as bolsas dos dois países terá foco na formação de quadros e troca de experiências. Por outro lado, o Brasil vai dar suporte tecnológico às empresas cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique.

O Presidente da BVM, Salim Valá, assumiu que, com a troca de experiências, a instituição irá aumentar o número de empresas e de investidores que usam a bolsa como meio para financiar a economia.

Actualmente, apenas cinco empresas estão cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique. Até ao fim do ano, a meta é adicionar pelo menos três.

O metical vai ter uma nova série de notas com a assinatura do actual Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

As de 100, 50 e 20, de maior circulação, continuam em polímero, ajustadas a climas húmidos, e as de 200, 500 e 1 000 meticais continuam em papel. Os elementos de segurança também não serão alterados.

Lançadas hoje, data em que o Banco de Moçambique celebra a sua criação, as novas notas deverão começar a circular em Junho próximo, em simultâneo com as antigas.

As moedas não sofrem nenhuma alteração. O Banco de Moçambique diz que a impressão e divulgação das novas notas não vão ter custos adicionais.  

 

O Governo moçambicano investe, por ano, cerca de 100 milhões de dólares para a expansão da rede eléctrica do país. Dos 100 milhões de dólares investidos, 70% é disponibilizado pelos parceiros de cooperação. Esta informação foi revelada pelo director Nacional de Energia, Pascoal Bacela, ontem, durante a reunião entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e os parceiros de cooperação. Pascoal Bacela reiterou que deste valor não está contabilizado o apoio directo a alguns projectos específicos.

“Estamos a investir cerca de 100 milhões de dólares ao ano para a expansão da rede eléctrica nacional e 70% por cento deste valor resulta daquilo que são os apoios dos nossos parceiros. Há apoios que vão directo para projectos específicos, que não estão inclusos nesta percentagem, como é o caso da construção das centrais que estão em construção, mais precisamente a central solar de Mocuba e a central termoeléctrica de gás natural em Maputo”, explicou Bacela.

Actualmente 26% da população moçambicana tem acesso à energia da rede eléctrica nacional e o alargamento desta percentagem faz parte dos desafios do MIREME, apontados por Letícia Klemens, titular do pelouro.

“Ainda temos muitos desafios por superar, nomeadamente a expansão da energia para todos os moçambicanos até 2030, a luz da iniciativa das Nações Unidas, de garantir o acesso universal dentro deste universo temporal, o melhoramento das estruturas de energia para impulsionar o sector da agricultura, dos transportes e da indústria”, disse Letícia Klemens.

A reunião anual com os parceiros do MIREME tem como objectivos identificar e avaliar os projectos que foram desenvolvidos e sugerir novas áreas de actuação. Klemens afirmou ainda que é da vontade do Governo continuar a trabalhar com os parceiros.

Ao todo são 26 parceiros de cooperação que estão divididos em dois grupos. O primeiro, que engloba 17 parceiros, lida com as questões de energias e o segundo ocupa-se do sector de recursos minerais, mais especificamente na indústria extractiva.

Os preços de combustíveis e outros produtos petrolíferos serão ajustados a partir de amanhã. Com o reajuste, a gasolina desce dos actuais 56.06 meticais o litro para 53.57, o gasóleo de 51.89 meticais o litro para 51.79 meticais.

Por sua vez, o petróleo de iluminação também regista uma redução do preço passado dos actuais de 41.61 o litro para 37.88 meticais, enquanto o gás doméstico (GPL) passa dos actuais 61.08/kg para 70.32/kg. Por seu turno, o gás comprimido (GNV) passa de 25.59 para 26.34 meticais.

A alteração do preço dos combustíveis e outros produtos petrolíferos surge da aplicação pelo Governo na íntegra da legislação sobre a matéria, que estabelece a necessidade da revisão dos preços de venda ao público numa base mensal, sempre que se verifique uma variação do preço-base superior a três por cento, ou caso haja alteração dos impostos.

Sublinhar que o último ajustamento do preço de combustíveis e outros produtos petrolíferos foi a 22 de Março deste ano, altura em que o Governo anunciou que passaria a actualizar os preços com base no decreto 45/2012 pondo fim ao subsídio generalizado que até então vinha sendo implementado.

 

 

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