O empresariado nacional aconselha-se junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o posicionamento que deve tomar para lidar com o contexto de crise que a economia nacional enfrenta. Para o efeito, as partes mantiveram encontro esta terça-feira. Não há pormenores sobre os temas que foram levantados, mas há indicação de uma interação que trará resultados a breve trecho.
Foi aproximadamente uma hora de conversa a porta fechada entre o empresariado, representados pela CTA (Confederação das Associações Económicas), e quadros do FMI. As partes explicaram que, essencialmente, estão em busca de formas de fortalecer o sector privado nacional para melhor se posicionar perante as incertezas do mercado impostas pela crise.
“Obtivemos resultados satisfatórios deste encontro com a CTA. Discutimos sobre mudanças para fortalecer a economia moçambicana. É importante manter encontros com o sector privado e com os seus representantes para termos conhecimento dos desafios enfrentados pelos empreendedores. Isto ajuda-nos a ter uma visão realística da situação. Não irei aos pormenores porque vamos publicar, nesta quinta-feira, o relatório sobre o diagnóstico da economia e algumas recomendações que iremos deixar”, explicou Michel Lazare, Chefe da Missão do FMI para Moçambique.
Em representação da CTA, Rogério Samo Gudo avançou que a prioridade era buscar o tratamento que o FMI tem dado a países que estão (ou alguma vez passaram) por uma instabilidade económica como a de Moçambique, o que permite fornecer uma “bússola” que possa guiar os investidores. Samo Gudo revelou ainda que entre os temas que estiveram à mesa, a questão fiscal teria sido dominante. “Há um conjunto de reformas que, obviamente, são recomendadas pelo FMI a diferentes países na situação igual à nossa. Mas de uma forma global cingimo-nos às reformas do lado fiscal… há necessidade de o sector privado, dentro da interação com o Governo, tentar trazer a sensibilidade de melhorar a questão fiscal”, explicou Samo Gudo.

