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O País – A verdade como notícia

Os grandes homenageados da Gala MOZEFO Awards foram: o MPDC, Timbila de Zavala e o Centro de Investigação da Faculdade de Veterinária da Universidade Eduardo Mondlane.

O MPDC, a empresa gestora do Porto de Maputo, foi distinguida pelas transformações que trouxe as infraestruturas do Porto de Maputo e atração de investimentos que tem conseguido. O representante do MPDC, Osório Lucas, agradeceu a distinção e diz que o prémio é o reconhecimento de um trabalho feito em prol do desenvolvimento.

O grupo Timbila de Zavala que em 2014 foi condecorada com a medalha de Bagamoyo por contribuir para a manutenção e partilha da cultura nacional foi a segunda entidade galardoada, De rcordar que a timbila é considerada património da humanidade pelas Nações Unidas.

Das mãos de Luísa de Diogo, o Centro de Investigação da Faculdade de Veterinária da Universidade Eduardo Mondlane recebeu o terceiro prémio da noite. O centro se destacou pelas pesquisas que tem feito no combate a Tuberculose, doença que tira a vida de muitos moçambicanos. O centro através das suas pesquisas conseguiu introduzir uma nova forma de detectar a tuberculose com recurso a ratos, o que permitiu a entregar resultados em tempo recorde.

O PCA do grupo SOICO, Daniel David, no encerramento da noite afirmou que os premiados da noite trouxeram mudanças, pelo uso do conhecimento e da inovação e só desta forma o país conseguirá desenvolver. David disse ainda que a aposta na investigação e inovação fará o país crescer. “Quem inova deve imediatamente impactar na mudança de algo, trazer mudança para a sociedade”, concluiu Daniel David.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram um vasto leque de investimentos a serem desenvolvidos em Moçambique, no âmbito da cooperação social e económica entre ambos países. Neste quadro, os EAU prometem investir em diversas áreas entre as quais a agricultura, recursos minerais e transportes e comunicações.

A informação foi avançada hoje pelo embaixador dos EAU, Asim Al Rahmah, durante a cerimónia de abertura oficial da embaixada daquele país em Moçambique, acto que marca o início de um novo impulso de cooperação económica entre os dois países. Para que os investimentos fluam, garantindo igualmente a troca comercial frutuosa e contínua, os dois países rubricaram recentemente alguns acordos.

Rubricámos acordo sobre a promoção e protecção recíproca de investimentos e o acordo que evita a dupla tributação sobre rendimentos e evasão fiscal”, sublinhou o diplomata, sem avançar montantes a serem investidos nos próximos anos, segundo escreve a AIM.

Entre os projectos arrolados pelo embaixador, consta a construção de um centro de formação na província de Inhambane, que vai proporcionar cursos profissionalizantes a pessoas necessitadas. O projecto está orçado em cerca de 2,5 milhões de dólares. Os primeiros graduados deverão estar disponíveis a partir de 2018.

Ainda no âmbito da cooperação, decorrem negociações entre os Portos de Dubai e o Governo que visam impulsionar o porto de Nacala, na província de Nampula. Há ainda conversações bilaterais para impulsionar a área agrícola em Moçambique, cujos resultados são animadores e estão na fase conclusiva. Uma delegação moçambicana está nos EAU a terminar os procedimentos para a assinatura de um acordo. “Há um outro projecto em Maputo e o assunto já foi abordado num encontro que mantive com Sua Excelência Primeira-dama, Isaura Nyusi, em que vai ser construído um centro técnico-profissional. Aguardamos pela concessão do espaço para formar jovens”, anunciou o embaixador.

Ele informou, igualmente, que as linhas aéreas dos EAU iniciarão voos directos para Moçambique na componente de transporte e logística, facto que, segundo disse, vai impulsionar o movimento comercial e de investimento para o interesse dos dois países. A fonte diz haver outros projectos de investimento que estão em estudo, mas que deseja vê-los a arrancar.

Os EAU investiram 3,3 biliões de dólares em 52 projectos. Deste valor, 1,3 bilião de dólares foi de investimento directo e possibilitou a geração de mais de 17 mil postos de trabalho. Actualmente, operam em Moçambique 33 empresas dos EAU, contra as sete nacionais que operam naquele país. A abertura da Embaixada dos EAU em Moçambique visa fortalecer e impulsionar a cooperação entre os dois países.

Assim, Al Rahmah está como embaixador dos EAU em Moçambique desde Abril de 2016. Com cerca de 8,6 milhões de habitantes distribuídos por uma área de cerca de 83.600 quilómetros quadrados, os EAU localizam-se no sudoeste asiático. O seu Produto Interno Bruto (PIB) está acima dos 402 biliões de dólares norte-americanos.
Os EAU são ainda um dos maiores produtores e exportadores de petróleo no Médio Oriente, uma área que interessa Moçambique em face da recente descoberta de recursos energéticos, particularmente gás e petróleo.

"Juventude e liderança: como formar líderes do amanhã?". Tema de abertura dos debates do segundo dia do MOZEFO Young Leaders. Para o orador José Luis Zapatero, antigo Primeiro-Ministro da Espanha, o segredo está em três pressupostos: paz, inclusão social e boa governação, tendo como principal pilar "a educação, a condição para se melhorar um país”, defendeu.

Paz porque, segundo Zapatero, liderar é algo menos que dar ordem e algo mais que dar um conselho. É fundamental que o líder seja humilde. Deve cultivar nos seus liderados a cultura de respeito e tolerência. “Um líder não pode ter característica de autoritarismo. Um líder não se queixa, não protesta. Apoia, estimula, trabalha em equipa”, sustentou.

Sobre a inclusão social, defende ser a garantia para estabilidade de uma liderança e de um país. Deu exemplo do seu país que apoiou as mulheres, sendo actualmente um dos países com mais mulheres líderes e escolarizadas.

A maior injustiça da história, considera, é a discriminação das mulheres. “Uma sociedade que diz não à metade da sociedade é enferma. E um homem maxista é um homem enfermo”. Por isso, desafiou aos homens: “Procurem ter tantas mulheres líderes quanto os homens”, e também às mulheres: “não toleream o maxismo e a violência”.

O outro fundamento para uma melhor liderança é a boa governação que pressupõe o respeito às leis e à cultura democrática.

A liderança, acrescenta, deve ser acompanhada de fontes credíveis de conhecimento. Por isso é preciso estar pronto a ler muito e saber ouvir outras posições.  O líder deve estar disposto a aprender e ter uma mensagem construtiva e positiva. “Um líder tem que ser optimista. O pessimismo nunca cria um posto de trabalho”, defendeu, acrescentando que o progresso é antecedido de ideias e os grandes avanços são frutos de investigação.

Sob moderação de Cláudio Ferrão da Global Shapers, o antigo chefe do governo da Espanha destacou, por outro lado, a importância da internet e do acesso à informação na formação de bom líder. “Qualquer jovem em África, com um celular com acesso à internet, pode ter mais acesso à informação do que um presidente dos EUA teria há 30 anos. Se quiserem ser líderes, leiam tudo o que puderem. É verdade que existem informações falsas, mas há muitas mais verdadeiras”.

Organização dos Trabalhadores Moçambicanos – Central Sindical (OTM-CS) repudia as declarações do presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, nas quais o mesmo incentiva o Governo a não pagar o 13º salário e a congelar o aumento salarial e as progressões nas carreiras, em 2018.

Face aos pronunciamentos do presidente da CTA, durante o encontro sobre a monitoria do ambiente de negócios entre o Governo e a Sector Privado a OTM convocou a imprensa para dar o seu parecer.
A OTM diz ainda que o sector privado deve negociar com os trabalhadores antes de tomar qualquer posição.

A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos ameaça ir a rua e manifestar-se se a decisão for aceite.

O segundo painel do MOZEFO Young Leaders, a decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, continuou com o propósito do programa: levar à juventude uma oportunidade de se exprimir na mesma proporção que aprende de grandes líderes mundiais.

Com efeito, Ricardo Tadeu, Africa CEO AB InBev, foi convidado a uma conversa sobre “O investimento jovem e criação de oportunidades”, que, no final, valeu-lhe uma distinção inesperada do PCA do grupo SOICO, Daniel David. Quebrando o protocolo, David subiu ao palco e teceu vários elogios ao brasileiro, por ser um modelo de vida a seguir. Por essa razão, o PCA da SOICO convidou aos jovens a inspirarem-se no exemplo de liderança que é Ricardo Tadeu. “Não havia melhor coisa do que ter Ricardo Tadeu em Moçambique. Ele é um exemplo de talento, trabalho e de estar na vida. Por isso, em nome de todos os colaboradores do grupo SOICO, quisemos deixar uma recordação de Moçambique em público, a alguém que deu um baile às cervejarias mundiais, quando esteve a trabalhar no México”, afirmou Daniel David.

Quanto ao segundo painel, “O investimento jovem e criação de oportunidades”, Ricardo Tadeu focou-se no sucesso, considerando que o primeiro de todos sucessos é ser feliz, ter uma vida plena em diferentes facetas. Além disso, segundoTadeu, contribui para o sucesso individual a noção de que na vida há momentos que não se deve trabalhar sozinho. “Para que o jovem tenha sucesso, deve delimitar um bom objectivo e saber qual é o seu sonho, porque isso orienta a pessoa. Ainda assim, isso não é suficiente. É preciso ter um plano para se atingir uma determinada meta. Só assim o sonho pode ser uma realidade”, explicou Tadeu, quem entende que, em muitos casos, as pessoas falham porque não têm planos.

Ampliando a sua visão sobre como encara o mundo, Ricardo Tadeu disse aos jovens que, se quiserem ter boas oportunidades, devem cercar-se de pessoas objectivas, optimistas, que lhes façam acreditar que o sonho é possível. Na óptica do orador, estar cercado de pessoas correctas é indispensável, o que deve ser acompanhado por persistência individual, afinal: “Nada na vida conquista-se sem capacidade brutal de resistência à frustração”.

Antes de finalizar o seu discurso, Tadeu aconselhou os jovens a inspirarem-se nos valores e ideias (procurando fazer uma diferença positiva) e não apenas nos resultados, consciente de que nem sempre o sucesso é certo.

Bruno Bobone, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, foi também um dos oradores dos debates do MOZEFO Young Leaders, esta terça-feira. No seu discurso, Bobone desafiou os jovens a serem sonhadores, a acreditarem em si e terem coragem de enfrentar as dificuldades com persistência, rigor e muito trabalho.

E porque o acesso às oportunidades de emprego tem sido um dos principais desafios para os jovens, encorajou-os a serem ousados. “Mesmo que peçam mais tempo de experiência, não desistam, vão e dogam quem são. É verdade que vão ter frustrações, mas não desistam, tornam-se conhecidos”, disse.

Sobre a crise, aponta como uma oportunidade. Bruno Bobone diz que os jovens não devem ficar desanimados, antes pelo contrário: “Não devemos ficar amargurados. Devemos pensar em encontrar novas soluções”, despertou-os.

Bobone voltou a repisar sobre a necessidade de os jovens acreditarem em si e buscarem ajuda, sempre que necessário. “Nao se limitem, peçam ajuda, mostrem as vossas fraquezas para que vos ajudem”.

Questionado sobre que relação se pode estabelecer entre sucesso e felicidade, referiu ser importante que o sucesso contribua para a felicidade.

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, diz que o fórum MOZEFO é um espaço de diálogo para manter a unidade e dar força ao Governo, de modo a resolver os problemas existentes. Para Chissano, MOZEFO é importante porque representa um momento ímpar de promoção de um debate construtivo.

Joaquim Chissano é membro da Comissão de Honra do MOZEFO, e, na manhã de hoje, em Maputo, encontrou-se com painelistas e delegações convidadas para o fórum, além da equipa organizadora. Entre várias personalidades, reuniram-se com Joaquim Chissano o antigo Primeiro-Ministro de Espanha, José Luis Zapatero, o antigo Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, o antigo Vice-Primeiro-Ministro de Portugal, Paulo Portas, o PCA da SOICO, Daniel David, diplomatas e empresários.

À saida, Chissano disse que foi um encontro cordial, que serviu para analisar a vida política, económica e social dos países de  proveniência de cada participante.

A antiga Presidente da Costa Rica, Laura Chinchila, já está em Maputo para participar no II Grande Fórum MOZEFO. Chinchila, que vai abordar o tema “Economia do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, defendeu, à chegada ao Aeroporto Internacional de Maputo, maior comprometimento das nações para proteger o planeta para as próximas gerações, que, na sua percepção, podem ter um planeta melhor se as grandes potências respeitarem também as convenções ambientais.  

Laura Chinchila chegou ao país na tarde de hoje, com a missão de ajudar Moçambique a dar passos rumo ao desenvolvimento. A antiga Presidente da Costa Rica tem acompanhado a evolução do país há 15 anos. Por isso, está a par dos desafios da pátria moçambicana, e, ao mesmo tempo, reconhece os esforços feitos para o crescimento.

Laura Chinchila foi presidente da Costa Rica entre 2010 e 2014 e, neste Fórum, vai partilhar o painel com o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.

 

Mais de trezentos jovens moçambicanos participam, a partir de hoje, em Maputo, no Mozefo Young Leaders, uma iniciativa enquadrada no segundo Grande Fórum Mozefo que tem lugar esta semana em Maputo. Os jovens deverão discutir, juntamente com os principais oradores do Mozefo, as suas perspectivas de desenvolvimento do país. Pelo que, em seis sessões serão discutidos temas de interesse dos jovens e do desenvolvimento do país.

Inicialmente, a iniciativa estava planeada para envolver apenas 150 jovens, mas devido à grande aderência e interesse que suscitou na juventude, o número foi alargado para mais de trezentos jovens. A cerimónia de abertura terá lugar no período de tarde desta segunda-feira, uma vez que parte dos oradores estrangeiros chegam às primeiras de hoje a Maputo.

Na manhã de hoje, chegam a Maputo o antigo primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero, o antigo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, o antigo vice-primeiro-ministro de Portugal, Paulo Portas, o músico Rui Veloso, entre outros convidados estrangeiros. O antigo presidente do México, Vicente Fox, a antiga presidente da Costa Rica e o antigo ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro das Maurícias, Rama Sithanen, chegam na terça-feira.

Em termos de participação, Dailton Fonseca, porta-voz do Mozefo, diz que as inscrições superaram as expectativas em relação a todo o evento. Segundo Fonseca, para a cerimónia de abertura haviam sido criadas condições para apenas mil participantes, mas devido ao nível de procura, houve necessidade de subir o número para mil e cem espaços, havendo possibilidade para mais pessoas participarem do evento. O mesmo cenário verifica-se em relação ao jantar de gala que estava organizado para quinhentas pessoas, mas que agora o número subiu para mais de seiscentas. O After Mozefo Concert, que tem o consagrado músico português Rui Veloso como figura de cartaz, já vendeu, até ao momento, mais de mil e quinhentos ingressos quando estavam apenas previstos mil. “O Mozefo está a ser um fórum que está a ser muito concorrido mais do que prevíamos, e isso é um bom sinal e estamos preparados para atender a qualquer eventualidade nos próximos dias”, disse Dailton Fonseca.

O grande Fórum Mozefo inicia na próxima quarta-feira e termina na sexta feira. Neste momento, o grande desafio em relação aos participantes é o levantamento dos crachás, uma vez que as inscrições estão a ser feitas via online a partir do site do Mozefo, sendo que os participantes só têm de se dirigir ao Centro de Conferências Joaquim Chissano munidos dos respectivos crachás para que tenham acesso ao recinto do evento.

Preparativos a ritmo acelerado
Os preparativos em termos logísticos e tecnológicos decorrem a ritmo acelerado, sendo que a organização estima que esteja a 80% e que o único atraso que se verificou foi na recepção da cenografia, que fez com que houvesse um atraso de 48 horas na sua montagem. Entretanto, a organização tem certeza de que tal não vai comprometer o evento.
Uma vez que o evento será transmitido em directo para a televisão e via internet, equipas técnicas desdobram-se em instalar os equipamentos necessários para a referida transmissão, nomeadamente, os dois estúdios móveis que serão usados e os equipamentos de vídeo, som e luz no interior das salas que vão acolher as conferências quer do Mozefo Young Leaders, assim como do Grande Fórum.

No local, está ainda instalada uma estrutura de internet que vai permitir que todos os participantes ao evento tenham acesso gratuito à internet. Refira-se que para além de se transmitir o evento via internet, os participantes têm acesso a um aplicativo para dispositivos móveis, a partir do qual poderão acompanhar a agenda do dia, a biografia de todos os oradores, saber quem dos participantes se encontram no recinto do Grande Fórum, agendar encontros com os participantes, ter acesso a vídeos do eventos, assim como de notícias relacionadas com o Mozefo.
A equipa que vai garantir a segurança também esteve no terreno e diz-se preparada para garantir um serviço à altura da grandeza do Fórum, “estamos a preparar uma segurança adequada ao tipo de evento que vai decorrer e todos os aspectos estão a ser levados ao último pormenor”, disse Joaquim Magalhães, responsável pela segurança do evento.

Enquanto isso, o processo de acreditação dos participantes vai acontecendo. O engenheiro Francisco Manuel Pereira, ex-PCA do Fundo de Estradas e antigo vice-ministro das Obras Públicas e Habitação, destaca a pertinência do tema deste grande Fórum Mozefo que dá primazia ao conhecimento como caminho para o desenvolvimento. “Pelas pessoas que vêm, a expectativa é muito grande, e junta-se a experiência do Mozefo passado. Aqui, as pessoas não vêm vinculadas a alguma instituição, uma vez que representam a si próprias e isso dá uma liberdade de pensamento que permite concordar ou discordar com as outras livremente e debater abertamente”, disse tendo recorrido às suas palavras para justificar a sua participação no segundo Grande Fórum Mozefo.

 

 

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