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O País – A verdade como notícia

O relatório das Nações Unidas sobre a Situação Mundial e Perspetivas Económicas (WESP) considera que o incumprimento financeiro e tensões políticas limitam o investimento em Moçambique, com o país a crescer abaixo de 4 por cento até 2020.

"O investimento em Moçambique está a ser limitado pelo incumprimento financeiro, em Janeiro, e pelo alto nível de dívida", lê-se no relatório divulgado segunda-feira  em Nova Iorque.

"O crescimento em Moçambique vai também ser travado pelas tensões políticas", acrescenta o documento, que antevê uma expansão económica de 4,1 por cento este ano e uma diminuição para 3,8 por cento e 3,9 por cento em 2018 e 2019, respectivamente.

O relatório elaborado pelo departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e as cinco comissões regionais prevê uma redução da inflação, de quase 20% no ano passado para 7% este ano, 6% em 2018 e 6,5% no ano seguinte.

"A perspetiva de evolução para África permanece sujeita a vários riscos" internos e externos, nota o documento lançado em Nova Iorque, nomeadamente na vertente financeira.

Nesta segunda-feira, A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Instituto para Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) formalizaram, através de um acordo, a parceira existente entre as duas instituições. O acordo foi assinado pelo Presidente do CTA, Agostinho Vuma e o Director Geral do IPEME, Claire Zimba.

Este acordo tem por objectivo criar condições para o surgimento, crescimento e competitividade das PME em Moçambique. O acesso ao crédito e ao financiamento será uma das prioridades.

O acordo preconiza ainda a divulgação de conteúdos e formação das PME em matérias relacionadas com a exploração de hidrocarbonetos.
O memorando tem a validade de três anos, renováveis e está concentrado em sete áreas. O acordo faz parte da plataforma do diálogo público privado.

 

Foto: Roberto Paquete

Mais quatro empresas farão parte da Bolsa de Valores de Moçambique em 2018. Com o objectivo de desenvolver e reposicionar-se no mercado nacional, a Bolsa de Valores de Moçambique lançou, hoje, o seu Plano Estratégico 2017 2021. Salim Valá, Presidente do Conselho de Administração da instituição, deu a conhecer as mais-valias do Plano.   
O fortalecimento do mercado de capitais, o aumento da capitalização bolsista,  tecido empresarial frágil e o desconhecimento da importância da poupança num sistema capitalista assumem-se, neste momento, como um dos principais inimigos da BVM em 2017. Contudo para 2018, a Bolsa já traçou estratégias e espera a adesão de mais empresas.

O plano estratégico para os próximos cinco anos foi elaborado em parceria com a Financial Sector Deepening Moçambique, que promete acompanhar a implementação do plano com vista a criara um “ecossistema para o mercado de capitais”.

O Plano Estratégico 2017-2018 resulta de um diagnóstico realizado a nível dos principais intervenientes do Mercado de Capitais Moçambicanos.  

 

A mineradora Capitol Resources, Lda., subsidiária do grupo australiano Baobab, assinou, com o Governo, o contrato mineiro para a extracção e processamento de ferro, na província de Tete, para produção de aço.

A concessão mineira da Capitol Resources está localizada nos distritos de Chiúta e Moatize numa área de 19,878.7 hectares, incluindo 4.484 hectares destinados à implantação da fábrica de Processamento de Ferro. No local está também prevista a instalação de uma central termoeléctrica. A ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, após assinatura do contrato desafiou a mineradora a adoptar uma exploração sustentável.

“Queremos uma exploração de recursos minerais que observe os requisitos de sustentabilidade e da qual resulte a transformação da estrutura social e económica do país, conducente à potenciação dos benefícios esperados e, em particular, a melhoria das condições de vida dos moçambicanos”, referiu a ministra.

Letícia Klemens revelou que 10 por cento das acções serão colocadas à venda na Bolsa de Valores de Moçambique. “Além da criação de 3.550 postos de trabalho e receitas fiscais, às acções de responsabilidade social empresarial no valor de oito milhões e seiscentos mil dólares norte-americanos serão destinados ao financiamento de actividades socioeconómicas negociadas entre as comunidades, o Governo local e o titular da Capital Resources”, fincou Klemens.

Por seu turno, o Director Executivo da Capital Resources, Ben James, considera a assinatura deste memorando, um marco significativo para o país e para a província de Tete, pois trata-se da primeira empresa industrial de mineração e fabricação de aço verticalmente integrada.

“Ao transformar os recursos brutos de minério de ferro e carvão, em aço de construção acabado, não só garantiremos que toda a cadeia de valor permaneça mas também que Moçambique se torne num exportador de aço regional, tornando-se desta forma independente de importações”, disse o director executivo da Capital Resources, Ben James.

A Rio Tinto, uma das maiores mineiras do mundo, e dois dos seus gestores têm até 16 de Janeiro para responder à acusação de fraude na operação de compra de uma mina em Moçambique, por mais de três mil milhões de euros.

“A próxima data relevante neste processo é 16 de Janeiro, dia até quando os acusados são obrigados a responder ou negar a queixa da comissão”, disse esta segunda-feira à agência Lusa a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).

As autoridades americanas e inglesas acusam o antigo director executivo da Rio Tinto Tom Albanese e o seu director financeiro Guy Elliott de fraude por não revelarem aos accionistas da empresa o valor real da mina comprada por 3,7 mil milhões de dólares em 2011. Segundo a SEC, a empresa percebeu, um ano depois de concluído o negócio, que o valor da mina era muito abaixo do que tinha sido pago, mas acabou por só revelar essa informação em 2013.

A empresa disse que “vai defender-se vigorosamente” nos tribunais americanos, mas já concordou pagar uma multa de 27 milhões de libras às autoridades britânicas. “A Rio Tinto acredita que o processo da SEC é injustificado e que quando todos os factos forem considerados pelo tribunal, e se for necessário por um júri, as reivindicações da SEC serão rejeitadas”, disse a empresa em comunicado.

A Organizacão dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical manteve um encontro com o Fundo Monetário Internacional, no qual referiu que o bloqueio económico desta instituição e de outros parceiros de cooperação está a dificultar a vida da população.

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS) defende que a decisão dos parceiros de cooperação, incluindo do Fundo Monetário Internacional (FMI), de suspender o apoio financeiro ao país deveria afectar o Governo e não às populações. A agremiação manifestou esta posição sexta-feira, na sua sede em Maputo, durante um encontro mantido com uma equipa do FMI, que está de visita de trabalho ao país.

“A OTM-CS defende a posição de que o bloqueio estabelecido pelo FMI e outros parceiros de cooperação tem que terminar porque longe de castigar o Governo de Moçambique, está efectivamente a castigar as populações, cujas condições de vida se deterioram dia após dia. O povo moçambicano é que sofre com este bloqueio que nem sequer sabe o conceito de dívidas ocultas”, lê-se no documento apresentado pelo secretário-geral, Alexandre Munguambe, à equipa do FMI.

A equipa do FMI está no país para uma supervisão a que estão sujeitos todos os países-membros desta organização financeira multilateral. No ano passado, os doadores internacionais decidiram suspender o apoio directo ao Orçamento do Estado até à conclusão e divulgação integral do relatório da auditoria internacional independente, elaborado pela Kroll Associates UK às empresas, Moçambicana do Atum (EMATUM) Proindicus e Mozambique Assets Management (MAM), que contraíram empréstimos entre 2013 e 2014 com garantias do Estado. Como contribuição para melhoria do actual cenário económico e social de “elevada incerteza”, e que os moçambicanos vivem num ambiente inseguro sobre o futuro, a OTM-CS sugere que o Governo deveria assumir de forma efectiva que a agricultura é o factor chave do desenvolvimento, bem como do combate à pobreza.

Para o efeito, segundo a OTM-CS, o Executivo deveria criar incentivos para o desenvolvimento da agricultura empresarial e familiar, bem como a promoção de agro-indústrias com capacidade de aproveitar os excedentes de produção. A OTM-CS aponta ainda a necessidade do reforço de mecanismos de gestão da coisa pública, bem como efectuar uma luta cerrada contra a corrupção e o saque dos recursos naturais, com destaque para a madeira.

 

Moçambique poderá incrementar os níveis de produtividade agrícola, a partir do próximo ano, com a expansão do Centro de Formação e Extensão Agrária de Marracuene.

Trata-se de um empreendimento orçado em quatro milhões de dólares norte- americanos que serão financiados pela Coreia do Sul.

Segundo informa a Rádio Moçambique a infra-estrutura que terá capacidade para formar cinquenta técnicos, anualmente, compreende um dormitório, um refeitório, dois armazéns, um matadouro, uma fábrica de ração e campos de estufa.

O engenheiro Inácio Nhancale, da Direcção Nacional de Extensão Agrária, disse, após a cerimónia de entrega do empreendimento, que a formação será feita com base em tecnologias avançadas, para garantir a segurança alimentar no país.

O secretário Permanente do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar, Victor Canhemba, instou os formadores a direccionarem às aulas para o desenvolvimento do agro-negócio, com vista ao estabelecimento de uma agricultura competitiva.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, e o embaixador da China, Su Jian, assinaram, hoje, um acordo em que a China doa 600 milhões de dólares para construção do futuro aeroporto de Xa-Xai.

O acordo visa também, a instalação de sistema de televisão via satélites para 500 aldeias moçambicanas, para além da doação de 100 autocarros.

A nova unidade industrial, inaugurada hoje, na Matola, vai produzir extensões de cabelo, produtos para cuidar de cabelos e inseticidas. A fábrica, que já está em funcionamento, emprega, neste momento, cerca de 1700 pessoas, das quais 70% são mulheres.

A firma prevê exportar cinco milhões de unidades de extensões de cabelo por mês para a vizinha África do Sul, Maurícias e outros países. Com essa venda, a empresa prevê facturar até 2,5 milhões de dólares mensais.

‘’Investimos em Moçambique devido ao fácil acesso ao país e ao porto de Maputo, facilidade também de ter aprovação para investir, especialmente na zona de Beluluane. Esta fábrica é só para exportação, as restantes, de Tchumene, Beira e Nampula são para o mercado local’’, disse Jai Ganhdi, Director Geral Grupo Godrej.

 

 

 

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