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O País – A verdade como notícia

O Fundo Monetário Internacional considera que a consolidação fiscal é essencial para restaurar a estabilidade macroeconómica do país e preservar a despesa fundamental de natureza social e em infra-estruturas.

Em comunicado de imprensa relativo a visita da missão ao país, o organismo defende ser importante tomar-se medidas decisivas para restruturar as empresas públicas (EP) financeiramente frágeis, de modo a conter os riscos fiscais e para o sector financeiro.

Por outro lado, a missão encoraja o banco central a reconsiderar o ritmo dos cortes na taxa de referência, considerando o grande e inesperado declínio da inflação.

Relativamente ao seguimento da auditoria às empresas Ematum, Proindicus e MAM, a missão reiterou a necessidade de preencher as lacunas de informação no relatório da auditoria e tomou nota da recomendação do Governo para esperar pelo resultado das investigações em curso pela Procuradoria-Geral da República.

A equipa técnica do Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME) vai beneficiar de uma capacitação que visa dar maior suporte às PME nacionais. O memorando de entendimento foi assinado, na tarde de hoje, em Maputo.

Trata-se de um acordo de cooperação assinado entre o IPEME, Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA). O acordo, que vai durar três anos, tem o objectivo de fazer do IPEME um parceiro mais forte para indústria.

Claire Zimba, director-geral do IPEME louva o início do projecto assinado entre as três empresas e diz que é um desafio para a política estratégica industrial.

Zimba acrescenta ainda que este projecto vai impulsionar a economia nacional, sobretudo o sector privado.

O embaixador dos Estados Unidos da América visitou, hoje, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA. A visita faz parte do acompanhamento das actividades da organização empresarial no âmbito da parceria existente entre as partes. O diplomata considera que há uma grande necessidade de se fortificar o sector empresarial nacional nos distritos.

As elevadas taxas de juro e as dificuldades no acesso ao crédito são, no ponto de vista do embaixador, os principais entraves ao crescimento empresarial nos distritos.

Dean Pittman assegura que os EUA vão continuar a apoiar Moçambique e em breve pretendem ser os maiores investidores no país.

O empresário norte-americano, Erik Prince, é presidente do Frontier Service Group, empresa de logística e transporte com presença na África do Sul. Esta quarta-feira, o empresário americano convocou a imprensa para anunciar que vai entrar para o sector pesqueiro nacional através da EMATUM, com o objectivo de capitalizar a frota de 24 barcos disponíveis desta empresa. Erik Prince diz ser motivado pelo potencial que o país ostenta, mas não avança o valor a aplicar.

“Estamos aqui para trabalhar e finalizar detalhes do Joint venture com o Governo moçambicano para desenvolver e melhorar a sua capacidade pesqueira de uma forma sustentável, profissional e ética.

O nosso primeiro foco é a área de pesca, onde vamos trabalhar com a empresa EMATUM em operações de treinamento e mudanças na logística para ligarmos Moçambique ao mercado internacional de pescas”, disse.

A intervenção do investidor americano também será no sentido de melhorar a protecção dos recursos marinhos nacionais contra os operadores ilegais.

“Sabemos que há muita pesca ilegal. Esperamos melhorar a capacidade de Moçambique de proteger o seu pescado. Temos acordos nesse sentido, mas os detalhes ainda não foram finalizados e estamos muito próximos de o fazer. Iremos também olhar para outras áreas de investimento em Moçambique”, acrescentou.

A EMATUM foi criada pelo Governo em 2013 para potenciar a exploração do Atum. Para o efeito o Governo contraiu uma dívida de 850 milhões de dólares para a compra de 24 embarcações. Hoje, já em operação a EMATUM tem-se revelado insustentável com parte da frota paralisada.

Empresa chinesa, Mozambique Heavy Sand, apresenta ao Governo relatório de estudo de impacto ambiental e plano de reassentamento no posto administrativo de Mecaune, distrito de Chinde, local onde pretende efectuar exploração das areias pesadas a partir do próximo ano.

O posto administrativo de Mecaune dispõe de quantidades estimada em perto de três milhões de toneladas de areias pesadas. A empresa Mozambique Heavy Sand vai invistir 10 milhões de dólares para exploração daqueles recursos. 815 famílias serão afectadas com o projecto e por isso deverão ser reassentadas.

Quadros dos recursos minerais e da terra e desenvolvimento rural estão no terreno a acompanhar todo o processo que antecede o período antes da exploração.

Iniciou, hoje, um seminário sobre a avaliação e desenho do projecto da interligação eléctrica entre Moçambique e Malawi. O encontro reúne representantes dos governos e das empresas públicas de energia de Moçambique e Malawi. De acordo com o Director Nacional de Energia, Pascoal Bacela, a interligação eléctrica entre os dois países estará concluída em 2024.
A interligação eléctrica entre os dois países vai permitir a melhoria na oferta da energia.

O Banco Africano de Desenvolvimento e a Noruega são alguns dos países que já ofereceram disponibilidade para apoiar o projecto. O seminário tem a duração de três dias e vai abordar a escolha do empreiteiro e os estudos de viabilidade económica e ambiental.

O Grupo Insitec, um dos investidores do Banco Comercial de Investimentos, BCI, transferiu as suas acções do banco aos parceiros Caixa Geral de Depósitos e Banco BPI, por considerar que o BCI alcançou os objectivos pelos quais foi concebido; com efeito, o grupo anunciou em comunicado emitido esta terça-feira.

“A Insitec concluiu no dia 08 de Dezembro de 2017 o processo de transmissão da totalidade das suas acções detidas no Banco Comercial e de Investimentos – BCI, aos parceiros Caixa Geral de Depósitos e Banco BPI.

Em 2007, a Insitec foi convidada pela Caixa Geral de Depósitos e Banco BPI para fazer parte do projecto económico, na altura designado por BCI Fomento, assumindo assim o papel de parceiro nacional de referência na estrutura accionista do banco.

Foi com muita responsabilidade e crença no projecto apresentado que o grupo moçambicano encarou este desafio de transformar o BCI num banco de dimensão nacional com soluções de banca de investimento e de retalho.

À data da sua entrada, o BCI apresentava uma carteira de 90.238 clientes, com 41 agências, 85 ATMs disponíveis e 883 POS em postos comerciais distribuídos pelo país. Imbuídos com o sentimento de dever cumprido a Insitec tem o orgulho de constatar que passados 8 anos, em 2015, o BCI ultrapassou a meta de 1.000.000 de clientes em carteira, quadruplicou o seu número de agências para 168 e detinha um parque de 477 ATMs e 6.303 POS. Hoje o BCI é uma marca de referência nacional e considerando um dos maiores bancos moçambicanos.

A Administração do Grupo Insitec e seus accionistas gostariam de deixar uma palavra de agradecimento aos funcionários do BCI e registrar o apreço pelos parceiros Caixa Geral de Depósitos e Banco BPI, que ajudaram a tornar este projecto uma realidade”.
 

 

A cidade da  Beira conta com um novo acesso rodoviário e extensão do parque de terminal de contentores localizado dentro do recinto  portuário  da Beira.  A iniciativa é da Cornerlder  Moçambique e tem como objectivo  tornar o porto e o corredor da Beira cada vez mais atractivos e competitivos na região e no mundo, numa altura em que os volumes de tráfego no Porto da Beira têm crescido de forma contínua e sustentável.

O Terminal de Contentores do Porto da Beira foi construído em 1992, com uma capacidade para manuseamento de 100.000 TEU por ano.   Volvidos 25 anos, o terminal manuseia volumes superiores 200.000 TEU´s por ano. 

O novo acesso, inaugurado hoje pela Vice-Ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Ribeiro, tem cinco faixas de rodagem,  facto que irá permitir reduzir substancialmente o tempo de trânsito dos operadores rodoviários, descongestionando o próprio porto e as vias de acesso urbanas que dão acesso ao porto da Beira.   

“A inauguração destas duas importantes infra-estruturas avaliadas em mais de seis milhões de dólares, não pode ser visto como um investimento isolado do concessionário do Porto da Beira. Este investimento tem implicações directas no funcionamento da nossa economia como um todo.

É importante que todas as entidades que interagem directa ou indirectamente com o Porto estejam claras sobre a necessidade de apoiar e contribuir para o desenvolvimento desta infra-estrutura que nos serve a todos. Por outras palavras, o crescimento do porto, quer em volume de cargas, quer em eficiência e competitividade, representará um valor acrescido para todos nós, individual e colectivamente”.

A vice-ministra  aproveitou a   ocasião para lançar o repto a todos os intervenientes da cadeia logística de transportes, entre eles, alfandegas,  transportadores ferroviários e rodoviários, agentes transitários, entre outros,  no sentido de valorizar e assegurar que “estes investimentos realizados pela Cornelder de Moçambique beneficiem a economia nacional e regional. É fundamental que o sector ferroviário mobilize meios logísticos e infra-estruturas para assegurar o transporte dos volumes de carga que serão manuseados no Porto”. 

O administrador delegado da Cornelder de Moçambique,  Ian Di Vriezi, referiu que a infra-estrutura também está preparada para implementação de novas tecnologias.

“O ano passado, a Cornelder de Moçambique investiu na implementação do sistema informatizado de gestão de contentores mais moderno do mundo, denominado Navis N4. Esta plataforma informática trouxe melhorias significativas na produtividade do Terminal de Contentores. Em 2018, vamos utilizar este sistema informatizado de gestão para permitir que os transportadores possam registar as suas entradas no terminal com a devida antecedência, através da internet, melhorando o controle e aumentando a eficiência. E, em 2019 vamos instalar novos sistemas de identificação e registo automático dos camiões e contentores que entram no terminal. Estes e inúmeros outros investimentos realizados e ainda por realizar são sempre feitos na perspectiva de tornar o Porto e o Corredor da Beira cada vez mais atractivo e competitivo e assim contribuir para o desenvolvimento económico de Moçambique e dos países do hinterland”.

 

 

O empresariado nacional aconselha-se junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o posicionamento que deve tomar para lidar com o contexto de crise que a economia nacional enfrenta. Para o efeito, as partes mantiveram encontro esta terça-feira. Não há pormenores sobre os temas que foram levantados, mas há indicação de uma interação que trará resultados a breve trecho.

Foi aproximadamente uma hora de conversa a porta fechada entre o empresariado, representados pela CTA (Confederação das Associações Económicas), e quadros do FMI. As partes explicaram que, essencialmente, estão em busca de formas de fortalecer o sector privado nacional para melhor se posicionar perante as incertezas do mercado impostas pela crise.

“Obtivemos resultados satisfatórios deste encontro com a CTA. Discutimos sobre mudanças para fortalecer a economia moçambicana. É importante manter encontros com o sector privado e com os seus representantes para termos conhecimento dos desafios enfrentados pelos empreendedores. Isto ajuda-nos a ter uma visão realística da situação. Não irei aos pormenores porque vamos publicar, nesta quinta-feira, o relatório sobre o diagnóstico da economia e algumas recomendações que iremos deixar”, explicou Michel Lazare, Chefe da Missão do FMI para Moçambique.

Em representação da CTA, Rogério Samo Gudo avançou que a prioridade era buscar o tratamento que o FMI tem dado a países que estão (ou alguma vez passaram) por uma instabilidade económica como a de Moçambique, o que permite fornecer uma “bússola” que possa guiar os investidores. Samo Gudo revelou ainda que entre os temas que estiveram à mesa, a questão fiscal teria sido dominante. “Há um conjunto de reformas que, obviamente, são recomendadas pelo FMI a diferentes países na situação igual à nossa. Mas de uma forma global cingimo-nos às reformas do lado fiscal… há necessidade de o sector privado, dentro da interação com o Governo, tentar trazer a sensibilidade de melhorar a questão fiscal”, explicou Samo Gudo.

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