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O País – A verdade como notícia

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamrla, diz que a inflação melhorou de forma siginficativa, tendo baixado de 27% em Novembro de 2016 para 7,5% em Novembro de 2017.

Zandamela fala, neste momento, no encerramento do ano económico, um evento organizado pelo Banco de Moçambique.

Rogério Zandamela diz que o sistema financeiro nacional encontra-se hoje sólido e capitalizado, pronto para responder a eventuais problemas.

O governador do Banco de Moçambique diz ainda que a estabilidade macroeconómica precisa de ser reforçada.

Zandamela diz também que no próximo ano, a economia será orientada por uma inflação abaixo de um dígito.

O governador do banco central diz que ainda serão feitas reformas no sentido de reduzir os riscos enfrentados pelas instituições financeiras na relação que têm com o exterior.

Zandamela considera um dos desafios actuais da economia, a manutenção da paz efectiva.

A cidade de Maputo vai observar um horário laboral especial durante a quadra festiva de Natal e de Ano Novo, no ramo de Comércio, sobretudo o virado para o abastecimento de produtos essenciais para as festas, incluindo de roupa. Segundo um comunicado de imprensa, enviada à nossa redacção, a decisão foi tomada para acautelar o interesse manifestado pelos comerciantes.

Segundo a Direcção do Trabalho, Emprego e Segurança Social da Cidade de Maputo, os serviços de comércio irão funcionar em regime de horário especial de 18 a 31 de Dezembro, indo para além das horas normais, tendo em vista permitir o decurso normal e alargado do processo de abastecimento e aquisição de produtos para as festividades.

Assim, de 18 a 23 de Dezembro 2017, o Comércio observa o horário das 08:00h às 20:00 horas, compreendendo a abertura e o encerramento, respectivamente, podendo o intervalo acontecer no período entre às 13:00 e 15:00 horas.

De 24 ao dia 31 de Dezembro 2017, o horário a praticar será das 08:00h às 21:00 horas, com o intervalo a ser observado entre às13:00 e 15:00 horas. Em todos estes horários não deverá haver prejuízo dos pagamentos adicionais legalmente estabelecidos aos trabalhadores envolvidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) saudou o Parlamento da África do Sul por aprovar a lei da cobrança de um imposto sobre bebidas açucaradas, a partir de 2018.

O representante da OMS na África do Sul, Rufaro Chatora, disse que os legisladores devem ser elogiados pela firmeza diante da imensa pressão da indústria, bem como da perspectiva e determinação de colocar a saúde dos cidadãos acima dos lucros das empresas.
Numa nota, o representante da OMS na África do Sul disse que a medida é corajosa e poderosa para a promoção da saúde dos cidadãos e a redução das doenças crónicas relacionadas à dieta. A diabetes está entre as enfermidades a acautelar um imposto sobre bebidas açucaradas.

A medida coloca a África do Sul na vanguarda de um movimento global para enfrentar o grande risco do aumento de casos de doenças crónicas no país e no mundo.

O da OMS representante declara que o Parlamento sul-africano mostrou que existem medidas viáveis para vencer as doenças crónicas e lidera o processo a ser seguido por outros países africanos e do mundo.
Com essa decisão, a África do Sul junta-se a mais de 30 países que introduziram um imposto sobre bebidas açucaradas, entre os quais o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos. A recomendação da OMS é que os governos introduzam uma tributação efectiva sobre as bebidas açucaradas, para ajudar a reduzir o consumo excessivo de açúcar.

 

Chineses querem investir na produção de toranja no distrito de Macate, em Manica. Para o efeito, de acordo com AIM, já foi identificada uma área com mais de 1.000 hectares de terra arável para produção da fruta, segundo deu a conhecer o administrador daquele distrito, Maurício Macharubo.

Ainda de acordo coma AIM, uma equipa de investidores de nacionalidade chinesa escalou, há dias, o distrito para avaliação dos solos, tendo considerado propícios para produção da toranja, cujo projecto será lançado no primeiro trimestre do ano que vem.

Numa comunicação a jornalistas, realizada quarta-feira, Macharubo explicou que neste momento decorrem últimos detalhes para efectivação do projecto. Caso se concretize, o projecto será mais-valia para os residentes daquela região e zonas circunvizinhas visto que serão abertos mais postos de trabalhos para a população, na sua maioria jovens.

Sem avançar os valores a serem aplicados, o administrador do distrito de Macate referiu que a toranja produzida naquele distrito poderá ser exportada para os mercados europeu e asiático.

O distrito de Macate, localizado a 70 quilómetros da cidade de Chimoio, capital provincial de Manica, possui condições agro-ecológicas para produção de cereais, fruteiras e outras culturas de rendimento em todas épocas do ano, lembra AIM.

A partir de Março do próximo ano todos os produtos não fortificados com vitaminas e minerais serão retirados das prateleiras das lojas em Moçambique. O Governo interditou ainda a importação desse tipo de produtos.

Estima-se que em Moçambique 43% das crianças dos zero aos cinco anos sofrem de desnutrição crónica e o país perde anualmente mais de 16 biliões de Meticais devido à improdutividade resultante da malnutrição. E para reverter este quadro o Governo decidiu que a farinha de milho, de trigo, o óleo, o açúcar e o sal produzidos e comercializados em todo o território nacional devem estar fortificados com micronutrientes, como ferro, ácido fólico, zinco e vitamina A. E a Inspecção de Actividades Económicas (INAE) deve garantir o cumprimento dessa decisão.

Atendendo que parte dos produtos fortificados são importados da África do Sul, os importadores devem exigir que os seus fornecedores cumpram com as regras estabelecidas no país.

Desde Setembro passado que está interdita a importação de produtos alimentares não fortificados no país e a sua comercialização em território nacional.

O turismo global cresceu 7 por cento este ano, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial do Turismo (OMT). As visitas turísticas chegaram a 1,1 bilhão nos primeiros dez meses de 2017, de acordo com a agência. O número equivale a 70 milhões de novos visitantes em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os factores que contribuíram para esse desempenho estão o crescimento sustentado ocorrido em muitos destinos e uma recuperação firme naqueles que sofreram declínio no ano passado.

A China lidera os mercados de origem de visitantes e registou um aumento de 19 por cento no período analisado, seguida pela Coreia do Sul com 11 por cento e pelos Estados Unidos e Canadá com 9 por cento.

A OMT destaca a “robustez extraordinária” ocorrida especialmente nos destinos da Europa e da África que cresceram 8 por cento cada. Essas regiões foram marcadas pelo mais rápido crescimento no turismo internacional.

A América do Sul lidera o crescimento nas visitas de turistas nas Américas com 7 por cento. Na América Central e no Caribe o aumento foi de 4 por cento, o que mostra “sinais claros de recuperação” em Outubro após a passagem dos furacões Irma e Maria.

O director geral da OMT, Taleb Rifai, destacou que deve ser reconhecida a forte resiliência do turismo que é refletida no crescimento contínuo em muitos destinos do Oriente Médio e na recuperação rápida em outros destinos.

O responsável destacou ainda os benefícios do sector para as comunidades locais e para os visitantes na promoção da paz, do entendimento mútuo, do respeito pelo patrimônio cultural e pelos valores.

A petrolífera italiana Eni concluiu, ontem, a venda de 25 por cento da sua participação indirecta na Área 4 da bacia do Rovuma (rica em gás natural), para a multinacional norte-americana Exxon Mobil. Os termos de venda, acordados em Março deste ano, incluem o pagamento de 2.8 mil milhões de dólares, acrescidos pelos ajustamentos contratuais até à data do fecho do processo.

A Eni East Africa, que detém 70 por cento da concessão da Área 4, passará a designar-se Mozambique Rovuma Venture S.p.A. e é a partir de agora co-propriedade da Eni (35.7 por cento), Exxon Mobil (35.7 por cento) e CNPC (28.6 por cento). Os restantes interesses participativos da Área 4 são detidos pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (ENH 10 por cento), Kogas (10 por cento) e Galp Energia (10 por cento).

A Eni continuará a liderar o projecto FLNG de Coral Sul e todas as operações na Área 4, enquanto a Exxon Mobil irá liderar a construção e operação das futuras instalações de liquefação de gás natural. Este modelo de operação vai permitir o uso das melhores práticas e capacidades entre a Eni e a Exxon Mobil, onde cada uma das empresas irá focar-se em áreas distintas e claramente definidas, preservando deste modo os benefícios dos projectos totalmente integrados.

A Decisão Final de Investimento para o Projecto FLNG de Coral Sul, o primeiro a desenvolver consideráveis recursos de gás descobertos pela Eni na Área 4, foi tomada em Maio de 2017, três anos após a perfuração do último poço de pesquisa, num país que é principiante no mercado global do gás.

Os blocos de águas profundas da Área 4 contêm uma estimativa de 85 triliões de pés cúbicos (2,400 biliões de metros cúbicos) de gás natural, fonte de combustível com a maior taxa de crescimento a nível mundial, e Moçambique está bem posicionado geograficamente para ser fornecedor de GNL em todo o mundo, durante os próximos 40 anos.

"O petróleo não pode ser o único recurso do país, primeiro porque limita o próprio desenvolvimento, depois porque é um produto finito e poluidor, e Angola não pode ter só esse produto em comercialização, até porque há políticas energéticas mundiais que vão restringir o financiamento à indústria petrolífera", disse António Feijó Júnior.

IFrameEm entrevista à Lusa no dia do lançamento do livro 'Petróleo, uma indústria globalizada', na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o director do departamento da Sonangol, que negoceia as concessões com as grandes companhias internacionais, considerou, citado pelo Notícias ao Minuto, que a importância do 'ouro negro' vai diminuir com o passar dos anos.

"A matriz energética vai-se alterar, hoje o petróleo tem muita importância mas não a terá daqui a alguns anos, o gás está a tornar-se mais importante, as centrais nucleares vão evoluir, e as fontes renováveis também, por isso Angola não pode continuar dependente" desta matéria-prima, sublinhou.

Questionado sobre a evolução da produção de petróleo em Angola, o maior produtor da África subsaariana, a par da Nigéria, com 1,8 milhões de barris bombeados diariamente, António Feijó Júnior previu que "as reservas podem alimentar o sistema para manter ou até aumentar a produção atual nos próximos anos".

Sobre as críticas que alguns operadores têm feito à gestão da Sonangol e à relação com as petrolíferas, o autor do livro explicou que "as queixas dos operadores estão a ser resolvidas, estamos a trabalhar nos procedimentos e regras para facilitar o trabalho desses operadores, para que possam trabalhar de forma harmoniosa e sustentar o nível de produção que lhes permita recuperar os investimentos, mas também dar ao Estado as receitas que lhe são devidas".

"Se houve uma fase de maiores dificuldades, essa fase poderá ser ultrapassada porque todos os agentes estão empenhados em encontrar o melhor caminho", garantiu António Feijó Júnior, que começou a carreira na Sonangol, em 1987.

O melhor caminho, acrescentou, passa também pela necessidade de diversificar a economia, um desígnio que é agora partilhado por todos os angolanos: "Neste momento sente-se que as pessoas, o país no seu todo, está muito interessado em produzir e por as outras riquezas ao serviço do próprio país, o interesse na diversificação é agora mais acentuado".

Já houve, admitiu, "falhas, não fomos bem sucedidos na diversificação, mas o caminho está traçado e agora continua, com mais acutilância e necessidade desde o choque petrolífero de 2014; antes tivemos outros choques mas a lição não foi bem aprendida, talvez porque o choque [dos preços baixos do petróleo] não foi tão longo".

Os diamantes, os minerais e até a agricultura devem beneficiar das receitas provenientes do petróleo, cujo fim, defendeu António Feijó Júnior, é "impulsionar a diversificação e não continuar a ser a galinha dos ovos de ouro".

Ao longo de quase 400 páginas, o autor passou em revista a produção de petróleo em Angola desde 1910 e os principais aspetos ligados a esta matéria-prima.

"A indústria petrolífera é complexa, precisa de ser bem gerida, com conhecimentos técnicos, usando os princípios tradicionais de gestão e os riscos envolvidos, geológicos, políticos, financeiros, precisam de ser acautelados", vincou o perito, concluindo que a participação neste sector "exige elevado volume de capital, mas é rentável se a capacidade humana e a tecnologia estiverem ao serviço das boas práticas".

O país conta, a partir de hoje, com uma plataforma digital que servirá de ligação entre o Governo e o sector privado na promoção de concursos públicos no sector de águas.

Trata-se de uma rede de organizações do sector de águas de Moçambique, que visa a melhoria da organização do mesmo e aumento da performance dentro do sector.

Através da Plataforma Moçambicana de Águas os empresários do sector privado poderão aceder e submeter projectos ligados a área de águas em tempo útil.  

As informações divulgadas na plataforma vão desde o fornecimento de água à engenharia civil, saneamento, irrigação e Gestão Integrada de Recursos de água ao controle de cheias. Com a iniciativa, pretende-se potenciar o sector e contribuir para aumentar o acesso a água no país.

O projecto conta actualmente com 83 membros e é financiado pela Embaixada da Holanda e pelo Reino dos Países Baixos. Para o próximo quinquénio, serão investidos um milhão de dólares e espera-se que a plataforma ganhe membros nacionais e internacionais.

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