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O País – A verdade como notícia

A Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, recebeu, hoje, no seu gabinete de trabalho os representantes da Business Friendship Association. Uma associação de empresários japoneses que tem interesses de investir em Moçambique.  

O grupo é liderado pela empresa Mitsui que já investiu mais de um bilião de dólares no país desde a sua implantação. Para Macamo estes investimentos são indispensáveis para o desenvolvimento do país.

A reunião entre as partes serviu de preparação para o encontro entre a direcção-geral da associação e os parlamentares moçambicanos no Japão, que vai decorrer na primeira semana de Fevereiro.

O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em Março, encerrou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 0,58 por cento, para os 70,26 dólares, escreve a AIM.

Segundo a agência Lusa, esta é a primeira vez desde Dezembro de 2014 que é superada a marca dos 70 dólares no fecho das transacções.

A fraqueza do dólar, divisa em que se negoceiam os futuros do petróleo, impulsionou hoje o preço do Brent, que na semana passada já tinha ultrapassado os 70 dólares durante a sessão pela primeira vez em três anos.

As restrições na extracção que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros importantes produtores acordaram prolongar até ao final de 2018, contribuíram para o avanço do preço.

A cotação do barril de Brent já aumentou mais de 10 por cento desde 30 de Novembro quando o cartel liderado pela Arábia Saudita anunciou a sua intenção de prolongar a redução da produção, iniciada em Janeiro de 2017.

Estas medidas começaram a aliviar o excesso de oferta que cortou os preços do petróleo a partir da segunda metade de 2014, depois de ter alcançado os 110 dólares por barril neste mesmo ano.

 

A gasolina vai registar, a partir desta quarta-feira, uma ligeira subida. Com os novos preço dos combustíveis que entram em vigor a partir de amanhã, a gasolina sobe dos actuais 61.12 para 62.06 meticais.

O gasóleo mantém-se nos actuais 56.43 meticais o litro à semelhança do petróleo de iluminação, que se mantém nos 44.73 meticais.

Já o gás doméstico (GPL) desce dos actuais 70.11 meticais o quilo, para 68.43/kg. Enquanto o gás comprimido (GNV) passa dos actuais 29.39 meticais por litro equivalente para 29.62.

Segundo um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, o Governo vai continuar a proteger os sectores mais necessitados, nomeadamente o transporte colectivo público e privado de passageiros, os agricultores, a geração de energia nos distritos (grupos geradores), e a pesca artesanal.

O último ajustamento do preço dos combustíveis e outros produtos petrolíferos foi a 20 de Dezembro de 2017.

 

Depois da histórica subida do custo de vida em 2016, marcada pela queda do poder de compra das famílias perante o aumento acentuado do nível médio de preços de todos os bens e serviços, 2017 acaba por confirmar o início da retoma à estabilidade económica, com o abrandamento da subida de preços. Tomando por base o comportamento de preços de 2009, no ano passado, o aumento da média de todos os preços de bens e serviços no país foi de 15.11%, 4.74 pontos percentuais abaixo do nível de preços de 2016, cuja média aumentou em 19.85%.

Ainda assim, os números estão acima do previsto pelo Governo, segundo informação publicada recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística: é que, o nível geral de preços acabou subindo em 15.11% no ano passado, enquanto o Banco de Moçambique projectava um aumento da média anual na ordem de 14%, uma diferença de 1.11 pontos percentuais.

Apesar da desaceleração, os preços continuam elevados, situando-se ainda em dois dígitos, isto é, superiores iguais ou superiores a 10%, em comparação com um passado recente, a exemplo de 2015, quando a média se situou próximo dos 3%.

O Instituto Nacional de Estatística indica que a divisão de vestuário teve maior destaque no aumento de preços no ano passado, ao registar aumentos na ordem 21,52%. Em termos de produtos, destaque vai para o aumento dos preços da Gasolina, do pão, do carvão vegetal, das refeições em restaurante, da cerveja, do coco e do peixe. Todos estes produtos comparticiparam com um aumento de 3.88 pontos percentuais na subida anual de preços que se registou.

Estes dados representam o conjunto das três principais cidades do país. Olhando para o comportamento de preços por cidade, os dados apontam que Nampula foi a mais cara, com a média a situar-se em 15.44%, seguida da cidade de Maputo, com 15.06%, sendo a cidade da Beira a menos cara com uma média de 14,81%.

Analisando os dados de Janeiro a Dezembro do ano passado, isto é, em termos acumulados, o país registou um aumento de preços na ordem de 5,65%, o que está muito abaixo dos 23.67 em 2016. Para a subida que se verificou em 2017, destaque vai para o comportamento de preços das divisões de Transportes cujos preços subiram 1.41 pontos percentuais, e restaurantes, hotéis cafés e similares com um aumento em 1.03 pontos percentuais.

O ano de 2017 caracterizou-se por uma tendência de aumento de preços de Janeiro a Abril, de Maio a Setembro verificou-se uma tendência de queda e nos últimos três meses voltou a registar um comportamento idêntico ao dos 4 primeiros meses do ano.

Os meses de Janeiro e Fevereiro foram os mais severos com aumentos de preços na ordem de 2.15% e 1.25%, respectivamente, explicados em grande medida, pelo agravamento dos preços do Tomate, Carvão vegetal, do Coco, do Amendoim, do Carapau, do Ensino superior público e dos Veículos automóveis novos ligeiros.

Os meses de Junho e Julho foram os que tiveram quedas acentuadas de preços na ordem de 1,20% e 0,50%, respectivamente, influenciadas pela queda dos preços do Tomate, dos Veículos automóveis novos, do Carvão vegetal, do Amendoim, do Óleo, alimentar, do Carapau e do Gás butano.

Tomando como referência a inflação acumulada, a Cidades de Maputo registou aumento de preços na ordem de 7.16%, Nampula 4.57% e Beira 2.93%.

Em termos de inflação (subida de nível geral de preços) mensal, os dados recolhidos nas Cidades de Maputo, Beira e Nampula em Dezembro passado, indicam que o país registou um agravamento mensal na ordem de 1,10%.

Os preços da divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas aumentaram em 2,01%. Esta divisão comparticipou para o total da inflação mensal com 0,63 pontos percentuais.

O aumento dos preços do Tomate (12,1%), da Cerveja (6,1%), da Cebola (20,6%), do Coco (9,9%), da Gasolina (1,4%), das Consultas em Clínicas (24,9%) e do Peixe fresco refrigerado ou congelado (2,6%) foi responsável por 0,79pp positivos do total da inflação mensal registada.

 

A consultora IHS Markit considera que a evolução da crise da dívida soberana em Moçambique coloca em causa todas as previsões para o país, defendendo que o reescalonamento dos pagamentos é a única solução viável.

"Um acordo de reescalonamento dos pagamentos é a única solução de curto prazo para a crise da dívida soberana em Moçambique, e deve ser uma solução apoiada pelo Fundo Monetário Internacional", dizem os analistas. A crise da dívida soberana no país é o principal foco de preocupação relativamente às previsões avançadas pela IHS Markit, que diz que este tema coloca em causa todas as estimativas relativamente ao crescimento económico, à evolução da taxa de câmbio e à inflação.

"A falta de apoio financeiro do FMI e dos outros doadores externos prejudicou os programas de investimento do sector público em 2017 e os efeitos devem prolongar-se para este ano, sem que haja perspectiva de uma solução pelo menos até meados de 2018", acrescenta a IHS Markit, citada pela Lusa.

Nas previsões para a África subsaariana, a IHS Markit considera que a região deverá ter quase duplicado o crescimento no ano passado, para 2,5%, mas os desafios para este ano mantêm-se, incluindo o preço baixo do petróleo, a instabilidade política e as descidas de rating.

"O desempenho económico da região foi o mais baixo desde 1994, e a recuperação de 2017 terá sido aquela com a mais baixa taxa de crescimento desde 2000, à exceção de 2016", disseram os analistas da consultora IHS Markit.

Num comentário sobre as expectativas para 2018, os analistas disseram que antecipam uma descida no preço médio do barril para 56 dólares, face aos cerca de 60 atuais, e sublinham que "continua a haver muita incerteza relativamente ao mercado petrolífero".

Para além disso, notam, "o aumento noutras matérias-primas como os metais, minerais e produtos agrícolas não deverá ser sustentável, e por isso estes preços baixos contribuem para um desempenho económico pálido nos próximos tempos".

A dificuldade consideram estes analistas na resposta às questões colocadas pela Lusa, é que "estas economias são muito dependentes do petróleo, e por isso enfrentam um caminho difícil para recomeçar o crescimento".

Nos setores não petrolíferos, ainda assim, o panorama é mais favorável, dizem, apontando as colheitas mais abundantes e o fortalecimento da procura por diamantes e cobre, entre outras matérias-primas.

Entre os países com um crescimento mais pujante estão a Etiópia, a Costa do Marfim, Senegal, Tanzânia, Quénia e Ruanda, mas mesmo estes não escapam aos riscos que a IHS Markit antevê para este ano.

"O risco mais premente é a baixa nos preços das matérias-primas", mas a consultora destaca também a normalização política norte-americana, o Brexit, o abrandamento no comércio global, as condições climatéricas, a instabilidade política, as descidas nos ratings soberanos, e a diminuição dos fluxos de capital.

"Os desenvolvimentos relacionados com o esperado abrandamento no crescimento económico da China também deixam a região vulnerável devidos aos fortes laços entre as duas economias e à possibilidade de este abrandamento se refletir no comércio e também no investimento e no financiamento ao continente", conclui a IHS Markit.

 

 

O volume de carga manuseada no porto da Beira, em Sofala, centro de Moçambique, vai duplicar este ano passando de 12 milhões de toneladas métricas, para 24 milhões, escreve a AIM.

O incremento resulta do projecto de drenagem de emergência do canal de acesso ao Porto da Beira, ora em curso e da reabilitação de infra-estruturas ferro-portuárias.

O director dos Caminhos-de-ferro de Moçambique, Augusto Abudo, apontou a modernização dos terminais de contentores e de carvão mineral, como um factor determinante no aumento do volume de carga.

Para além da dragagem do canal de acesso ao Porto, estão a ser investidos cerca de 6 milhões de dólares norte-americanos na informatização do sistema de controlo e manuseamento de carga.

Trata-se de um projecto da Cornelder Moçambique, a empresa que gere o Porto da Beira.

Os reassentamentos em Palma para dar lugar ao projecto de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, irão iniciar no primeiro trimestre deste ano. A informação foi, hoje, revelada pelo ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa.

O ministro da Indústria e Comércio falava no fim da visita de trabalho realizada, hoje, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Ragendra de Sousa referiu que os sectores público e privado estão a trabalhar para melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos para o país. O dirigente deu o exemplo dos avanços no projecto de gás natural da bacia do Rovuma.

A CTA considera esse passo muito importante para o país e acrescenta que a aprovação da lei de conteúdo local vai dar mais oportunidades aos empresários.

Na ocasião, a CTA anunciou que a Conferência Anual do Sector Privado será realizada em Março.

A Anadarko, multinacional petrolífera norte-americana com sede em Houston, está a negociar com as suas contrapartes na China a venda de gás natural liquefeito (GNL), extraído em Cabo Delgado, àquele país asiático, noticia a AIM.

“Está em discussões com uma série de homólogos chineses, incluindo empresas nacionais de petróleo e compradores independentes de GNL emergentes”, disse esta semana a Anadarko, citada pela Bloomberg.
A fonte referiu que o aumento do consumo de gás natural “faz da China um mercado estratégico de longo prazo para o projecto de GNL em Moçambique liderado pela Anadarko”.

A demanda recorde de gás natural na China poderá ajudar a estimular a decisão final de investimento para o arranque dos projectos de exportação de GNL na região da África Oriental, de acordo com Emma Richards, analista sénior de petróleo e gás da empresa de consultoria BMI Research.

Nos primeiros 10 meses de 2017, os preços de GNL registaram uma melhoria considerável, estimulados pelas importações chinesas, e cresceram quase 50 por cento. Por isso, a China acabou por se tornar no terceiro maior importador de gás natural do mundo, depois do Japão e da Coreia do Sul, de acordo com dados compilados pela Bloomberg New Energy Finance.

Enquanto a Eni SpA assinou seu projecto de coral flutuante de sete bilhões de dólares em Moçambique, a Anadarko precisa de mais contratos de compra e venda para justificar uma decisão final de investimento para o desenvolvimento do seu campo de gás natural, na bacia do Rovuma.

A Anadarko já assinou contratos de compra e venda para cerca de 2,6 milhões de toneladas por ano das mais de oito milhões de toneladas que tenciona produzir numa primeira fase.

“A localização geográfica central e favorável de Moçambique significa que o país está bem posicionado para atender às necessidades dos clientes do mercado do lado do atlântico e dos mercados da Ásia e do Pacífico, em particular, aproveitando a crescente demanda por energia na China', disse a Anadarko.
Segundo afirmou Richards, do BMI, a demanda chinesa também vai ajudar a amortecer o impacto negativo do ‘boom’ do gás de xisto dos EUA.

“A China poderá desempenhar um papel ao reduzir o excesso de gás natural”, acrescentou Richards, em entrevista telefónica.
'Se a China aparecer no mercado com maior pujança, procurando aumentar mais volumes, então sim, certamente isso ajudaria os operadores em Moçambique e na Tanzânia a garantir os contratos de compra e venda para facilitar a obtenção de financiamento e fazer avançar os projectos para desenvolvimento”, referiu.
Em Outubro de 2016, o consórcio do Bloco da Área 4 na Bacia do Rovuma, liderado pela multinacional italiana ENI, assinou um acordo vinculativo com a BP Poseidon Ltd., uma empresa totalmente controlada pela BP Plc, para a venda de GNL que será produzido na fábrica flutuante a ser instalada no Campo de Coral Sul, na Bacia do Rovuma.

O contrato, que é válido por 20 anos, cobre a venda de todos os volumes de GNL que serão produzidos a partir da fábrica flutuante de GNL de Coral Sul, com uma capacidade de produção acima de 3,3 milhões de toneladas de GNL por ano.

O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) arrecadou pouco mais de dezassete milhões de meticais na emissão de vistos de fronteira durante a quadra festiva em todo país.

A arrecadação é referente ao período de 13 de Dezembro de 2017 a 8 de Janeiro de 2018, no qual foram concedidos cerca de seis mil vistos a cidadãos estrangeiros.

No mesmo período, houve um registo de movimento migratório de cerca de oitocentos viajantes, um aumento de 11% em relação a igual período da quadra festiva 2016/17.

Relativamente aos 19 funcionários do Serviço Nacional de Migração investigados por corrupção, aquela instituição fez saber que ainda decorrem trabalhos para se apurar a veracidade do caso.

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