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O País – A verdade como notícia

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) sofreu um prejuízo de 3,5 milhões de meticais (cerca de 57,6 mil dólares ao câmbio corrente) por roubos, vandalização e destruição do seu equipamento de transmissão na região norte do país.

Segundo o director de transmissão da EDM, da zona norte, Felizberto Uissitomo, citado pela AIM, os actos foram mais frequentes em 2017, com um impacto negativo no fornecimento normal de energia às comunidades.

Uissitomo apontou que estão em curso acções para eliminar estes actos de vandalismo que lesam o bem público, pois é dever de todos proteger as infra-estruturas que servem as comunidades.

“Apelamos para que as pessoas sejam mais vigilantes nas suas comunidades, para que protejam estas infra-estruturas contra os vândalos e ladrões de material eléctrico”, disse Uissitomo, explicando que as denúncias poderão ser apresentadas nas esquadras policiais e agências da EDM.

A EDM está actualmente a instalar transformadores na zona norte do país para melhorar o fornecimento de energia eléctrica a zona norte de Moçambique.

”O trabalho deverá estar concluído até o final do ano, um projecto que conta com o financiamento da MIX-Crédit e os transformadores estão a ser instalados para reforçar a qualidade de energia para Quelimane e Guruè, na província da Zambézia, Cuamba e Lichinga, no Niassa e na cidade de Nampula e Namialo na província de Nampula”, disse a fonte.

Explicou que o trabalho em curso visa reforçar a capacidade de distribuição de energia e fazer a manutenção do equipamento.

“A energia que temos é bastante tendo em conta que temos disponibilidade daquela que nos chega de Cahora Bassa e da central térmica flutuante baseada em Nacala-Porto”, disse.

O director provincial dos Recursos Minerais e Energia de Nampula, Olavo Deniasse, afirmou que o nível de cobertura global da rede de energia eléctrica, na província e Nampula, cobre 21,7 por cento da população.

Esta percentagem corresponde a 1,35 milhão habitantes de um universo de 4,9 milhões, de habitantes segundo estatísticas do senso populacional de 2007.

Apenas três dos 23 distritos da província apresentam índices superiores a 50 por cento: são Nacala-Porto com 90,5 por cento, Nampula com 77,3 e Ilha de Moçambique com 58,9.

Quinze distritos apresentam índices inferiores a 15 por cento e os restantes cinco estão na faixa dos 40 aos 15 por cento.

São números que, segundo o governador provincial, Victor Borges poderão subir ao longo deste ano, após a conclusão dos trabalhos de expansão de energia eléctrica a alguns postos administrativos e localidades.

“A província de Nampula tem todas as suas 23 sedes distritais electrificadas e dos 69 postos administrativos, 40 já dispõem deste recurso. Brevemente terão energia eléctrica também os postos administrativos de Mucuali no distrito de Larde, Namirrôa, distrito de Érati e, as localidade de Riane, no distrito de Ribaué, e Mucoroge, distrito de Moma”, disse Borges.

A expectativa de melhorar a distribuição de energia na província de Nampula inclui ainda, segundo o governador, a exploração de novas fontes.

“Há também a perspectiva de novas fonte de produção de energia, assim, nos próximos cerca de quatro a cinco anos, serão adicionados aos actuais 130 megawatts cerca de 500 que estarão disponíveis para os diferentes propósitos de consumo na província”.

 

O Millennium bim foi mais uma vez reconhecido pelo seu desempenho no sector bancário moçambicano, tendo conquistado pela 9ª vez consecutiva o prémio "Melhor Banco de Moçambique 2018".

Este é um prémio atribuído anualmente pela revista “Global Finance”, uma referência internacional no que respeita a informação dos mercados financeiros e análise do sector bancário.

Para o Presidente do Conselho de Administração do Millennium bim, Rui Fonseca, “esta distinção reflecte o contributo do banco para o desenvolvimento socio-económico do país que, ao longo de mais de 20 anos, tem promovido activamente a bancarização da população em todas as províncias do país”.

O Millennium bim é o maior grupo financeiro de Moçambique, tendo, actualmente, 1,8 milhões de clientes. é o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África, ocupando a 56.ª posição.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) organiza, esta quinta-feira, o Fórum de Negócios e Investimentos Moçambique – Quénia, que se enquadra no âmbito da visita do Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, a Moçambique.

O Fórum tem por objectivo estabelecer parcerias entre empresários moçambicanos e quenianos e explorar as oportunidades de negócios e de investimentos.

O Fórum versará sobre o Agro – indústria, Energia, Transportes e Logística, Recursos Minerais e Hidrocarbonetos, Construção Civil, Turismo, Indústria Ligeira, Banca, Telecomunicação e Informação.

Uhuru Kenyatta faz-se acompanhar por uma delegação de 40 empresários, que vão participar deste fórum.

A economia do Quénia está entre as que mais crescem na África subsaariana, segundo dados do Banco Mundial. No Doing Business 2018, o país ocupa a oposição 80, no ranking de 190 avaliados.

Moçambique encontra-se na posição 138, daí o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, ter convidado seu homólogo queniano, Uhuru Kenyatta, para partilhar a sua experiência, no Fórum de Negócios Moçambique-Quénia, em Maputo.

Nyusi começou por agradecer ao seu homólogo por ter aceitado o convite e, sobretudo, por ter trazido o empresariado queniano consigo. Depois definiu Uhuru Kenyatta como ‘dinamizador de processos de negócios, economia e desenvolvimento’.

Já Uhuru Kenyatta destacou, no seu discurso, a necessidade de maior coesão entre os países africanos, por forma a desenvolver o continente. Como aposta, indicou a formação do capital humano e criticou o facto de os países africanos importarem mão-de-obra estrangeira para o desenvolvimento de actividades. “Estamos a perder emprego para os estrangeiros, sobretudo para chineses”, lamentou.

Kenyatta referiu que o seu país tem estado a implementar medidas que criem um bom ambiente de negócios e disse estar pronto para colaborar no que puder com Moçambique, para galvanizar as duas economias.

Por outro lado, mostrou interesse no carvão e gás de Moçambique, para reduzir os custos de produção de energia no Quénia. Por outro lado, disse que o fórum é uma oportunidade para o empresariado nacional encontrar parceiros quenianos.

O Presidente da República do Quénia encontra-se desde esta quinta-feira a realizar uma visita de Estado a Moçambique, que vai durar cinco dias. Mais do que política e diplomática, a visita de Kenyatta é meramente económica.

O presidente queniano faz-se acompanhar por quatro ministros e 25 empresários que e reuniram com a sua contraparte moçambicana. Foi no encontro empresarial que os dois Chefes de Estado falaram sobre os propósitos da visita história. Antes de mais, os dois dirigentes anunciaram a abolição de vistos para passaportes ordinário, com o objectivo de facilitar a circulação de pessoas e bens, aliás o Presidente moçambicano introduziu o assunto em forma de brincadeira dizendo “a Assembleia do Município de Maputo decidiu tornar o meu irmão Kenyatta num cidadão da nossa capital, agora não sei como fazer em relação ao visto se ele vai se exigir a si mesmo visto para voltar ao seu país, porque da nossa parte já não há fronteiras. Estamos abertos, ele que nos diga aqui como vai resolver esse problema de visto” disse.

Em jeito de resposta, Uhuru Kenyatta anunciou que durante as conversações oficiais, os dois governos decidiram, na hora, eliminar a necessidade de visto para se entrar nos dois países. “A partir de agora, podem visitar os vossos irmãos no Quénia. Podem ir fazer negócios sem precisar de vistos”, disse o governante, tendo na altura acrescentado que os dois governos acordaram ainda a necessidade de aumentar a frequência de voos das companhias aéreas dos dois países ligando as principais cidades, mas há interesses em tirar benefícios do sector mineiro moçambicano para ajudar a desenvolver o seu país.

A australiana Battery Minerals divulgou, em comunicado, esta semana, que o governo de moçambicano concedeu uma licença mineira à empresa para o desenvolvimento do projecto de exploração de depósitos de grafite em Montepuez, Cabo Delgado.

A licença mineira permitirá que a empresa dê início às fases 1 e 2 do projecto, que visa obter uma produção de 100 mil toneladas de concentrado de grafite de zinco/chumbo e de cobre por ano.

A empresa anunciou, citada pelo Macauhub, que uma vez obtida a licença mineira e dispondo já de contratos de venda os trabalhos de exploração poderão ser atribuídos em Dezembro próximo.

A Battery Minerals é uma empresa cotada na Bolsa de Valores da Austrália que produz flocos concentrados de grafite e que dispõe de dois depósitos de grafite de classe mundial em Montepuez e Balama Central.

A empresa assinou já quatro contratos vinculativos para fornecer até 41 mil toneladas de concentrado de grafite por ano, quantidade que representa cerca de 80% da previsão de produção anual do depósito de Montepuez.

 

A cidade da Beira acolhe, desde ontem até o dia 29 deste mês, a 19ª Conferência e exposição Intermodal África, um evento que tem como objectivo desenvolver sinergias e promover de novos negócios no sector dos transportes.

Pretende-se ainda com esta iniciativa internacional, organizado anualmente pela empresa Transport Events, uma entidade sediada na Malásia, que promove eventos similares em vários pontos do globo, juntar, no mesmo espaço, diversificado segmento de actores do sistema global de transportes, na perspectiva de tornar o sistema de transportes mais fluído, integrado e eficiente. Neste ano, a Transport Events escolheu a cidade da Beira. A Cornelder de Moçambique é a anfitriã da conferência de dois dias.   

António Libombo, da Cornelder Moçambique, explicou que será um momento importante de interação e construção de parcerias, entre os vários intervenientes do sistema logístco de transporte.

 “Estarão no evento potenciais clientes dos portos moçambicanos e será seguramente uma grande oportunidade para conhecerem a nossa realidade. Aliás, terão ainda oportunidade de conhecer o Porto da Beira através de uma visita guiada. Será uma oportinidade única para interação e reflexao, sobre aquilo que serao os grandes desafios do sector logistico dos transportes”

O empresriado nacional ligado ao ramo dos transportes e logística far-se-á presente em massa no evento.

“É uma oportunidade de negócio para todos nós. Estarão presentes especilistas de vários quadrantes do mundo, que vão falar das tendências glopais de transporte, armazenamento e transporte de carga”.

Refira-se que o evento calha num momento em que o canal de acesso ao porto da Beira esta a beneficiar de uma dragagem piloto, a Linha de Machipanda está em reabilitação e as obras de reconstronstruçãoo da Estrada nacional número seis estão na fase conclusiva.

 

 

 

A Amnistia Internacional convocou, esta quarta-feira, a imprensa, para apresentar os resultados de um estudo, realizado na comunidade de Nagonha, em Nampula durante dois anos. O estudo “As nossas vidas não valem nada” aborda as consequências da exploração de areias pesadas por parte da Haiyu Mozambique Mining que periga a vida dos 1360 habitantes daquela comunidade. Segundo o investigador da Amnistia Internacional, David Matsinhe, a exploração de areias pesadas iniciou em 2011. As práticas da Haiyu transformaram a topografia da área e afectaram o sistema de drenagem das zonas húmidas e estas alterações tiveram impactos negativos sobre o ambiente e a população.

Devido a esta situação, os canais de escoamento de água ficaram fechados em 2015 as chuvas fortes que se fez sentir na destruiu 48 casas e desalojou 290 pessoas. “Houve destruição de casas, da vegetação. As plantas medicinais, frutas silvestres, as lagoas onde as pessoas faziam a pesca e a recriação para os meninos tudo isso desapareceu. Uma transformação profunda da comunidade”, disse o investigador.

O relatório documenta também a forma como a Haiyu não respeitou as normas internacionais sobre empresas e direitos humanos que obrigam ao respeito pelos direitos humanos. A mineradora chinesa não seguiu o processo de diligência devida adequada no que se refere aos reassentamentos e indeminização das famílias. Lopes Cocotela, régulo, diz que a comunidade não foi auscultada durante todo o processo de instalação da mineradora.

As organizações da sociedade civil que ajudaram na elaboração do estudo, dizem que o Estado revelou não ter poder de regulação e fiscalização e que a Procuradoria deveria investigar o caso. “É altura da Procuradoria-Geral da República agir sobre projectos de sectores extractivos e encetar uma investigação para perceber até que ponto um projecto desta envergadura pode iniciar as suas actividades sem fazer estudo ambiental”, disse Fátima Mimbire, representante do Centro de Integridade Pública.

O Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) recebeu, hoje, Alexandre Carpete, director-geral da British American Tobacco. As duas instituições conversaram sobre o mercado do tabaco no país, incluindo a recente medida de celagem do tabaco. A companhia pretende aumentar a sua produção e para tal está a investir em maquinaria moderna e criação de parcerias.

Em 2017, a British American Tobacco pagou 1.7 biliões de meticais em impostos e para este ano o valor vai subir para 2 biliões de meticais. As instituições querem aumentar a ligação da British American Tabacco e empresas nacionais.

As duas organizações vão lançar uma campanha para consumo e venda responsável do tabaco.

 

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