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O País – A verdade como notícia

Grande parte das populações moçambicanas vive nas zonas rurais, onde a rede nacional de energia ainda não chega.

A Fundação Soico em parceria com a TechnoServe entendem, no entanto, que este não pode ser um factor de impedimento para o desenvolvimento de micros e pequenos negócios pelas mulheres. Por isso a Fundaso organizou, esta quinta-feira, um workshop visando uma reflexão sobre a utilização das energias renováveis.

Mas, há desafios que ainda estão a ser enfrentados mesmo no acesso às energias alternativas.

O Fundo Nacional de Energia diz estar a trabalhar com as comunidades para promover o acesso a energias renováveis.

O evento contou com a presença dos representantes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, da Federação de Mulheres Empreendedoras e outras organizações da sociedade civil.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta semana, na cidade da Beira, no âmbito de uma visita de trabalho de quatro dias a província de Sofala, o primeiro terminal automatizado de gás para o uso doméstico, construído de raiz e que tem uma capacidade instalada para encher cerca de cinco mil botijas de gás e 12 camiões por dia, num turno de oito horas. O gás será vendido nas regiões centro e norte do país e também será usado para a exportação.

Trata-se de uma iniciativa da Petromoc que conta com um investimento de cerca de 38 milhões de dólares, dos quais 31 financiados pelo Banco de Exportação e Importação da Índia e os restantes sete milhões foram disponibilizados pela empresa Petromoc.

Uma das características essenciais que a infra-estrutura possui é um sistema moderno de combate ao incêndio e uma sala dotada de equipamentos que permitem o controlo de todas as operações que ocorrem dentro da terminal, como o monitoramento dos níveis de gás dentro dos três tanques existentes e sistemas de bombagem para as botijas e para os tanques dos camiões.

Quanto ao sistema de combate ao incêndio, funciona com quatro dispositivos. O sistema de detector de fumo, o sistema de detector de gás, o sistema de válvulas de segurança e o sistema de chamadas de emergência. Primeiro detecta a existência de fumo.      

Os distribuidores e revendedores de gás doméstico aplaudiram as tecnologias de ponta instaladas no terminal, pois garantem-lhes segurança na movimentação do gás. Mas a maior satisfação dos mesmos está no facto de a infra-estrutura estar localizada dentro do recinto portuário da Beira, uma área estratégica para as suas actividades, pois para eles, doravante haverá menos custos no manuseamento do produto e o gás estará atempadamente no seio dos consumidores, sem risco de rupturas como vem acontecendo, dada as dificuldades de colocar o produto no mercado devido as longas distancias que separavam as comunidades consumidoras o único terminal que existia, o de Maputo.

"Para o transporte de gás, éramos obrigados a percorrer cerca de cinco mil quilómetros para ir e regressar de Maputo. Com este terminal, reduzimos para metade a distância, o que reduz os custos primários para o transporte do produto. Mas o mais importante é que a disponibilidade de gás nas comunidades irá aumentar significativamente e terminam as rupturas, porque eram necessários 12 dias de ida e volta à Maputo e hoje só precisamos de uma semana"- explicou João Rodrigues, representante do VIDA -Gás, uma empresa que se dedica à distribuição de gás na zona norte do país. Rodrigues acrescentou que a iniciativa, para a sua empresa, é bem-vinda uma vez que a mesma irá aliviar, em termos de custos. "Os investimentos são feitos até agora, nas nossas três estações de enchimento localizados em Pemba, Nampula e Mocuba".

Enquanto isso, Cláudio James, Director-Geral da Petrogás, referiu que a implantação do terminal oceânico automatizado na Beira terá um grande impacto na logística. "A Petrogás não tinha nenhuma logística na Beira. Vamos passar a ter armazenagens, facto que trará um grande impacto económico nas nossas operações para podermos expandir muito facilmente para as províncias do centro e norte do país. Tínhamos uma linha de reabastecimento muito pequena mas agora podemos garantir com segurança aos nossos clientes o gás de forma permanente. Ou seja, já estamos em condições para satisfazer a demanda do mercado, que felizmente vem crescendo de forma muito satisfatória"

Por sua vez, Paulo Varela, Presidente do Conselho de Administração da GALP, explicou que a infra-estrutura cria a possibilidade de "recebermos o produto aqui no Porto da Beira. Com este facto, o país fica com o investimento mais robusto, pois tem agora dois pontos de entrada de gás doméstico para o consumo interno, permitindo assim a distribuição do produto de forma mais eficaz. Penso que a dinamização no consumo de gás doméstico passa a ser fundamental porque está em causa a economia assim como o uso mais responsável dos recursos florestais, pois vai diminuir a pressão com vista a produção da lenha e carvão vegetal, que é uma preocupação crescente".

 

 

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia organizou, hoje, em Maputo, o seminário para o lançamento dos resultados do plano de acção de implementação da avaliação ambiental e Social Estratégica para os sectores de minas e gás natural em Moçambique.

O plano tinha como objectivo identificar possíveis lacunas legislativas e políticas que possam obstruir o desenvolvimento sustentável do sector de minas e gás natural no país.

A poluição ambiental, os reassentamentos e as espectativas das comunidades são dos maiores problemas do sector mineiro e de gás. O plano é também corrigir projectos que já estejam a ser implementados erradamente.

Num seminário onde participaram membros do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, representantes do Banco Mundial e outras organizações da sociedade civil, foi revelado que já há mais de 10 milhões de dólares para financiar planos de avaliação ambiental e social do sector de minas e gás. 

A mineradora Vale, que iniciou as suas operações em 2012, gastou, até a data, 800 milhões de dólares, valor que foi usado na contratação de pequenas e médias empresas que prestam diversos tipos de serviços àquela mineradora baseada em Tete.

A informação foi tornada pública hoje, durante a visita do Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) àquele empreendimento de capitais brasileiros.

Agostinho Vuma, acompanhado por quadros de diferentes pelouros da CTA, depois de visitar várias secções da Vale, manifestou, em exclusivo ao “O País Económico”, a sua satisfação pelo facto daquela empresa vocacionada à exploração de duas espécies de carvão, nomeadamente o metalúrgico e térmico, estar a apostar nas pequenas e médias empresas nacionais na sua produção.

“Como CTA, estamos satisfeitos na componente de ligações empresariais. A Vale está a fazer um bom trabalho, mesmo antes da aprovação da Lei de Conteúdo Local. Nós agora precisamos de aprimorar as nossas relações que é para, essencialmente, contabilizarmos juntos estes empresários das pequenas e médias empresas moçambicanas”, referiu Vuma.

Outra razão que deixou satisfeito Agostinho Vuma durante a sua visita, é o facto de ter constatado que a Vale está a cumprir escrupulosamente a legislação ambiental, usando diversas técnicas para evitar a poluição.

Para Márcio Godoy, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Vale, mesmo com a crise financeira global, Moçambique posicionou-se num lugar de topo da lista dos maiores produtores de carvão mercê ao esforço conjunto entre a Vale e as empresas de apoio à produção.

“Para que isso aconteça, precisamos ter uma cadeia de produção muito bem estruturada, muito forte e de alta produtividade. Daí que apostamos na conjunção de esforços com os empresários locais, com parceiros, quer baseados aqui em Moatize, como em outros pontos do país”, justificou Godoy, afiançando que estão na mesa de negociações 140 projectos que deverão ser aprovados no próximos dias para que os seus proponentes juntem-se no apoio à produção da Vale.

 

Segundo o Plano Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um órgão criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) com o objectivo de estudar o problema das mudanças climáticas, classificou a bacia hidrográfica do Zambeze como sendo aquela que apresenta os piores potenciais efeitos das mudanças climáticas entre as 11 maiores bacias de África devido ao efeito do aumento da temperatura e da diminuição da precipitação.

O ano hidrológico 2015/16 é tido como sendo o mais seco nos últimos 35 anos na África Austral, facto que concorreu para o registo de redução da capacidade de armazenamento de água nas barragens de Kariba na Zâmbia, Kafue no Zimbábwè e Cahora Bassa em Moçambique. A redução neste período chegou a ser de 12.7%, 42% e 15%, respectivamente. Preocupados com este cenário, os operadores de albufeiras e gestores de recursos hídricos da bacia do Zambeze estão reunidos em Maputo para identificarem as soluções.

Segundo o administrador executivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Nelson Beete, no ano passado houve evolução na capacidade de armazenamento de água, mas o cenário piorou neste ano uma vez que o nível de precipitação nos meses de Janeiro e Fevereiro foi baixo.

“Este cenário leva-nos a continuarmos este ano com as restrições no fornecimento da corrente eléctrica mas não tão severas como antes. Agora tudo depende das previsões meteorológicas deste ano para podermos saber o que se espera para 2019. Em termos de produção de energia a barragem de Cahora Bassa reduziu a capacidade de produção de energia na ordem dos 15%, ou seja, baixamos a produção anual da corrente eléctrica de 15 mil gigawatts para cerca de 13.600 gigawatts/hora. Vimo-nos obrigados a reduzir o número de geradores, medida que continua neste ano”.

No primeiro dia do fórum dos operadores de barragens e gestores de recursos hídricos da bacia do Zambeze, estes apontaram a melhoria das previsões meteorológicas como uma das soluções urgentes.
“Em primeiro lugar vamos melhorar as nossas previsões meteorológicas porque o que se passou no ano passado é preocupante, tínhamos boas previsões mas acabamos saindo infelizes. Em segundo lugar, queremos é que podemos partilhar os instrumentos que temos como membros da SADC de modo a permitir o uso racional e equitativo dos recursos hídricos na bacia do Zambeze”.

O engenheiro explicou ainda  que há uma boa cooperação, troca de informação e coordenação com a Zâmbia e Zimbabwe, no uso equitativo da água que é a matéria-prima para a geração de energia. Beete garantiu que não está afectada a saúde financeira da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e que as decisões que forem a sair deste encontro devem garantir que as gerações vindouras não assistam a escassez de água.

 

 

A Eletricidade de Moçambique (EDM) está a investir cerca de 518 milhões de meticais na compra e instalação de dois transformadores de alta tensão, com a capacidade de 60 e 120 mega Wats, na subestação de Chimuara, na província da Zambézia,

A instalação dos transformadores está inserida no âmbito de expansão e melhoria da qualidade de fornecimento de energia eléctrica nas zonas Centro e Norte, e os fundos em causa foram disponibilizados pelo governo central e seus parceiros.

De acordo com Décio Gonçalves, Chefe da Subestação de Chimuara, com os novos transformadores, a capacidade instalada na subestação passará dos 44 para 116 mega Watts.

“Antes do projecto só tínhamos uma parte, que abrangia um transformador de 40, que fazia 220 e 110, com o projecto de ampliação temos a outra parte que abrangeu novos disjuntores para alimentar um dos barramentos que pertencia ao terceiro barramento e agora vai passar para o barramento principal”, explicou.

O nível de disponibilidade da corrente eléctrica, de ponto de vista de qualidade, triplicou, o que vai permitir aumento de consumidores nos distritos arredores da subestação das províncias da Zambézia, Sofala, Manica e Tete. Equivale a poder alimentar todos os clientes da cidade da Beira e duas vezes os clientes da cidade de Maputo.

As obras estão a 95% de execução e ainda no âmbito da expansão e melhoramento da qualidade da energia na província da Zambézia, a EDM vai investir um pacote de financiamento na ordem de dois mil milhões de meticais em três subestações nomeadamente Chimuara, Cerâmica e Alto-Molocué.

 

 

A Secretária Permanente do Ministério do Comércio da Tailândia visitou, na manhã de hoje, a sede da Confederação das Associações Económicas de Moçambique para passar em revista o ponto de situação das trocas comerciais entre os dois países e discutir prováveis futuras parcerias entre empresários moçambicanos e tailandeses.

Neste momento, uma empresa tailandesa diz estar interessada em produzir árvores destinadas à produção de papel em Moçambique.

Falando momentos depois do encontro com o conselho director da CTA, Nuntawan Sakuntananga disse que se trata duma das maiores produtoras do mundo. “100 mil hectares de terra para o cultivo destas árvores. Perto de um porto e também de um rio, já que se irá precisar de água para irrigação. Se a plantação der certo, vamos também instalar uma fábrica de processamento de papel aqui em Moçambique”.

A representante do ministério do comércio tailandês fez saber que além dos 200 mil milhões de dólares norte-americanos que o seu país gastou em Moçambique na importação de vários produtos, pretende-se impulsionar o fluxo de negócios com a compra de gás a ser extraído da Bacia do Rovuma a partir de 2022.

Já o empresariado moçambicano, representado por João das Neves, presidente do pelouro do turismo na CTA, diz acolher com satisfação esta ideia e compromete-se a fazer de tudo para que o país não perca estes investimentos.

 

Como forma de se ter uma informação mais detalhada sobre o ambiente de negócios no país, foi nesta segunda-feira lançado o projecto Doing Business Subnacional, um estudo que vai avaliar o ambiente de negócios nas capitais provinciais e quatro postos fronteiriços.

No relatório do Doing Business publicado em Outubro de 2017, Moçambique ocupava a posição 138, num estudo que avalia o ambiente de negócios em 190 países. Este estudo analisa e compara 11 áreas de regulamentação de negócios que afectam as PME durante o seu ciclo de vida.

A melhoria no ambiente de negócios vai permitir o aumento do número de empresas e postos de trabalho.

O projecto será implementado pelo Banco Mundial e o Ministério da Indústria e Comércio e é financiado pela Suíça e Reino Unido.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta segunda-feira, no porto da Beira, o primeiro terminal automatizado de gás para uso doméstico construído de raiz no país.

O terminal tem capacidade para encher cerca de cinco mil botijas e 12 camiões por dia e deverá abastecer a região centro, norte e países vizinhos.

A iniciativa é da estatal Petróleos de Moçambique (Petromoc) e conta com um investimento avaliado em cerca de 38 milhões de dólares, dos quais 31 financiados pelo Banco de Exportação e Importação da India, e os restantes sete milhões foram disponibilizados pela Petromoc.

O terminal é inaugurado numa fase em que os recursos hídricos limitam a construção de centrais hídricas, daí que, de acordo com o Presidente da República, o maior desafio do governo é diversificar as fontes de energia.

Por outro lado, o Chefe de Estado falou do aumento, nos últimos tempos, do uso de gás, que cresceu em cerca de 40 por cento, atingindo 34 mil toneladas em 2017.

O Presidente da República está em Sofala para uma visita de trabalho de quatro dias. À sua chegada, no aeroporto da Beira, manteve um breve contacto com a população.

 

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