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O País – A verdade como notícia

O Governo beneficiava de um “período de graça”, ou seja, quatro anos sem o pagamento do empréstimo, que expira neste 2018. O facto foi revelado em exclusivo ao O País pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

A partir do próximo ano, o Governo moçambicano vai começar a pagar a primeira tranche relativa ao empréstimo externo para a construção da ponte Maputo-Ka Tembe, orçada em mais de 700 milhões de dólares.

Sem, no entanto, especificar o valor a pagar, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, apenas adiantou que o período de carência deste empréstimo concessional contraído junto do governo chinês foi de quatro anos.

“Findo esse período, creio que a partir de 2019 começamos a pagar a dívida relativa à construção da ponte”, disse Machatine, acrescentando, que os sucessivos adiamentos na conclusão das obras não vão influenciar o custo.

A Autoridade Tributária de Manica arrecadou para os cofres do Estado 105 mil milhões de meticais no primeiro semestre, dos 222 mil milhões definidos como meta para este ano.

A informação foi revelada na última semana em Chimoio, durante um encontro que a Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nakhare, manteve com quadros da sua instituição, o qual visava buscar estratégias para encaixar e superar receitas neste no presente ano.

Para autoridade Tributária, os números são encorajadores uma vez que se conseguiu ultrapassar os 100 por cento previstos.

“Conseguimos 100.7% daquilo que estava previsto”, disse o Director de Serviços Comuns, Venâncio Francisco, apontando a meta a seguir. “Para o segundo semestre temos o desafio de arrecadar 117 mil milhões de meticais”.

A Autoridade Tributária diz que uma das estratégias que tem estado a adoptar para conseguir superar as receitas é abrir espaço para promoção e progressão nas carreiras dos seus quadros, como forma de motiva-los.

“Em qualquer instituição, o desenvolvimento na carreira traz motivação para qualquer funcionário e isso vai realmente criar condições para que os números possam ser alcançados”, acrescentou Francisco.

Todavia, a Autoridade Tributária diz estar preocupada com casos de contrabando que têm estado a criar prejuízos na arrecadação de receitas, mas garante que está a trabalhar arduamente para combater o fenómeno.

Governo da Alemanha e de Moçambique têm encontro marcado para o mês de Outubro, em Berlim, onde vão definir o novo financiamento para alguns sectores de actividade nos próximos dois anos.
O ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha, Gerd Muller, esteve de visita ao país de 25 a 26 de Agosto corrente, onde manteve um encontro com o ministro da economia e finanças moçambicano, Adriano Maleiane. Foi depois deste encontro que foi tornado público que o governo alemão vai apoiar diferentes áreas de actividade com particular destaque para a educação, agricultura e sector privado.

A localização geográfica do país, terra arável e bacia hidrográfica, são os principais elementos que levaram este país europeu a pretender dar cada vez mais o seu financiamento ao país, pelo menos no campo da agrícola. Por via disso, jovens moçambicanos serão habilitados em matérias relacionadas com as referidas áreas.

Moçambique recebeu da Alemanha um valor de 89.5 milhões de euros para o financiamento do sector de agricultura e educação no período 2016-2018. Esta já na sua fase de implementação, o país europeu garantiu que irá dar apoio ao país durante os próximos dois anos.

“Nós apoiamos todos os esforços no contexto financiamento. O ponto fulcral do nosso apoio para os próximos dois anos será o apoio a agricultura e aos programas energéticos para as áreas mais rurais. O solo moçambicano é produtivo e nós temos condições básicas para aumentar a produção e produtividade agrícola, desta forma acreditamos que pode-se combater a pobreza absoluta. Também é muito importante a formação profissional para a população jovem”, disse o ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha.

Já o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, diz que o encontro com o governante alemão serviu ainda para o governo solicitar mais apoio financeiro.

“Nós temos um programa de 2016 que termina este ano num montante de 89.5 milhões de euros. Pedimos que o governo alemão visse a possibilidade de aumentar este valor e olhar para as eleições gerais de 2019, temos um figurino recentemente aprovado e com certeza o nosso Orçamento de Estado precisará de ser apoiado. O valor que pedimos será alocado na área da agricultura, educação e sector privado”, esclareceu o ministro.

O O País ficou a saber que os governos da Alemanha e de Moçambique vão-se encontrar durante o mês de Outubro, em Berlim, onde entre vários aspectos vão definir o financiamento para os sectores acima referidos, no período 2019-2020.

Alemanha garante apoio a educação, agricultura e sector privado

Governo da Alemanha e de Moçambique têm encontro marcado para o mês de Outubro, em Berlim, onde vão definir o novo financiamento para alguns sectores de actividade nos próximos dois anos.

Texto: Joaquim Manhique

Foto: O País

O ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha, Gerd Muller, esteve de visita ao país de 25 a 26 de Agosto corrente, onde manteve um encontro com o ministro da economia e finanças moçambicano, Adriano Maleiane. Foi depois deste encontro que foi tornado público que o governo alemão vai apoiar diferentes áreas de actividade com particular destaque para a educação, agricultura e sector privado.

A localização geográfica do país, terra arável e bacia hidrográfica, são os principais elementos que levaram este país europeu a pretender dar cada vez mais o seu financiamento ao país, pelo menos no campo da agrícola. Por via disso, jovens moçambicanos serão habilitados em matérias relacionadas com as referidas áreas.

Moçambique recebeu da Alemanha um valor de 89.5 milhões de euros para o financiamento do sector de agricultura e educação no período 2016-2018. Esta já na sua fase de implementação, o país europeu garantiu que irá dar apoio ao país durante os próximos dois anos.

“Nós apoiamos todos os esforços no contexto financiamento. O ponto fulcral do nosso apoio para os próximos dois anos será o apoio a agricultura e aos programas energéticos para as áreas mais rurais. O solo moçambicano é produtivo e nós temos condições básicas para aumentar a produção e produtividade agrícola, desta forma acreditamos que pode-se combater a pobreza absoluta. Também é muito importante a formação profissional para a população jovem”, disse o ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha.

Já o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, diz que o encontro com o governante alemão serviu ainda para o governo solicitar mais apoio financeiro.

“Nós temos um programa de 2016 que termina este ano num montante de 89.5 milhões de euros. Pedimos que o governo alemão visse a possibilidade de aumentar este valor e olhar para as eleições gerais de 2019, temos um figurino recentemente aprovado e com certeza o nosso Orçamento de Estado precisará de ser apoiado. O valor que pedimos será alocado na área da agricultura, educação e sector privado”, esclareceu o ministro.

O O País ficou a saber que os governos da Alemanha e de Moçambique vão-se encontrar durante o mês de Outubro, em Berlim, onde entre vários aspectos vão definir o financiamento para os sectores acima referidos, no período 2019-2020.

Arranca esta segunda-feira em Ricatla, no distrito de Marracuene em Maputo, a 54ª edição da maior Feira Internacional de Maputo, FACIM. O evento junta milhares de expositores nacionais e internacionais que procuram vender e fechar parcerias.

O “O País” visitou o local da realização da FACIM, onde há menos de 24 horas para o arranque da maior Feira Internacional de Maputo, os expositores estiveram nos últimos acertos para o evento.

Uns estavam concentrados na montagem dos stand, outros na colocação dos baners e panos de ornamentação, e ainda alguns a fazer últimas ligações de energia eléctrica.
Há quem participa pela primeira vez, como é o caso de Mateus Marrengule, vindo da província de Inhambane.
“Não estive no passado porque ainda não tinha condições. Este ano o governo provincial achou que reunia condições e aqui estou. Trazemos produtos da pecuária. Temos criação de gado leiteiro, processamos o leite que tiramos das vacas e fazemos iogurte”, explicou Marrengule.

Principiantes ou não, todos estão na FACIM com o mesmo objectivo.
“Esperamos ter mais clientela. Temos novidades para esta edição. Trazemos carne de avestruz, temos búfalos aquáticos, carne que quase a maioria dos moçambicanos não conhece”, disse Lázaro Matsinhe, expositor vindo de Inhambane.

Por sua vez, Luís Camisola, que representa a província de Tete, disse esperar ser premiado nesta edição da FACIM.
“Achamos que vamos ter algum prémio pela nossa participação. Como sempre, quando participamos trazemos algumas novidades”, disse.

E no pavilhão internacional, a montagem parecia mais atrasada. Alguns stand estavam mesmos vazios. Entretanto, alguns investidores internacionais não quiseram perder tempo. “Estamos a 95 por cento já. Está quase tudo pronto. Faltam só pequenas coisas coisas como últimas limpezas”, explicou Francisco Nicolla, que estava no espaço das exposições italianas.
À Nicolla, no pavilhão internacional, juntou-se Alfredo Júnior, que apesar de estar numa empresa nacional, vende produtos da Alemanha. Júnior garantiu que está na Feira para vender, tendo admitido que a montagem do seu stand estava demorada, mas com razão para o facto: “Queremos pôr os produtos com o devido pormenor para a melhor montra do público visitante”, disse Alfredo Júnior.

E em meio a avanços e atrasos nos preparativos, o certo é que a partir das 08h00 desta segunda-feira, produtores, vendedores, importadores e exportadores estarão cada um a vender os seus bens e serviços, numa feira que junta expositores nacionais, africanos e de fora de África.

Ragendra preocupado com preparativos à última hora 

O ministro da Indústria e Comércio esteve, no início da tarde deste domingo, a visitar  o local onde acontece, a partir de amanhã , a 54ª edição da Feira Internacional de Maputo,  FACIM. Ragendra de Sousa viu e questionou o facto de se deixar os preparativos para a última hora.

“Estamos a poder ver que o comportamento geral dos nossos expositores é deixar tudo para a última hora. Estou a passar agora, mas não tenho como. Vou ter que passar mais tarde para medir, de facto, em que pé estamos”, lamentou o ministro.
Contudo, Ragendra já tinha a confirmação da chegada de alguns participantes da feira vindos de países africanos. “O grupo de empresários do Ruanda já se encontra em Moçambique para participar da Feira. O Botswana também cá está, o Quénia, igualmente”, referiu, dizendo que a expectativa é que “esta Feira  seja, de facto, uma Feira de promoção de negócios”.
O governante assegurou que quase todos países da África Austral estarão presentes na Feira Internacional de Maputo. Aliás, do lado de fora dos pavilhões estavam visíveis bandeiras não só de países africanos, como também do Brasil, da Turquia, de Portugal, entre outros países.

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, é que vai fazer a abertura da Feira esta segunda-feira, que dura até 2 de Setembro.

Noventa idosos que residem no Centro de Apoio à Velhice de Nhangau vão se beneficiar de múltiplos apoios para a melhoria das suas condições de vida. A iniciativa é da Cornelder de Moçambique e está avaliado em cerca de seis milhões de meticais.

Os idosos do Centro de Apoio à Velhice manifestaram a sua satisfação face a oferta, que consiste na reabilitação de 36 casas no local, construção de balneários, montagem de tanques de água e a reabilitação do posto policial local.

A esposa do Governador de Sofala, Alcinda Mondlane em reapresentação da esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, disse que parte dos idosos que residem naquele Centro foi vítimas de maus tratos, alguns protagonizados por parentes próximos, acusados de feiticeiros.

O projecto de apoio a este Centro contemplou ainda a entrega nesta sexta-feira, de cadeiras de roda, colchões e bens alimentares.

A Cornelder e seus parceiros garantiram que continuarão a prestar apoios a estes idosos.

 

O  Ministério dos Transportes e Comunicação (MTC) propõe-se a viabilizar a construção da Linha Férrea Chitima–Macuse entre as províncias de Tete e Zambézia. O anunciou foi feito pela vice-ministra do pelouro, Manuela Rebelo, durante o encerramento do 36° Conselho Coordenador do MTC.

Rebelo disse a construção da linha férrea é um dos grandes projectos para 2019.

“Reabilitar as linhas férreas Machipanda e Ressano Garcia, iniciar a construção da linha férrea Tete-Macuse e o respectivo porto…viabilizar o aeroporto internacional de Nacala, são algumas das acções previstas para 2019”, disse Rebelo.

O projecto está orçado em mais de dois biliões de dólares e terá como carga principal o carvão mineral da província de Tete.

 

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse na última sexta-feira, durante o encerramento da reunião do VI Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios realizado em Maputo, que o Governo está a preparar as modalidades de pagamento de dívidas a fornecedores, que estão em fase de validação.

A reunião foi promovida em conjunto com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), principal associação patronal do país, na qual, o governante também explicou que as negociações já estão na sua reta final.

A medida, ainda de acordo com o primeiro-ministro, visa entre outros objetivos, "estimular a participação do setor privado na economia nacional". Recorde-se que a dívida está avaliada em 2,7 mil milhões de meticais.

A Ethiopian Airlines deverá iniciar as suas actividades em Moçambique até Outrubro próximo. A revelação foi feita pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, João de Abreu, que participa do Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, em Gaza.

“No pior cenário, diria dois meses, talvez começar a operar em Outubro. Mas num melhor cenário, se calhar dentro de trinta/quarenta dias” disse, acrescentando que neste momento as actividades estão dependentes da flexibilidade da própria companhia. “Dependendo da apresentação dos aviões, estarem sediados em Maputo, porque neste momento, ainda estamos a falar do ponto de vista de estabelecimento, agora queremos na área da implementação, porque não basta dizer tenho isto e aquilo e não demostra que tem de facto”.

João de Abreu disse ainda que mais operadores no seguimento doméstico podem melhorar as tarifas praticadas nas viagens aéreas, justificando que, pelo facto de que a procura era maior e a oferta era pouca, o mercado é livre de tarifas estipuladas.

Como desafios, a entidade reguladora de aviação civil no país, aponta as ligações aéreas entre os distritos, o uso da aviação civil para agricultura, particularmente no que refere às fumigações, segurança de infra-estruturas e para a saúde.

A Ethiopian Airlines foi uma das companhias aéreas que foi apurada para operar no seguimento doméstico no último concurso público havido no país, em 2017.

Moçambique é um dos países que mais cresce no mundo, com uma taxa de 3,4% e bem acima da média mundial estimada em 2,5%. Este indicador, segundo o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, obriga o Governo a realizar uma reflexão e reformas profundas para uma maior inclusão económica. Falava Maleiane, nesta sexta-feira, em Maputo, durante a conferência sobre crescimento populacional e desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Experiências bem-sucedidas de países no mundo que tiveram dividendos com o crescimento demográfico não passaram despercebidas para o Ministro.

Quanto a replicar as estratégias da China, Japão e Singapura, para a realidade moçambicana o governante diz que é preciso reafirmar o alinhamento das metas de governação às do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Para este desiderato, convidou os académicos e a sociedade em geral, para colaborarem na identificação das melhores políticas para maximizar o dividendo demográfico, tido como factor importante para acelerar o desenvolvimento económico do país.

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