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O País – A verdade como notícia

Decorre de hoje até a manhã a Conferência Internacional de Avaliação das Estratégias de Gestão, sob o lema “Que alternativas para o financiamento e gestão de recursos públicos para o sector da saúde em Moçambique”.

Por ano o país investe 79 dólares na saúde de cada moçambicana, um valor abaixo da média da região, que é de 163 dólares por ano. Essa informação foi avançada pelo vice-reitor da Universidade Católica de Moçambique (UCM), Armindo Tambo, durante a conferência.

“O investimento no sector de saúde tanto em termos percentuais como por capita deve aumentar juntamente com os investimentos nos determinantes sociais, para que África possa aumentar as oportunidades de concretizar os objectivos do desenvolvimento sustentável no domínio da saúde”, acrescentou o vice-reitor.

Um dos objectivos da conferência é de estimular o debate inclusivo sobre a gestão de recursos alocados ao sector, bem como os mecanismos de financiamento alternativo ao sector num contexto de crise económica e financeira.

“A conferência tem o intuito de colher de todos, experiências e ideias que sejam a base para melhoria da gestão pública e de financiamento na área de saúde, tornando-a mais eficiente e equitativa”, disse Tambo.

De acordo com o informe da UNICEF em 2017, o sector da saúde representou um peso orçamental de 7.8 por cento no orçamento do Estado, o que significa uma redução ao peso total de despesas do Governo se comparado com ano anterior.

Moçambique tem verificado uma redução no que diz respeito a taxa de mortalidade infantil e materna. Contudo, a Malária, Desnutrição crónica, Tuberculose e HIV, situam o país com uma esperança de vida de apenas 55 anos.

 

Receitas da HCB cresceram 3.5% e atingiram cerca de 15.5 biliões de meticais em 2017. O crescimento ligeiro resulta das adversidades hidroeléctricas.

Em 2017, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa registou o nível mais baixo de produção de energia dos últimos seis anos, devido à escassez de água na albufeira. Contudo, a empresa registou um pequeno incremento nos seus resultados financeiros apresentados esta terça-feira, em Maputo.

Em termos de receitas, o ano de 2018 será ainda melhor, considera o administrador-executivo da HCB. O bom desempenho esperado para este ano será fruto das negociações com a empresa sul-africana, Eskom, que resultaram no ajustamento em alta da tarifa da energia vendida à empresa em 46%.

Em relação à baixa produção e do volume de vendas, o Conselho de Administração da HCB aponta a escassez de água na albufeira e limitações de geradores de energia como factores que determinaram esta má performance.

De referir, que a Hidroeléctrica de Cahora Bassa é uma das maiores contribuintes dos cofres do Estado. Só para ilustrar, em 2017, a empresa canalizou cerca de 130 milhões de dólares em impostos.

 

O primeiro dia da FACIM terminou com a Gala dos Prémios de Cooperação Moçambique-Portugal, que decorreu no âmbito da Feira Internacional e da Semana Empresarial Moçambique-Portugal. Foram premiados oito empresas e personalidades, com destaque para os presidentes da APIEX e da AICEP, as empresas BCI, VISABEIRA, GALP e REN.

As premiações são dedicadas às empresas, organizações e personalidades que se destacam no desenvolvimento empresarial entre Moçambique e Portugal.

Houve duas categorias: prêmio construção e prêmio personalidade.

Na primeira categoria recebeu o reconhecimento a Galp, com o prémio Energia, a REN, com o prémio infra-estruturas eléctricas, Archimoz, com o prémio arquitectura e a Betar com o prémio Engenharia. Foi também premiados o BCI e a Visabeira.

Mas porque a noite era mesmo de reconhecimento, ainda existiam personalidades por premiar. São elas, o presidente da APIEX, Luís Sambo, e o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques.

O ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, e o secretário do Estado para a internacionalização de Portugal, que estiveram presente no evento, destacaram as potencialidades existentes em Moçambique e Portugal que podem ser exploradas.

A Gala dos Prémios de Cooperação Moçambique-Portugal é organizada pela fundação AIP, também responsável pela organização do pavilhão Portugal na FACIM.

 

Muito criticado por ambientalistas, o projecto de construção da barragem de Mpanda Nkuwa, há muito nas gavetas, deverá ser alvo de revisões profundas por parte do novo consórcio mandatado para liderar o empreendimento, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa e Electricidade de Moçambique (HCB/EDM).

O primeiro passo passa pela revisão dos estudos de impacto ambiental, que segundo o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Pedro Couto, “todos estudos feitos em volta do projecto estão ultrapassados”.

Com Mpanda Nkuwa como prioridade, o projecto de construção da central norte da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, na província de Tete, baptizado por HCB-norte está congelado, por um tempo indeterminado.

“HCB-norte é um projecto antigo de expansão das nossas infra-estruturas, mas terá que esperar uma outra oportunidade para avançar. Estamos agora concentrados com Mpanda Nkuwa”, realçou Pedro Couto.

Para o Presidente da República, Filipe Nyusi, a EDM e HCB possuem capacidade e competência técnica e financeira para a estruturação do projecto. Esta medida irá evitar a obstrução e o atraso que se verifica por um lado, e por outro, contribuirá para a redução do seu custo por não envolver intermediários.

Refira-se, que a Hidroelétrica de Mpanda Nkuwa, será erguida sobre rio Zambeze, na província central de Tete. O custo inicial das obras está estimado em dois mil milhões de dólares norte-americanos.

O empreendimento terá uma capacidade de gerar, inicialmente, 1500 megawatts de energia eléctrica, a barragem deverá reduzir as emissões de dióxido de carbono causadas pela energia da África do Sul, gerada principalmente por centrais a carvão.

Moçambique vai organizar em Pequim um Fórum de negócios entre empresários chineses e Moçambicanos. O fórum que vai contar com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, terá lugar nos dias 3 e 4 de Setembro.

O encontro empresarial contará ainda com a presença do Ministro dos Recursos Naturais e Energia, Ernesto Max Tonela, e o Director Geral da AIPEX, Lourenço Sambo, que fará uma intervenção sobre o quadro legal do investimento em Moçambique, escreve o Macauhub.

O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH), Omar Mithá, irá falar das oportunidades de negócios no sector de petróleo e gás natural.

Já, o director executivo da Baobab Resources Limited, Ben James, abordará as oportunidades de investimento fazendo referência específica ao projecto de ferro vanádio de Tete e à Zona franca de Revúboé.

Durante o Fórum está igualmente prevista a assinatura de Memorandos de Entendimento entre empresas de Moçambique e da China.

Aeroporto Internacional de Maputo já tem padrões internacionalmente exigidos para receber voos vindos de todas as partes do mundo. Para o efeito, o Instituto de Aviação de Moçambique concedeu, esta segunda-feira, um certificado operacional à empresa

Um brinde à nova era da aviação em Moçambique! O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, dirigiu a cerimónia de entrega do certificado operacional ao Aeroporto Internacional de Maputo.

O certificado é um documento que garante a todos os país do mundo que esta empresa está dentro dos padrões exigidos para receber os voos vindos de qualquer parte do planeta. Sendo que o país os recebia, mas as companhias aéreas gastavam verba em pagamentos às seguradoras, já que não estava mundialmente certificado que o aeroporto de Maputo é seguro.

Uma equipa do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) esteve a trabalhar no maior aeroporto de Moçambique durante três anos. Um trabalho que consistiu na auditoria das contas e renovação das pistas de aterragem e de estacionamento para voos domésticos e internacionais.

Mesquita mostrou-se entusiasmado com esta certificação. Para ele, esta é uma prova “inegável” de que há um trabalho que está a ser feito, “mesmo que seja pouco, mas está a ser feito”.

O governante explicou o seu entusiasmo pelo facto de, segundo ele, haver evidências de que o sistema de aviação de Moçambique está a crescer. É que, se não se estivesse a fazer, elabora Mesquita, “essas grandes linhas não estariam aqui. Aliás, na aviação não se discute se a segurança é americana, europeia ou africana”. O ponto é que “temos uma grande lista de companhias internacionais que querem usar o nosso aeroporto”.

O ministro recordou ainda que é importante que se dinamize o sector de aviação, tornando-o mais competitivo, tendo em conta “o potencial e diversidade turística de que o país dispõe”. Mas isso não é só, há também necessidade de garantir que Moçambique conste da lista dos principais destinos “tanto a nível regional, quanto continental”, explicou Carlos Mesquita.

O director-geral do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, João de Abreu, disse, na ocasião, que o processo de licenciamento do aeroporto de Maputo foi marcado por contínua interacção para sanar todas as incongruências.

João de Abreu afirmou que a empresa já está em condições de receber qualquer que seja o voo de qualquer que seja o país. “Ainda que existam algumas não-conformidades, o IACM julga que estão reunidas as condições para a concessão de certificado duma operação segura e cabal”.

Já o presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique, Emanuel Chaves, mais do que uma garantia para os “clientes” esta certificação serviu de aprendizado para a empresa. “Vamos continuar a implementar este conhecimento que adquirimos por este processo”.

A próxima missão do Instituto de Aviação Civil de Moçambique é certificar os aeroportos da Beira e de Nampula. Para já, João de Abreu anunciou que o aeroporto da Beira vai estar certificado para receber voos vindos de todo o planeta terra.

Recorde-se que, ainda ano passado, Moçambique saiu da lista negra do mercado europeu.

A 54ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) é vista como plataforma para reforçar a aposta do Governo na agricultura. A busca de soluções inovadoras e experiências do exterior no desenvolvimento da cadeia agrícola são alguns dos factores a explorar.

Foi num ambiente tímido e de pouca afluência, embora com alguns momentos culturais (dança tradicional), que arrancou a 54ª edição da FACIM, considerada pelos organizadores de "edição da viragem".

O número de empresas expositoras superou o esperado. A Agência para Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) previa uma inscrição de 1,500 firmas, porém, o registo aponta para 2,200 empresas entre nacionais e estrangeiras. Na edição passada, participaram um total 2,048 firmas.

No entender do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, este aumento é um sinal claro de que a Feira Internacional de Maputo tornou-se uma grande referência para os expositores de vários cantos do mundo, destacando a estreia de países como Áustria e Argentina.

"Encorajamos aos expositores e participantes nesta Feira, a capitalizarem as oportunidades de negócios existentes, particularmente na agricultura, turismo, energia e infra-estruturas, transformando-as em compromissos concretos e em transações comerciais entre o país e o resto do mundo", disse o governante, destacando, por exemplo, que o aumento da produção agrária está a reflectir-se na redução do nível geral de preços, particularmente nos bens alimentares, bem como na redução gradual do volume de importações de produtos alimentares.

No primeiro semestre de 2018, as exportações de bens atingiram um total de 2,5 biliões de dólares, o que corresponde a um crescimento de 42%, quando comparado ao igual período do ano passado.

As vendas no exterior dos chamados produtos tradicionais cresceu em 76,1%, influenciada em grande parte pelo aumento das exportações da madeira serrada, açúcar, banana, amêndoa de caju e camarão.

Já as exportações decorrentes dos projectos de grande dimensão registaram, igualmente, um crescimento na ordem de 32,9%, como reflexo, principalmente, do aumento das receitas de exportação de carvão, alumínio e areias pesadas.

Face a estes ganhos, o Primeiro-Ministro referiu que todos são chamados para consolidar estes progressos da economia, com maior engajamento no aumento da produção e produtividade, em diferentes sectores da economia.

"Vamos continuar a dedicar especial atenção ao segmento das Pequenas e Médias Empresas para continuar a aumentar as exportações e promover o seu crescimento e maior acesso aos mercados", realçou Do Rosário. 

Agricultura como montra

O sector agrário é ponte forte das potencialidades do país a serem expostas na 54ª edição da FACIM.

Impressionado com o que viu no "Pavilhão Moçambique", o Primeiro-Ministro apontou, contudo, que deve-se investir na melhoria das vias de acesso com vista a assegurar o escoamento dos excedentes agrícolas dos centros de produção para as indústrias de processamento e mercados.

A par disso, o Governo diz estar a mobilizar recursos financeiros e condições favoráveis com envolvimento de instituições financeiras, com vista a promover o processo de comercialização agrária no país.

A título do exemplo, está assegurado um fundo de garantia de crédito pelo Banco Nacional de Investimento (BNI), que irá facilitar o acesso ao financiamento para micro, pequenas e médias empresas nas cadeias de valor da produção, processamento e comercialização do sector agrário e do subsector do caju.

 

Passa mais de um mês depois que João Carlos Jorge foi colocado em frente dos destinos das Linhas Aéreas de Moçambique. Para já, de entre outros planos que tem na manga, é aproveitar o período eleitoral que se aproxima para maximizar os rendimentos da empresa que já sufocada pelas dívida.

Falando em entrevista ao jornal “O País”, João Carlos diz que o investimento para fazer face ao grande movimento que será trazido pelas eleições autárquicas deste ano. Entretanto, devido às limitações financeiras, neste momento não pode pensar em comprar novas aeronaves. Por isso “estamos a ir buscar um equipamento adicional em princípio temporário e só depois é que vamos ver a possibilidade de ir buscar a mais longo prazo”.

Com estes investimentos, espera resolver um dos maiores problemas que a empresa tem: custos operacionais maiores do que os rendimentos. Neste assunto, o dirigente diz que está a trabalhar afincadamente para reverter a situação.

“Já começámos a nos livrar de algumas despesas que tínhamos. Embora não possamos detalhar agora, podemos esclarecer que são essencialmente os custos que nós tínhamos com a manutenção de infra-estruturas. Já estamos a nos desfazer de algumas responsabilidades que tínhamos e que não queremos continuar a ter”, explicou João Carlos Jorge para mais tarde acrescentar que “os resultados numéricos só podem ser notáveis ao fim de três meses da nossa estrutura”.

Uma saída que outras empresas usam numa situação em que enfrentam dificuldades financeiras é a redução dos seus trabalhadores, mas esse não é o plano da direcção das Linhas Aéreas de Moçambique, pelo menos não para já.

“Obviamente que é um momento crítico que estamos a passar na empresa, mas nós queremos, a todo o custo, manter a nossa força de trabalho que é muito válida, mas grande”, argumenta João Carlos, assumindo que para todos os efeitos, “queremos preservar esse investimento que fizemos na força de trabalho”.

Outra preocupação que o dirigente mostrou desde os primeiros dias da sua direcção é o facto de a companhia de bandeira estar a ser sufocada por dívidas com fornecedores e bancos comerciais.

Neste momento, diz que estão em um estágio muito avançado as conversações com os bancos os quais a empresa deve, mas “ainda não se pode dar detalhes sobre isto, porque a empresa ainda não decidiu divulgar”.

O dirigente diz ainda que uma das grandes vantagens que a firma leva é o facto de ter do seu lado o governo, embora “não possa dar apoio financeiro devido ao momento”.

Para finalizar o processo de reestruturação da companhia, o Governo deu 18 meses à nova direcção das Linhas Aéreas de Moçambique.

 

 

 

África do Sul e Suazilândia são até então os maiores fornecedores do açúcar branco refinado para o mercado nacional.

Com a conclusão ainda este ano, da fábrica de refinaria de açúcar na província de Maputo, o país espera já a partir de 2019, deixar de importar este produto para abastecer o mercado doméstico, o facto foi revelado esta segunda-feira, pelo Governo.

Sabe-se, que este ganho é fruto de um investimento da empresa Tongaat Hulett no valor de aproximadamente três biliões de meticais, destinado a construção desta unidade industrial, com uma capacidade de até 80 mil toneladas por ano.

Em exclusivo ao “O País”, o director provincial da Indústria e Comércio, Ernesto Mafumo, disse que a indústria do açúcar está a ganhar um “novo impulso”, principalmente na província de Maputo, que poderá brevemente aumentar o número de fábricas existentes, passando de actuais duas para três unidades industriais.

“A indústria de açúcar está em franca recuperação. Os investimentos estão à vista em toda cadeia da cana sacarina, embora o sector esteja ainda na fase de consolidação”, apontou Mafumo, aquando da exposição das potencialidades agrícolas e industriais da província de Maputo, na 54ª edição da FACIM.

Na ocasião, o director provincial da Indústria e Comércio a nível da província, referiu que indústria açucareira de Maputo possui uma capacidade instalada de aproximadamente três milhões de toneladas por ano, para produção de mais de 300 mil toneladas de açúcar.

No geral, consta que os investimentos feitos nos últimos cinco anos na reactivação da indústria açucareira moçambicana, avaliados em cerca de 800 milhões de dólares, fizeram disparar a produção do sector, de 90 mil para 450 mil toneladas/ano na actualidade.

 

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