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O País – A verdade como notícia

As empresas TDM e Mcel celebraram há dias, em Maputo, um contrato de prestação de serviços de consultoria com a Broll Moçambique, visando a rentabilização dos seus activos imobiliários não essenciais para o negócio.

A consultoria em apreço terá por função avaliar os referidos activos, bem como propor uma estratégia e um plano de implementação junto de potenciais interessados, visando a maximização do retorno sobre a venda dos referidos activos.

Para Mahomed Jusob, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da TDM-Mcel, trata-se de garantir a transformação do património não essencial em capacidade pecuniária, tendo em vista financiar algumas actividades essenciais programadas no âmbito da transformação da TDM-Mcel, designadamente, a melhoria da qualidade da rede, bem como o processo de redimensionamento da força de trabalho, principalmente na TDM.

Conforme realçou o PCA, a primeira fase do processo é rentabilizar o referido património actualmente em estado de ociosidade, estando em preparação a segunda fase, que consiste na inovação tecnológica.

“Este é um acto importante e responde aos desafios do redimensionamento de pessoal e também da optimização da actividade das empresas”, frisou Mahomed Jusob, durante assinatura do referido contrato.

Na ocasião, o PCA da Broll Moçambique, Rui Monteiro, considerou que a agência imobiliária que dirige tem pautado a sua actuação pela seriedade no trabalho.

“Estamos agora a criar a associação de agências imobiliárias em Moçambique, por causa dos desmandos que existem no sector, para dar um cariz mais sério à profissão e à indústria imobiliária. Tenho a certeza de que a TDM e a Mcel vão enriquecer muito o seu património e vamos tentar dar o nosso máximo para poder corresponder às expectativas”, concluiu.

Parceria com Huawei

A Huawei, a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do mundo, estabeleceu um memorando de entendimento com a Mcel, para aquela multinacional chinesa passar a ser a parceira e fornecedora preferencial da primeira empresa de telefonia móvel moçambicana, o que vai permitir a modernização dos serviços com o uso de tecnologia de ponta, LTE 4G e 5G.

O acordo foi assinado, no passado domingo, pelo PCA da TDM-Mcel e pelo seu congénere da Huawei, no âmbito do seminário China-Moçambique que se realizou em Beijing, um momento paralelo ao Fórum de Cooperação entre a China e África, no qual participou o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

A assinatura foi testemunhada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, e por 36 empresários moçambicanos e chineses.

Para o PCA da TDM-Mcel, este acordo representa “um passo importante no contexto de transformação e expansão tecnológica, dentro da estratégia de retorno e desenvolvimento do sector de telecomunicações em Moçambique.”

 

O Ministro da Indústria e Comércio destaca qualidade e inovações tecnológicas da 54a edição da Feira Internacional de Maputo. Para Ragendra de Sousa, “a feira foi um sucesso” e superou as expectativas.

Apesar de um número muito abaixo das expectativas, apenas 40 mil visitantes, menos do dobro do esperado, ministro da Indústria e Comércio fez um balanço positivo da 54ª edição Feira Internacional de Maputo.

Ragendra de Sousa, apontou questões de conjuntura económica que abalou o sector empresarial, principalmente as Pequenas e Médias e Empresas, como factores que terão influenciado a baixa afluência, embora haja sinais de melhoria na economia do país.

Sobre a performance dos expositores nacionais, o governante deixou alguns recados aos responsáveis do sector do Turismo.

O ministro da Indústria e Comércio, falava à imprensa aquando do encerramento da FACIM

O Banco português Montepio Holding, participada da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) acordou a venda da participação no Banco Terra de Moçambique à sociedade financeira Arise.

Com a venda de 45,78 por cento do capital social do Banco Terra o grupo CEMG deixa de deter qualquer participação na instituição financeira, escreve o Macauhub.

A venda à Arise–SGPS criada em conjunto pelo fundo soberano norueguês Norfund, pelo banco de fomento holandês FMO e pelo Rabobank, para apoiar o crescimento em África através de investimentos em instituições financeiras africanas, insere-se no contexto dos movimentos de consolidação que estão a ocorrer no sector financeiro de Moçambique.

O negócio que inclui uma opção para uma eventual entrada do Montepio na Arise, vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano.

 

Turistas estrangeiros gastaram mais dinheiro no país em 2017 que em 2016. De acordo com dados do Ministério da Cultura e Turismo, foram gastos cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos.

É verdade que os edifícios da antiga Lourenço marquez, muitos deles erguidos por Pancho Guedes, são de parar, reparar e maravilhar-se.

Mas não é menos verdade que Maputo tem outras potencialidades turísticas, capazes de combinar turismo de praia, cinegético e cultural em um curto espaço de tempo. Por isso foram criadas rotas turísticas capazes de encher os olhos dos turistas nacionais e estrangeiros pela sua beleza.  

Antes de chegar ao bush and beach, é quase que obrigatório, admirar a histórica da barragem dos pequenos libombos, construída entre 1983 a 1987. A infraestrutura exibe, não pela quantidade de água, mas pela arquitetura, o potencial turístico da rota da cordilheira dos libombos, que tem início na África do Sul.  

De Boane, a rota leva até um dos “big five”, que são mamíferos selvagens difíceis de caçar. Trata-se do elefante, que se estima que existam um total de mil na reserva especial de Maputo. E se o número de elefantes é satisfatório, o mesmo não se pode dizer de outros animais que estão sendo acrescentados.

Com ou sem entrada de animais, facto é que na Reserva Especial de Maputo o turista começa a maravilhar-se com o bush and beach, ou seja, com a combinação da praia e a vida selvagem.

Para além da Reserva de elefantes, Matutuine esconde outros tesouros naturais. É o caso da praia de Chimucane, que se pode visitar através do Parque de Malongana, pertencente ao Estado desde 1995. Com um ambiente relaxador, o destaque deste empreendimento gerido pelo INATUR, são os acampamentos.

Apesar dos preços acessíveis, a ponta Malongane, a Reserva Especial de Maputo, e outras instâncias turísticas, ainda recebem mais turistas estrageiros que nacionais. Estes maioritariamente se encontram na faixa etária dos 36 aos 55 anos de idade.

Foram, de acordo com o Ministério da Cultura e Turismo, mais de 1 milhão de turistas estrangeiros que visitaram o país no ano passado. Um número que representa uma redução de 200 mil pessoas se comparado ao ano de 2016.

Apesar da redução, África manteve na primeira posição em termos de origem continental de turistas.

Dentre os países, os dados mostram que o que mais desfruta das belezas de moçambique é, de longe, a África do Sul, seguida pelo Zimbabwe. Depois estão os turistas que vem dos Estados Unidos, Reino Unido e completando as cinco grandes origens de turistas moçambicanos esta Portugal.

Dentre as principais razões das visitas a Moçambique, estão o lazer e recriação, mas há também quem vem para fazer negócios, visitar familiares e amigos, e ainda por motivos de saúde e religiosos.

Nestes pontos, de modo geral, os turistas estrangeiros gastaram em 2017, cerca de 150,5 milhões de dólares americanos, contra 107,9 milhões gastos em 2016, o que representa um acréscimo na ordem de 39,5%, de acordo com dados do Ministério da Cultura.

 

A Maior parte da receita arrecadada na indústria extractiva em Moçambique é utilizada para assegurar o funcionamento do Estado, concretamente, para o pagamento de salários e regalias aos funcionários do Governo.

A informação foi avançada pelo Centro de Integridade Pública (CIP), durante a Conferência Provincial de Indústria Extractiva de Cabo Delgado, realizada na cidade de Pemba sob o Lema “Cabo Delgado, o novo eldorado: que opções para o desenvolvimento?”.

Por serem recursos esgotáveis, o CIP entende ser necessário e urgente a reserva de uma parte da receita arrecadada na indústria extractiva para planos de desenvolvimento socio económico de Moçambique, que no futuro poderá não ver o impacto da exploração de recursos minerais.

Na reunião, Fatima Mimbire, defendeu a necessidade de as empresas da indústria extractiva, concentrar-se no pagamento de impostos e não na responsabilidade social, que é um dever do Estado moçambicano.

A Conferência Provincial de Indústria Extractiva de Cabo Delgado, e um projecto da CIP focado a província, que visa promover a prestação de contas pela exploração dos recursos naturais, especialmente os minerais.

 

O sector privado está entusiasmado com as recentes decisões do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, que baixou a taxa de juro de referência para 15%. Para o presidente do pelouro da política financeira da CTA, o cenário macroeconómico do país é saudável.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique anunciou semana passada, a redução das taxas de juros, com destaque para a de referência que baixou em 75 pontos base para 15%, e de facilidade permanente de cedência, de 19 para 18%. A decisão agrada o sector privado.

Para Luís Magaço, Presidente do pelouro da política financeira da CTA, as mexidas do Banco Central vão galvanizar o ambiente do negócio no país. Contudo, no seu entender, o esforço do Banco de Moçambique poderia ter sido ainda melhor.

Sobre à emissão de Bilhetes de Tesouro, o presidente do pelouro da política financeira da CTA, mostrou preocupação com cenário, pois o sector privado fica com poucas manobras para obter o financiamento nos bancos comerciais nacionais.

Luís Magaço falava à imprensa, esta segunda-feira, aquando de um briefing com o Banco de Moçambique, com vista a analisar as recentes decisões do Comité de Política Monetária.

 

A empresa Matadouro da Manhiça, na província de Maputo, precisa de pelo menos seis milhões de dólares para sair do buraco financeiro em que se encontra. MATAMA opera a 20 por cento da sua capacidade.

Mergulhado em dívidas com a banca, MATAMA, a gigante empresa de abate e processamento de carne bovina, na Manhiça, está a mobilizar um financiamento de pelo menos seis milhões de dólares para se erguer das cinzas, e a perspectiva é conseguir esse valor até ao próximo ano.

Para o efeito, este matadouro terá, primeiro, que saldar a sua dívida com a banca comercial, no valor de mais de 14 milhões de meticais.

Em exclusivo à STV, o Presidente do Conselho de Administração da empresa Matadouro da Manhiça, Boavida Mutombene avançou que este dossier entre outros assuntos paralelos, estão bem encaminhados.

Suspensa da Bolsa de Valores de Moçambique, na sequência dos problemas financeiros da empresa. Boavida Mutombene disse que a decisão serviu para salvaguardar os interesses da firma.

Refira-se, que a empresa Matadouro da Manhiça foi inaugurada em 2016, pelo estadista moçambicano, Filipe Nyusi. Com um início promissor, a empresa vem conhecendo momentos de amargura. Desde a dívida com a banca e processos de penhora de equipamentos na Justiça.

 

Um grupo de empresários filipinos quer investir na produção e processamento de banana na província de Gaza. São dezassete empresários que estão em Moçambique desde este domingo, com o objectivo do grupo é estabelecer parcerias com o empresariado local e, definir estratégias de investimento.

O embaixador das Filipinas em Moçambique, Gerald Angels explicou que o mais importante destes investimentos é a geração de empregos.

O grupo, que regressa na terça-feira, pretende estabelecer parcerias também nas áreas de mobiliários, bens de consumo, equipamento de processamento e embalagens de alimentos, farmácia e cosméticos, para além de soluções de negócios e tecnologias de informação e comunicação.

O Conselho de Administração do Moza Banco, efectuou no passado dia 24 de Agosto do corrente ano, uma oferta para aquisição da totalidade do capital social do Banco Terra. Os accionistas apontam para uma posterior fusão entre as duas instituições financeiras.

Em uma nota de imprensa do Conselho de Administração do Moza Banco, enviada à nossa redacção, os accionistas informam a referida transacção insere-se no âmbito de uma operação estruturada que inclui, para além da referida aquisição da totalidade do capital do Banco Terra S.A., a posterior fusão entre o Moza Banco SA e o Banco Terra S.A..

Com esta operação, que naturalmente irá salvaguardar os superiores interesses de todos os stakeholders de ambas as Instituições, pretende-se dotar a Instituição resultante da transacção com uma capacidade reforçada em servir o mercado em geral, e os clientes em particular, com elevado espírito de cooperação e relacionamento nos diferentes sectores da vida económica e empresarial do país

“Mais se informa que a referida oferta irá agora, ser apreciada pelos Órgãos competentes e Accionistas do Banco Terra S.A., bem como pela Autoridade Reguladora, decorrendo entretanto os trâmites processuais, regulamentares e legais que resultam de uma operação desta natureza”, lê-se no comunicado.

Realçando, que o Moza Banco SA, na certeza que o seu sucesso irá beneficiar a economia e a sociedade em geral, manifesta o seu maior empenho na concretização desta transacção que, estamos convictos, irá consolidar o seu posicionamento no mercado como um banco de referência no Sistema Financeiro Nacional.

Enquanto a oferta do Moza Banco está a ser apreciada, o grupo luso Montepio Holding, vendeu sua participação que detinha no BTM. O grupo vendeu 45,78% do capital social do Banco Terra de Moçambique, a uma holding holandesa.

A venda à Arise–SGPS criada em conjunto pelo fundo soberano norueguês Norfund, pelo banco de fomento holandês FMO e pelo Rabobank, para apoiar o crescimento em África através de investimentos em instituições financeiras africanas, insere-se no contexto dos movimentos de consolidação que estão a ocorrer no sector financeiro de Moçambique.

O negócio que inclui uma opção para uma eventual entrada do Montepio na Arise, vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano.

“Com esta venda o Grupo CEMG deixa de deter qualquer participação no Banco Terra, no âmbito da redefinição estratégica das suas participações internacionais“, salienta a instituição. O Montepio tinha uma posição nesta instituição financeira de direito moçambicano desde 2012.

Apesar da venda, o Montepio nota que o negócio que inclui uma opção para uma eventual entrada do grupo na Arise – vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano.

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