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O País – A verdade como notícia

A Província de Maputo está a registar um aumento na produção e produtividade de hortícolas. Entretanto, a falta de transporte para escoamento da produção constitui um dos grandes desafios.

Quantidades não especificadas de batata-reno e hortícolas diversas têm estado a apodrecer nas machambas devido à falta de escoamento da mercadoria das zonas de produção para os centros comerciais.

Segundo camponeses ouvidos pelo jornal “O País”, parte dos produtos que conseguem transportar para o mercado grossista do Zimpeto, por exemplo, é vendida a preço muito baixo devido à abundância.

“ Nós produzimos muita comida, mas o nosso maior problema é o facto de não termos transporte para levar os nossos produtos até os mercados. Por essa razão, os que vem comprar aqui eles é que acabam marcando os preços e nós saímos prejudicados”, disse Rodrigues Cuambe, representante dos agricultores.

“Grande parte da nossa população é composta por comunidades que buscam na agricultura a sua fonte de renda e de alimentação. No quadro das nossas acções de responsabilidade social elegemos como uma das prioridades o apoio à agricultura, como forma de contribuirmos para o bem-estar das nossas comunidades”, descreveu Salimo Abdula, a razão da aposta da Vodacom neste sector.

Já o presidente do Conselho Municipal da Vila de Namaacha, Jorge Tinga, enalteceu a iniciativa da Vodacom e fez um apelo aos agricultores para capitalizarem as sementes oferecidas.

“Como devem saber, a agricultura é uma das apostas centrais do Governo moçambicano. Portanto, esta doação da Vodacom testemunha a sensibilidade do nosso sector privado em apoiar nas acções que visam o desenvolvimento humano”, apontou o edil de Namaacha, acrescentando que o seu município recebeu as sementes, mas o produto final será para o benefício de toda a província de Maputo e não só.

Jorge Tinga acrescentou ainda, que durante a campanha agrícola 2017/2018, a sua área de jurisdição produziu muito acima das previsões.

Este é o terceiro ano consecutivo que mais de 100 agricultores de Namaacha recebem sementes melhoradas para o aumento da produção.

 

Confiança dos empresários nos principais indicadores macroeconómicos fechou o terceiro trimestre em baixa, comparativamente ao trimestre anterior, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A baixa confiança da classe empresarial nos indicadores económicos do país influenciou negativamente as expectativas no emprego, que voltaram a cair pelo segundo trimestre consecutivo.

Esta conjuntura desfavorável no trimestre em análise deveu-se, igualmente, à avaliação negativa da confiança nas actividades de produção industrial, dos serviços não financeiros e de comércio, face à apreciação positiva registada nos sectores de transporte, construção, alojamento e restauração, segundo o INE.

“Os preços prolongaram a trajectória decrescente pelo segundo trimestre consecutivo, a um ritmo ligeiro, apesar de ter aumentado de forma ténue em Setembro”, refere o INE, na sua publicação mensal sobre o Indicador do Clima Economico (ICE).

Em média, 29 por cento das empresas inquiridas pelo INE enfrentaram algum obstáculo no terceiro trimestre, o que correspondeu a um equilíbrio das firmas com limitação de actividade se comparado com o trimestre anterior, ou seja, manteve-se proporção de empresas com constrangimento na sua actividade diária.

Entretanto, e de acordo ainda com o INE, os sectores da produção industrial, construção e de comércio continuaram com a maior frequência relativa de empresas com problemas de ambiente de negócios.

Turismo recupera

No III trimestre, o Indicador de Confiança do Sector de Alojamento, Restauração e Similares voltou a recuperar, após um ligeiro abrandamento no trimestre anterior, tendo o respectivo saldo se mantido ao nível da média da sua série temporal.

A recuperação da confiança no sector que inclui também as cantinas, estabelecimentos de diversão e de bebidas continuou a dever-se à avaliação positiva do volume de negócios e da perspectiva da procura que suplantaram a procura corrente que diminuiu ligeiramente.

Com um alinhamento contrario ao indicador síntese do sector, a perspectiva da capacidade hoteleira continuou em queda, facto acompanhado também pela queda ligeira dos preços futuros.

Cerca de 27 por cento das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade no II trimestre, o que representou 3 por cento de redução de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram a baixa procura (39%), a concorrência (20%), a falta de acesso ao crédito (10%) e os outros factores não especificados (13%) em ordem de importância, indica o relatório do INE, cuja cópia “O País” teve acesso.

 

O Governo quer mais moçambicanos envolvidos na exploração de hidrocarbonetos. A vontade é manifestada quando o país caminha a longos passos para o início, em 2023, da implementação dos projectos de exploração de hidrocarbonetos da Bacia do Rovuma.

Para o efeito, o Executivo assinou, hoje, um memorando de entendimento com a França, à luz do qual mais de 20 técnicos vão frequentar cursos de mestrado na área de hidrocarbonetos na França a título de bolseiros do Estado francês.

Ao todo, as bolsas vão custar 700 mil euros a serem desembolsados pela Agência Francesa de Desenvolvimento.

O embaixador francês, Bruno Clerc, destacou as fortes relações de cooperação entre os dois países, tendo recordado que estas bolsas enquadram-se num programa de bolsas de estudo acordados entre os dois países.

Para Clerc, “o presente programa de bolsas de estudo testemunha o carácter excelente da nossa colaboração e, igualmente, o resultado duma estreita colaboração com os diferentes intervenientes franceses do sector de formação”.

Já o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, mostrou-se animado com esta assinatura, que para ele, é mais um passo para que mais moçambicanos tenham conhecimento relativo à exploração de hidrocarbonetos, o que vai ser necessário na fase de implementação dos projectos da Bacia do Rovuma.

E mais, Tonela diz que este não é o início da formação de quadros nestas matérias, sendo que o Governo já fez outros investimentos na formação, por isso afirmou que este memorando “vem complementar os esforços que o país vem realizando através de formação em vários países e vem decorrendo já há vários anos”. Fruto destas formações noutros países, Max Tonela fez saber que já há mais de 150 moçambicanos com formação média e superior na área de hidrocarbonetos, sendo que neste momento “temos fora do país 107 técnicos em formação” e continuam programas para o envio de  mais moçambicanos para se capacitarem e ajudarem a responder ao desafio de mais conhecimento nesta área.  Além dos técnicos do Instituo Nacional de Petróleos e da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, o grupo de bolseiros que vão à França inclui dois docentes da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane que vão fazer doutoramento.

 

O governo britânico ambiciona ser um dos principais intervenientes no negócio de gás natural em Moçambique. Já investiu mais de USD 70 milhões em acções de formação, emprego, gestão e inclusão nesta indústria.

 “Queremos ser o maior investidor dos G7( Grupo das sete maiores economias do mundo) em África até 2022. Muitas empresas britânicas tem interesse em investir em Moçambique, prova disso, estamos a organizar uma cimeira de investimentos entre os dois países para 2019”, revelou a Alta Comissária do governo britânico em Maputo, Nnenne Iwuji-eme.

Acrescentando, que Moçambique é visto como uma das “principais prioridades” das empresas britânicas.

O Reino Unido reconhece, no entanto, que a transformação do país não irá se centrar puramente no investimento e no sucesso dos projectos de gás, ou seja, há que diversificar as fontes e tornar o progresso mais inclusivo e sustentável.

Para Nnenne Iwuji-eme, o sector privado moçambicano é chamado a desempenhar um papel-chave, para garantir que o crescimento económico “atrelado” ao gás natural, crie mais empregos e outras oportunidades.

Para esse desiderato, deve-se dar “atenção especial ao ambiente de negócios e segurança”, referiu.

“A produção do gás tem um potencial tremendo, mas deve-se capitalizar outros benefícios indirectos. É necessário desenvolver o sector agro-pecuário, financeiro e TIC-Tecnologias de Informação e Comunicação, para abastecer o mercado doméstico”, apontou a Alta Comissária do Reino Unido.

O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e Empresa de Desenvolvimento Maputo Sul, anunciaram ontem as taxas a serem aplicadas nas portagens de travessia da Ponte Maputo-Katembe e as estradas de ligação, para o extremo sudeste da província de Maputo.

As taxas, a serem cobradas a partir do dia 10 de Novembro corrente, data da inauguração da Ponte sobre a Baía do Maputo, estão subdivididas em quatro classes e variam de um mínimo de 160 a 1200 Meticais por acesso, valores referentes à Ponte Maputo-Katembe.

De acordo com um comunicado de imprensa emitido neste domingo, as taxas a serem aplicadas resultam da aplicação da Resolução 61/2008, de 31 de Dezembro, que estabelece o princípio de utilizador-Pagador.

“Com base na Resolução 61/2008 de 31 de Dezembro de 2008, aprovada pelo Conselho de Ministros, a qual aprova a Política de Estradas e consagra o princípio de utilizador –pagador, foram aprovadas as taxas de portagem para a Ponte Maputo-KaTembe e das Estradas de Ligação, cujo objectivo é garantir a operação, manutenção e desta forma a longevidade destas infraestruturas através da comparticipação dos utentes” explica o comunicado.

A nova via vai contar com um total de quatro portagens ao longo dos 187 Km de extensão, sendo a Portagem da Bela Vista, a que terá, relativamente, menos custos, variando de 100 a 750 Meticais.

“As taxas de portagem aprovadas pelo Governo, têm um cariz social pois visam somente arrecadar receitas para garantir a longevidade e o padrão das infraestruturas através da sua manutenção adequada e rigorosa, bem como prestar serviços de qualidade aos utentes” salienta o comunicado.

Tabela                                                                                                                                               

DESCRIÇÃO

TAXAS DE PORTAGEM (MT)

PONTE MAPUTO -KATEMBE

BELAVISTA

PONTA D´OURO

MAHUBO

CLASSE 1

160

100

130

130

CLASSE 2

320

250

300

300

CLASSE 3

750

500

700

700

CLASSE 4

1.200

750

1.000

1.000

 

O governo apresenta, como uma das justificações para a aplicação das taxas de portagens a promoção da segurança de pessoas e bens na travessia da Ponte e no uso das estradas, a possibilidade de travessia a qualquer hora, a redução dos custos de transporte e tempo de viagem, a promoção de novas oportunidades de negócios, a dinamização do turismo, de actividades agropecuárias e piscatórias, o surgimento e desenvolvimento de empreendimentos comerciais e imobiliários, e a consequente aumento de oportunidades de emprego”.

Tarifas socias

O governo admite que as taxas das novas portagens terão impacto na economia dos utentes e para minimizar, definiu tarifas bonificadas para alguns utilizadores.

“Como forma de mitigar o impacto das taxas de portagens, sobre a renda dos utentes estão previstos descontos para utilizadores frequentes, transportes semicolectivos e autocarros de passageiros. Para os utilizadores frequentes terão descontos até 75%, de acordo com o número de viagens” diz o comunicado.

Co a aplicação destas taxas, as tarifas passarão a variar de um mínimo de 40 a 180 Meticais na Ponte Maputo-Katembe e 25 a 125 Meticais na portagem da Bela Vista.

Tabela

 

Tipo de Veículo

Percentagem de desconto

Taxas de portagem

(Ponte Maputo-KaTembe)

Taxas de Portagem

(Belavista)

Transportes Semicolectivos

75%

40.00

25.00

 Autocarros de Passageiros

75%

80.00

62.00

Tractor sem Atrealado

75%

80.00

62.00

Tractor com atrelado

75%

180.00

125.00

O Metrobus, um sistema integrado de transportes, que combina autocarros e automotoras, na região metropolitana de Maputo, vai reajustar, a partir de Dezembro próximo, as suas tarifas, passando de 29 meticais para 38 meticais a viagem de automotora e de 14 meticais para 18 meticais a viagem de autocarro.
Entretanto, os principais passes mensais mantêm-se inalterados. O TXOVA Mais permanece em 2.500 meticais e o passe B em 1.250 meticais.
Está na origem do reajustamento das tarifas, a gestão operacional do negócio e o serviço prestado ao público, que estão longe do equilíbrio financeiro, sendo que o projecto tem estado a financiar o custo dos bilhetes em 80 por cento.
Concorre para o agravamento desta situação, o facto de 75 por cento da capacidade útil do Metrobus encontrar-se inoperante, devido à falta de acesso às linhas férreas, propriedade da empresa CFM-Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.
Por outro lado, o Metrobus bem como os restantes transportadores públicos metropolitanos continuam a aguardar pelo início dos subsídios aos passageiros, estando actualmente a ser pressionados pela conjuntura económica, o que as faz subir as tarifas.
Desde o início das operações, o sistema de bilhética foi fiável em 99,6 por cento, sendo que o equipamento rolante (comboios e autocarros), em 1.457 horas de trabalho, apenas registou 2,07 horas de avarias, perfazendo uma eficácia de 99,99 por cento.
Estes excelentes resultados foram possíveis, porque os recursos humanos estiveram focados, empenhados, motivados e com espírito de proprietário.
O Metrobus reafirma a sua convicção em continuar a desenvolver este modelo de serviço público e agradece a todos os contribuintes que de formas diferentes colaboram, em especial os utentes.

O presidente da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Valá diz que a productividade agrícola do país ainda é muito  baixa, para  que o  rendimento per capita possa atingir outros níveis.

Valá fez estas declarações esta sexta-feira, na palestra promovida pela Universidade Pedagógica (UP), delegação de Nampula.   

Na ocasião, defendeu o alargamento das áreas de cultivo, introdução de inovações tecnológicas e melhoria das competências das pessoas que trabalham na agricultura.

A palestra é subordinada ao tema “Desenvolvimento económico, empreendedorismo e o apel da Bolsa de Valores”.

Participaram da palestra estudantes, docentes e representantes de algumas instituições financeiras.

Para  além da delegação da UP, Salim Valá esteve na Universidade Lúrio.

 

Segundo o relatório de produção e vendas do grupo Vale a produção do carvão do grupo brasileiro foi revisto em baixa, de 15 milhões para 12 milhões de toneladas este ano.

Ainda de acordo com o relatório a revisão em baixa decorre do facto de a subsidiária Vale Moçambique estar a rever os processos e os planos de exploração da mina de Moatize, para fazer de 2018 o ano da estabilização, noticiou o Macauhub.

Algumas das acções que farão de 2018 “o ano da estabilização”, garantindo dessa forma o aumento de produção já em 2019 e anos seguintes, incluem a remoção de material não-aproveitável, abertura de novas secções mineiras e preparação de novos poços.

O director executivo da subsidiária moçambicana do grupo brasileiro Vale, Marcelo Tertuliano, anunciou ter a empresa encerrado o primeiro semestre com uma dívida de 7,9 mil milhões de dólares, número que representa um aumento de 100 milhões de dólares relativamente ao montante contabilizado no final do primeiro trimestre.

Chuvas, custos operacionais elevados e a apreciação da moeda moçambicana, o metical, figuram entre as principais causas que terão influenciado negativamente o desempenho da empresa no decorrer do segundo trimestre.

A Empresa Moçambicana de Hidrocarbonetos garante que está tudo acautelado para a contratação da dívida de dois biliões de dólares para financiar a sua participação nos projectos de gás do Rovuma.
 
Recentemente, o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, anunciou que o governo vai solicitar à Assembleia da República uma autorização para contrair uma dívida soberana no valor de dois biliões de dólares, a favor da Empresa Moçambicana de Hidrocarbonetos.

Trata-se do dinheiro que a empresa do Estado no negócio de hidrocarbonetos vai usar para financiar a sua comparticipação nos projectos de gás da bacia do Rovuma. Esta quinta-feira, o PCA da ENH defendeu que se trata de uma dívida necessária para garantir a participação no negócio.
 
Sobre os riscos e modalidades do pagamento da dívida, Omar Mithá garantiu que tudo está acautelado.

“É uma garantia que tem haver com a execução do projecto e uma garantia documental porque a sua probabilidade de execução é muito baixa”, afirmou Mithá.
 
O PCA da ENH falava esta quinta-feira à margem da quinta cimeira internacional do gás, que decorre na cidade de Maputo.
 

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