Moçambique a par de cinco países africanos (Camarões, Costa de Marfim, Gana, Quénia e Malawi) concorre a um fundo global de 190 milhões de dólares, visando financiar projectos relativos à agricultura. O montante será desembolsado pelo Banco Mundial (BIRD).
Para o efeito, e segundo apurou “O País” junto dos escritórios do BIRD em Maputo, os governos dos seis países africanos, o Grupo Banco Mundial, e o Fórum de Universidades Regionais para a Criação de Capacidades na Agricultura (RUFORUM) estão a avaliar propostas de instituições de educação elegíveis para se tornarem numa Universidade Âncora Regional (RAU) com o objectivo de lidar com as capacidades e falhas nos conhecimentos relativos à agricultura em África.
As propostas fazem parte das preparações para o projecto Fortalecer a Educação Superior em Agricultura em África (SHAEA) que tem como objectivo fortificar as ligações entre as universidades africanas seleccionadas e as necessidades do sector agrícola regional relativamente ao desenvolvimento dos recursos humanos necessários para acelerar a transformação do sistema agro-alimentar em África.
Trinta de Novembro é o prazo final para a submissão das propostas que serão elegíveis ao financiamento do Banco Mundial.
A SHAEA complementa o projecto dos Centros Africanos de Excelência para o impacto no desenvolvimento (ACE Impact) com um enfoque exclusivo na educação superior em agricultura, e com ênfase específico na sua integração com o sector agrícola.
O projecto está alinhado com as prioridades do desenvolvimento da região, apresentadas na Agenda 2063, Ciência, Tecnologia, e Estratégia de Inovação para a África 2024, Declaração de Malabo 2014 sobre o Crescimento Agrícola Acelerado e Transformação e os Objectivos de Desenvolvimento Global Sustentável.
Refira-se que paralelamente a esta iniciativa, a direção executiva do BIRD aprovou semana passada, em Washington DC, uma doação da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) no valor total de USD 45 milhões para apoiar a segunda fase do projeto de áreas de conservação para biodiversidade.
A iniciativa contribuirá para a protecção de cerca de um milhão de hectares entre as três áreas de conservação do país.
O capital natural substancial de Moçambique inclui 36 milhões de hectares de terra arável e 32 milhões de hectares de florestas naturais (principalmente florestas secas de miombo, mas também grandes áreas de mangal).


A fábrica tem capacidade para produzir 250 mil toneladas de açúcar, mas labora abaixo desse nível, devido à escassez de cana sacarina.