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O País – A verdade como notícia

Electricidade de Moçambique corta fornecimento de energia em diferentes escolas da província de Manica. Em causa está uma dívida estimada em 40 milhões de meticais.

São cerca de 15 instituições de ensino que estão às escuras devido ao corte do fornecimento de energia eléctrica, de acordo com o mapa da empresa pública Electricidade de Moçambique. O apagão ocorre numa altura em que as escolas já iniciaram com a realização de exames, um processo que deverá ser afectado pela falta de energia, uma vez que a correcção é feita através de meios tecnológicos.

O governador de Manica responsabiliza os gestores das escolas pela dívida de cerca de 40 milhões de meticais com a EDM.

Entretanto, o governador de Manica manteve um encontro a Electricidade de Moçambique onde a empresa aceitou restabelecer a energia após receber garantias de que a dívida será paga até ao primeiro trimestre do próximo ano.

A Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nakhare visitou na manhã desta quinta-feira, a terminal de combustíveis da Matola. No local, Nakhare detectou irregularidades no processo de marcação de combustíveis da Petromoc.

 “Uma das constatações que fizemos na visita, é que existe diferença entre aquilo que vem confirmado pelas alfândegas, e aquilo que vem efectivamente indicado na factura, o que significa que, há diferença entre aquilo que está sendo facturado e aquilo que está sendo marcado”, questionou Nakhare.

Entretanto, a Petromoc, maior distribuidora de combustíveis do país, desvaloriza as irregularidades e diz que as mesmas não trazem constrangimentos ao processo.

 “O que tem estado a acontecer, é que as alfândegas fazem um registo antes do carregamento, e no acto do carregamento as quantidades que passam para os camiões não são taxativamente as mesma, são diferenças que não comprometem de certo modo aquilo, que é o processo de venda de combustível”, acrescentou Vicente Fringe, Director de Logística e Operações da Petromoc.

O Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 3,2 por cento no fecho do terceiro trimestre de 2018, uma desaceleração em 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

A economia moçambicana cresceu em torno de 3,2%, entre Julho e Setembro deste ano, ligeiramente abaixo do registo do segundo trimestre (3,4%), indica o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas suas "Contas Nacionais" referentes ao terceiro trimestre de 2018.

Relativamente ao igual período de 2017, o PIB conheceu uma variação positiva em 1,8%, aponta o INE. O desempenho da actividade económica no terceiro trimestre de 2018 é atribuído em primeiro lugar ao sector primário que cresceu 6,3%, com maior destaque para o ramo da indústria de extracção mineira com 15,4%.

Ocupa a segunda posição o sector terciário com um crescimento de 2,2%, induzido pelo ramo do comércio e serviços de reparação com um crescimento de cerca de 3,8%. O sector secundário também registou um incremento de cerca de 0,3%, impulsionado pelo ramo da indústria transformadora com uma variação positiva de 1,2%, segundo o INE.

Ainda no período em análise, o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e actividades relacionadas, teve maior participação na economia com um peso no PIB de 19,6%, seguido dos ramos dos transportes armazenagem e actividades auxiliares dos transportes, e informação e comunicações com uma contribuição conjunta de 12,3 %.

Ocupando o terceiro lugar, está o ramo do comércio e serviços de reparação com 11,3%, seguido do sector da indústria transformadora, com um peso de 8,2%. O ramo da educação, administração pública, aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas e o da indústria extractiva, apresentam um peso de 7,3%, 7,2%, 6,7% e 6,7%, respectivamente.

Moçambique tem sido alvo de muitos ataques cibernéticos nos últimos tempos, desde que aderiu a ligação da fibra óptica internacional, instrumento que lhe confere maior velocidade de acesso de dados.

Ao longo da última década, o país tem vindo a sofrer com ataques cibernéticos de vária ordem, causando prejuízos incalculáveis na economia. Os hackers, ou por outra, piratas informáticos não têm limite de accão.

Essa vulnerabilidade de Moçambique deve-se ao facto da chamada "Pérola do Índico" estar ligado a fibra óptica internacional, um instrumento que lhe confere maior velocidade de acesso de dados de banda larga.

A ligação é feita através do submarino de fibra óptica do grupo Seacom, uma empresa de capitais africanos e norte-americanos, que liga a África a Europa e Índia. O cabo tem uma velocidade de 1,28 Terabytes por segundo e com uma extensão de 17 mil quilómetros, que parte da África do Sul, ligando Suazilândia, Moçambique, Madagáscar, Tanzânia, Quénia, Uganda, Índia e Europa.

"Temos vindo a sofrer muitos ataques cibernéticos desde que estamos ligados a esta fibra. As perdas socioeconómicas são avultadas, mas posso assegurar que estamos protegidos", revelou o director-geral do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), Américo Muchanga.

Para minimizar os impactos, o INCM aconselhou os cidadãos e instituições a desenvolverem planos de contingências com vista a conferir maior protecção de dados, a exemplo dos bancos comerciais.

"O apagão verificado nas transacções electrónicas dos bancos comerciais moçambicanos não passou de mais um ataque. Mas os bancos conseguiram dar a volta ao problema, essa deve ser a postura de todos perante ao perigo iminente", apontou Américo Muchanga, aquando da primeira conferência nacional sobre segurança cibernética, que decorre em Maputo.

Na ocasião, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, defendeu a fortificação dos instrumentos de segurança cibernética no país.

"É preciso o envolvimento de todos para garantir a protecção dos dados das pessoas e instituições, com vista a reduzir os ataques cibernéticos nas chamadas infra-estruturas críticas", referiu Mesquita.

Refira-se, que a primeira rede de fibra óptica no mundo foi implementada em 1988, ligando os EUA com a Grã-Bretanha, Holanda e Alemanha. No final do século 20 e início do 21, o mundo viu um aumento efectivo na oferta da banda larga através de novos sistemas de cabos submarinos lançados no Oceano Pacifico, Atlântico, Sudoeste da Ásia e América do sul.

 

O sistema de transacções electrónicas foi restabelecido na manhã desta quarta-feira, na sequência de acordo alcançado ontem entre os bancos comerciais e a BizFirst, empresa fornecedora do sistema.

O restabelecimento do sistema de transacções electrónicas foi confirmada esta manhã pelo Primeiro-Ministro no discurso de abertura da sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República. Carlos Agostinho do Rosário disse que a situação das transações financeiras das ATM e POS já está normalizada e apelou a todos intervenientes a assegurar a implementação de soluções tecnológicas sustentáveis e duradouras para garantir o funcionamento pleno do sistema interbancário.

Apesar do apagão que durou cinco dias, o primeiro-Ministro assegurou que o sistema financeiro continua estável, seguro e bem capitalizado.

“Apelamos a todos que continuem a confiar e utilizar o nosso sistema bancário”.

Numa ronda efectuada nas primeiras horas do dia, O País constatou a presença de muitos clientes que faziam transacções nas caixas automáticas. A nossa reportagem verificou ainda que alguns bancos ainda não tinham o sistema restabelecido.

A partir da meia noite de hoje entram em vigor novos preços  de combustíveis ao nível nacional. De acordo com uma decisão do Ministério dos Recursos Minerais e Energia a gasolina vai registar uma redução de 0,8 meticais o litro, passando dos actuais 69,53 para 68,73 meticais, já o gasóleo sofre um aumento de 0,9 meticais ou seja dos 64.66 passará a custar 65.56 meticais.

Por outro lado, o petróleo de iluminação e o gás natural veicular não sofreram qualquer alteração, mantendo-se o preço em 50.33 meticais e 31.97 meticais respectivamente, enquanto que o gás de cozinha fixa-se nos 64,13 meticais.
 

Associação Moçambicana de Bancos (AMB) informa que a partir do final do dia de hoje, 21 de Novembro, a larga maioria dos cartões e terminais de processamento estarão já a funcionar, por todo o país, sem restrições de qualquer ordem; a informação foi avançada por essa agremiação através de um comunicado de imprensa.

O mesmo documento, emitido por essa rede de bancos, frisa que a AMB desde o apagão do sistema bancário tem vindo a envidar todos os esforços, junto de todas as partes relevantes no processo, para que fossem criadas as condições necessárias para o restabelecimento do normal funcionamento do Sistema Nacional de Pagamentos, nomeadamente, nas ATM’s, POS, Conta Móvel e Cartões. Desta forma, e em nome dos seus Associados.

Milvan Muiuane, um dos oradores do Mozefo Young Leaders, diz haver desafios na qualificação das Pequenas e Médias Empresas (PME) para que possam aproveitar oportunidades nos mega-projectos.

Fundador da empresa MICOMOC, que presta serviços de fornecimento de material de mineração às multinacionais que operam em Moçambique, Milvan Muiuane é um dos convidados para ser orador no Mozefo Young Leaders, na sua segunda edição a decorrer entre 28 e 29 de Novembro. Um orador para uma área que bem conhece. Muiuane vai falar dos desafios e oportunidades das pequenas e médias empresas nos projectos de exploração mineira. “O primeiro desafio, naturalmente, é o pessoal qualifi-cado para poder responder às exigências extremamente elevadas do sector de mineração de petróleo e gás. Em segundo, as parcerias têm de ser muito bem consideradas porque muita das vezes as parce-rias que são feitas com as pequenas e médias empresas beneficiam mais as empresas estrangeiras”, afirma Milvan Muiuane, orador do Mozefo Young Leaders. Muiuane acrescenta que a solução à esses desafios está com os jovens que devem procurar sempre explorar espaços de troca de conhecimentos e de networking. “É preciso darmos tempo-a-tempo, participarmos sempre nas oportunidades que são criadas. É preciso que o jovem acredite que participando nestas conferências é possível ‘furar’ o mercado. É preciso também apostarmos muito na autoformação”, afirma.

Milvan Muiane fundou a empresa MICOMOC há cinco anos. Esta tem já uma representação na vizinha África do Sul. O jovem empreendedor será um dos oradores que se vai juntar a vários outros e a uma plateia de cerca de duas mil pessoas.

O governador do Banco de Moçambique anunciou hoje que técnicos do novo provedor poderão chegar ainda esta semana a Maputo para reactivar o sistema de transacções electrónicas, mais conhecido por SIMO. Ouvido hoje pela Assembleia da República sobre o apagão da rede SIMO, Rogério Zandamela descartou qualquer possibilidade de voltar a negociar com a BizFirst, a empresa que fornecia serviços ao SIMO. “Estamos a falar de uma empresa pequena a nível internacional, uma empresa sem expressão. Está é a empresa que nos criou este apagão”, disse, sublinhando que a Bizfirst tem Moçambique como único cliente.

Apesar de repetir que técnicos do novo provedor poderão chegar ainda esta semana, Zandamela deixou claro que não há datas para a solução do problema. “Não posso dar datas de quando o problema será solucionado. Só os técnicos que trabalham nessa matéria podem responder à essa pergunta, uma vez que estarão aqui a avaliar e ver quanto tempo será necessário para reactivar o sistema”, afirmou.

Ainda assim, o governador do Banco Central tranquilizou a sociedade ao afirmar que, apesar do apagão, o sistema financeiro continua estável e que há notas e moedas suficientes para abastecer a economia.

Durante a audição, o governador do Banco Central acusou a BizFirst de ter tentado atacar o sistema financeiro. “Quando nos apercebemos dos ataques cibernéticos da Bizfirst, pensamos rapidamente num plano de contingência. E esse plano consistia em estarmos preparados com as plataformas informáticas necessárias para que em caso de apagão, estivéssemos em condições de rapidamente introduzir os novos sistemas”, disse o governador.
 
Sobre os limites de compra, venda e levantamento de moedas estrangeiras, Zandamela disse o regulador tomou medidas para que o levantamento em divisas para viagem passasse de cinco para 10 mil dólares. Para os clientes que se encontram no estrangeiro, o governador lamentou que não há soluções imediatas.
 
“Os que estão no exterior podem fazer pagamentos via internet”, acrescentando que o Banco de Moçambique instruiu os bancos comerciais a abrirem linhas verdes para atender clientes que se encontram fora do país.

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