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O País – A verdade como notícia

O primeiro painel da Conferência Anual do Sector Privado, falou sobre a indústria agro-alimentar-a alavanca para o agronegócio.

Hugo Gomes, administrador da Cervejas de Moçambique, disse que o agronegócio e a agricultura são os sectores chave para o desenvolvimento da economia e do sector empresarial moçambicano.

“A agricultura é responsável por 23 a 25 por cento do PIB do nosso país, ela absorve cerca de 72 por cento da mão-de-obra activa e cerca de 16 por cento de exportação”, informou Gomes.

Gomes disse que o consumo per capita da cerveja em Moçambique é bastante reduzido se comparado com a realidade da região.

“Temos um elevado consumo de bebida de fermentação caseira, bebidas espirituosas de alto teor alcoólico”, disse

O administrador falou do lançamento da cerveja feita à base de mandioca como um dos ganhos que a CDM teve, pois o objectivo era encontrar uma matéria prima que não fosse abundante e não pusesse em causa a segurança alimentar.

“Em 2011 lançamos a primeira cerveja no mundo feita a base de mandioca, o objectivo era encontrar uma cerveja manufaturada a partir da matéria prima local e nos orgulhamos por ser a segunda maior marca de cerveja em Moçambique”

Por outro lado, Américo Marques da Higest Moçambique centrou sua apresentação na produção e consumo do frango em Moçambique, Marques começou por dizer que a maioria do frango consumido em Moçambique é produzido localmente.

No âmbito do acordo assinado com o grupo italiano ENI o grupo Qatar Petroleum vai adquirir uma participação de 25.5 por cento no bloco A5-A, no mar de Moçambique

De acordo com o grupo italiano ENI o bloco de águas profundas, que fica localizado na bacia do Zambeze, foi atribuído ao Qatar Petroleum no âmbito do 5.º concurso de licenciamento lançado pelo Governo.

O grupo ENI é o operador do consórcio deste bloco, com uma participação de 59,5%, controlada através da sua subsidiária ENI Mozambico, que ficará reduzida a 34%, uma vez o negócio seja aprovado pelas autoridades moçambicanas, escreveu o Macauhub citando um comunicado.

Os restantes parceiros do consórcio são o grupo sul-africano Sasol com 25,5% e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com os restantes 15%.

O grupo ENI lidera outro consórcio em Moçambique, em parceria com o grupo americano ExxonMobil, que vai iniciar a extracção de gás natural no bloco Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

Portugal, Moçambique e o Banco de Desenvolvimento Africano assinam um memorando de entendimento no âmbito da iniciativa Compacto Lusófono

A assinatura daquele documento decorrerá no âmbito da visita oficial da secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, a Moçambique, iniciada domingo.

A visita de Teresa Ribeiro a Moçambique é também para preparar a quarta cimeira entre os dois países e abordar os respectivos aprofundamentos da cooperação nas diferentes áreas contempladas no programa estratégico de cooperação entre Portugal e Moçambique.

A Câmara de Comércio Moçambique-Portugal vai organizar um jantar-debate dedicado ao tema do financiamento do desenvolvimento e o papel do investimento privado.

Para além de Maputo a secretaria de estado irá deslocar-se a Nampula onde irá visitar um conjunto de projectos financiados pela cooperação portuguesa, designadamente os programas desenvolvidos pela Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM), em Monapo, nas áreas da Educação, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar, escreve o jornal online Macauhub.

A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que a avaliação de "lixo" atribuída a Moçambique reflete a fraqueza da economia e combina a limitada diversificação com o forte crescimento previsto devido à exploração de recursos naturais.

Em Janeiro deste ano, a agência de notação financeira Moody’s colocou Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos, Caa3, o conhecido patamar "lixo".

Na análise divulgada esta terça-feira, que pretende averiguar se os 'ratings' atribuídos a vários países e bancos africanos estão adequados não só aos pares, mas também às condições da economia, os peritos da Moody's escrevem que "a 'Muito Baixa' força institucional de Moçambique está baseada no fraco ranking nos Indicadores de Governação Mundiais para além do histórico de fraca governação e de incumprimento financeiro".

Para o caso do perfil de crédito de Moçambique, os analistas da Moodys citados pela plataforma Notícias ao Minuto, escrevem que o mesmo reflecte a 'Baixa' força da economia, equilibrando a limitada diversificação da economia, o baixo rendimento 'per capita', assim como o forte crescimento apoiado na exploração dos recursos naturais".

Por outro lado, acrescentam, a análise de 'Muito Baixa' relativa à capacidade financeira, "reflete a dívida pública e os défices orçamentais elevados, bem como os riscos cambiais", ao passo que a susceptibilidade 'Muito Elevada' a eventos de risco motivados pelo risco de liquidez resulta de um acesso extremamente limitado a financiamento.

 

O Ministério da Indústria e Comércio e a petrolífera norte-americana Anadarko rubricaram hoje em Maputo, um memorando de entendimento que visa capacitar Pequenas e Médias Empresas (PME) moçambicanas em matérias de gás e petróleo.

O acordo prevê utilização dos centros de apoio e orientação ao empresário de Maputo e Cabo Delgado, um passo considerado de “grande importância” pelo vice-presidente e director-geral da Anadarko Moçambique, Steve Wilson.

“Estamos a trabalhar em parceria com o Governo e com parceiros relevantes para maximizar a participação do Conteúdo Local no projecto Mozambique LNG, liderado pela Anadarko”, referiu.
Acrescentando, que é intenção da petrolífera aumentar a capacidade e competitividade das PME para aceder às oportunidades oferecidas pelo projecto Gás Natural Liquefeito, a ser desenvolvido na área 1 da Bacia do Rovuma.

“Todas estas actividades são parte do nosso programa de desenvolvimento de fornecedores locais que apoia empresas moçambicanas na obtenção de certificação em padrões e normas internacionais, com vista a aumentar a sua capacidade e competitividade no acesso às oportunidades proporcionadas”, realçou Steve Wilson.

Na ocasião, o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, desafiou a Anadarko a sair do papel para a prática, ou seja, materializar o memorando em causa.

“Queremos que isso seja materializados. O Governo quer ainda que os benefícios da indústria do gás e petróleo reflitam-se no bolso de todos moçambicanos” apontou De Sousa.

 

 

A empresa Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) transportou no ano passado 510 mil toneladas de carga diversa, tendo registado um aumento de 28% se comparado com 2017. Os gestores dizem que o negócio é rentável, por isso vão continuar a investir.

O Corredor Logístico do Norte é a empresa que actua na região Norte do país tendo como principal vocação o transporte de mercadoria do porto de Nacala para o interior de Moçambique, incluindo os vizinhos Malawi e Zâmbia, para além do transporte de passageiros em três linhas, nomeadamente, Nampula-Cuamba, Cuamba-Entre Lagos e Cuamba-Lichinga.

Os números mostram que o desempenho económico tem estado a crescer.

O transporte de carga é a parte mais rentável da empresa e o serviço de passageiros sobressai como uma actividade social, mas com grande impacto nas províncias de Nampula e Niassa. A empresa saiu de 480 mil passageiros transportados por ano para 530 mil passageiros em 2017.

Rentabilidade e sustentabilidade, são os dois factores que fazem os accionistas continuarem a investir em Moçambique.

O Corredor Logístico do Norte tem como accionistas, a brasileira Vale e a japonesa Mitsui.
 

De acordo com a agência financeira Bloomberg, citada pela jornal Notícias ao Minuto, os títulos de dívida soberana de Moçambique MOZAM2023 emitidos em 2016, e que entraram em incumprimento financeiro em 2017, perderam 6,9% do valor desde Janeiro.

Na prática, o preço dos títulos desceu para 85 cêntimos de dólar, quando no princípio do ano estava nos 93 cêntimos, nota a Bloomberg, acrescentando que um dos motivos da perda de interesse dos investidores nestes títulos esta ligado às sucessivas revelações sobre escândalo das dívidas ocultas.

A queda do preço dos títulos coloca este papel no último lugar da lista de 70 países contemplados no Índice Bloomberg Barclays dos Títulos de Dívida dos Mercados Emergentes.

Este percurso inverso registado neste ano, acontece depois do país ter terminado o ano passado como um dos principais recuperadores de terreno no que diz respeito à valorização, motivada pela perspectiva de um acordo com os credores, anunciado em 05 de Novembro.

No final de dezembro, a África do Sul deu seguimento a um pedido de detenção do antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang e, poucos dias depois, já no início de janeiro, foi a vez de as autoridades londrinas deterem três antigos banqueiros do Credit Suisse, Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva.

Na mesma altura, um dos principais líderes da Privinvest, Jean Boustani era detido pela Justiça norte-americana, todos acusados de terem usado pelo menos 200 milhões de dólares dos empréstimos à Ematum, MAM e ProIndicus em subornos e pagamentos indevidos.

Já em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República de Moçambique anunciou um processo contra vários antigos dirigentes de empresas públicas e pessoas ligadas ao antigo Presidente Armando Guebuza, como a secretária e o filho. Ao todo, foram detidas 11 pessoas, oito das quais ficaram em prisão preventiva.

Já esta semana, a PGR, em nome do Estado de Moçambique, coloca uma acção num tribunal britânico contra o Credit Suisse, entre outros, na qual defende que o empréstimo de 622 milhões de dólares à ProIndicus deve ser considerado ilegal e, portanto, não sujeito a pagamento.

 

Ordenadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste estão reunidos, em Maputo, com a União europeia com vista a avaliarem os níveis de cooperação entre as partes. No encontro, dirigido pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, foi revelado que a União Europeia concedeu a este grupo de países 26 milhões de euros, o mesmo que 1.8 bilião de meticais, para financiarem projectos de emprego na área cultural e imprimirem reformas na gestão de finanças públicas.

Do Rosário entende que estes investimentos aceleram o desenvolvimento sustentável dos PALOP e Timor Leste.

A Comissão da União Europeia, através do Diretor-geral para a cooperação internacional e desenvolvimento, Stefano Manservisi, entende que a cultura tem o poder de construir pontes entre as pessoas e promover um desenvolvimento inclusivo.

“Desenvolvemos vários programas para apoiar a área cultural da qual o PROCULTURA é uma contribuição concreta para realização desta visão. O Projecto que visa reformas no sector das finanças públicas também muito importante para contribuir numa despesa pública eficaz melhorar a qualidade dos serviços públicos para os cidadãos”, disse Manservisi.

Os ordenadores dos PALOP e Timor Leste são ministros destes países responsáveis por gerir os fundos da União Europeia. Para o caso de Moçambique, o ordenador é o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco.

A União Europeia disponibilizou 217 milhões de Euros à Moçambique para financiar projectos em diversas áreas nas províncias de Nampula e Zambézia.

A visita a Moçambique terá duração de três dias, mas logo no primeiro, o Director Geral da Cooperação Internacional da Comissão Europeia, Stefano Manservisi, assinou quatro acordos com o Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, José Pacheco, no âmbito do programa intitulado Promove.

O principal é voltado para a reabilitação de estradas, onde serão aplicados cerca de 124 milhões de euros. O segundo é voltado para o agro-negócio, sector que terá um bolo de 68 milhões. Outros 13 milhões serão aplicados na questão da biodiversidade e 12 milhões de euros para o comércio. Manservi garante que não se trata apenas de dinheiro, e sim da criação de uma aliança.

O programa será implementado nas províncias de Nampula e Zambézia e tem o objectivo de promover o crescimento económico sustentável das populações.

O programa possui seis componentes de acção: o promove Agribiz, promove Energia, Promove Biodiversidade, Promove Transporte, promove Trade, e promove Nutrição.

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