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Depois de ser reeleito para mais quatro anos como Presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CE – CPLP), Salimo Abdula, participou esta quarta-feira, em Lisboa, de uma reunião com o Embaixador Ribeiro Teles, Secretário-Executivo da CPLP, sendo a primeira reunião, desde que ambos assumiram os cargos nas organizações respectivas no ano passado.

Abdula disse que o encontro foi bastante frutífero e com contribuições alinhadas para o sucesso dos objectivos das organizações no espaço lusófono.

“Noto que tudo está acautelado para continuarmos assertivamente alinhados com os trabalhos das nossas organizações para a promoção e desenvolvimento de negócios no espaço lusófono”, destacou Abdula.

O presidente da CPLP voltou a defender a necessidade da livre circulação de pessoas, bens e capitais nos países da CPLP, lê-se na nota enviada à nossa redacção.

Por outro lado, Ribeiro Teles defendeu o estreitamento das relações comerciais no espaço da CPLP e aproveitou a ocasião para felicitar a reeleição de Salimo Abdula.

No encontro com o Secretário-Executivo da CPLP, estiveram presentes os membros da Comissão Executiva da CE – CPLP, com destaque para os Vice-presidentes da organização, João Reis, Mário Costa e Mário Simões e do Secretário-Geral, José Lobato.

A primeira Conferência Económica da CPLP realizou-se em Maio de 2018, em Maputo e a segunda está prevista para o terceiro trimestre de 2019 em Portugal.
 

O contrato de concessão de pesquisa e produção da área PT5-C, localizada na província de Inhambane, foi assinado em Outubro de 2018 entre a Sasol, o Governo e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

A licença é consequência do êxito da Sasol na proposta feita durante a Quinta Ronda de Licitação de Moçambique, realizada em 2015. A Sasol é a operadora do bloco PT5-C com 70% de participação e a ENH tem os restantes 30%.

“Espera-se que a campanha de perfuração inicie no final de 2019”, segundo referiu na altura da assinatura do contrato, o vice-presidente executivo da Sasol: upstream, Jon Harris.

No dia 7 de Janeiro, baseando-se numa informação da página electrónica da consultora Impacto, escrevemos que a licença do projecto ainda está em negociação entre a companhia e o Governo moçambicano, mas a Sasol, numa nota enviada à nossa redacção, esclarece que o acordo entre as partes foi alcançado em 2018 e que não está a negociar nova licença.

“A área de contrato referente é adjacente às existentes em relação aos reservatórios de Temane, Pande e Inhassoro sendo explorados sob licença do PPA e desenvolvidos sob a licença do PSA, o que demonstra a intenção da Sasol de continuar a exploração e produção de hidrocarbonetos na Bacia de Moçambique”, refere a nota de esclarecimento.

Já que as operações da Sasol, incluindo aquelas sob a licença PT5-C, estão concentradas na mesma área, a empresa realizou um Estudo de Impacto Ambiental integrado que foi aprovado pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER) em Julho de 2017.

“A aquisição sísmica, construção de estradas, acampamentos temporários, estabelecimento de poços, perfuração de poços, construção de linhas de fluxo, são actividades consideradas neste EIA integrado para todas as licenças detidas pela Sasol (licenças PPA, PSA e PT5-C), que serão revistas e confirmadas juntamente com os desenvolvimentos”, lê-se na nota.

O EIA integrado toma em consideração os próximos 10 anos das actividades da empresa. A nota ainda refere que cada licença tem o seu próprio calendário, que não excede a 30 anos, contados a partir da aprovação de um plano de desenvolvimento pelo Governo.

A Sasol é uma empresa internacional integrada de energia e produtos químicos com mais de 32 400 profissionais que trabalham em 37 países.

“Comercializamos tecnologias, construímos e operamos instalações de escala mundial para a produção de uma série de correntes de produtos de alto valor, incluindo combustíveis líquidos, produtos químicos e eletricidade com baixo teor de carbono”, realça a empresa.

O país vai continuar a gastar cerca de um milhão e quinhentos mil dólares norte-americanos mensais para importação do gás de cozinha, apesar da introdução do novo importador, de acordo com a Importadora Moçambicana de Petróleo.

Depois da abertura do concurso para se encontrar a substituta da Dax Energy, segue-se agora a análise dos cadernos de encargos pela IMOPETRO, e de seguida a importadora submeterá às três distribuidoras: Galp, a Petrogas e a Vidagas

Apesar da contratação da nova importadora, cuja adjudicação está prevista para até finais deste mês, a IMOPETRO, revela que os valores gastos na importação continuarão a rondar nos um milhão e quinhentos mil dólares, valor médio estipulado para a compra do gás na praça Saudi Aramco.

Dentre os candidatos a importador de gás doméstico, a empresa PETREDEC apresentou a proposta mais alta do prémio por tonelada métrica e a GLENCORE a menor, mas participam do processo a GEOGAS e a empresa SAHARA.
 

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) aumentou a produção de energia eléctrica, fixando-se em 13,659 gigawatts hora, em 2018, e tem como meta para 2019 uma produção de 14,809 gigawatts hora. O número representa um acréscimo anual de 1,39 por cento.

O Macauhub citando um comunicado da HCB diz que a produção registada foi atingida num ano em que devido às medidas de gestão hidrológica, se verificou uma melhoria gradual de armazenamento de água na albufeira de Cahora Bassa.

O Governo aprovou a extensão da concessão da exploração do empreendimento por mais 15 anos a partir de 2033, o objectivo desta concessão é garantir a estabilidade da empresa, viabilizar os programas críticos de investimento e a venda de 7,5 por cento das acções representativas do capital social da HCB em bolsa.

A agência de notação financeira Moody’s mantém Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos, devido ao seu histórico de incumprimento no pagamento dos cupões da dívida. A classificação do país atingiu os patamares de “lixo”.
 
A agência de notação financeira Moody’s diz não esperar qualquer melhoria na qualidade do crédito em nenhum dos países da África Subsaariana, este ano, sustentando que a perspectiva de evolução é, de forma geral, negativa na região.
 
Para o caso concreto de Moçambique, que já antecipou em comunicado que não vai pagar o cupão da dívida soberana previsto para o dia 18 do corrente mês, os analistas da Moody’s classificam o país no nível Caa3, ou seja, patamar conhecido por “lixo”, devido ao incumprimento financeiro com os credores.
 
Moçambique está no mesmo nível que a “irmã” Angola no que toca ao desencorajamento para investimentos, ou seja, ambos estão no patamar “lixo”. Porém, Luanda leva uma ligeira vantagem no rating em relação a Maputo, ao se classificar no nível do B3 com perspectivas de evolução estável.
 
As métricas de análise da sustentabilidade da dívida vão estabilizar no melhor dos cenários, acrescentam os analistas, salientando que a taxa média dos juros em percentagem das receitas quase duplicou desde 2013, para cerca de 10,8% em 2018.
 
Assim, a Moody’s antecipa que o serviço do pagamento da dívida vai aumentar em muitos países na região este ano e a médio prazo, embora a ritmo menor, dada a estabilização dos níveis da dívida. Este cenário deixa menos espaço para responder a choques externos e apostar no desenvolvimento e na despesa social.
 
As pressões sobre o endividamento devem aliviar-se face aos últimos anos, apesar de haver um ambiente externo mais desafiante, já que os perfis de crédito mostram alguma resiliência nos patamares de “rating” mais baixos.
 
Nessa ordem, a Moody’s antecipa para África subsaariana um crescimento económico de 3,5% em 2019, contra 2,8% do ano passado. Mas alerta que o crescimento não será suficientemente forte.

Novo ano, mesma postura do passado. O Banco de Moçambique (BM) efectuou a emissão primária de Bilhetes do Tesouro para financiar o défice das contas públicas. Trata-se da primeira operação do género neste 2019.

Muito criticada pelo sector privado (que alega que o crédito fica mais caro e limitado às famílias e empresas), a emissão de Bilhetes do Tesouro ou simplesmente títulos da dívida pública, por parte do Banco Central, parece não ter travão.

Ainda na primeira quinzena do ano, o BM já emitiu os primeiros títulos da dívida pública, com vista a financiar o défice das contas públicas. Trata-se da emissão de Bilhetes do Tesouro do tipo B.

No seu site oficial, o Banco de Moçambique socorre-se do disposto na alínea b) do número 3 do Artigo 5 do Aviso n.º 11/GBM/2017 de 31 de Maio – Regulamento sobre a Emissão e Transacção de Bilhetes do Tesouro.

A colocação destes títulos em leilão do tipo B é dirigido às instituições financeiras não monetárias, nomeadamente, sociedades financeiras de corretagem, sociedades corretoras, sociedades gestoras de fundos de pensões, sociedades gestoras de fundos de investimento e empresas seguradoras.

Refira-se, que o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) vem advertindo desde 2016, o Executivo a não recorrer de forma permanente aos Bilhetes de Tesouro, porque ao fazê-lo, limita a possibilidade de redução das taxas de juro, encarece o custo para as empresas e as famílias que já têm créditos com a banca e as tendências especulativas do sistema financeiro aumentam.

Para o IESE, ao emitir BT,s, que em Moçambique são comprados pelos bancos comerciais, o Governo absorve os recursos do sector financeiro que poderiam ser usados para financiar as pequenas e médias empresas.

 

 

O dólar, o rand e o euro são as moedas estrangeiras mais utilizadas no solo moçambicano e durante as trocas comerciais com outros países. No entanto, depois de uma visita do Banco Nacional Ultramarino à CTA, uma outra moeda pode entrar em vigor nas trocas comerciais moçambicanas. Trata-se de Renmimbi, moeda chinesa, segundo a Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

A concretizar-se tal intenção, Moçambique pode tornar-se o primeiro país africano a beneficiar-se da plataforma, num contexto em que a China investe quase seis biliões de dólares anuais no país.

O Banco Nacional Ultramarino é um banco instalado na região administrativa especial da República Popular da China.

 

Seis antigos membros do Conselho de Administração do extinto Nosso Banco foram sancionados com multas no valor de 500 mil meticais cada e estão proibidos, por um período de três anos, de exercer cargos sociais e de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras, segundo um comunicado do Banco de Moçambique divulgado esta quinta-feira. Trata-se de Adelino Buque, Mariano Matsinha, Francisco Mazoio, Tomás Sando, Mussa Tembe  e Jaime Mutolo, à data dos factos membros executivos e não executivos do Nosso Banco.

O Nosso Banco, SA, foi encerrado por ordens do Banco de Moçambique em Novembro de 2016, devido à falta de capitalização, de uma estrutura económico-financeira sustentável e a graves problemas de liquidez e de gestão.

O extinto banco era detido maioritariamente pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), com 77.2%, e pela empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), com 15.1%.

À data da sua dissolução e liquidação, o Nosso Banco era liderado por João Loureiro, um antigo quadro do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

 

N/0

Nome

Valor da multa

Inibição

1

Adelino Magomanhane Buque

500.000.00

3 anos

2

Mariano de Araújo Matsinha

500.000.00

3 anos

3

Francisco Mazoio

500.000.00

3 anos

4

Tomás Roque Sando

500.000.00

3 anos

5

Mussa Bachir Tembe

500.000.00

3 anos

6

Jaime Fernando Mutolo

500.000.00

3 anos

Fonte: Banco de Moçambique

 

O grupo holandês Mammoet organizou uma frota de veículos especializados que irão ficar estacionados em Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.

O director-geral da Mammoet South and East Africa, Davide Andreani, disse em comunicado, citado pelo Macauhub que o grupo tem estado a operar há algum tempo em Moçambique, em projectos específicos,e que,  agora irá ter uma presença permanente.

O grupo é especializado no transporte de cargas de grandes dimensões ou de grande volume, estando presente no continente africano há mais de 50 anos, comercializando as suas soluções de transporte nos sectores da energia, petroquímica, minas e infra-estruturas, escreve o Macauhub.

O grupo belga Sarens, também abriu uma sucursal e armazéns nos arredores de Palma antecipando o início da exploração de grandes depósitos de gás natural em dois blocos marítimos na bacia do Rovuma.

O grupo Sarens dispõe de veículos todo-o-terreno de 100 toneladas e outros de 120 e de 60 toneladas, bem como equipamento adicional.
 

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