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O País – A verdade como notícia

A Linhas Aéreas de Moçambique incluiu, desde hoje, na sua operação de voos, uma aeronave Boeing 737–700, em substituição de uma outra que operava com matrícula e tripulação estrangeira.

A nova aeronave é operada pela tripulação moçambicana, desde pilotos aos assistentes de bordo e iniciou a realização de voos sem a identidade corporativa LAM, dado que entrou de imediato na operação.

Segundo uma nota da companhia, oportunamente, proceder-se-á à colocação da identidade visual da companhia na aeronave cuja configuração é de 132 assentos, dos quais 124 na Classe Económica e 8 na Classe Executiva.  

O endividamento público interno em Moçambique tem atingido níveis cada vez mais insustentáveis. A mesma é contraída com recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e os chamados adiantamentos do Banco Central.

O stock actual desta dívida chega aos 122.2 biliões de meticais, um agravamento em cerca de 2.2 biliões de meticais. Uma deterioração, que no entanto, não toma em consideração outros factores da dívida, tais como contratos mútuos e de locação financeira, indica o Banco de Moçambique.

Sobre as perspertivas macroeconómicas, o Banco Central prevê um resfriamento do crescimento económico este ano, devido ao impacto do ciclone idai que assolou a região centro do país, em Março último.

Reunido, esta quinta-feira em mais uma sessão do Comité de Política Monetária (CPMO), o Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de referência, em 14,25%.

A decisão é fundamentada pelo facto de as perspectivas actuais de médio prazo apontarem para um “ligeiro agravamento das projecções de inflação para o final do ano”, sem, no entanto, comprometerem o objectivo de estabilidade macroeconómica.
 
Essa ligeira aceleração do custo de vida, segundo o Banco Central, resulta sobretudo do choque de oferta causado pelos desastres naturais que têm assolado Moçambique nos tempos, conjugado com as tendências para depreciação do metical no mercado cambial doméstico, e para aumento do preço do combustível no mercado internacional.

Entretanto, e apesar desse agravamento do custo de vida, o Banco de Moçambique acreditada que a inflação manter-se-á em um dígito.

 

 

A empresa Cimentos de Moçambique soma prejuízos avultados nas suas unidades de produção no país. O Conselho de Administração da firma associa a situação negativa com a baixa procura deste produto no mercado.

Há anos que a indústria cimenteira em Moçambique opera abaixo da sua capacidade instalada de produção que está na ordem de 4.7 milhões de toneladas por ano. Apenas metade desta capacidade das unidades produtivas está operacional.

Este cenário, segundo Edney Viera, Director-geral da Cimentos de Moçambique,

só agrava os prejuízos financeiros da empresa, que teve que encerrar uma unidade de produção de cimento na Matola, que custou cerca de 25 milhões de dólares.

Mesmo com a conjuntura desfavorável, o director-geral da Cimentos de Moçambique, espera melhorias dos indicadores económicos que possam favorecer a indústria.

 

 

Angola deverá ter dois anos consecutivos de contracção da sua economia, estimando a Economist Intelligence Unit (EIU) taxas negativas e 4,5% em 2019 e 4,8% em 2019, segundo a mais recente análise da evolução política e económica do país.

A EIU adianta que Angola só voltará a crescer a partir de 2021, ano em que a sua economia deverá crescer 4,2%, antes de cair para 3,5% em 2022 e 3,4% em 2023, os anos abrangidos por este relatório.

A razão para dois anos consecutivos de contracção económica deriva, segundo o relatório, da evolução dos preços do petróleo, de que a economia de Angola depende em cerca de 70%, “atendendo a que os esforços desenvolvidos no sentido de proceder à sua diversificação têm produzido resultados pouco visíveis.”

A fraqueza demonstrada pelo economia de Angola, segundo os analistas da EIU, continuará a pesar de forma significativa no valor da moeda angolana, o kwanza, que se situa actualmente em 324,4 kwanzas por cada dólar, sendo possível de antecipar uma pressão continuada no sentido da baixa.

“No final do período em análise, 2023, a moeda angolana ter-se-á depreciado para 361,9 kwanzas por dólar”, pode ler-se no documento.

Os analistas da EIU prevêem igualmente que a taxa de inflação permaneça em valores elevados, aumentando para 22,8% em 2019, para depois desacelerar para valores ligeiramente mais baixos, chegando a 2023 com uma taxa de 11,4%.

O Banco Nacional de Angola, que em Janeiro de 2019 baixou a taxa de referência do mercado de 16,5% para 15,75%, deverá manter essa taxa ao longo do ano a fim de tentar estimular a economia não directamente relacionada com o petróleo, não obstante o aumento dos preços derivado da depreciação do kwanza.

O Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento económico de 0,4% e uma taxa de inflação de 17,5% para Angola em 2019. (Macauhub)

 

Este stock, não toma em consideração outros valores de dívida pública interna, tais como contratos mútuos e de locação financeira, assim como responsabilidades em mora, indica o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco Central.

Reunido, esta quinta-feira, o CPMO decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 11,25% e 17,25%, respectivamente, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 14% e 36%, respectivamente.

A decisão é fundamentada pelo facto de as perspectivas actuais de médio prazo apontarem para um “ligeiro agravamento das projecções de inflação para o final do ano”, sem, no entanto, comprometer o objectivo de estabilidade macroeconómica.

Essa ligeira aceleração do custo de vida, segundo o Banco Central, resulta sobretudo do choque de oferta causado pelos desastres naturais que têm assolado Moçambique nos tempos mais recentes, conjugado com as tendências para depreciação do metical no mercado cambial doméstico, e para aumento do preço do combustível no mercado internacional.

Adicionalmente, dado que as projecções da inflação e do crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) real para 2019 que estão sujeitas aos impactos destas intempéries, o CPMO, ponderando os riscos e as incertezas subjacentes, considerou “oportuno manter as taxas de juro”.

 

EFEITOS DO CICLONE IDAI

Nesse contexto, a actividade económica mante-se “modesta”, perante as incertezas quanto à magnitude do efeito dos desastres naturais, com destaque para o do ciclone Idai, que fustigou a região centro do país.

O mau tempo agravou as fontes de riscos sobre as projecções de inflação. “A nível interno, as principais fontes de risco são a sustentabilidade da dívida pública no contexto das incertezas quanto ao financiamento do défice das eleições de 2019, à qual acresce a necessidade de assistência humanitária, reconstrução de infra-estruturas e perda de receita pública na região centro”, apontou o Banco de Moçambique.

Prevendo, que a curto prazo, e reflectindo os impactos do ciclone, poderá observar-se um “refreamento do crescimento” este ano, prevendo-se uma recuperação em 2020, ainda que abaixo da máxima capacidade produtiva do país.

Já nível externo, subsistem riscos significativos de refreamento do crescimento mundial em face da continuação da tensão comercial entre as principais economias, com impacto nos fluxos de comércio externo e na volatilidade dos preços internacionais das mercadorias, com destaque para o do petróleo.

O preço do barril de petróleo, por exemplo, situou-se em USD 74,57 no fecho do dia 24 de Abril de 2019, contra os USD 73,86 observados no mesmo período de 2018.

Contudo, as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) mantêm-se em níveis confortáveis, com o saldo a aumentar USD 99,3 milhões, para USD 3.047,6 milhões, valor que permite cobrir acima de seis meses de importação de bens e serviços, excluindo as transacções dos grandes projectos.

 

Várias empresas públicas que operam nos sectores de energia e de hidrocarbonetos (gás e petróleo) beneficiam de fundos na ordem de USD 262 milhões, mobilizados pelo BNI junto dos parceiros, indica o Relatório e Contas de 2018.

A instituição destaca ainda, que definiu como prioridade das suas acções comerciais, o aumento do volume de operações bancárias, que resultaram no incremento da sua carteira de crédito em cerca de 28%, para cerca de 1.9 bilião de meticais, face a 2017.

Porém, alguns indicadores-chave do desempenho do BNI recuaram em 2018, relativamente ao exercício económico do ano anterior. Os resultados líquidos (lucros), por exemplo, registaram uma ligeira diminuição para 182.3 milhões de meticais, contra 187.8 milhões de meticais registados em 2017.

Os accionistas deste banco, que funciona como instituição de desenvolvimento e de investimento do Estado, justificam que o recuo dos lucros, deveu-se a dedução dos impostos sobre os rendimentos diferidos na ordem de 9.4 milhões de meticais.

Já o passivo (carteira em dívida), segundo o Relatório e Contas do BNI, situou-se nos 4.420,15 milhões de meticais, correspondente a um crescimento de 30% (mais de 786 milhões de meticais) face ao valor registado no período homólogo.

Entretanto, e apesar do recuo dos lucros em 2018, o Conselho de Administração desta instituição financeira, liderada por Tomás Matola, faz um balanço positivo do desempenho do banco.

“Os resultados positivos do desempenho do banco em 2018 revestem-se de um significado digno de realce. Foram alcançados num contexto macroeconómico ainda caracterizado por um conjunto de adversidades com impacto negativo no sistema financeiro nacional”, refere o Conselho de Administração do BNI.

 

PERSPECTIVA PARA 2019

Para este ano, o BNI reitera o compromisso de manter a estratégia corporativa e de negócio, orientada na maximização dos resultados.

Essa estratégia, será através da melhoria contínua da eficiência operacional, diversificação e aperfeiçoamento das fontes da receita, melhoria da robustez do balanço e aprimoramento dos processos de gestão de risco de capital.

 

 

A empresa Moçambique Telecomunicações (Tmcel) vai investir 23 milhões de dólares em equipamento de telecomunicações ao abrigo de um contrato assinado, terça-feira, em Pequim com o grupo chinês Huawei.

O valor a ser investido pela Tmcel, empresa criada em 2018 a partir da fusão das empresas públicas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e Moçambique Celular (Mcel), será proveniente de recursos próprios da empresa, segundo escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Esse dinheiro vai ser o resultado da venda de activos “que não constituem o foco principal do negócio da Mcel” sendo que, nos termos do contrato, o projecto terá início o mais depressa possível.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, disse dever-se iniciar ainda este ano um projecto de investimento, igualmente no sector das telecomunicações, com um valor estimado em 130 milhões de dólares.

Ainda citado pela AIM, Carlos Mesquita adiantou que este projecto, cuja comparticipação da China não divulgou, visa a instalação de uma rede de fibra óptica em Moçambique, ligando o norte e o sul do país, bem como os nós que estabelecem a ligação aos países vizinhos.

“O projecto está muito bem encaminhado, já foi aprovado pelo governo da China, indo agora decorrer os aspectos práticos para os desembolsos”, afirmou Mesquita, que integra a delegação presidencial ao II Fórum Internacional “Faixa e Rota”.

 

O enredo da fusão das duas empresas

Já quase sem expressão no mercado, o Governo decidiu, em 2016, fundir a Moçambique Celular e a Telecomunicações de Moçambique. Uma decisão que só se efectivou no final do ano passado. Com a decisão, o Executivo pretendia salvar as duas empresas estatais que estavam à beira da falência por falta de sustentabilidade e com elevadas dívidas.

A operacionalização da decisão implicaria a partilha de recursos financeiros, tecnológicos e humanos, da gestão empresarial e de instalações. Mas antes, teve de ser criada uma comissão executiva que deveria dirigir o processo de fusão.

Rafique Jusob foi confiado para dirigir o conselho de Administração das duas empresas e o processo de fusão das mesmas. Aliás, foi pelas mãos dele que se assinou o contrato com a Huawei.

O plano previa que a fusão terminasse em Dezembro de 2018 e já em Janeiro de 2019, a nova empresa já tinha sido criada e nos últimos tempos tem vindo a enfrentar as suas concorrentes que, a cada dia, mostram-se mais gigantes e, no meio a um processo de reestruturação tem de agir como se estivesse no seu melhor momento.

 

O Porto de Nacala está a registar resultados positivos de capitais próprios, contrariando a tendência dos últimos dois anos. O Presidente do Conselho Executivo da empresa Portos do Norte não revelou números, mas deu a entender que no último desempenho económico houve crescimento de receitas.
 
O porto de Nacala é o principal porto da zona Norte do país, está localizado na parte costeira da província de Nampula e serve não apenas Moçambique, como também os países vizinhos que não têm acesso ao mar.

Até junho do ano passado a gestão global do Porto de Nacala era assumida pela empresa nacional, Portos do Norte, mas depois de uma negociação liderada pela concessionária Corredor de Desenvolvimento do Norte, essa responsabilidade passou para as empresas estrangeiras Vale e Mitsui. Entretanto, a Portos do Norte continua com a gestão operacional.

Com o sentido de resultados positivos, os gestores apostam no investimento, tudo na perspectiva de aumentar a eficiência. Porque o Porto de Nacala não dispõe de guindastes para o descarregamento e carregamento de contentores nos navios, a aquisição de equipamentos, como a empilhadeira, é a solução, pelo menos por enquanto.

A empresa gastou 800 mil dólares para a compra da máquina, dinheiro que é fruto das receitas da empresa.

As notícias do projecto de gás em Palma são animadoras e o Porto de Nacala prepara-se para ser a primeira testa de ponte.

Localizado na Baía de Nacala, o porto distingue-se pelas águas profundas que vão até 26 metros de profundidade, o que permite a atracagem de grandes cargueiros do mar.

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) diz que o aumento salarial deste ano poderá  ser menor que o do ano passado.

Isso não é  o que os trabalhadores desejavam, “mas era o possível na actual conjuntura”, tal como explicou, hoje, Amélia Bibiane, Secretária para Relações  Jurídico-laborais da OTM. Ao falar da “conjuntura” Bibiane referia-se aos estragos causados pelo  ciclone  tropical Idai que assolou a cidade da Beira nos meados de Março passado.

Em entrevista exclusiva ao jornal “O País”, Amélia Bibiane não aceitou revelar os números, apenas deu a entender que o aumento vai ser de menor que o do ano passado que variou de 6% a 18.7%.
 

 

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