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O País – A verdade como notícia

Coube ao Presidente da República, Filipe Nyusi, dirigir hoje a recepção das cinco locomotivas e de 55 vagões, de um total de 300 previstos, na estação central dos CFM, em Maputo.

Trata-se de um equipamento moderno e que vai permitir a empresa aumentar a sua capacidade de transporte de carga, na região sul do país, passando dos actuais 1500 para 2500 toneladas por comboio.

Para o Presidente da República, mais do que investir os cerca de 40 milhões de dólares, os CFM devem rentabilizar o equipamento aumentando as receitas.

O Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel, disse que o investimento feito enquadra-se no Plano Estratégico da companhia.

A empresa CFM prevê que todo o lote das 300 locomotivas deverá chegar a Moçambique até Outubro de 2019 em curso, sendo um equipamento encomendado nos Estados Unidos de América.    

 

Vinte e três dias depois de assumir a presidência do Grupo Banco Mundial, o economista norte-americano David Malpass chegou hoje a Moçambique e no fim da tarde foi recebido pelo Presidente da República. No encontro de menos de uma hora, os dois dirigentes analisaram vários programas de desenvolvimento humano financiados pelo Banco Mundial e falaram da assistência às vítimas do ciclone Idai.

Mas as decisões sobre a ajuda financeira do Banco Mundial a Moçambique serão anunciadas na tarde de amanhã a Maputo, depois da curta visita que David Malpass irá efectuar a Beira, a cidade mais devastada pelo ciclone.

“Tive uma recepção calorosa do Presidente (da República) e expressei as minhas condolências ao povo moçambicano pelas calamidades que assolaram o país. Falamos sobre os esforços em curso em termos de assistência. Irei viajar a Beira para avaliar os danos e o processo da reconstrução. O Banco Mundial está presente nas acções em curso no processo de assistência, mas também no processo de desenvolvimento de Moçambique a longo prazo”, explicou Malpass, numa curta declaração à imprensa.

O líder da maior instituição financeira multilateral manifestou o interesse do banco em prosseguir com os vários programas de desenvolvimento humano, alguns dos quais foram analisados no encontro com o Chefe de Estado.

Depois do encontro na Presidência da República, o presidente do Banco Mundial teve um jantar de trabalho com o Chefe de Estado, ministro da Economia e Finanças e governador do Banco de Moçambique. Longe das câmaras.

Antes de aterrar em Moçambique, David Malpass esteve na Etiópia e Madagáscar e amanhã deverá partir para Egipto, último destino do seu primeiro "périplo" pela África.

David Malpass é o primeiro presidente do Banco Mundial que visita Moçambique nos últimos 10 anos. E veio a Maputo para anunciar uma ajuda financeira que o país tanto precisa. Mas hoje por pouco via o seu encontro com o Chefe de Estado adiado das 16H30 para às 19H00. Tudo porque Filipe Nyusi tinha uma “agenda carregada”: à tarde atravessou a baía de Maputo para ir dirigir um encontro da juventude da Frelimo na KaTembe. Saiu do local depois das 16H00 e já ia atrasado ao encontro com o presidente do Banco Mundial. Às 16H20, a imprensa que estava na Presidência foi informada do adiamento do encontro para às 19H00. Razões: O Presidente da República ia, primeiro, participar da cerimónia de lançamento do livro do deputado Edson Macuácua. Só depois iria receber o presidente do Banco Mundial, às 19H00. A justificação era que na cerimónia de lançamento do livro os convidados já estavam à espera pela chegada do Chefe de Estado para o início das actividades.

Mas 30 minutos depois, a Presidência da República volta a convocar os jornalistas que ainda estavam no local para o encontro entre o Chefe de Estado e o presidente do Banco Mundial, que iniciou perto das 17H00. “Estão a ser chamados. O encontro vai acontecer agora e não às 19H00”, disse um funcionário da Presidência. Só depois do encontro com David Malpass, Filipe Nyusi foi à cerimónia de lançamento do livro “Revisão Constitucional de 2018 e Descentralização”.

Alto funcionário do Departamento do Tesouro norte-americano, David Malpass foi proposto por Donald Trump para a presidência do Banco Mundial, tendo sido confirmado pelo conselho executivo da instituição no dia 05 de Abril. Quatro dias depois, o antigo subsecretário do Tesouro para Assuntos Internacionais e homem de confiança de Trump assumia a liderança do banco, por um período de cinco anos.

Aliás, quando Trump propôs Malpass para a presidência do banco em Fevereiro, a imprensa internacional descreveu a preferência como sinal do interesse do governo norte-americano de ter o maior controlo da instituição. “Ele lutou para garantir que o financiamento esteja concentrado em lugares e projectos que realmente precisam de ajuda, incluindo pessoas vivendo na extrema pobreza”, disse Trump ao anunciar sua escolha na Casa Branca, citado pelo jornal Época de Negócios. Aliás, em 2017 David Malpass criticou os contínuos empréstimos do Banco Mundial à China, argumentando que a segunda maior economia do mundo era muito rica para essa ajuda.

 

 

Os funcionários e agentes do Estado já suspiram de alívio. Os ordenados referentes ao mês de Abril já foram pagos na totalidade.

"Já foram pagos", confirmou ao "O País", Rogério Nkomo, porta-voz do Ministério da Economia e Finanças.
Em contacto com alguns funcionários públicos, "O País" soube que os pagamentos não obedeceram uma ordem única, ou seja, nem todos receberam no mesmo dia.

No Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), por exemplo, os salários foram pagos na passada sexta-feira, segundo revelou a nossa reportagem, um funcionário desta instituição.

Nas restantes instituições do Estado, os ordenados começaram a ser pagos na tarde desta segunda-feira.
Refira-se, que o salário de Abril deveria ter sido pago entre os dias 27 e 28. O atraso, segundo uma nota oficial do Ministério da Economia e Finanças, deveu-se a questões técnicas.

 

O First National Bank (FNB) em Moçambique pretende transformar-se num banco de referência no mercado moçambicano em termos de eficiência, excelência de serviço e rentabilidade, alinhando-se em termos de inovação, melhores práticas, padrões de operação e aposta no cliente.   

Para o efeito arrancou com um ambicioso plano de transformação e reposicionamento no mercado, que será implementado ao longo dos próximos anos e que envolverá um alinhamento de toda a sua estrutura, sistemas, processos críticos e rede de distribuição e um forte investimento na capacitação dos seus colaboradores para se tornar num parceiro de referência para os clientes dos segmentos corporate e comercial e suas respectivas cadeias de valor.

“Acreditamos que oferecendo uma proposta de valor diferenciada para os sectores geradores de emprego e para as suas respectivas cadeias de valor podemos dar um contributo mais significativo para o desenvolvimento de Moçambique e para a inclusão financeira”, referiu Johan Maree, administrador-delegado do FNB Moçambique.

O investimento significativo que os accionistas irão fazer neste plano de transformação e reposicionamento deverá ser feito de forma faseada ao longo dos próximos anos, à medida que os vários projectos forem sendo desenvolvidos e implementados. Em 2018 o FNB levou a cabo um exercício profundo de reflexão sobre o seu posicionamento no mercado, no âmbito da sua “visão 2020” e a sua estratégia de transformação.

O novo posicionamento assumido por esta instituição, juntamente com um forte esforço de optimização de custos levado a cabo ao longo de 2018, conduziu a um resultado positivo antes de impostos de 29.542 milhões de meticais, recuperando dos resultados de 2016 e 2017.

Não obstante estes resultados positivos antes de impostos em 2018, o administrador-delegado adjunto, Paulo Pereira, salientou que “o investimento na estratégia de transformação da visão 2020 irá deteriorar, expectavelmente, os resultados de 2019 e 2020, devido ao custo de implementação das iniciativas de transformação, mas garantirá um forte crescimento a médio prazo, com os resultados a tornarem-se relevantemente positivos a partir de 2021”. Acrescentando, contundo, que os accionistas estão “confiantes”.

Refira-se, que o FNB Moçambique é uma subsidiária do FirstRand Bank Limited, o maior grupo financeiro de África por capitalização bolsista e uma das maiores instituições listadas na Bolsa de Valores de Joanesburgo, na África do Sul, com presença em 11 países africanos e na Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Índia e China.

 

 

A petrolífera ENI apresentou hoje o estudo de pré-viabilidade ambiental e Definição de Âmbito para a pesquisa na área A5-A da Bacia de Angoche.
 
Em Outubro do ano passado o Governo e a ENI assinaram o contrato de concessão e pesquisa de hidrocarbonetos na área A5-A da Bacia de Angoche. E esta segunda-feira, a multinacional apresentou um estudo que mostra os potenciais impactos ambientais que a pesquisa pode ter naquela área.

Descartam-se riscos fatais, mas fala-se de impactos nos recursos marítimos na zona que se situa a 60 quilómetros da costa. E é com os recursos marinhos que a sociedade civil, representada pela WWF, mostra preocupação. Ainda não se sabe se será encontrado hidrocarboneto comerciável no fundo do poço e a ENI avança que a possibilidade de sucesso é de apenas 10 a 20 porcento. E até lá, deverão ser seguidos muitos outros passos.

O INP garante estar a acompanhar atentamente o processo de estudo ambiental e diz que até aqui está tudo dentro do que é legalmente exigido.

Os dados apresentados esta segunda-feira poderão ser modificados, sendo que depois de aprovado o estudo de impacto ambiente, poderá se passar para a pesquisa propriamente dita. Um processo que poderá levar pelo menos 4 anos.

 

 

A petrolífera ENI apresentou, hoje, o Estudo de Pre-viabilidade Ambiental e Definição de Âmbito para a pesquisa na área A5-A da Bacia de Angoche. A sociedade civil mostrou-se preocupada com os prejuízos aos recursos marítimos na área de concessão.

A história começou em Outubro do ano passado, quando o Governo decidiu conceder a área A5-A à petrolífera italiana ENI. O contrato para a materialização do facto foi assinado precisamente do dia 17 do mesmo mês.

Representada pela organização ambiental WWF, a sociedade civil mostrou-se preocupada com os possíveis impactos ambientais negativos que poderão advir do processo de pesquisa de hidrocarbonetos naquela área.

A petrolífera italiana ENI apresentou, hoje, o Estudo de Pre-viabilidade Ambiental e Definição de Âmbito, onde a empresa falou de como é que vai ser desenvolvida pesquisa que se pretende que dure de quatro a oito anos.

Vai ser instalada uma plataforma no alto mar, a 60 quilómetro da costa, dois mil metros de profundidade com um tubo de cerca de meio metro de diâmetro.

Descartam-se riscos fatais, mas fala-se de impactos nos recursos marinhos, bem como o tráfego marítimo. E é com os recursos marinhos que a sociedade civil, representada pela directora da WWF, Anabela Rodrigues, mostra preocupação.

Anabela Rodrigues diz que não pode constituir tranquilidade o facto de a plataforma ser instalada a 60 quilómetros da costa, “até porque a fauna marinha movimenta, principalmente a super fauna marinha”.

Ainda não se sabe se será encontrado hidrocarboneto comerciável no fundo do poço e a ENI avança que a possibilidade de sucesso é de apenas 10 a 20 porcento. E até lá, deverão ser seguidos muitos outros passos. O INP, representada por Gil Aníbal, garantiu estar a acompanhar atentamente o processo de estudo ambiental e diz que até aqui está tudo dentro do que é legalmente exigido.

Os dados apresentados esta segunda-feira poderão ser modificados, sendo que depois de aprovado o estudo de impacto ambiente, poderá se passar para a pesquisa propriamente dita. Um processo que poderá levar pelo menos 4 anos.

 

Janeiro, Fevereiro e Março deste ano foram meses bons para o Porto de Nacala. O negócio aumentou para as empresas, como resultado do crescimento da carga manuseada, de 346 mil toneladas métricas, no mesmo período de 2018, para mais de 510 mil toneladas.

O volume de carga manuseada nos primeiros três meses deste ano foi também melhor que o planificado para o período em análise. Segundo um comunicado de imprensa enviado ao “O País”, o Porto de Nacala previa manusear 452 mil toneladas, mas alcançou 13% acima.

O desempenho assinalável é explicado pelo Porto de Nacala como sendo resultado da atracagem de navios acima do previsto durante o primeiro trimestre deste ano. De acordo com a nota de imprensa, de Janeiro a Março deste ano, foram atracados no Porto 73 navios.

Para ter mais detalhes, a nossa reportagem contactou o Corredor de Desenvolvimento do Norte e sabe que nos primeiros três meses de 2018, o Porto de Nacala recebeu 56 navios. E para o primeiro trimestre de 2019, esperava receber 55 navios, meta superada em 33%.

Na conversa telefónica, a nossa reportagem apurou ainda que o que contribuiu para os resultados positivos é o facto de o Porto ter recebido mais navios com carga. Em situações passadas, recebia navios, mas sem carga, o que não ajudava nos resultados.

O que registou também melhorias é a carga contentorizada. Foram manuseados, no período em alusão, segundo o porto, 18.754 TEUS de contentores contra 15.131 TEUS do período homólogo do ano passado, o que representa um aumento de 24%.

TEUS é uma medida-padrão utilizada para calcular o volume de um contentor.

Nas contas do Corredor de Desenvolvimento do Norte, responsável pela gestão do porto, a capacidade de movimentação de contentores poderá duplicar, com a aquisição recente de uma grua portuária móvel com a capacidade de 124 toneladas de içamento.

“Estamos a investir em equipamentos e mão-de-obra qualificada para atender com a demanda exigida, com vista a tornar sempre o porto sustentável e competitivo”, informou director do Porto de Nacala, Mário Moura, citado na nota de imprensa.

 

O grupo luso The Navigator Company, que tem como subsidiária a Portucel Moçambique, decidiu “congelar” o projecto de instalação de uma unidade de fabrico de papel entre Manica e Zambézia.

“Atendendo ao facto de não haver mercado activo de madeira de eucalipto em Moçambique e de ainda não estarem criadas as condições para o início da construção de uma fábrica de estilha (lasca de madeira), a empresa decidiu registar uma imparidade relativa ao justo valor dos activos biológicos implantados na Zambézia, no valor de 6,7 milhões de euros”, explica a firma, no seu balanço anual de 2018.

A The Navigator Company fala em incumprimento do memorando de entendimento rubrica entre a Portucel Moçambique e o Executivo de Maputo, que determinou a reformulação do projecto de investimento, que passará a desenvolver-se em duas fases.

Ao abrigo do mesmo, acordou-se criar uma base florestal de cerca de 40 mil hectares, que garantirá o abastecimento da fábrica de produção de estilha de madeira de eucalipto para exportação, de cerca de um milhão de toneladas por ano, num investimento global estimado de USD 140 milhões.

Para efeito, foi constituída uma equipa conjunta entre a Portucel Moçambique e o Governo moçambicano para trabalhar com vista a assegurar o cumprimento das condições precedentes necessárias para avançar com o investimento, onde se inclui o estabelecimento das infra-estruturas logísticas necessárias à exportação de estilha.

A primeira fase do projecto está assim condicionada à boa resolução das condições precedentes identificadas no memorando de entendimento assinado entre as partes, contudo, até à data, não se verificou (o prazo era até 31 de Dezembro de 2018).

“Neste contexto, e face às condições actuais, a Navigator decidiu de forma prudente, e para além das respectivas imparidades, registar uma provisão adicional de 12 milhões de euros nas suas contas de final do ano de 2018, para fazer face ao actual cenário de desenvolvimento do projecto.

O presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass, fará a sua primeira viagem ao exterior como chefe de uma instituição de desenvolvimento global e sua primeira viagem a África desde que assumiu a liderança da organização a 9 deste mês.

Segundo uma nota do Banco Mundial, Malpass centrará a sua visita no trabalho daquela instituição com os países africanos visando entre outros, a promoção da estabilidade económica e construção de resiliência; o apoio da instituição aos países mais pobres do mundo por meio da Associação Internacional de Desenvolvimento; e o potencial das parcerias do sector privado para atrair e construir os recursos necessários para ajudar as pessoas a alcançar seus objectivos de desenvolvimento.

Durante a visita, Malpass irá reunir-se com líderes e outros parceiros em Moçambique, Madagáscar e Etiópia, e visitará vários projectos financiados pelo Grupo Banco Mundial em cada um dos países. Em Moçambique, ele visitará a Cidade da Beira, que foi fortemente devastada pelo ciclone IDAI.

“A missão do Grupo do Banco Mundial é mais urgente do que nunca – em 2030, quase nove em cada 10 pessoas extremamente pobres, residirão na África Subsaariana. Escolhi o continente africano para minha primeira visita oficial como Presidente do Grupo Banco Mundial, reconhecendo os difíceis desafios para os líderes na promoção do crescimento económico, segurança e boa governação”, disse o Presidente do Grupo Banco Mundial, acrescentando: “Precisamos aumentar o ímpeto de desenvolvimento de África para promover um crescimento de base ampla, aumentar a renda média, criar empregos, combater a resiliência climática e incorporar mulheres e jovens nas economias. Estou ansioso por ouvir as lideranças dos governos, os representantes do sector privado – e directamente do povo da Etiópia, Madagáscar e Moçambique – sobre como o Grupo Banco Mundial pode ajudar ainda mais a enfrentar esses desafios”.

 

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