Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Após nove anos de banimento do espaço europeu, a companhia aérea nacional Linha Aéreas de Moçambique pode voltar, próximo ano, a voar para o "velho continente".

A boa nova foi anunciada pelo Presidente da Republica, Filipe Nyusi no balanço da visita de Estado que realizou desde terça-feira, a Portugal a convite do estadista português, Marcelo Rebelo de Sousa. Filipe Nyusi já tinha sido confrontado com a preocupação, quarta-feira, durante o encontro com a comunidade moçambicana, que pediu o restabelecimento dos voos da companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), na esperança de reduzir os custos das passagens aéreas de ligação entre os dois países.

"Nós vamos pressionar para resolver aquela questão de sermos evitados para voar. A LAM própria, nem que seja em parceria com a TAP ou outra companhia", disse o Presidente aos moçambicanos, afirmando ser objectivo do Governo "ver a companhia de bandeira nacional a voar para pelo menos alguns países onde temos a maioria dos nossos cidadãos que vivem na diáspora.

Já, ontem, em conferência de imprensa de balanço, trouxe dados mais concretos. "Possivelmente em Março, as Linhas Aéreas de Moçambique poderão voltar a voar para este país, para Lisboa, se não houver contratempos", referiu Filipe Nyusi, esclarecendo, entretanto, não ser verdade a percepção de que o restabelecimento dos voos possa tornar as passagens mais baratas. Ou seja, a retoma não significaria "linearmente a redução de custos para os moçambicanos aqui residentes", clarificou.

 

 

Maputo acolhe este sábado, a conferência internacional das cooperativas. Pelo menos quatro países já confirmaram a presença neste evento que celebra o nonagésimo sétimo aniversário do cooperativismo no mundo.

sob o lema, “Cooperativas em prol do trabalho decente”, perto de 300 cooperativas oriundas de vários cantos do mundo, vão debater os desafios e perspectivas do movimento cooperativo.

Em conferência de imprensa do lançamento do evento agendado para este sábado em Maputo, o director-executivo da Associação Moçambicana para Promoção do Cooperativismo Moderno, deu a conhecer os objectivos da conferência.

“O grande momento da conferência é a apresentação do estudo sobre o potencial e o contributo económico, fiscal e social das cooperativas de Moçambique. Vamos perceber qual é a capacidade de geração de receitas das cooperativas do país, de que forma estão a contribuir para o orçamento do Estado e qual é o impacto que estão a trazer para a vida das pessoas”,Cecílio Meneses, Director-executivo da AMPCM

Quatro países já confirmaram a presença no evento.
 
Na conferência, são esperados dois grandes momentos, nomeadamente, a apresentação de um estudo profundo sobre o desenvolvimento das cooperativas em Moçambique e a premiação dos melhores trabalhos jornalísticos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participou hoje do Fórum de Negócios Moçambique-Portugal a decorrer em Portugal. Nyusi começou por dizer que não há política nem economia sem uma classe empresarial robusta e empenhada.

Nyusi disse que nos últimos cinco anos as adversidades económicas ditaram que as trocas comerciais entre Moçambique e Portugal registassem um ligeiro abrandamento.

“Os principais produtos que exportamos para Portugal ainda são predominantemente primários como o açúcar, algodão e tabaco”, disse Nyusi.

O estadista falou do facto de Portugal ser um país tradicionalmente investidor em Moçambique ocupando a quinta posição na lista dos 10 maiores investidores no período de 2014 a 2018. Neste momento portugal investe cerca de 510 milhões de dólares, com a perspectiva de criação de mais de 14 mil postos de trabalho para moçambicanos.

“Estes investimentos foram direcionados para sectores importantes da economia como serviços, energia, construção, indústria e turismo. Sendo que as PME ocupam uma posição de destaque”, acrescentou o estadista.

No encontro o primeiro ministro português, António Costa, falou do apoio de Portugal para facilitar o processo de reconstrução de Moçambique e a facilitação ao empresariado nacional.

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de aprovar 118.2 milhões de dólares americanos de crédito de assistência para Moçambique no âmbito do Ciclone Idai. A informação consta de um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção.

De acordo com a nota, a assistência financeira visa suprir os elevados défices orçamentais e de financiamento externo decorrentes das necessidades de reconstrução após-Ciclone Idai, que causou perdas significativas de vidas humanas e danos às infraestruturas.

“As autoridades continuam comprometidas com a estabilidade macroeconómica, que também será sustentada pelo financiamento do FMI”, refere o comunicado de imprensa.

Após a discussão do Conselho Executivo sobre Moçambique, o Diretor Executivo Adjunto e Presidente Interino, Tao Zhang, referiu que Moçambique sofreu uma perda significativa de vidas e danos substanciais às infra-estruturas e à capacidade produtiva, devido ao Idai. 

“Estima-se que a assistência de emergência e os custos de reconstrução sejam enormes, tornando esta tempestade a pior e o mais oneroso desastre natural a atingir o país. O desembolso no âmbito da Facilidade Rápida de Crédito do FMI ajudará a atender as necessidades imediatas de financiamento do país e desempenhará um papel catalisador na obtenção de donativos de doadores e da comunidade internacional”, assegurou Tao Zhang.

 

No Fórum de Negócios Moçambique-Portugal, Filipe Nyusi anunciou a possibilidade do anúncio ainda este ano da Decisão Final de Investimento do consórcio liderado pela ENI sobre o Projecto de Gás Natural na Bacia do Rovuma. O Presidente da República convidou os portugueses a aproveitarem as oportunidades.

Filipe Nyusi e António Costa sentaram-se lado-a-lado no Fórum de Negócios Moçambique-Portugal tendo como foco o reforço da cooperação económica. Os dois governantes falaram das oportunidades de investimento nos dois países, com atenção ao gás natural.

O empresariado português ouviu atentamente e depois colocou as suas preocupações, algumas das quais respondidas pela delegação.

Filipe Nyusi terminou garantindo a abertura do Governo para facilitação de negócios. Ainda no encontro foram assinados acordos para dinamização das relações comerciais entre os dois povos.

 

Moçambique quer criar aliança com Brasil no desenvolvimento dos projectos de hidrocarbonetos. O interesse foi manifestado esta quarta-feira, em Maputo, aquando do segundo seminário sobre gás e petróleo entre os dois países.

Numa altura em que Moçambique já faz contas dos encaixes futuros dos projectos de exploração do gás natural liquefeito do norte do país, em particular, na Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, cuja Decisão Final de Investimento foi tomada este mês, o país manifestou interesse em ter o Brasil como parceiro neste processo.

No entanto, o Secretário Permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia espera que este o seminário de gás e petróleo Moçambique-Brasil, que é o segundo entre as partes, crie novas oportunidades de negócios.

O Brasil partilhou a sua experiência em matéria de conteúdo local nesta indústria, mostrando disponibilidade em ajudar Moçambique.

 

Seca no sul e pragas em todo o país. Estes são os maiores e piores inimigos da produção de milho em Moçambique. Mas tudo isto pode mudar se Moçambique começar a usar sementes de milho geneticamente modificado, preparado para resistir à praga e seca. 

São resultados de um ensaio feito durante dois anos na Província de Gaza, mas a perspectiva é que, nos próximos tempos, a semente do milho geneticamente modificado seja absolutamente para todos os produtores. O IIAM garante que o milho geneticamente modificado não apresenta riscos à saúde humana nem dos animais, quanto menos perigam o ambiente.  

E esta segunda-feira, o Ministério da Ciência e Tecnologia realizou um seminário para a divulgação dos resultados do ensaio. Um evento que vai durar dois dias e cuja abertura foi feita pelo Secretário Permanente do Ministério, Celso Laice. 

 

O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, diz que a empresa Aeroportos de Moçambique está em contacto com o governo para se encontrar uma saída depois do congelamento das contas, devido a uma dívida de 820 milhões de meticais.
 
A crise financeira que afecta a empresa Aeroportos de Moçambique é de tirar sono…são 820 milhões de meticais só com o extinto Novo Banco e 17 mil milhões de meticais com a banca no geral. Carlos Mesquita começa por esclarecer o que diz ser exagero na abordagem desta questão.

“Há algum exagero na perspectiva de como o assunto foi abordado, dívidas existem sim e temos todos consciência da construção do Aeroporto de Nacala e outras obras. Os Aeroportos não estão a ter receitas como previam”, explicou Mesquita.

Posto isto, convém esclarecer que o tempo urge, porque a comissão liquidatária do extinto Nosso Banco exige o pagamento da dívida em menos de um ano. Um verdadeiro aperto, para uma empresa que até teve que recorrer a outro empréstimo bancário para pagar salários no dia 20 de Junho corrente. Mesquita diz que o assunto está a merecer análise do governo.

O Aeroporto de Nacala é uma das causas da crise a que a empresa Aeroportos de Moçambique encontra-se mergulhada. Para viabilizar a sua construção, o governo foi ao Brasil pedir um empréstimo de 125 milhões de dólares e outro valor complementar foi cedido pela banca nacional.

Cinco anos depois da sua inauguração, o mesmo não gera lucros. Como saída o governo decidiu lançar um concurso para encontrar um parceiro para a gestão, só que até aqui não houve manifestação de interesse.

O ministro dos Transportes e Telecomunicações, Carlos Mesquita, garantiu que até finais do próximo ano a Tmcel voltará a estar numa posição de competição com as outras duas operadoras de telefonia móvel existentes no país. Neste momento, está a ser investido mais de 130 milhões de dólares para a modernização tecnológica.
 
Começou por ser Moçambique Celular, ou simplesmente, Mcel, a primeira companhia de telefonia móvel criada em 1997. Depois de anos de monopólio, foi aberto o mercado e entraram mais duas novas empresas, uma delas, a principal concorrente, passou para a posição de liderança.

Com a crise que afecta as empresas públicas e ou participadas pelo Estado, no ano passado o governo decidiu fundir as empresas Telecomunicações de Moçambique e Mcel, tendo dado lugar à Tmcel que neste momento está a fazer de tudo para recuperar o trono. Para já, a palavra de ordem é investimento na tecnologia.

O empréstimo de 130 milhões de dólares por parte  da  Exin Bank da China é para a reestruturação tecnológica em todo o país, que inclui a instalação de um outro cabo de fibra óptica para melhorar as comunicações.

E no espírito de uma concorrência saudável, o Executivo aprovou a legislação que operacionaliza a partilha de infra-estruturas de telecomunicações como antenas e agora discute-se acordos de interligação entre as operadoras para a comunicabilidade dos serviços financeiros que cada uma desenvolve.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE