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Especialistas defenderam na Feira Moztech de hoje que ferramentas tecnológicas, como é o caso de BlockChain e Machine Learning têm estado a ajudar as sociedades nos diferentes trabalhos que desenvolvem e facilitam as operações, reduzindo o custo do tempo. 

O Machine Learning é até uma tecnologia da inteligência artificial que foi usada no recente censo da população em Moçambique, no processamento de dados que foram necessários  digitalizar após o trabalho dos recenseadores. 

O Machine Learning foi usado como um forma de confirmar o que se pretendia registar como informação recolhida verdadeira e o que os recenseadores tinham o escrito durante o seu trabalho, o que facilitou em grande o trabalho da digitalização dos dados pela primeira vez. 

Por outro lado, os presentes ficaram a saber que a tecnologia Blockchain está presente nas transações financeiras que efectuam, sendo uma ferramenta que garante o reconhecimento das operações financeiras efectuadas e a respectiva segurança. 

Portanto, o Blockchain é um tipo de Base de Dados Distribuída que guarda um registo de transacções permanente e à prova de violação. A base de dados Blockchain consiste em dois tipos de registros: transacções individuais e blocos.
Neste painel, designado "O que está a mudar o Mundo? Blockchain, Machine Learning e Inteligência Artificial"  fizeram parte, Orquídea Santos,  Business Analyst da Novabase, como oradora principal, João Gonçalves, Director da Asseco PST, Adelina Moura, Business Analyst da Axians e Emerson Mussá, Consultor da NovaBase, como oradores.  O tema foi moderado pela Directora de Informação do Grupo Soico, Olívia Massango.

Pedro Rodrigues e Francisco Serzedello directores da Desafio Global partilharam ferramentas para o uso de tecnologias em apresentações e eventos, para captar a atenção do público, no segundo dia de debates da Moztech.

Segundo os oradores, eventos são instrumentos que servem como ferramenta de comunicação e marketing para passar mensagens aos participantes. Através da internet é possível ter acesso a informação em qualquer lugar do mundo. 

Outra ideia defendida pelos oradores é o uso do conceito das marcas na criação de ambientes para comunicar novos produtos. Estratégia esta que envolve as pessoas e da dinâmica aos eventos.

Os oradores argumentaram que é sempre importante adequar a tecnologia a realidade do lugar.

"O uso de tecnologias nos eventos deve ser justificado pela magnitude do próprio evento devido ao custo dos equipamentos tecnológicos", defenderam os oradores. 

Rodrigues e Serzedello defenderam que o maior desafio enfrentado na organização de eventos está relacionado ao tempo que os clientes pedem na hora de fazer os projectos.

A "batalha de ideias" rumo a digitalização iniciou ontem, na Arena 3D, na KaTembe.

Na tarde desta quinta-feira, foram selecionados os cinco finalistas do Business Challenge. Ainda esta noite serão conhecidos os três vencedores.

Dos apurados a fase final, destaque para uma startup feminina, que encantou o corpo de júri com o projecto de desenvolvimento de um aplicativo de jogo "Txuva" para o telemóvel.

Ao todo foram 30 startups, que durante a sexta edição da maior feira de tecnologias de Moçambique, Moztech,  apresentaram ideias inovadoras.

 

As startups Xipalapala, Bacelapp e Umbrella foram os grandes vencedores do concurso Moztech Bussiness Challangue 2019. Os três projectos vencedores foram anunciados na noite desta quinta-feira durante a Gala Moztech Awards, realizada no âmbito da sexta edição a maior feira de tecnologia de Moçambique.

A Xipalapala, o grande vencedor, recebeu um cheque no valor de 50 mil meticais, um computador e um sistema de gestão e contabilidade e formação para os membros da companhia sobre o mesmo.

Trata-se de um aplicativo de congrega cerca de 30 rádios comunitárias e cria facilidades para que empresas que queiram inserir anúncios, garantindo que ao partilhar o áudio na plataforma, esteja disponível para todas as rádios com a possibilidade de tradução para várias línguas nacionais.

Em segundo lugar ficou a Bacelapp, um aplicativo que lhe oferece aos seus usuários descontos directos de até 30% em vários estabelecimentos, de diversos sectores como saúde, entretimento, vestuário, alimentação, entre outros. O aplicativo está dividido em 4 sectores, gastronomia, produtos, serviços e eventos e tem desconto em todos os estabelecimentos parceiros inscritos no aplicativo.

Recebeu um cheque no valor de 25 mil meticais, um computador oferecido pela Nova Base e, também, um sistema de gestão e contabilidade e formação para os membros.

Já o terceiro classificado foi a Umbrella, um aplicativo que actua no mercado de seguros e que permite, através de um smartphone, aceder a uma seguradora e solicitar assistência na via pública.

Ainda na gala Moztech Awards foi lançado o projecto pelo Ministério dos Transportes e Comunicações em parceria com o Banco Mundial o projecto Hack4Moz, um evento que visa reunir programadores com o objectivo de desenvolver projectos tecnológicos, de moçambicanos para moçambicanos.

O Presidente do Conselho Executivo da Moztech, Daniel David prometeu na ocasião muitas surpresas e inovação na próxima edição da Expo Digital de Moçambique. 
 

Iniciou hoje a sexta edição da maior feira de tecnologia de Moçambique, Moztech, que decorre na Arena 3D da Katembe. Coube ao PCA do Grupo Soico Daniel David fazer o discurso de abertura. O PCA desafiou aos participantes a apostar na nova era das tecnologias.

"A tecnologia é uma plataforma importante para enfrentar os desafios do futuro, a tecnologia não tem espirito e não tem alma o grande desafio para os estudantes é acreditar que o futuro deste país depende deles", disse o PCA.

Já a Confederação das Associações Económicas de Moçambique espera que a sexta edição da Moztech contribua com os seus debates para a identificação de caminhos e oportunidades para o desenvolvimento da economia, através da criação de pequenas e médias empresas.

“Que este evento sirva como uma verdadeira plataforma de oferece um leque de oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios e de pequenas e médias empresas”, disse o vice-Presidente da CTA, Álvaro Massingue.

Um dos parceiros da Moztech, a CTA espera que as próximas edições possam chegar a outras províncias do país e dessa forma possa facilitar a criação de oportunidades para o desenvolvimento. “Gostávamos de ver esta iniciativa replicada em outras províncias do país”, terminou.

A embaixada de Suécia é uma das parceiras da sexta edição. Na sua intervenção olhou para a história da Suécia como exemplo de um país que transformou-se digitalmente.

Na suécia, as universidades são financiados com fundos públicos e são chave para a aliança tripla que contribuiu para o desenvolvimento da suécia. Disse que o país tinha um grande sector industrial mas com o passar do tempo essas empresas deixaram de ser lucrativas, deixando várias pessoas no desemprego.

“Hoje na suécia usamos a palavra digitalização quando olhamos para os nossos serviços, como por exemplo os serviços de compras por internet”, disse a embaixadora, Maria da Cruz, exemplificando que há 50 anos o rato era um simples rato mas agora pode ser usado como uma ferramenta importante para a facilitação de vários serviços.  

“O governo sueco trabalha para a digitalização sustentável. Não deixamos grupos ou segmentos da população fora do processo de digitalização. Neste momento o Governo está a trabalhar arduamente para expandir o acesso a banda larga”, acrescentou. 

 

 

Com o tema “Transformação digital: onde estamos e para onde vamos”, quatro painelistas da feira Moztech juntaram-se no primeiro painel que abriu o ciclo de debates sobre a transformação digital.

Suzana Veloso, oradora vinda do Brasil e que trabalha há 15 anos na área digital, defende que a transformação digital veio trazer mudanças em várias áreas da vida, particularmente na área do trabalho, onde aposta-se mais nas tecnologias de comunicação e informação.

Entretanto, a oradora diz que tal não deve ser encarrado como ameaça ao emprego, porque apesar dessa revolução, haverá sempre tarefas que exigem presença física. Veloso vai mais longe ao dizer que a transformação digital veio abrir horizontes para as pessoas, porque estas vivem num mundo global, sem fronteiras e que tal acontece até para o mercado de trabalho. Já Jorge Octávio, do Millenium BIM, diz que a estratégia de contratação mudou no mercado de trabalho e a aposta vai para pessoas que tenham pensamento digital. Contudo, alinha na ideia de que o ser humano terá sempre o seu espaço em meio a transformação digital, particularmente no mercado de trabalho.

José Nunes, por sua vez, membro executivo do Conselho de Administração da Assecu PST, defende, por sua vez, a busca de valor acrescentado no uso das plataformas digitais para que estas possam, de facto, ser úteis à sociedade.

Entretanto, para a Autoridade Reguladora das Comunicações (ARECOM) em Moçambique, falta no país uma estratégia de transformação digital, que deve prever o investimento nas infra-estruturas e o incentivo para o uso das novas plataformas. Tuaha Mote, engenheiro da ARECOM diz esperar que o próximo ciclo de governação apresente uma estratégia de transformação digital.

"Poucas mulheres têm acesso a educação técnica no mundo das tecnologias", disse Mariam Umarji sobre O papel da mulher na era digital, segundo tema de debate da VI edição da Moztech.

Para as cinco painelistas que falavam no debate é preciso entender onde está o problema do acesso a tecnologias, elaborar estratégias de criação de programas que incluam a mulher e reforçar a importância da inclusão da mesma em programas tecnológicos.

A representante da Girl Move Academy, Sónia Catingue, diz que é importante que as mulheres tenham acesso as tecnologias para que elas possam ser de certa forma independentes.

Para Mariam Umarji, moderadora do debate, a inclusão da mulher na era digital deve ser por mérito e não por tratamento especial." É preciso reconhecer que quando as mulheres estão no ramo da tecnologia podem fazer a diferença", disse.

Um mercado em expansão. Essa é a realidade das Fintech, ou por outras, provedores de plataformas de pagamentos electrónicos, mas que no entanto, traz consigo alguns desafios para o país.

A sexta edição do Moztech, que decorre na Arena 3D, na KaTembe, juntou um painel com os 'players' deste sector, que discutiu a Sustentabilidade das Fintech: Que desafios para o Crescimento.

Coube a João Gaspar, líder da Associação Moçambicana de Fintech, dar o pontapé de saída no debate, que chamou atenção para a necessidade da aprovação de uma legislação que regule esse mercado.

"Há pelo menos 10 milhões de moçambicanos que não usam esse tipo de tecnologias. O mercado está a crescer, mas há que regular", disse Gaspar.

Acrescentado, que "em Moçambique há um paradoxo. O que não está legislado é proibido".

A mesma ideia foi defendida por José Samo Gudo, director-geral da Tablu Tecnologia, para quem "a regulamentação é um elemento importante para o crescimento das Fintech".

Para Dianora Covane, chefe do retalho da Société Générale Moçambique, outra das limitações para o crescimento desse tipo de mercado prende-se com o financiamento.

O Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Flávio Menete, diz ser urgente a criação de uma Unidade de Recuperação de Activos (URA) em Moçambique.

Para Menete, é esta unidade que se deverá responsabilizar por identificar onde são depositados os activos "saqueados" dos cofres do Estado, recuperá-los e devolver ao Estado.

Para isso, "não podem ser integrantes da URA quaisquer pessoas, devem vir das entidades que lidam com o assunto dos activos", nomeadamente, a Autoridade  Tributária, a Polícia, os Tribunais, bem como a própria Assembleia da República.

Menete falava numa conferência organizada pelo Centro de Integridade Pública, onde deu exemplo dos recentes casos em que foram confiscados bens de alguns antigos dirigentes indiciados de envolvimento em grandes casos de corrupção, como é o caso da ex-ministra do trabalho,  Maria Helena Taipo.  Segundo ele, "as esquadras estão  a ser verdadeiros cemitérios desses bens", isto porque não se sabe qual destino se deve dar aos mesmos e, por isso, os bens continuam lá.

Fizeram parte do painel do evento o jurista norte-americano Richard Messeik e o economista Joseph Hanlon.

Messeik sugeriu que Moçambique recorra à Convenção da Organização das Nações Unidas sobre a corrupção que permitem que um Estado vá ao outro para recuperar seus activos, bem como pedir que seja paga uma indemnização pelos danos que a falta daqueles activos causou ao Estado.

Já, Joseph Hanlon, sendo mais específico ao caso das dívidas ocultas de Moçambique, sugeriu que o Estado proponha a Manuel Chang que dê toda a informação relacionada com os activos tirados do Estado e deixá-lo livre do julgamento.

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