Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Fundo para o Fomento de Habitação procedeu ontem, no distrito de Chongoene, ao lançamento da terceira fase do projecto de construção de casas para jovens e funcionários públicos. Trata-se de casas Tipo 2 e incluem seguro de vida para os inquilinos.

Foi em meio a cânticos e dança tradicional que o ministro das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, fez a entrega das chaves aos primeiros inquilinos das 37 casas do Tipo 2, construídas pelo Fundo para o Fomento de Habitação.

Momentos depois, o ministro das Obras Pública e a governadora da província de Gaza, Stella da Graça lançaram a terceira fase do projecto.

João Machatine reiterou o cometimento do Governo em garantir habitação condigna para os jovens. Já a governadora de Gaza, destacou aposta do Fundo para o Fomento de Habitação em Chongoene.

O projecto de habitação de Chongoene está orçado em mais 240 milhões de meticais. O pagamento das casas compreende duas modalidades, sendo 2.5 milhões de meticais numa única prestação e 16 mil meticais de prestação mensal durante 15 anos, com seguro de vida para inquilinos.

 

 

A província de Nampula exibiu ontem as suas potencialidades, na 10ª feira empresarial realizada em Nacala, e que contou com a visita do Chefe de Estado. Filipe Nyusi interagiu com os expositores e ficou impressionado com os produtos agrícolas e pesqueiros.

A 10ª feira empresarial realizada esta sexta-feira em Nacala-Porto constituiu uma oportunidade para os 23 distritos de Nampula mostrarem o que melhor produzem.

Dos produtos agrícolas era possível ver castanha de caju processada e a não processada, amendoim, mandioca, hortícolas, cereais, como milho, arroz, mapira, e tantos outros… Os distritos costeiros como Angoche têm o peixe, camarão, lula e caranguejo, como a bandeira de produção e uma das principais fontes de rendimento.

E dentro do país, os jovens procuram cada vez mais apostar na formação e abraçar o empreendedorismo. É o caso da jovem Neyse Aly Issufo, formada em construção civil que abriu a sua própria empresa. A arte também esteve presente …com objectos de cerâmica e obras de pintura bastante inspiradoras.

O Presidente da República foi o convidado de honra da 10ª feira empresarial de Nampula, e de stand em stand foi apreciando e conversando com os expositores…

Ainda ontem, Filipe Nyusi inaugurou um hotel na cidade de Nacala-Porto para além de ter visitado uma fábrica de artigos plásticos, implantada na primeira Zona Económica Especial.

Eleições Gerais 2019: Nyusi apela afluência de eleitores às urnas

Ainda em Nacala, já na qualidade de presidente do partido FRELIMO, Filipe Nyusi teve um encontro com milhares de membros e simpatizantes do seu partido, onde aproveitou para apelar a afluência às urnas no dia das eleições gerais.

 

As tendências da economia moçambicana, os desafios e possíveis soluções são as reflexões do novo livro de Salim Valá, lançado esta sexta- feira em Maputo.

A completar meio século de vida, Salimo Valá, actual presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, brindou o público com mais um livro intitulado “Economia moçambicana numa encruzilhada”.

Trata-se de uma obra que retrata a economia moçambicana nos últimos cinco anos, as políticas públicas, o mercado de capitais e o desenvolvimento territorial.

Os recursos naturais são também objecto de reflexão no livro de Salimo Valá. Apesar de admitir que a exploração de recursos naturais, incluindo o gás, vai dinamizar a economia, o autor diz que não será essa a solução para acabar com a pobreza.

A obra “Economia Moçambicana em encruzilhada” teve a chancela da Escolar Editora e é o sexto livro de Salimo Valá.

 

 

O Presidente da República inaugurou hoje, em Nacala Porto, província de Nampula, um complexo logístico de grafite. O empreendimento está preparado para garantir toda logística do minério a ser extraído em Balama, Cabo Delgado, para a exportação.

O Complexo Logístico de Nacala Porto, inaugurado esta sexta-feira pelo Presidente da República, vem reforçar a implementação da Zona Económica Especial de Nacala.

“Dos mais de 200 trabalhadores de contratação directa nesta unidade, 98 por cento são jovens, maioritariamente recrutados aqui em Nacala e emprega também cerca de 150 trabalhadores através de empresas subcontratadas que operam neste complexo”, informou o PR.

Contudo, o Chefe de Estado lança um desafio aos investidores.

“Que o complexo seja explorado no seu máximo e que sirva de incentivo para implementação de mais projectos na zona económica de Nacala

Grande parte da mão-de-obra do Complexo Logístico é moçambicana. O investimento é da empresa Grindrod.

“Cerca de 24 milhões de dólares norte-americanos foram usados em infra-estruturas, equipamento e na criação de 350 postos de trabalho. Grindrod orgulha-se por trabalhar com empresas locais, transportadoras locais e as autoridades locais”, disse o representante da Grindrod
 

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos lança duras críticas ao sector de estradas no país. João Machatine denuncia casos de influência na adjudicação de obras públicas.

O sector de estradas e parceiros reuniram esta sexta-feira, em Maputo, em busca de soluções para responder aos desafios do ramo. Um dos grandes problemas deste sector, prende-se com a falta de fundos para a manutenção de estradas.

João Machatine deu a conhecer ainda as novas regras a entrarem em vigor no sector de estradas e obras públicas. O ministro das Obras Públicas lançou duras críticas à Administração nacional de Estradas, denunciando indícios de tráfico de influências.

O encontro de reflexão da área de estradas coincide com a celebração do vigésimo aniversário do sector.

 

 

Consultores da FocusEconomics falam em “enfraquecimento drástico” do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique este ano. O pesado fardo da dívida pública e os impactos dos desastres naturais são apontados como factores por detrás da má performance da economia.

Cortes e mais cortes. Esta tem sido a amarga trajectória da economia moçambicana ao longo de 2019, muito castigada de forma inesperada pelos ciclones tropicais Idai e Kenneth, que arrasaram infra-estruturas socioeconómicas e deixaram o tecido empresarial de “rastos” no centro e norte do país.

Se no pior dos cenários, o Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano desacelere de 4.1% para 1.8%, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), as previsões mais recentes da consultora FocusEconomics batem mais no fundo, ou seja, um corte para 1.6%.

A recente avaliação (18 de Junho) desta consultora representa um corte de 1 ponto percentual em relação à previsão do mês anterior. Para 2020, também houve revisão em baixa, de 4.3% para 4.1%.

“O crescimento é visto enfraquecendo drasticamente este ano, devido ao impacto devastador dos ciclones Idai e Kenneth”, lê-se na avaliação. Antevendo, de seguida, que estes choques (ciclones) poderão piorar ainda mais as perspectivas de curto prazo, como resultado da assistência de emergência às vítimas e dos custos de reconstrução pós desastres.

Em jeito de resumo, a FocusEconomics constata que a economia iniciou o ano em queda, tendo o seu crescimento desacelerado para 2.5% no fecho do primeiro trimestre, devido à actividade mais fraca no sector de transporte, informação e comunicações, bem como na indústria de mineração.

ACORDO COM CREDORES

O novo acordo entre o Executivo de Maputo e os detentores dos títulos da dívida da Ematum, anunciado em Maio, mereceu elogio por parte dos painelistas desta consultora económica.

“O acordo proporcionaria ao Governo uma significativa redução do fluxo de caixa no curto prazo, enquanto os credores não teriam mais direito sobre as futuras receitas de gás do país, um ponto que enfrentou forte resistência interna sobre o acordo anterior (Acordo de Novembro de 2018)”, escrevem.

Recordando, no entanto, a recomendação da missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Maputo, que instou as autoridades a adoptarem uma estratégia mais abrangente para fazer face ao elevado endividamento do governo.

 

 

Com um índice de custo de vida na ordem de 3.3% no arranque do 2º trimestre deste ano (Abril), Moçambique teve a sexta inflação mais baixa a nível dos países-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O Índice de Preços Harmonizado da SADC (HCPI, sigla em inglês) indica que Moçambique foi o sexto país da região mais barato, com um custo de vida de 3.3% em Abril, atrás da Tanzânia (3.2%), Botswana (3.1%), Eswatini (2%), Seychelles (1.9%) e Maurícias (record de 0.1% negativo).

Em contrapartida, a “irmã” Angola e o vizinho Zimbabwe figuraram como os dois países mais caros da região, com o índice de inflação a registar taxas de dois dígitos, ou seja, 16.5% e 71.3%, respectivamente.

A inflação média da SADC situou-se nos 7.9% no início do segundo trimestre (Abril), sendo que a maioria dos estados-membros observaram taxas abaixo desta média regional, excepto Angola e Zimbabwe. Malawi igualou a média.

Na sua série número 92, o HCPI refere que a maioria dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral registaram aumentos na taxa de inflação mensal em Abril de 2019, com a excepção das Maurícias (sem alteração), enquanto o Malawi registou uma desaceleração significativa de 3.9%. O maior aumento foi verificado pelo Zimbabwe (6%).

Em termos de inflação homóloga por produtos, consta que cinco divisões registaram inflação anual inferior à média regional de 7.9% em Abril de 2019. Entre elas estão a comunicação (0.5%), educação (5%), alimentos e bebidas não alcoólicas (6.8%), transporte (7.3%) e divisão de restauração e hotéis (7.4%).

Já em termos mensais, ou seja, entre Março e Abril, todas as divisões registaram aceleração no índice de custo de vida. O maior aumento foi registado nas divisões de transportes (1.7%), seguido por bebidas alcoólicas e tabaco (0.9%).

 

As Pequenas e Médias Empresas (PME) conseguiram um volume de negócios na ordem de 549.2 milhões de dólares, resultante da prestação de serviços às multinacionais da indústria extractiva em 2018.
 
Um total de 365 PME moçambicanas foram contratadas pelas multinacionais da indústria extractiva no ano passado, para fornecerem bens e serviços. O número de empresas contratadas representa um crescimento de 68% em relação ao registo de 2017.

Esses contratos resultaram num volume de negócios de cerca de USD 549.2 milhões em 2018, contra USD 97 milhões, um aumento em cerca de 466%, indica a Conta Geral do Estado.

No período em análise, constatou-se que a Sasol, Mozal, Areias Pesadas de Moma, Jindal Africa e a ICVL Benga, obtiveram lucros que totalizaram 282,52 milhões de dólares. No sentido inverso os projectos de Minas de Revúboe, Vale Moçambique, MidWest Africa e Ncondezi registaram um prejuízo no valor de 1.089,72 milhões de dólares.

No global, as empresas deste ramo de actividade tiveram um prejuízo na ordem de 807,2 milhões de dólares, refere a CGE de 2018, consultada pelo “O País”.
Relativamente à contribuição para a receita do Estado, este grupo canalizou cerca de 175,7 milhões de dólares em 2018, equivalentes a 5% da receita total cobrada, o que corresponde a um decrescimento de 3,7% face ao anterior.
Durante o ano de 2018, os empreendimentos da indústria extractiva empregaram 6.280 trabalhadores, contra 6.268 trabalhadores em 2017, o que corresponde a um aumento de 0,2%. 

Do total dos trabalhadores em 2018, cerca de 5.804 são nacionais e 476 são estrangeiros. O sector mineiro foi o que mais trabalhadores empregou num total de 4.971, o que corresponde a 79,2% do total dos trabalhadores.

 

 

O The Economist Intelligence Unit acredita que a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos não vai enfrentar dificuldades para obter o financiamento de mais de dois mil milhões de dólares para garantir sua participação no negócio da Área 1 da Bacia do Rovuma.

A estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique deverá ter muita facilidade para conseguir o financiamento necessário para garantir a sua participação nos projectos de gás natural da bacia do Rovuma, escreve a EIU, citado pela plataforma Macauhub.

O projecto Área 1, liderado pelo grupo americano Anadarko Petroleum Corporation, exige que cada parceiro angarie os fundos necessários para garantir a sua participação, sendo que no caso da ENH, que detém 15% do consórcio, esse montante ascende a dois mil milhões de dólares.
A EIU afirma que a estatal não deverá ter dificuldade em angariar aquela soma de dinheiro, não obstante todos os problemas relacionados com as dívidas contraídas por empresas públicas com avais do Estado cujos juros nunca foram pagos nem o capital começou a ser amortizado.

O mais recente relatório da EIU sobre Moçambique recorda que o projecto Área 1 é sólido em termos financeiros, envolve empresas estrangeiras credíveis, que o processo é transparente e que foi aprovado pelo parlamento do país, o que não aconteceu com a emissão de euro-obrigações e os dois empréstimos contraídos por três empresas públicas.

O início do processo de exploração dos depósitos de gás natural, cuja decisão final de investimento do bloco Área1 foi anunciado no passado dia 18 de Junho corrente, irá desempenhar um papel importante na evolução do Produto Interno Bruto do país, que a EIU prevê venha a crescer à taxa de 7,5% em 2023.
Este ano a economia de Moçambique deverá registar uma contracção de 2,2%, para voltar a terreno positivo em 2020, com uma taxa de 2,7% e de 5,6% nos anos de 2021 e 2022.

A EIU recorda, no entanto, que o mercado mundial de gás natural regista neste momento uma oferta que excede a procura, se bem que a decisão final de investimento do bloco Área 1 tenha sido tomada depois de o consórcio ter conseguido contratos de longo para o fornecimento de 11,18 milhões de toneladas de gás natural por ano, nomeadamente nos mercados da Ásia.
A contracção económica prevista para este ano deriva dos prejuízos de grande dimensão causados em infra-estruturas, edifícios, portos e campos agrícolas com a passagem dos ciclones Idai e Kenneth.

Economist Intelligence Unit (The EIU) é a líder mundial em inteligência de negócios. Ajuda as empresas, o sector financeiro e os governos a entenderem como o mundo está em mudanças e como isso pode criar oportunidades a serem aproveitadas e riscos a serem gerenciados.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE