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O País – A verdade como notícia

A empresa Aeroportos de Moçambique diz ter pago todos os salários no dia 20 de Junho graças "às boas relações" que tem com os bancos. Isto permitiu fazer uma dívida enquanto as suas contas estiverem congeladas por ordem do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

A empresa não aceitou revelar os números, mas garantiu que se trata de uma dívida de muito curto prazo, mesmo assim pressupõe pagamento com juros.

O congelamento ordenado pelo tribunal deve-se a uma acção judicial movida pela Comissão Liquidatária do extinto Nosso Banco.

A comissão exige que a Aeroportos de Moçambique pague a dívida de 820 milhões de meticais em menos de um ano, "o que é impossível tendo em conta a situação actual da empresa", como explicou o Administrador Financeiro da empresa, Saíde Júnior.

De qualquer das formas, a empresa espera que a situação seja resolvida ainda hoje ou, "mais tardar, quarta-feira".

Um estudo recente da rede mundial de aviso prévio sobre segurança alimentar, Fews Net, antevê que muitas famílias dependentes da agricultura esgotem suas reservas nos celeiros até Setembro próximo.

A produção agrícola da época 2018/2019 está com níveis abaixo da média dos últimos cinco anos, com a Fews Net, a prever que as famílias com alguns produtos nos seus celeiros esgotem até Setembro próximo. Devido à esses choques, as famílias estão a realizar trocas dos seus animais por comida, bem como a venda de carvão vegetal e madeira.

E mais, “Moçambique enfrenta a pior insegurança alimentar dos últimos três anos”, refere a Fews Net, citada pelo Observador.

Na sua análise intitulada “Perspectiva sobre segurança alimentar”, a Fews Net aponta que a emergência humanitária que se vive em muitos distritos de Moçambique é provocada pela passagem dos ciclones Desmond, Idai e Kenneth, chuvas torrenciais e inundações, no centro e norte, e pela seca, no sul.

O estudo refere ainda que 67.500 crianças com idades entre seis e 59 meses sofrem de malnutrição aguda nos distritos analisados. Deste número, 6.500 crianças sofrem de malnutrição severa aguda.

Entre Maio e Junho, a assistência humanitária às populações em situação de fome atingiu 1,6 milhão de pessoas nos distritos afectados por ciclones no centro e norte do país.
“Há, contudo, muitos agregados que ainda não recebem nenhum tipo de assistência alimentar”, realça a rede mundial de sistemas de aviso prévio.

A Fews Net indica que mais de um milhão de toneladas de culturas, incluindo milho, arroz, amendoim, feijão e vegetais, foram destruídas nas três regiões do país, devido aos ciclones e à seca. Os desastres naturais destruíram embarcações e equipamentos de pesca, uma actividade importante para a sobrevivência de milhares de famílias das zonas costeiras.

 

 

O Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial acaba de aprovar um montante total de 420 milhões de dólares em doações e garantias da Associação Internacional de Desenvolvimento para Moçambique, destinado a reforçar a capacidade de transmissão de energia para o mercado interno e regional, assim como o aumento da capacidade de geração de energia através de investimentos do sector privado.

O projecto irá beneficiar igualmente de cofinanciamento resultante de uma subvenção de 24 milhões de dólares do Fundo Fiduciário Norueguês.  

Elaborado como uma operação integrada que inclui simultaneamente investimentos públicos e privados, o Projecto Regional de Electricidade de Temane (TREP) irá financiar a construção de uma linha transmissora de alta voltagem de 563 km entre Maputo e Vilanculos, mais concretamente Temane, e apoiar o financiamento do sector privado de uma central de ciclo combinado de 400 MW.

Em conjunto, essas operações deverão reforçar a produção e transmissão de energia em Moçambique e na África Austral. O projecto possibilitará um investimento privado na ordem dos 750 milhões de dólares na produção de energia.  

 

 

 

Com o financiamento directo ao Orçamento do Estado (OE) suspenso desde Abril de 2016, na sequência do escândalo da dívida pública, o Fundo Monetário Internacional(FMI) abre novas perspectivas para o país.

“Um possível retorno ao financiamento a Moçambique só será discutido depois das eleições gerais de 15 de Outubro próximo. Mas, há boas perspectivas”, revelou Ari Aisen, representante do FMI em Maputo.

Para Aisen, a recente Decisão Final de Investimento (DFI) do consórcio liderado pela Anadarko, na Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, trouxe um “voto de confiança”.

Sobre a declaração da nulidade da controversa dívida da Ematum, por parte do Conselho Constitucional (CC), o FMI diz ser um “espectador” entre o Governo e credores.

O Banco Mundial está a financiar com 47 milhões de dólares na gestão florestal nas províncias da Zambézia e Cabo Delgado. Com o investimento, o MITADER tem a responsabilidade de garantir condições propícias de gestão de florestas e terras em áreas já selecionadas naquelas duas províncias do centro e norte do país.

 A fotografia do desmatamento das florestas não é das melhores a escala nacional. Todos os anos Mais de duzentos mil hectares são desmatados. O projecto de investimento florestal designado (MozFip), coordenado pelo Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, está a promover plantações florestais em nove distritos da Zambézia e sete distritos de cabo delgado.

“200 mil hectares que eram desmatados por ano, mas o último estudo que foi feito do relatório de desmatamento que foi divulgado a pouco tempo essa taxa subiu para 0.78 por cento”, disse Faruk Tavares-Técnico Florestal/FNDS

O processo de reflorestamento está a decorrer em coordenação com as comunidades e sector privado naquelas duas províncias do centro e norte do país.
 

O Governo ainda não tem data para criação do Fundo Soberano para gestão das receitas provenientes da indústria extractiva. O instrumento foi mais uma vez a debate nas jornadas científicas anuais do Banco Central.

A definição do modelo do Fundo Soberano a seguir, tem sido o principal “Calcanhar de Aquiles” para Moçambique avançar em definitivo com a criação deste fundo, visando a gestão das receitas provenientes da exploração de hidrocarbonetos.

“É uma reflexão que está a acontecer e estamos a acolher contribuições da sociedade para encontrar o melhor modelo que se ajusta a Moçambique”, disse Adriano Ubisse, Director-nacional do Tesouro
 
Entretanto, Adriano Ubisse diz que não foi definido o prazo para criação do fundo.

“Penso que a dinâmica das discussões vai determinar o horizonte temporal, mas claro que é uma prioridade naquilo que são os objectivos do Governo”, acrescentou Ubisse.
 
O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Mateus Magala, um dos principais oradores das jornadas científicas do Banco de Moçambique, defendeu que o modelo a seguir deve estar alinhado com a realidade do país.
 
Refira-se, que o Fundo Monetário Internacional predispõe-se a apoiar na institucionalização do Fundo Soberano em Moçambique, elogiando a iniciativa do Banco Central levar a debate este tema.
 

Dois financiamentos, um único objectivo: Facilitar o acesso ao financiamento bancário para projectos agrícolas em Gaza e Tete. 

Para o Protomate, um projecto de processamento de tomate em Gaza, o Banco Africano de Desenvolvimento vai dar 230 mil dólares e ao Xicoa Fish Farm, de captura de peixe tilápia, o valor será de 150 mil. Essa verba será destinada à concepção do plano de negócios e estudo de viabilidade. 

A vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar, Luísa Meque diz que o financiamento atribuído aos dois projectos é mais uma prova de que o BAD está com o país no desenvolvimento da agricultura.

Para os beneficiários este é um passo muito importante para a materialização dos seus projectos. Os beneficiários deverão avançar com os estudos necessários e requerer licenças das suas actividades. 

 

O segundo dia da conferência que promove negócios entre os Estados Unidos e mais de dez países africanos é marcado pelo debate sobre a importância da inclusão da mulher na tomada de decisão sobre grandes negócios.

Citando o ditado africano "quando investimos na mulher, investimos na sociedade", oradores do debate "Empoderamento Económico da Mulher" falaram sobre a importância de fornecer crédito a startup’s dirigidas por mulheres.

Segundo a oradora Kathryn Kaufman, países como o Egipto estão a investir em novas leis para inclusão da mulher em todas as áreas e principalmente no poder executivo.

"O governo do Egipto investe em políticas que garantem a educação dos jovens, com especial destaque a igualdade de oportunidades para rapazes e raparigas. O que o Egipto está a fazer é criar leis de inclusão social, para que não exista discriminação da mulher em casos de investimento para um negócio e acesso a terra", explica Kaufman.

Neste debate também foram apresentados resultados positivos de investimentos em empresas lideradas por mulheres, como o projecto da primeira-dama dos EUA, Melania Trump que apoia  startup’s  de pequenas empreendedoras ensinando-as  a gerir o seu cash-flow para que sejam empreendedoras de sucesso.

O primeiro painel do segundo dia da Cimeira de negócios EUA-África debate sobre “Empoderamento económico das mulheres”. 

No evento que decorre no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, especialistas da África e Estados Unidos falam de experiências das mulheres nas finanças defendendo que o empoderamento económico da mulher estimula o desenvolvimento. 

Como assegurar que as mulheres tenham mais oportunidades? Como incluir as mulheres na economia? Como empoderar a mulher?
“Empoderar uma mulher é empoderar uma comunidade. É preciso investir na mulher, garantir financiamento para mulheres empreendedoras. Precisamos fornecer mais espaço para as mulheres, pensar fora da caixa e pensar em como buscar a mulher para a questão tecnológica. É preciso que haja parceiros femininos que trabalhem com os homens, pois, o empoderamento é um factor importante para o crescimento de um país e da mulher”, defendem os especialistas.

Porque os trabalhos da mulher ainda não são valorizados no seu todo, especialistas defendem a necessidade de se criar espaço para as mulheres mostrarem que são activas na esfera económica. 

 

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