O País – A verdade como notícia

O anúncio foi feito hoje pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, na abertura do Fórum dos Portos e Caminhos de Ferro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que decorre em Maputo.

Cada um dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral tem a sua função e a de Moçambique é garantir o fluxo dos transportes e Comunicações na região. Isto devido à sua localização costeira, o que permite instalar vários portos ao longo do país.

Razão, para Carlos Mesquita, mais que suficiente para que Moçambique tome a posição dianteira no que diz respeito aos Portos e Caminhos de Ferro a nível da SADC. E para isso têm vindo a ser levada a cabo várias reformas, entre elas a criação da primeira lei portuária do país que está para breve.

Segundo o ministro, o processo ainda não está muito avançado, sendo que o ante-projecto está em fase de “auscultação junto dos principais intervenientes deste ramo”.

“Do trabalho já realizado no quadro da elaboração e harmonização da referida lei portuária, constatámos ser consensual a pertinência deste instrumento, para ajustar o quadro legal em vigor aos actuais desafios caracterizados pelo aumento de investimentos e diversidade de operadores portuários no país”, destacou o dirigente quando proferia o seu discurso de abertura do Fórum.

E porque o evento junta os responsáveis pela administração do sector portuário e ferroviário da região, Mesquita fez questão de recordar que são eles que devem tomar a dianteira na melhoria dos processos na região e usou o que Moçambique tem vindo a fazer como exemplo.

“Temos envidado esforços para a criação de fronteiras únicas, capazes de operar 24 horas, por forma a acompanhar o funcionamento de outras operações terrestres e marítimas, bem como promover o alinhamento de outras entidades importantes na cadeia logística, que possam trazer ganhos de eficiência”, disse.

Entretanto este tipo de iniciativa só poderá ter sucesso se houver maior coordenação entre os países, diz Mesquita, garantindo que Moçambique tem vindo a tomar iniciativa de aproximação aos governos dos outros países da região.

Mas, “para além da harmonização com os governos dos países vizinhos para o reajustamento dos horários de fronteira, o Governo moçambicano está comprometido com a redução da burocracia e simplificação de procedimentos, para tornar os nossos corredores de transporte mais competitivos e eficientes”.

Para Carlos Mesquita, só assim é que se pode lograr sucesso neste e noutros sectores económicos dos país que dependem do fluxo portuário. Até porque os operadores “precisam de exportar ou importar as suas mercadorias a um tempo razoável e a preços competitivos. Esta deve ser a nossa visão como operadores de infra-estruturas e meios de transporte”.

E para reflexão durante os dois dias do Fórum, Mesquita lançou um desafio. “Os nossos portos precisam de consolidar a sua posição de uma das principais fontes de captação de divisas para financiar a economia nacional, bem como melhorar a balança comercial e o Producto Interno Bruto”.

A petrolífera norte-americana, Anadarko, que lidera o consórcio da Área 1 da bacia do Rovuma, anunciou esta segunda-feira a assinatura de mais um Contrato de Compra e Venda (CCV) do Gás Natural Liquefeito (GNL) ao grupo japonês JERA e à petrolífera CPC, de Taiwan.

Em comunicado da companhia, a que “O País” teve acesso, a Anadarko informa que vai fornecer 1.6 milhão de toneladas por ano (MTPA) por um período de 17 anos. O CCV será em regime ex-Ship, ou seja, o vendedor (neste caso Anadarko) será o responsável por levar a mercadoria de navio até o porto do país desejado pelo comprador.

Com este contrato, o portefólio de vendas de longo prazo da Mozambique LNG inclui agora quatro dos cinco principais mercados de importação de GNL do mundo. Assim, com este contrato, eleva para 11.1 MTPA.

“Este acordo de compra conjunta com a JERA e a CPC reúne dois proeminentes clientes âncora asiáticos e garantirá um fornecimento fiável de energia mais limpa para responder às crescentes procuras do Japão e de Taiwan”, disse Mitch Ingram, Vice-presidente executivo da Anadarko para a Área Internacional, Águas Profundas e Pesquisa.

Acrescentando, que “estamos entusiasmados em dar o próximo passo com a previsão do anúncio da Decisão Final de Investimento (DFI) para o Projecto Mozambique LNG, no dia 18 de Junho, enquanto continuamos no caminho certo para concluir o processo de financiamento do projecto e assegurar as aprovações finais”.

A Anadarko está a desenvolver as primeiras instalações de GNL onshore em Moçambique, inicialmente compostas por dois módulos de GNL com capacidade total de 12,88 MTPA para apoiar o desenvolvimento dos campos Golfinho/Atum localizados integralmente na Área 1 offshore.

Refira-se, que a Anadarko Moçambique Área 1, Lda, subsidiária integral da Anadarko Petroleum Corporation opera a Área 1 offshore com uma participação de 26,5%. Os co-investidores incluem a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15 por cento), Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20 por cento), ONGC Videsh Ltd. (10 2 por cento), Beas Rovuma Energy Moçambique Limitada (10 percent), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10 por cento), PTTEP Mozambique Area 1 Limitada (8,5%).
 

 

É já quarta-feira que arranca a sexta edição da Moztech. Serão mais de cinquenta empresas que estarão a expor os seus produtos e serviços tecnológicos.

No local, equipas desdobram-se para garantir que o evento decorra com sucesso.

E porque a maior feira de tecnologias será acompanhada de debates em painéis que vão abordar diferentes temas, a sala para o efeito está a ser montada ao detalhe. Som, luz e palco, são elementos que estão a ser acautelados por uma vasta equipa de profissionais.

 

A empresa tecnológica provedora de serviços de facilitação do comércio, MCNet vai este ano participar da feira Moztech com grandes novidades. O objectivo é promover as startups nacionais como forma de contribuir para o desenvolvimento em diversos sectores da tecnologia.

Mozambique Community Network ou MCNet,SA é uma plataforma que tem como objectivo prover às Alfândegas de Moçambique ferramentas para facilitar o comércio e melhorar o ambiente de negócios com soluções tecnológicas inovadoras concebidas para facilitar e tornar acessível o comércio internacional, através da Janela Única Electrónica.

Este ano, vai, mais uma vez fazer parte da 6ª edição da feira de tecnologias, Moztech. Até porque não faltam razões. Para o Presidente do Conselho de Administração da MCNet a Moztech é uma plataforma bastante importante. “Olhando para o que a plataforma Moztech oferece, achamos que é uma solução bastante crítica, porque nos permite, não só interagirmos com aqueles que são os contribuintes, mas também aqueles que vão se tornar futuros contribuintes”.

Samo Gudo referiu ainda que, uma outra razão forte para se juntar a Moztech é que as TIC’s fomentam-se e que é preciso desenvolver a cadeia inteira. “Apesar de as TIC’s serem um enorme potencial é preciso que se fomentem para desenvolver a cadeia toda. Muitas vezes pensamos que as TIC’s são a solução da reforma dos serviços públicos, mas não é como tal”.

Para Samo Gudo as tecnologias representam 20% e os restantes 80% é todo um conceito que precisa ser discutido e amadurecido para que o projecto, de facto, possa ser um sucesso. A plataforma Moztech é um espaço propício para tal.
Neste ano a MCNet participa na Moztech de uma forma diferente. E destaca uma das suas maiores novidades.

“Nós como parceiro platina teremos um starup corner, que são micro, pequenas e médias empresas, queremos poder interagir com elas e também ajudar a expor as boas ideias e iniciativas, que achamos que podem contribuir, de certa forma para melhorar aquilo que é o desafio que temos no mercado, em termos de serviços”.

Essa abordagem da MCNet é motivada pelo facto de as startups terem um papel importante na área das tecnologias. “ O nosso objectivo não é só nos fazermos conhecer, porque o nosso mercado já está ciente daquilo que é o nosso produto, mas queremos criar espaço e oportunidades para que projectos que nós acreditamos neles sejam visíveis, não só no segmento em que actuamos”.

Samo Gudo espera que se criem soluções em diversos sectores. “ Esperamos que sejam projecto que podem criar soluções no mercado, dentro do sector da saúde, educação, agricultura, no acesso a água, entre outros sectores”.

A MCNet,SA, parceiro estratégico da maior feira digital, faz menção a sua participação no evento aliado a temática deste ano: “Transformação digital: Desafios da nova era”.

“A Plataforma Janela Única Electrónica é uma plataforma baseada nos processos de digitalização, o que quer dizer que saímos dos processos manuais para digitais, por tanto é um processo que queremos que seja replicado em todo o país”, disse.

    

 

O volume de negócios no sector de alojamento, restauração e similares abrandou no fecho do primeiro trimestre deste ano, em causa a quebra de confiança da classe empresarial deste ramo de actividade.

Entre Janeiro e Março de 2019, o indicador de confiança do sector de turismo em Moçambique registou uma queda ligeira, interrompendo assim o perfil favorável dos últimos dois trimestres. Este comportamento desfavorável da conjuntura do sector em análise foi influenciado pela diminuição do saldo de resposta extremo de todas variáveis componentes do indicador síntese do sector, com maior destaque para o volume de negócios que registou uma queda substancial no trimestre de referência, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em linha com o indicador síntese do sector, a perspectiva da capacidade hoteleira, para um futuro a curto prazo, diminuiu ligeiramente, facto acompanhado pela quebra da perspectiva de preços. “Esta tendência negativa do sector pode estar relacionada com as intempéries que o país sofreu no mês de Março”, refere o INE.

Cerca de 35% das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade no primeiro trimestre, o que representou um aumento de 3% de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior, facto que esteve em linha com o indicador sectorial.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura (40%), a concorrência (20%) e a falta de acesso ao crédito (13%) e os outros factores não especificados (12%) em ordem de importância.
No geral, e de acordo ainda com INE, em média, 30% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no primeiro trimestre de 2019, o que representou um aumento de 3% de empresas com limitação de actividade face ao trimestre anterior, facto que esteve em linha com o indicador de confiança empresarial que diminuiu no período em análise.

Essa situação foi influenciada, principalmente, pelo aumento de empresas com dificuldades nos sectores de transportes (51%), alojamento, restauração e similares (35%), de outros serviços não financeiros (22%), bem como o sector de comércio (22%) que registaram um aumento da frequência relativa de empresas com algum obstáculo no seu desempenho no período de referência.

Em contrapartida, os sectores da construção (38%) assim como a produção industrial (32%) registaram uma redução de empresas com alguma limitação no seu desempenho normal.

 

 

 

A startup Ethale Publishion mostra entusiasmo por participar da feira Moztech, por ser um espaço de aprendizado e poder mostrar o seu projecto para conseguir novas e futuras parcerias.

Mais uma ideia inovadora vai juntar-se à feira de tecnologias Moztech. Trata-se de uma plataforma de venda de livros africanos online. Um diferencial que teve um ponto de partida.
“Seria uma editora que ia tentar aparecer no mercado moçambicano com duas perspectivas diferentes: seria uma editora que ia explorar os livros clássicos africanos, aqueles que não existem em português, traduziríamos para que passassem a existir, falo de livros em francês e inglês”, explicou Jessemusse Cacinda.

Mais do que isso, a Ethale aposta na reedição de alguns livros clássicos moçambicanos e ser uma editora que aposte muito na literatura africana, dado que não existe um aplicativo de venda ou que disponibilize livros meramente africanos. “Iriamos recuperar alguns clássicos moçambicanos e apostar em novas vozes para a literatura africana”.

A Ethale Publishing vai pela primeira vez juntar-se à feira de tecnologias Moztech para apresentar o seu produto. “Vamos para a Moztech apresentar um protótipo de um aplicativo, que também tem o histórico da nossa existência como editora. Editamos dois livros e ensaiamos colocá-los em plataformas digitais como o Amazon e o WorldReader”.

A primeira publicação da Ethale, submetida no All The Reader teve muitos acessos, facto que fez com que a empresa fizesse mais pesquisas e constatou que não existem aplicativos que agregam a literatura africana. “Achamos que era uma oportunidade e investimos na criação de um aplicativo e agora estamos a buscar financiamento para a materialização”.

Segundo o director da startup, Jessemusse Cacinda, o aplicativo estará disponível para download em várias plataformas como android, IOS, assim como no website. Fez saber que o aplicativo vai compreender uma variedade de línguas, onde o utilizador tem opções. “O utilizador poderá selecionar a língua, porque numa fase final poderemos ter livros em português, inglês e Swahili e depois vai encontrar os títulos que teremos disponíveis e comprar o livro electronicamente”.

A ideia é revolucionar a indústria do livro digital em Moçambique, porque a capacidade de compra do livro físico é um desafio para muitos moçambicanos. E a Moztech vai ser um espaço adequado para divulgar, aprender e um caminho para encontrar parcerias com outros expositores e participantes.

“O nosso objectivo é por um lado aprender, porque o evento Moztech vai reunir stakeholders na área das tecnologias de informação e comunicação, apresentar o protótipo do nosso aplicativo, o Ethale Books, o produto que vamos apresentar e por essa via encontrar parcerias e sinergias de como é que esse aplicativo pode ser materializado”, concluiu.

 

 

 

Os preparativos para o arranque da sexta edição da maior feira de tecnologias do país, Moztech, decorrem a um bom ritmo, com detalhe e rigor para proporcionar momentos inesquecíveis em matéria de tecnologias.

O evento, pela primeira vez, vai decorrer na arena 3D, no Distrito Municipal da Ka-Tembe, na cidade de Maputo. A 5 km da ponte Maputo-Katembe, num percurso feito em 5 minutos de carro, no local onde se vai acolher a feira de tecnologias trabalha-se afincadamente para proporcionar o melhor ambiente aos expositores, nacionais e estrangeiros, bem como aos conferencistas e visitantes.

A Arena 3D tem uma área de mais de dois mil metros quadrados e com capacidade para acolher mais de três mil pessoas, bem como uma área reservada à restauração.

Quando faltam três dias para o arranque da Moztech, os 50 stands que vão acolher a exposição já estão montados. Isaac Fernandes, que está afrente da organização, garante que a execução dos trabalhos está acima de 80%.

O local é de fácil acesso e a expectativa é maior para a sexta edição da Moztech.

Ora, a segurança é elemento fundamental quando se trata dum evento da magnitude da Moztech e, neste aspecto, tudo está acautelado.

A sexta edição da Moztech será nos dias 15, 16 e 17 do mês em curso.

 

 

 

 

 

O governo quer que Moçambique conste do mapa dos maiores produtores de algodão. Mas no terreno, este desafio afigura-se difícil, uma vez que as metas tendem a baixar, segundo avançou na cidade de Tete, o ministro da Agricultura e Segurança alimentar durante um encontro que junta o executivo e produtores de algodão.

Para este ano, o sector espera produzir 60 mil toneladas contra 66 mil do ano passado.

“Para a presente campanha foi planificada uma produção de cerca de 60 mil toneladas de algodão caroço envolvendo 170 mil famílias produtoras numa área total de 100 mil hectares, números que estão a baixo daquilo que são os nossos anseios.

Por tanto, ainda estamos longe daquilo que é o potencial que essa cadeia de valor nos pode dar”, disse o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marule.

O ministro avançou ainda algumas acções do governo visando alterar o actual quadro sombrio em relação a produção do algodão.

“A reativação da fábrica e descaroçamento de algodão em Xai-Xai que esperamos que impulsione a produção do algodão do caroço na zona sul; A inauguração da fábrica de fertilizantes na cidade da Beira entre outros benefícios que poderão contribuir no melhoramento dos solos que vem se desgastando ao longo dos anos pelo cultivo intensivo dessa cultura; A instalação de uma fábrica de processamento do óleo de cimento de algodão em Montepuez, na província de Cabo Delgado", acrescentou. 

Ainda no encontro deverá ser discutido o preço de comercialização do algodão que actualmente ronda entre 16 a 23 meticais por quilo.

 

Todos os distritos do país terão até ao fim deste ano pelo menos uma agência bancária, assegura, o Presidente da República.

Há quatro anos, o Governo lançou o projecto "Um Distrito, Um Banco", com o objectivo de acelerar a bancarização no país. Ao longo dos anos, as metas definidas pelo Executivo têm vindo a ser alcançadas. Nesta sexta-feira, a missão foi cumprida, na província de Inhambane, com a inauguração do primeiro banco no distrito de Funhalouro, uma cerimónia dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Na ocasião, o Chefe de Estado mostrou preocupação com o facto de, nas zonas rurais, um terço da população continuar a gastar três horas e por vezes um dia, para chegar a um banco. Face ao cenário, foi lançado em 2016, o projecto Um Distrito Um Banco que já tem resultados.

Com o investimento, o Governo prevê ter retornos financeiros a médio e longo prazo, resultantes da renda que os bancos deverão pagar, valor que será reinvestido. O PCE do BCI, banco que inaugurou agência, nesta sexta-feira, em Funhalouro, considera que o projecto é uma mais-valia para a banca nacional e para a economia.

Já os residentes de Funhalouro respiram de alívio, porque, com a nova agência, vão poupar esforços e reduzir despesas.

"Um distrito, Um Banco" é um projecto implementado pelo Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, dirigido por Celso Correia, presente em Funhalouro, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável.

Filipe Nyusi quer todos estejam alinhados para enfrentar processo eleitoral

Num ambiente de festa, milhares de membros da Frelimo, em Inhambane, receberam o presidente do partido na tarde desta sexta-feira para uma reunião breve de concertação. Com cânticos e dança, os órgãos sociais e as bases do partido manifestaram apoio incondicional à candidatura de Filipe Nyusi às eleições presidenciais de 15 de Outubro.

Filipe Nyusi orientou os membros do partido a estarem coesos e alinhados rumo ao pleito eleitoral. Nyusi considera ainda que a vitória é certa. A reunião do partido, na província de Inhambane, acontece poucos dias após a realização do Comité Central da Frelimo, na cidade da Matola, que teve como a palavra de ordem a coesão interna.

 

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