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O País – A verdade como notícia

No segundo painel de debate da Cimeira de Negócios EUA-África com o tema “Fazendo Negócios em Moçambique” Kekobad Patel, em representação ao sector privado destacou as transformações na área do turismo para a melhoria de negócios. Patel falou da recente revisão da política de vistos que permite a redução de sete dias para 30 minutos.

“Como é normal no processo de reformas persistem desafios”, disse

O painelista disse ainda que foi feito um acordo com o Governo para que os constrangimentos da descentralização e aumento de taxas de energia sejam ultrapassados.

“Estamos a trabalhar para acelerar o acesso universal da energia num ambiente de negócios competitivos. A nível do sector de turismo persistem desafios como, Minimizar a deficiência de transporte e redução das tarifas de voos domésticos”, acrescentou.

Para Patel um dos caminhos para o desenvolvimento de África é a ligação das Pequenas e Médias Empresas e o investimento estrangeiro.

Já o Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse na sua intervenção que esta cimeira favorece a integração de Moçambique no mundo e que o tema escolhido para o debate “Fazendo Negócios em Moçambique” é fundamental no contexto de aprofundamento e dinamização dos países de África.

“Para atrair investimentos é necessário que haja a melhoria do ambiente de negócios, prevalência de um ambiente seguro, flexibilização dos procedimentos administrativos e menos burocracia, existência de serviços de apoio e ambiente macroeconómico previsível”, fundamentou o PM

Do Rosário frisou o facto de Moçambique ter registado no Doing Business um crescimento considerável no sector de energia e no turismo com a política de vistos e aumento de pontos fronteiriços.

Para terminar o Primeiro-ministro disse que os avanços registados no processo de paz e ambiente de negócios permite afirmar que Moçambique é um destino preferencial para investimento de negócios.

Isabel Macie destacou a importância do sector do turismo no desenvolvimento da economia do país

“A par da agricultura e energia, o turismo é um grande factor para o desenvolvimento de Moçambique”, disse Macie acrescentando que foi aprovado um plano estratégico para o desenvolvimento

Painelistas que participaram do debate sobre "Infra-estruturas de Desenvolvimento em África", na Cimeira EUA-África, na cidade de Maputo, defenderam que é necessário fazer investimentos em infra-estruturas que garantam o desenvolvimento de sectores como agricultura e turismo no continente africano.

Para os mesmos, a exploração de recursos minerais, como gás, petróleo e carvão, devia produzir receitas para financiar sectores como agricultura, indústria transformadora, pescas e transportes, de modo que se tenha uma economia movida de várias actividades económicas. "Quanto mais receitas arrecadarmos, temos que construir infra-estruturas para agricultura, e turismo, como forma de diversificarmos a economia e torná-la mais inclusiva, disse o Presidente da Comissão Executiva da Sasol, Bongani Nqwababa. 

De acordo com dados do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o continente africano apresenta um défice de financiamento para infra-estruturas estimado entre 68 a 108 biliões de dólares americanos.

Por outro lado, os painelistas defenderam que África deve investir em energia limpa, como forma de garanatir que o ambiente receba pouco impacto das acções do homem, quando se fala de usar energia proveniente de recursos fósseis. "Nós precisamos também de transferir muitas fontes de energia a carvão para o gás natural, por se tratar de um recurso menos poluente e com menos impacto nefasto", avançou Bongani Nqwababa, acrescentando que Moçambique leva uma vantagem na qualidade de produtor de gás e com grande potencial pela frente.

Para o Director-Geral da Deloite para África e Mercados Emergentes, Farid Fezoua, o investimento em energias renováveis é benéfico a logo prazo do ponto de vista de saldo ambiental e do ponto de vista do retorno que se tem, na medida em que se produz bastante lucro com empreendimentos do gênero.  

Em termos globais, mais de 150 milhões de pessoas conseguem acesso à energia eléctrica a cada ano, o que reduz o número de indivíduos que vivem sem energia eléctrica, mas isto não é suficiente para cumprir com as metas globais de acesso universal. 

Quase 89% do planeta tinha acesso à energia eléctrica em 2017, contra 83% em 2010, com avanços notáveis em África.

O Moza Banco foi distinguido pela revista “The Banker” – uma prestigiada publicação internacional de especialidade na área financeira, como melhor Operação de Restruturação Financeira do Ano 2019, a nível de África.

Este é o reconhecimento do sucesso da operação estruturada de aumento de capital que culminou com a entrada de um novo investidor na estrutura accionista, a ARISE, e a aquisição da totalidade do Banco Terra de Moçambique (BTM) pelo Moza Banco.

 “Na avaliação para distinguir o Moza Banco com o nosso prémio do Ano pela Operação financeira de reestruturação em África, o nosso painel de júris composto por especialistas em economia, banca e finanças, analisou o complexo e bem-sucedido programa de reorganização e reestruturação financeira implementado pelo banco que, após a intervenção do Banco Central, tem observado uma assinalável recuperação, destacou John Everington, Editor para África e Médio Oriente da Revista “The Banker”.

A entrega da referida distinção ocorreu durante a cerimónia de inauguração da Sede do Moza Banco, na semana passada.

 

A cidade de Maputo acolhe, desde hoje até sexta-feira, a Cimeira de Negócios EUA-África, evento que vai discutir parcerias de negócios. Dirigindo-se aos 1500 participantes, esta manhã, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Presidente da CTA agradeceu aos líderes africanos por se envolverem na busca de soluções que permitam o desenvolvimento de África do ponto de vista económico. Em especial, Agostinho Vuma dirigiu os seus agradecimentos ao Presidente da República, por entender que Filipe Nyusi tem contribuído para influenciar de forma positiva o ambiente de negócio no país.

O Presidente da CTA afirmou ainda, esta manhã, na abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, que espera que se colham benefícios desta iniciativa. Segundo Agostinho Vuma, acolher este tipo de eventos pode ajudar a alavancar o comércio no país e no continente em geral e abrir caminhos para que parceria EUA com os africanos seja um sucesso.

Finalizando, Agostinho Vuma sugeriu que se deve tirar benefícios desta oportunidade que os empresários moçambicanos estão a ter, pois o país goza de uma localização geopolítica muito estratégica.

Algumas horas depois de testemunhar o anúncio da decisão final de investimentos na bacia do Rovuma pela Anadarko, a Sub-Secretária do Comércio dos Estados Unidos de América interveio, esta manhã, na abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, evento a realizar-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, cidade de Maputo, até sexta-feira.

De acordo com Karen Dunn Kelley, neste momento, é fundamental que se juntam esforços para a melhoria do ambiente de negócios no continente. Conforme entende Dunn Kelley, na melhoria do ambiente de negócios em África, que deve conduzir os africanos à prosperidade, importa pôr-se em prática o aumento do nível de investimentos entre o continente e EUA. Para o efeito, os norte-americanos prevêem ajudar as suas empresas a ter maiores oportunidades de financiamento para que possam ter enormes vantagens de cá operar.

É a pensar na melhoria do ambiente de negócios e do aumento de investimentos de empresas norte-americanas no país que os Estados Unidos decidiram assinar memorando com Moçambique, mesmo tendo em vista a resolução de questões que têm a ver com negócios.

Na sua intervenção, a Sub-Secretária do Comércio dos Estados Unidos de América referiu-se ainda ao evento realizado ontem à noite, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, dizendo que o anúncio da decisão final de investimentos foi um momento histórico para Moçambique, para os EUA e para África.
 

A abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, a decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na capital do país, foi feita pelo Presidente da República. Discursando sobre a importância desta iniciativa, Filipe Nyusi defendeu que esta é uma excelente oportunidade para atrair investimento estrangeiro ao país, o que condiz com o que o Governo tem vindo a fazer para atrair capital externo.

Sendo a Cimeira EUA-África um espaço privilegiado para se reflectir sobre negócios, Filipe Nyusi entende que a escolha de um país africano para acolher uma iniciativa de grande dimensão como esta revela a importância que os Estados Unidos dão ao continente no xadrez económico global. Por isso mesmo, afirmou Nyusi, a realização do fórum nesta altura enche de orgulho os moçambicanos, dando-lhes muita responsabilidade.

O Presidente da República agradeceu pela confiança de se fazer de Moçambique o anfitrião do evento que reúne homens e mulheres de vários cantos para identificarem oportunidades que os países da África subsaariana precisam para poderem exportar os seus produtos para Estados Unidos.

De modo que a 12ª Cimeira de Negócios EUA-África constitua uma vantagem, Nyusi recomenda que os intervenientes saibam conceber estratégias assertivas, com capacidade de negociar com os parceiros da melhor forma possível, até porque Moçambique é um exemplo de futuro promissor.

De acordo com o Presidente da República, a economia nacional continua a crescer mesmo estando a enfrentar alguma desaceleração, este ano, devido às calamidades naturais que assolaram muitos moçambicanos. Ainda assim, Nyusi prevê a retoma de crescimento de cerca de 6% até 2020.

Filipe Nyusi exortou os empresários dos Estados Unidos a aproveitar o ambiente de negócio existente em Moçambique, na região e em África.

A antiga Primeira-Ministra, Luísa Diogo, foi uma das integrantes do primeiro painel da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, evento a decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.  

Centrando a sua intervenção no tema “Promovendo uma parceria resiliente e sustentável entre EUA e África”, Luísa Diogo afirmou que no continente ainda não há capitalistas, devido à falta de capitais. No entanto, os investidores não se devem deixar embalar por tal situação. Pelo contrário, a antiga Primeira-Ministra defende que a falta de capital pode ser transformada em oportunidade de negócio, o que depende de criatividade e inovação.

Mesmo com falta de capitais, Diogo considera que os africanos estão a preparar-se de modo que o desenvolvimento económico seja certo, apostando na abertura de mercado, na legislação e na liberalização. Agora, adiantou a antiga Primeira-Ministra, o desafio consiste na transformação, construção de infra-estruturas e investimento na conectividade entre África e o mundo.

Na percepção de Luísa Diogo, Estados Unidos tem uma experiência destacada no sector de investimentos em infra-estruturuas pelos privados. Logo, os empresários devem, nesta cimeira, apreender os conhecimentos a esse nível. Nisso, Estados Unidos também tem um papel a desempenhar: o de abrir e apoiar linhas de crédito que atraiam investidores para África. Com efeito, todos estes passos devem ser consolidados com a manutenção de um ambiente de negócio favorável e formação de africanos que possam tomar decisões correctas.

O terceiro painel da Cimeira EUA-África debate sobre “África à beira de um boom de gás natural liquefeito”. No evento a decorrer esta tarde no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, está o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, quem, dissertando sobre o tema proposto à reflexão, afirmou estar à espera de que a implementação dos projecos de exploração da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, tenham impacto na transformação de Moçambique, dos países da região austral e do continente em geral, o que também depende de muitos investimentos provenientes dos Estados Unidos da América.

Em primeiro lugar, segundo Tonela, os benefícios da exploração do gás no Norte do país devem ser dos moçambicanos. Por isso o Governo previu lançar concursos públicos para que as empresas interessadas possam contribuir na adição de valores no país, promovendo empresas locais, gerando oportunidades de negócio com capacitação focada nas Pequenas e Médias Empresas.

Reconhecendo que Moçambique não tem muito conhecimento na indústria do gás, a prioridade do Governo tem sido formação das pessoas, maximizando postos de empregos que podem ser ocupados por moçambicanos. “Estamos a desenvolver com a Anadarko uma iniciativa virada para a área vocacional. É possível formar em curto tempo, com menos recursos, profissionais que serão procurados durante a exploração e que, depois, possam ter oportunidades de trabalhar em qualquer canto do mundo em áreas afins”.

Tendo em conta o potencial existente na bacia do Rovuma, Max Tonela espera que sejam apresentados projectos adicionais que contribuam para tornar Moçambique um dos maiores países produtores de gás do mundo.

Ainda assim, frisou o dirigente, Moçambique não quer ser um país dependente da produção do gás. Quer, sim, que a exploração do gás contribua para alavancar a economia nacional, que deve continuar assente nas modalidades tradicionais.

Os Chefes de Estado e de governo presentes na cimeira de Maputo defendem celeridade na implementação do acordo de Comércio Livre em África, para maximizar as potencialidades continentais. As ideias foram avançadas durante o primeiro painel de debates da cimeira de negócios Estados Unidos – África.

Num painel de alto nível, maioritariamente composto por Chefes de Estado e de governos africanos, estava em cima da mesa, a questão do Acordo de Comércio Livre no continente. Ractificado apenas por 22 países, o acordo ainda está no campo das ideias, contudo, há unanimidade de que é preciso avançar na sua concretização, para o bem do continente.

"Temos que fazer este Comércio Livre em África um sucesso e se temos de fazer isto, podemos contar com os nossos parceiros dos EUA que já estabeleceram áreas de Comércio Livre há bastante tempo. África ainda é nosso nesse bloco, mas estamos determinados e queremos fazer avançar uma África melhor e tenho a certeza de que, daqui, se criarmos fortes parcerias, poderemos ver muitos benefícios", disse o Rei Mswati III (E-Swatini).

"Se chegarmos a abrir todo o mercado continental, nos vai permitir entrar num mercado mais amplo e isso nos vai permitir que o governo possa combater fortemente o problema de desemprego, o problema da pobreza, etc", afirmou Teodore Obianga, vice-presidente da Guiné Equatorial.

E para a materialização eficaz da visão e objectivos do acordo do comércio livre, é preciso que haja união entre os países africanos.

Para Hage Gengob, Presidente da Namíbia "a união é muito importante, se África poder falar numa única voz, isso vai trazer um impacto".

Já o Presidente do Zimbabwe Emmerson Mnangagwa assegurou que "se estivermos unidos podemos nos ajudar a desenvolver e modernizar as nossas economias. Acredito que a zona de comércio livre é um passo em frente que é necessário para África, neste caminho podemos nos relacionar com outros parceiros, com mais força e dignidade.

Paralelamente, há trabalho de base que deve ser feito, para que os resultados sejam tão efectivos quanto os desejados.

"O acordo de comércio livre terá sucesso, apenas, se nós, como países africanos desenvolvermos capacidades produtivas e criarmos mercado para o comércio. Isso será crucial para a criação de postos de emprego e redução da pobreza no nosso continente", disse Edgar Lungo, Presidente da Zâmbia.

 

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