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Dzimene, Mathária Empreendimentos e AproFrangos–RBF foram os três projectos vencedores do concurso MozGrow Business challenge. Os três projectos vencedores foram anunciados na noite desta quarta-feira durante a gala MozGrow Awards.

A empresa Dzimene que destacou-se na categoria Jovens empreendedores dedica-se a distribuição de vegetais e frutas. A Dzimene começou a fornecer seus produtos a restaurantes e em 2016 registou a empresa como uma sociedade.

Na  categoria inovação, o prémio foi para Mathária empreendimentos, uma empresa que se dedica a produção de produtos a base de moringa. A empresa lançou um novo produto denominado “Super alimentos” como forma de ajudar a combater os problemas de má nutrição.

E por fim na categoria BCI boas práticas, o prémio foi para o projecto Aprofrangos-RBF Nhamitsatsi, que se dedica a produção de frango. Pedro Abril, representante do projecto partilhou a sua experiência contando que o seu projecto começou com um capital de 87 mil meticais. A empresa começou com a criação de 500 pintos, e hoje a família tem uma renda de cerca de 800 mil meticais.

 

Mais de 1000 pessoas inscreveram-se para a primeira edição da MozGrow. Até o fecho desta edição, mais de 600 já tinham confirmado a sua presença no maior evento dedicado ao agronegócio do país.

A principal sala que vai acolher os debates ficou pronta até às 13 horas de hoje, sendo que faltavam apenas alguns toques da parte dos expositores.

Aliás, até os expositores já tinham grande parte do trabalho de montagem dos stands feita.

Mas como o objectivo é atrair visitantes vindos de Moçambique e não só, os expositores não querem que nada falhe. Por isso, montavam, remontavam e retocavam os seus stands, para que tudo estivesse ao mínimo detalhe e agradasse aos potenciais clientes, seus principais alvos.

Por exemplo, encontrámos os representantes da Higest-Moçambique sentados, com tudo feito, mas de quando em vez ia ao stand para acertar este e aquele detalhe. E eles justificam tal acção: É que "esperamos aqui aglomerar muitos clientes, que poderão fazer-se ao local e com eles fazer negócios".

E são os negócios que movem também o Fundo de Desenvolvimento Agrário, que se esmerava para montar os stands das diferentes instituições do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar que se vão fazer presente ao local. "Queremos fazer negócios e captar parceiros estratégicos", explicou Líria Smabo em representação do FDA.

Que haverá potenciais parceiros isso parece um dado adquirido para os organizadores, até porque há motivos para não faltar ao evento.

"É um evento aberto para todos que queiram firmar parcerias e também para aqueles que se interessem por aprender mais sobre este sector", que é considerado um dos pilares de desenvolvimento pelo Governo, explicou Daílton Fonseca, Administrador da Fundação Soico, organizadora do evento.

E porque é interesse da organização garantir a participação de maior número de pessoas, a mesma criou várias facilidade, entre elas, o transporte.

"Teremos três rotas. Um autocarro parte de Boane às 06h30min. Outros dois vão partir da cidade de Maputo, um da Baixa e outro do Museu. Tudo de forma gratuíta", concluiu.

Além dos transporte gratuíta, outra garantia é o estacionamento, que, segundo a organização, é totalmente acautelado.

O Fundo para a revitalização da indústria em Moçambique deverá estar pronto até Dezembro próximo. O Banco Mundial e investidores chineses estão entre os mais interessados em financiar o projecto.

O Banco Nacional de Investimento de Investimento (BNI) revelou esta segunda-feira, em Maputo, que a criação do fundo para a revitalização do sector industrial no país, que representa uma contribuição média de 9% no Produto Interno Bruto (PIB) encontra-se numa fase muito avançada.

A iniciativa foi lançada há cerca de oito meses, mercê da assinatura de memorando tripartido entre o Ministério da Indústria e Comércio, Banco Nacional de Investimento e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

“Neste momento estamos a negociar com vários investidores. A China é um dos maiores interessados no projecto, bem como o Banco Mundial e outras instituições financeiras já abordadas”, disse Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BNI.

Sobre a China, em particular, o “homem forte” do BNI adiantou que está prevista para breve, uma cimeira entre Pequim e Maputo, evento que servirá para aprimorar os aspectos técnico e modalidades de financiamento aos projectos industriais.

Escusando, no entanto, avançar com os montantes já prometidos, Tomás Matola, referiu que o mais importante é a manifestação do interesse. “Não creio que seja o momento oportuno para se falar de valores. Mas há uma certeza, o fundo estará pronto este ano”, atirou.
Esta experiência deverá ser replicada para outros sectores estratégicos da economia, com destaque para a indústria do gás e petróleo, infra-estruturas, habitação, entre outros ramos.

Já o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, destacou no seu discurso de abertura do seminário sobre os desafios do sector industrial em Moçambique, que este ramo de actividade económica continua a ser uma das prioridades do Governo, na transformação estrutural da economia, assim como para a mudança qualitativa do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para a elevação da competitividade e sua inserção no mercado mundial.

Contudo, apontou alguns desafios para a classe empresarial deste sector, com destaque para o acesso ao financiamento adequado, assim como a informação pertinente do acesso a matéria-prima e do mercado para a exposição dos seus produtos.

Por seu turno, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, traçou o quadro decrescente da indústria manufactureira ao longo dos últimos 10 anos. A título ilustrativo, em 2017 a sua contribuição no PIB foi de 8,7%, contra 11,8% registados em 2008.

“Constata-se que a redução de 300 médias empresas entre 2003 e 2015 implicou uma perda do valor acrescentado bruto da indústria manufactureira em cerca de 9,4% em 2015 e em cerca de 13% em 2018, facto que tem contribuído para a redução do peso deste sector na actividade económica ano após ano”, indicou Vuma.

Acrescentando, que um dos principais entraves nesta indústria está associado aos altos custos operacionais e a disponibilidade de financiamento ajustado a realidade do país.
Da análise, sugere-se que em cada unidade monetária gerada na indústria manufactureira, em média, 27% paga a matéria-prima. “Podemos considerar que a matéria-prima tem um papel relevante na competitividade do sector”, concluiu.

 

O Banco Nacional de Investimento (BNI) assegurou um financiamento de cerca de 60 milhões de dólares para projectos agrícolas a serem desenvolvidos nas zonas rurais, num período de cinco anos.

Trata-se de uma verba disponibilizada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), segundo deu a conhecer o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BNI, Tomás Matola.

“As taxas de juros a serem aplicadas serão baixas. A ideia é apoiar iniciativas empreendedoras nas zonas rurais. Defendemos que as linhas de financiamento não devem ser, na sua maioria, para áreas urbanas”, indicou.

 

O governo continua à procura de financiamento para suprir o défice do orçamento para as eleições gerais deste ano, que, segundo dados iniciais, está avaliado em cerca de 50% das necessidades para o processo.

Quando faltam pouco menos de três meses para as eleições gerais, o governo ainda não garantiu o financiamento total do processo.

Dados iniciais estimavam o custo total do processo eleitoral em 14.6 mil milhões de meticais necessários. Deste valor, o executivo tinha garantido 6.5 mil milhões de meticais, equivalente a 44 por cento, até o primeiro trimestre deste ano, e desde então, procurava apoio para os cerca de oito milhões de défice.

O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse este domingo à nossa reportagem, que ainda não está garantido o financiamento do défice.

“A Comissão Nacional de Eleições foi revisitar o orçamento. Diminuiu um pouco, mas ainda estamos a negociar parte do financiamento” explicou Maleiane, àsaída de uma audição parlamentar na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade.

Enquanto vai batendo as portas de possíveis financiadores, o governo mantém-se cauteloso e já trabalha com dois cenários distintos. Caso surja um financiamento externo, poderá pedir um orçamento rectificativo, caso contrário, o caminho é sacrificar alguns projectos.

“Estamos a trabalhar. Se chegarmos a conclusão de que conseguimos ter um financiador, seria justificável submeter um orçamento rectificativo, caso contrário, vamos ter que encolher de algum lado na despesa” explicou o ministro, apontando o caminho para corte de algumas despesas.

“Infelizmente, na despesa não há muito para apertar, tínhamos que sacrificar nalgum investimento que já é pouco, mas como as eleições são, também, um investimento na democratização, teremos que fazer” justificou.

Recorde-se que as eleições gerais, que este ano terão como novo elemento, a eleição de governadores provinciais, estão agendadas para o dia 15 de Outubro.

 

 

Carlos Mesquita exigiu hoje que gestores dos Aeroportos de Moçambique sejam mais presentes nas infra-estruturas para garantir o melhor funcionamento das mesmas.

Num encontro que junta vários intervenientes do sector da aviação em Moçambique, o ministro dos Transportes e Comunicações desafiou os gestores da empresa pública Aeroportos de Moçambique a serem mais diligentes na gestão das infra-estruturas e fez questão de lembrar que um aeroporto é um cartão-de-visita de um país.

E porque o encontro visa analisar o desempenho da Aeroportos de Moçambique no primeiro semestre do ano, a dívida avaliada em 17 milhões de dólares que empresa tem com a banca não passou ao lado do discurso de Carlos Mesquita. O ministro exigiu melhor gestão da dívida.

O balanço financeiro da empresa durante o primeiro semestre deste ano só será conhecido esta sexta-feira, último dia do encontro.

O Director Geral do Aeroporto de Nacala diz que a infra-estrutura está a ter o seu melhor ano desde a sua construção. José Candrinho falava à margem da reunião de balanço semestral da Aeroportos de Moçambique.  

Por muito tempo considerado um bem sem utilidade, o Aeroporto Internacional de Nacala pode estar a começar a dar frutos. O director deste aeroporto aponta o aumento do número dos voos da Linhas Aéreas de Moçambique e a entrada da Ethiopian Mozambique como indicadores de que a situação está a melhorar.

O Aeroporto de Nacala foi construído a pensar-se em voos vindos de fora e o Director diz que esta fase está próxima.

Enquanto isso, o ministro dos Transportes e Comunicações diz que num futuro próximo o número de voos vai disparar em Nacala.

 

Numa iniciativa da CD BRAND, em parceria, com o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), foi distinguida, recentemente, a empresa Betoni Pré Fabricados Lda com o prémio de “Melhor Empreendedor”, num evento designado Super Mentores Awards.

Além do certificado, o vencedor encaixou um valor monetário de 500 mil meticais.

A iniciativa visa estimular o empreendedorismo em Moçambique, através de Pequenas e Médias empresas, garantindo a orientação e aconselhamento aos empreendedores para que possam crescer profissionalmente melhorando a sua qualidade de vida e assegurando o desenvolvimento económico do país.

“É neste espírito que decidimos reconhecer e premiar os melhores empreendedores da plataforma, de modo a estimular o surgimento de mais empreendedores estruturados com ideias inovadoras, explicou o gestor do projecto da Super Mentores, Hassan Dassat.

Na ocasião, Holden Mariquele, responsável pela empresa vencedora que é especializada na produção e venda de material de betão mostrou-se satisfeito com a iniciativa, descrevendo-a como uma alavanca para fazer crescer o seu projecto.

“Não esperava que fosse eu o escolhido. Estou muito feliz e honrado por isso. Agora deixo a promessa de não ser apenas o melhor dos melhores deste programa, mas daqui para frente contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade e ver se daqui a mais cinco anos consigo estar aqui não como pequeno empreendedor, mas como mentor, como empresário”.

Acrescentando, que o valor do prémio servirá para impulsionar a produção, aquisição do novo equipamento e importação de material com melhor qualidade.

600 empresas nacionais submeteram suas candidaturas para o concurso, 200 foram seleccionadas para o casting e do processo foram escolhidas 60, destes apenas 15 saíram vencedores.

Os concorrentes passaram por um processo de formação em diversas áreas como por exemplo como fazer o plano de negócios, gestão de negócios, legalização da empresa, gestão estratégica e contabilidade.

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