Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A poucos dias do arranque da terceira edição do maior Fórum Económico e Social de Moçambique (MOZEFO) na Arena 3D da Katembe, a fabricante de automóveis Renault quer estar em força.

O volume de facturação da Renault no mercado moçambicano anda a volta dos 15 milhões de dólares. O MOZEFO é visto como “vitrina” para expandir os negócios desta fabricante de automóveis.

“O MOZEFO é um fórum importante para um debate aberto de ideias e troca de experiências, do qual é preciso tirar o melhor proveito e implementar as propostas a serem apresentadas”, indicou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Renault Moçambique, Paulo Oliveira.

Sobre os diversos temas a serem debatidos, Paulo Oliveira, diz não ter dúvidas que o foco temático desta edição foi a melhor escolha da organização e considera que só se pode falar de um desenvolvimento sustentável se haver inclusão.

“É uma plataforma de comunicação que faz elevar os patamares e exigências dos temas discutidos ano pós ano. Os temos ligados a economia são do nosso interesse, daí estarmos ao lado de quem faz um trabalho de qualidade como o MOZEFO”, apontou p PCA da Renault.

Esta a terceira vez que a Renault Moçambique associa-se ao MOZEFO, e as expectativas em relação a presente edição são enormes.

“Espero neste fórum, e em função da qualidade dos convidados traga novas ideias implementadas com sucesso noutras geografias que possamos replicar. Nós temos a oportunidade de não cometer os erros”, sublinhou Paulo Oliveira.

O evento vai juntar pessoas de quase todos os quadrantes do mundo para um debate de ideias sobre questões que preocupam o país e o continente africano.

 

O Banco de Moçambique (BM) decidiu manter todas taxas de política monetária, com destaque para a de referência (taxa MIMO) que continua nos 12,75%, ou seja, o custo do dinheiro não irá sofrer alteração na banca.

Depois de dois meses de recuo, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique, reunido esta quinta-feira, em Xai-Xai, decidiu manter a taxa de juro de referência no sistema financeiro, taxa MIMO, em 12,75%, para Novembro.

O CPMO decidiu igualmente, manter as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 9,75% e 15,75%, respectivamente, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 13% e 36%, respectivamente.

Em comunicado enviado à nossa redacção, o Banco Central argumenta que “a decisão de manter a taxa MIMO é fundamentada pelos receios de que o agravamento recente dos riscos internos e externos possa, a médio prazo, reverter o perfil actual de inflação baixa e estável”.

Os riscos que mais se destacam nessa avaliação, de acordo ainda com a nota do Banco Central, são, a nível doméstico, o agravamento da instabilidade militar nas zonas norte e centro do país e a ocorrência de choques climatéricos. A nível externo, a intensificação da tensão comercial e geopolítica.

Contundo, e não obstante o agravamento desses riscos, prevê-se que a inflação para o médio prazo continue baixa e estável. Tal previsão assenta na expectativa de estabilidade do metical, num ambiente de baixa procura agregada doméstica, e nas perspectivas de queda dos preços médios internacionais do petróleo e dos alimentos.

“A estabilidade cambial no médio prazo funda-se nas expectativas dos influxos de moeda externa para financiar a reconstrução pós-desastres naturais e os decorrentes dos projectos de exploração de recursos naturais”, refere o BM.

ACTIVIDADE ECONÓMICA

Relativamente a actividade económica, o Banco de Moçambique antevê uma recuperação a partir de 2020, posicionando-se, ainda assim, abaixo do seu potencial, no médio prazo.

Essa melhoria será suportada, essencialmente, pelos esforços de reconstrução pós-ciclones, por uma maior disponibilidade de fundos por parte do Estado e pela implementação dos projectos de exploração de gás natural da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
Sobre as Reservas Internacionais Líquidas (RIL), o Banco Central indica que as mesmas mantêm-se em níveis confortáveis, após um aumento para USD 3.902,7 milhões, em face da recente entrada de mais-valias para o Estado, propiciando a cobertura de mais de seis meses de importações, excluindo grandes projectos.

Recorda-se, que o Estado moçambicano recebeu no passado mês de Setembro, 880 milhões de dólares em mais-valia no negócio da venda dos activos da Anadarko para a francesa Total.

DÍVIDA PÚBLICA

O nível de endividamento público continua a aumentar. Desde o último CPMO (14 de Agosto de 2019), a dívida interna contraída com recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e adiantamentos do Banco de Moçambique aumentou para 140.610 milhões de meticais, reflectindo a utilização de Bilhetes do Tesouro em cerca de 4 mil milhões de meticais.

Os montantes acima não tomam em consideração outros valores da dívida pública interna, tais como contratos de mútuo e de locação financeira, assim como responsabilidades em mora.

 

 

Começou hoje a feira internacional de Turismo Fikani.  No acto da abertura, o Primeiro-ministro disse que a diversidade turística de Moçambique é uma das razões para o aumento de entradas de turistas nos últimos anos.

Carlos Agostinho Do Rosário começou por visitar parte dos 91 stands presentes nesta edição. E quem dizia Fikani, que siginifica bem-vindo, eram os expositores, mostrando seus produtos e as potencialidades turísticas de Moçambique.

Já no discurso de abertura, Carlos Agostinho do Rosário destacou o aumento de entradas de turistas em Moçambique e defendeu a importância de se aproveitar a diversidade turística para divulgar a imagem do país no estrangeiro.

A cultura deve ser um atrativo turístico e os organizadores fizeram questão de trazer a música moçambicana. Uma arte que prendia a atenção de participantes nacionais e não só.

Enquanto isso, as províncias trouxeram as suas potencialidades para mostrar ao mundo e convidá-lo a visitar Moçambique.

As exposições na Feira Internacional do Turismo Fikani vão até domingo, 03 de Novembro.

 

O volume das trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi no valor de 96.9 mil milhões de dólares nos primeiros oito meses deste ano, um aumento em 2,31% em relação ao período homólogo de 2018.
 
Porém, o comércio entre a China e Moçambique recuou no período em análise, ao situar-se nos 165.2 milhões de dólares entre Janeiro e Agosto de 2019, contra 173 milhões registados nos primeiros oito meses do ano passado.
 
De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China, consultadas pelo “O País”, o saldo da balança comercial mantém-se favorável para Pequim, que vendeu à Maputo bens no valor de 124.8 milhões de dólares, enquanto as compras situaram-se nos 40.3 milhões de dólares.
 
Na lusofonia, o Brasil mantém-se como o maior parceiro comercial da China, com as trocas comerciais entre Pequim e Brasília a atingirem a casa de um bilião de dólares norte-americanos.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz que Moçambique caiu três lugares no Doing Business por deficiências na aplicação das reformas aprovadas no ano passado.

O sector privado não nega que tenham sido criadas reformas suficientes para que Moçambique subisse no ranking do Doing Business 2020 do Banco Mundial. Mas assinala que o problema está na implementação das mesmas entre o empresariado e o Governo.

Os empresários moçambicanos estão apreensivos com esta descida de Moçambique no ranking. Temem os efeitos disso na atracção do investimento externo.
 
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique defende que todos os intervenientes do ambiente de negócios arregacem as mangas para tirar o país da posição 138 no Doing Business 2021.

O Governo informou hoje aos credores dos títulos da dívida soberana que era da Ematum que já tem “todas as condições e autorizações necessárias” para avançar e pagar a reestruturação dos 726.5 milhões de dólares da emissão de 2016.

De acordo com um documento enviado nesta quarta-feira pelo Ministério da Economia e Finanças aos credores da dívida soberana, o Governo diz ter todas autorizações e aprovações exigidas pela lei para pagar a dívida que era da Ematum, segundo escreve África 21.

O documento enviado aos investidores anuncia também “a satisfação das condições de liquidação e confirma que a data de liquidação ocorrerá a 30 de Outubro de 2019, de acordo com os termos do Memorando de Solicitação de Consentimento”.

Uma fonte do Ministério da Economia e Finanças contactada pelo “O País” confirma a informação e diz que a mesma será partilhada amanhã. Segundo a fonte, nesta quarta-feira, o Governo pagou 38 milhões de dólares em forma de “condição de consentimento”.

O pagamento feito nesta quarta-feira devia ter sido feito no dia 30 de Setembro último, mas falhou e o período foi prolongado após um pedido do Governo moçambicano. Nossa fonte esclarece ainda que a primeira prestação da dívida será paga em Março de 2020.

O Governo garante assim que vai cumprir o prazo estipulado para o pagamento de parte da dívida, que resulta da reestruturação da emissão de títulos no valor de 726,5 milhões de dólares e sobre os quais entrou em incumprimento em 2016.

Este passo é dado após o Conselho Constitucional ter declarado inconstitucional e nula a garantia dada ao empréstimo da Ematum a ser pago a uma taxa de juro de 10,5 por cento. A reestruturação da dívida foi aprovada em Setembro pelos portadores de títulos soberanos.

 

Os preços de bens e serviços ficaram 2.01 por cento mais caros no país em Setembro último comparativamente a Setembro de 2018, mostram os cálculos feitos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes à Inflação Homóloga.

Isso quer dizer que, se com 5000 meticais era possível comprar um determinado conjunto de produtos e serviços diversos em Setembro do ano passado, o mesmo conjunto de produtos e serviços passou a custar cerca de 5100 meticais em Setembro do presente ano.

Do conjunto de produtos avaliados pelo INE, Saúde e Educação foram os que registaram as maiores subidas de preços, com aumentos de 4,48% e 4,38%, respectivamente. Por exemplo, o serviço para doentes não hospitalizados, em termos gerais, ficou 4.19% mais caro.

Na área da Educação, ficaram mais caros (8.55%) os preços de bens e serviços do ensino pré-escolar, primário do 1º grau, especial e de alfabetização, de acordo com a recolha de preços feita pelo INE em mercados e lojas das cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Comparativamente a Setembro de 2018, os preços dos produtos básicos, nomeadamente, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis registaram um aumento, diga-se, ligeiro de 1.76 por cento.

“Em termos homólogos, a Cidade de Nampula liderou a tendência de subida do nível geral de preços com 3,67%, seguida da Cidade da Beira com 3,64% e por último a Cidade de Maputo com 0,64%”, lê-se no último Índice de Preços no Consumidor publicado pelo INE.

Em relação a Agosto, os dados recolhidos em Setembro último, indicam que o país registou uma subida generalizada de preços na ordem de 0,10%, ou seja, em um mês, o custo de vida ficou mais caro nessa proporção, o mesmo que dizer que sofreu uma pequena variação.

“As divisões de Restaurantes, hotéis, cafés e similares e de Alimentação e bebidas não alcoólicas foram as de maior destaque, ao contribuírem respectivamente no total da inflação mensal com aproximadamente 0,08 e 0,03 pontos percentuais (pp) positivos”, indica o INE.

Da análise da variação mensal por produto, destacaram-se a subida de preços do peixe seco (2,6%), das refeições em restaurantes (0,6%), do amendoim (7,3%), do vinho (3,4%), do carapau (1,2%), da capulana (1,1%) e do feijão manteiga em grão seco (2,1%).

Em tendência contrária, isto é, registaram redução, os preços do tomate (6,8%), da gasolina (0,6%), da cebola (4,3%), do coco (4,1%), do gasóleo (1,1%), da cerveja (0,4%) e da alface (3,8%), ao contribuírem com cerca de 0,22 pontos percentuais negativos.

Em termos de cidades, Nampula teve a variação mensal de preços mais elevada (0,30%), seguida da Cidade de Maputo (0,11%), enquanto a Cidade da Beira registou uma redução do custo de vida de Agosto para Setembro de 0,25%.
   

 

O governo indiano decidiu travar o plano de investimento da empresa estatal Bharat Petroleum (BPCL) na Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A estatal indiana Bharat Petroleum (BPCL) tenciona aplicar um investimento adicional entre 2.2 e 2.4 mil milhões de dólares norte-americanos no projecto de exploração de gás natural da Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. Porém, o Executivo da Nova Delhi decidiu “frear” a investida da petrolífera.

Segundo noticia a PTI (agência noticiosa da Índia), que cita fontes ligadas ao negócio e confirmado esta terça-feira pelo “O País” em Maputo (do regulador do sector-INP), o governo indiano está a estudar os investimentos estatais da BPCL e ainda não deu a aprovação formal para a empresa fazer gastos adicionais.

A Bharat detém 10% na Área 1, adquirida em 2008 por 75 milhões de dólares. A imprensa indiana sugere que esta participação podia ter sido maior (20%), mas a outra parte (10%) foi comprada pela Videocon (também indiana).

Em 2013, a Videocon vendeu a mesma participação para a ONGC Videsh por 2,475 mil milhões de dólares. A ONGC Videsh já tinha adquirido 10% à Anadarko.

O governo da Aliança Democrática Nacional (NDA, sigla em inglês), no poder desde 2014, “critica os quase seis mil milhões de dólares gastos pelas empresas do sector público indiano na participação de 30% na Área 1 da bacia do Rovuma, em negócios fechados durante a governação da Aliança Progressista Unida”, escreve a PTI.

O Executivo argumenta que “a queda dos preços do petróleo e do gás no mercado internacional não justificava investimentos tão grandes”.

Refira-se, que o investimento global na Área 1 deverá ascender a cerca de 23 mil milhões de dólares e é liderado pela petrolífera francesa Total – que em Setembro comprou a quota de 26,5% que pertencia à Anadarko, que arrancou com o projecto.

A petrolífera francesa Total lidera o consórcio deste bloco, com 26,5%, a japonesa Mitsui (20%), a estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

 

A Gain e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançaram hoje um concurso para projectos de combate à desnutrição crónica no país. A ideia é apurar ideias inovadoras de produtos alimentares, perdas de pré-colheitas e ligação de mercados.

Numa situação em que 43 porcento dos moçambicanos sofre de desnutrição crónica, as pequenas e médias empresas são chamadas a criar projectos para combater este fenómeno no concurso chamado SUN PITCH.

A competição SUN Pitch irá consistir na realização de uma série de cinco competições nacionais de pitch, para selecionar um finalista de cada país que irá participar na competição Global SUN Pitch, a realizar-se em Abril de 2020.

O vencedor final receberá um prêmio em dinheiro e assistência técnica para incubar a sua ideia de negócio ao longo de 2020.

O concurso tem como objectivo mostrar o fluxo de negócios de investimentos relacionados com a nutrição nas pequenas e médias empresas (PMEs) e o que podem catalisar e inovar nos sistemas três alimentares locais e desse modo melhorar o acesso a alimentos nutritivos e seguros para consumidores de baixa renda em toda a África, Ásia e Moçambique em particular.

Os concorrentes deverão apresentar seus projectos na Confederação das Associações Económicas de Moçambique até 27 de Novembro deste ano, sendo que devem ter em conta os objectivos específicos do concurso.

“O SUN Pitch 2019/2020, vai decorrer sob o lema “Repensando as inovações nutricionais” e como referimos atrás no final almeja-se a criação/formulação de novos produtos alimentares, redução de perdas pós-colheita, ligações de mercado e segurança dos alimentos.

O Gabinete de apoio Empresarial a nível central e provincial vão prestar o apoio necessário para melhor desenho dos projectos.

 

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE