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A segunda edição da plataforma MOZGROW arranca esta segunda-feira, sob o lema “Produzir, Valorizar, Nutrir e Preservar”. O evento terá duração de cinco dias e vai contar com oradores nacionais e estrangeiros, a maior parte dos quais são produtores oriundos de todas províncias do país.

Vários oradores nacionais e internacionais vão partilhar as suas experiências sobre o grande tema do evento (“Produzir, Valorizar, Nutrir e Preservar”), com especial destaque para antigos governantes brasileiros e que tiveram um papel importante para transformar Brasil num dos maiores produtores mundiais de alimentos, bem como de outros países africanos com experiência úteis para os desafios que o país enfrenta.

“Vamos ter uma semana cheia de uma programação que vai girar à volta do agro-negócio”, explicou Francisco Mandlate, jornalista do Grupo SOICO e editor de conteúdos da MOZGROW.

A segunda edição da MOZGROW decorrerá em moldes diferentes da primeira, devido às restrições impostas pela pandemia o novo Coronavírus, facto que não permite juntar um público vasto, à semelhança do que aconteceu na edição anterior, pelo que a aposta será o uso de plataformas digitais.

Com os temas arrolados pretende-se encontrar soluções que possam ajudar a impulsionar o agro-negócio, bem como potencializar e integrar as mais de 3,5 milhões de famílias que produzem para a sua subsistência em todo o país nas cadeias de valor de produtos agrícolas estratégicos, segundo explicou Francisco Mandlate.

O editor de conteúdos da MOZGROW explicou ainda que outro eixo dos debates tem em vista encontrar soluções para valorizar a produção nacional, como potencializar marcas nacionais de produtos agrícolas, como embalar e rotular os produtos de modo a serem bem aceites e valorizados nas cadeias de comercialização assim como nos mercados internacionais.

“Por outro lado, queremos, também, analisar como tirar vantagem nutritiva desta produção para combater a desnutrição crónica que afecta mais de 44% das crianças moçambicanas. Como é que as famílias podem consumir aquilo que elas produzem para resolver o problema de desnutrição que este país tem”, disse Francisco Mandlate.

Porque a agricultura e a sustentabilidade andam lado a lado, serão igualmente analisadas nesta edição da MOZGROW. Serão discutidas as possíveis formas de produzir em quantidade e qualidade que garantam a auto-suficiência alimentar sem prejudicar o meio-ambiente, o que também é uma exigência dos mercados internacionais.

As sessões da MOZGROW podem ser acompanhadas através da STV Notícias, STV Play, O País e redes sociais (Facebook e Instagram).

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura considera que é determinante dar atenção especial aos pequenos agricultores para combater rapidamente a insegurança alimentar.

As estatísticas demostram que mais de 80 por cento da população moçambicana vive da agricultura e deste número maior parte pratica a agricultura familiar. Impulsionar a agricultura familiar no país é, na visão do representante da FAO em Moçambique, Hernani Coelho da Silva, um dos caminhos para reduzir os índices de insegurança alimentar. Para isso dar “uma especial atenção aos pequenos agricultores vai ser determinante para podermos atingir esse objectivo comum que nós temos”, introduz Da Silva, para quem é preciso mais: “um apoio às pequenas empresas no sentido de poderem contribuir para dinamizar essa capacidade produtiva do país deverá ser importante”.

Mas também, acrescenta o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, é necessário “apoio para as médias e grandes empresas no sentido de poderem introduzir os investimentos que são necessários para a transformação do sistema no seu todo. Isso também vai ser determinante para alcançar as nossas metas”.

E esse é um objectivo que a organização internacional pretende defender na segunda edição da Mozgrow, que é realizada na Semana Mundial da Alimentação, cuja efeméride é assinalada a 16 de Outubro. “Para atingir esses objectivos precisamos de todos. Precisamos do Governo, dos parceiros de desenvolvimento, das instituições de investigação, do sector privado e dos meios de comunicação social”, afirma Hernani da Silva, acrescentando que “esse programa que vocês estão a criar (MOZGROW), vai definitivamente contribuir para alertar, informar e dinamizar a participação de todos rumo a esse objectivo comum. Acho que vocês já estão a fazer o vosso papel e nós agradecemos bastante esse trabalho conjunto”, terminou.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura vai abordar o tema “Agricultura familiar e os desafios da insegurança alimentar em Moçambique”. A FAO é uma das agências das Nações Unidas, a que lidera esforços para a erradicação da fome e combate à pobreza. Composta por 194 Estados-membros e presente em mais de 130 países, a organização funciona como um fórum neutro, onde todas as nações que a compõe possuem peso igualitário no que tange às estratégias e decisões.

 

A Casa do Agricultor vai mostrar, na plataforma MOZGROW, as técnicas para fazer uma horta caseira. Parceira do evento, a loja de venda de insumos e material agrícola vê, no evento, um espaço no qual poderá debater com os vários intervenientes ideais sobre como melhorar o desempenho do sector da agricultura no país.

No mercado há sensivelmente quatro anos, a Casa do Agricultor abastece o mercado nacional em insumos agrícolas e vários materiais para trabalhar a terra de qualidade e a preços mais competitivos.

Com 10 lojas espalhadas pelo país, 200 revendedores que fazem parte da rede de distribuição, a Casa do Agricultor não só vende insumos, mas promove, igualmente, o empreendedorismo local e formação dos produtores.

“Nós temos a escola do agricultor, que é um projecto de formação e capacitação de agricultores em matéria do agronegócio. No ano passado, realizamos algumas formações em salas e outros programas pela televisão”, disse Maria Teresa Boane, directora de marketing e venda da Casa do Agricultor, acrescentando que para 2020 estão a usar rádios comunitárias porque maior parte dos produtores, segundo a loja, tem mais acesso a estes meios e não à televisão.

Contudo, “paralelamente a isso, temos consultores dispersos em todas as lojas que dão, continuamente, assessoria e consultorias quer nas nossas lojas quer nos campos”.

No ano passado, a Casa do Agricultor participou da primeira edição da MOZGROW e dela saiu com uma certeza: os moçambicanos é que fazem e podem melhorar a actividade agrícola, um dos pilares da economia do  país.

“Este ano também iremos participar. Com as restrições devido à COVID-19, faremos a feira digital e o nosso consultor estará no campo, fazendo uma demonstração de uma horta caseira, ensinando a população como se faz isso (a horta caseira)”, revelou a directora de marketing e vendas da Casa do Agricultor.

Além da demonstração das técnicas de como fazer uma horta caseira, a Casa do Agricultor vê na segunda edição da MOZGROW uma oportunidade de debater, com os vários intervenientes, ideias que visem melhorar a produção e produtividade agrícola.

“A nossa expectativa é que continuemos a discutir, a partilhar ideias e experiências, mas também que comecemos a implementar porque a mudança tem parte da implementação das ideias e iniciativas que irão ser discutidas no evento. Nós, os agentes económicos do sector primário de Moçambique, temos que mostrar que somos capazes de alimentar o povo moçambicano hoje e no futuro”, apontou Maria Teresa Boane da Casa do Agricultor.

A segunda edição da MOZGROW decorre entre os dias 12 e 16 de Outubro sob o lema “Produzir, Valorizar, Nutrir e Preservar”.

 

O Governo quer expandir minas de produção de ouro nas províncias de Manica e Cabo Delgado, apostando no associativismo. Para o efeito, o ministro dos Recursos Minerais e Energia escalou há dias as indústrias mineiras activas na província de Tete.

As restrições da pandemia da COVID-19 resfriaram os níveis de produção do sector mineiro. Grande parte das indústrias reviu em baixa o seu plano de negócio para 2020.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, efectuou há dias uma visita às unidades de produção mineira activas em Tete, com destaque para a maior mina de produção de ouro, cuja contribuição para os cofres do Estado tende a crescer.

Segundo Max Tonela, o plano passa por criar mais unidades de produção de ouro, através da aposta no associativismo.

Com uma produção à volta de 20 a 30 quilogramas por mês, os gestores da mina de ouro de Tete esperam aumentar os níveis de produção a curto prazo.

Da visita a maior mina de ouro, o governante manteve encontro com alguns operadores mineiros que queixaram-se da morosidade na tramitação de alguns documentos.

Ainda em Tete, Max Tonela visitou a mina da Vale Moçambique, que viu parte das operações paralisadas devido à pandemia.

O Governo projecta uma recuperação gradual do sector mineiro a partir do próximo ano.

Entrou em funcionamento uma nova filial do Banco de Moçambique, na sexta-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica. O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou a infra-estrutura que fará com que os bancos comerciais, sobretudo, e citadinos daquela urbe deixem de recorrer à cidade da Beira, em Sofala, para levantar e depositar dinheiro, em somas avultadas. São 200 quilómetros de uma cidade para outra.

O edifício ocupa uma área de 2.500 metros quadrados. Trata-se de uma construção de arquitectura moderna e resiliente a mudanças climáticas.

Após a inauguração do empreendimento, Filipe Nyusi disse que a entrada em funcionamento da filial marca o fim do martírio dos bancos comerciais para realizar operações bancárias.

“Com a inauguração da filial de Chimoio, os bancos que operam na província de Manica passam a dispor, localmente, de serviços de depósito e levantamento de numerários junto do Banco Central, reduzindo os riscos e custos associados”, explicou o Chefe de Estado.

Segundo Nyusi, as operações de tesouraria deverão ser facilitadas e menos onerosas. Deve ainda haver maior celeridade no provimento de notas e moeda nacional em perfeitas condições.

Por sua vez, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, agradeceu a todos que tornaram possível a construção do edifício em Manica.

Com a inauguração da filial de Chimoio, o Banco de Moçambique já tem representações em todas as capitais provinciais.

Norberto Mahalambe, gestor de negócios da Bayer em Moçambique, diz que a firma trabalha com alguns híbridos locais para permitir que a cultura do milho alcance níveis de produtividade de 8 a 10 toneladas por hectares. Esta é uma das experiências a partilhar.

“Com os nossos híbridos também, nós fizemos ensaios e temos produtividade que foram de 10 até 14 toneladas por hectare, produtividades nas condições de produtores familiares, praticamente, só com um pouco mais de disciplinas”, referiu Norberto Mahalambe.

Já no algodão, com a genética local, a solução da empresa pode proporcionar rendimentos na casa de 1500 a 2000 quilogramas por hectare. “Estamos a falar de aumentos significativos em relação àquilo que é a produtividade corrente que se consegue através dessas soluções”.

No entender do gestor de negócios da Bayer em Moçambique, a MOZGROW é uma plataforma que cria condições para a troca de experiências entre os moçambicanos e o mundo fora. É lá onde a empresa espera partilhar os serviços que presta, entre eles, a assistência técnica aos produtores.

“A componente da Bayer que está activa aqui em Moçambique é o que chamamos de ciência das culturas que integra sementes, nomeadamente, sementes do milho, integra também uma marca de hortícolas, mas essencialmente as nossas actividades centram-se na solução do controle de pragas e doenças das várias culturas, pragas problemáticas como o lagarto do funil, nós apresentaremos a nossa solução”, explicou Mahalambe.

O Absa Bank Moçambique considera que a aposta no agro-negócio pode ser uma saída para a substituição da importação de alimentos por produção local. O banco vai participar da IIª edição da MOZGROW e espera dar o seu contributo para o desenvolvimento do agro-negócio no país. No entender do director da Banca Agrícola do Absa Bank Moçambique, Marcelino Botão, os debates que serão realizados e as experiências a serem partilhadas na plataforma de agro-negócio vão impulsionar a produção de alimentos no país.

“Olhando para os temas fundamentais do evento deste ano, nós vemos que é uma oportunidade de o país olhar para o seu interior e ver que mesmo nas condições impostas pela COVID-19, o país pode criar condições para alimentar o seu mercado com a produção doméstica. Portanto, nós achamos que este evento vai trazer, ao de cima, estas oportunidades que nós temos localmente para que no médio ou longo prazo possamos começar a substituir as importações”, defende o director da Banca Agrícola do Absa, Marcelino Botão.

O gestor bancário refere ainda que a plataforma é uma oportunidade para os jovens moçambicanos se envolverem cada vez mais no agro-negócio. Para tal, o banco comercial espera contribuir, no evento, com alternativas para que haja segurança alimentar no país.

“Nas experiências que o banco quer trazer, em primeira instância, está o leque de produtos e serviços que o banco tem disponíveis para apoiar o sector (Agricultura), para apoiar a agro-indústria não só como uma forma de contribuir para o crescimento do negócio das empresas e dos intervenientes nas cadeias e nos ecossistemas agrícolas, mas também como uma forma de o banco se revelar um apoiante incondicional que também usa essa oportunidade para fazer negócio”, revelou o director da Banca Agrícola do Absa Bank Moçambique.

Marcelino Botão entende ainda que é chegado o momento de Moçambique pensar no agro-negócio como uma saída para uma maior empregabilidade dos jovens e das mulheres, assim como para reverter o cenário de desnutrição que afecta milhares de crianças no país.

A segunda edição da MOZGROW é promovida numa altura em que dados das Nações Unidas apontam que, no mundo, cerca de 14 por cento dos alimentos produzidos são perdidos após a colheita e antes de chegarem aos consumidores. Ao mesmo tempo, mais de 40 por cento das crianças moçambicanas sofrem a desnutrição crónica. O assunto será reflectido na plataforma de agro-negócio organizado pela FUNDASO.

A directora executiva da organização privada que actua em áreas de interesse público com enfoque no desenvolvimento sustentável, Balbina Inroga, explica as razões da escolha do lema deste ano.

“A MOZGROW, na sua primeira edição, teve o foco voltado para a questão do agro-negócio em todas as cadeias de valor. Para este ano, decidimos trazer aqui uma forte componente que é a educação alimentar e nutricional, daí o alinhamento com o Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro). Também porque o agro-negócio é, por excelência, uma actividade fundamental para a produção, disponibilidade e acessibilidade dos alimentos, juntamos toda esta cadeia e vamos trazer aqui um foco na educação alimentar e nutricional”, explanou a directora executiva da FUNDASO, Balbina Inroga.

O lema para este ano da MOZGROW é: Produzir, Valorizar, Nutrir e Preservar. Devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19, o evento será transmitido através da televisão, assim como através de plataformas digitais e terá diversos participantes.

“Contamos com a participação de intervenientes nacionais e internacionais que irão partilhar suas experiências sobre os caminhos para a transformação estrutural da produção familiar, integrando-as em cadeias de valor estratégicas e contribuindo, desta forma, para o aumento da produção e para uma produção sustentável dos alimentos, bem como para o aumento do rendimento familiar e para a segurança alimentar no país”, sublinhou Balbina Inroga.

Para participar, esclarece Inroga, os interessados poderão enviar suas questões através das plataformas que serão usadas para a transmissão do evento, nomeadamente, o Facebook do jornal “O País” e da MOZGROW, os aplicativos STV Play e da FUNDASO, assim como o Instagram da MOZGROW.

Para a presente edição está também preparada uma programação especial de uma semana que inclui a exibição de reportagens, entrevistas e debates em plataformas digitais e no canal STV Notícias.

A empresa pública, Electricidade de Moçambique apresentou esta sexta-feira, em Maputo, o seu plano estratégico de negócio para os próximos cinco anos. A estratégia passa por expandir o acesso à corrente eléctrica e apetrechamento de infra-estruturas.

Com as contas “no vermelho”, a EDM já aponta para mexidas na tarifa de energia a partir do próximo ano. A empresa quer aumentar tarifa de energia em 10%.

O director do Gabinete Estratégico e Desempenho da EDM, António Nhassengo, justifica que o aumento da tarifa visa “equilibrar as contas”.

Para a materialização do seu plano de negócios, a Electricidade de Moçambique já está a mobilizar os recursos financeiros necessários, no valor de 1.6 bilião de dólares norte-americanos.

Caso o Governo não aprove o agravamento da tarifa de energia proposta pela EDM, os gestores da empresa alertam que a rentabilidade manter-se-á negativa, com um cumulativo de 127% negativo no quinquénio 2020-2024.

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