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O País – A verdade como notícia

A Petróleos de Moçambique (Petromoc) deve cerca de seis mil milhões de Meticais à Autoridade Tributária (AT) de Moçambique e a outros credores. Além da dívida, o conselho de administração da empresa diz que a mesma está a enfrentar dificuldades para funcionar.

A direcção da Petróleos de Moçambique (Petromoc) assume que as contas da empresa estão no vermelho. Face à situação, o conselho de administração da firma pretende reduzir a dívida com os credores de modo a torná-la sustentável.

“Temos uma dívida com a Autoridade Tributária avaliada em torno dos quatro mil milhões de Meticais. E aos credores, devemos mais dois mil milhões de Meticais”, revelou Hélder Chabisse, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Petromoc.

E os problemas não param por aí. A Petromoc afirma que o recente reajuste dos preços dos combustíveis só veio piorar a situação financeira da empresa.

Questionando sobre a reactivação de uma refinaria da Petromoc, fechada em 1984, o gestor fala da necessidade de aumento da procura. “Neste momento, o país consome 1.4 milhões de metros cúbicos e não é um volume suficiente para rentabilizar uma refinaria. Teremos que olhar para países vizinhos, por forma a rentabilizar a refinaria. Era necessário fazer a relação do custo e benefício”, acrescentou o PCA da Petromoc.

“Desde Agosto do ano passado até os dias de hoje, a empresa tem tido dificuldades de tesouraria, porque estamos novamente numa situação de défice regulatório e, desde lá até aqui, o preço do combustível foi ajustado, mas não foi ao nível do preço do mercado internacional”, sustentou Mário Sitoe, administrador financeiro da Petromoc.

Mesmo com essas dificuldades e esses desafios, os indicadores da Petromoc apontam para melhorias. Vendas de bens e prestação de serviços renderam à instituição mais de 19 mil milhões de Meticais, contra os 16 mil milhões de 2020.

“Os resultados positivos de 2020 e 2021 mostram que os resultados líquidos estão a melhorar e essa é a nossa perspectiva, tendo em conta o nosso plano de negócio e o nosso orçamento para este ano e os subsequentes. A Petromoc estará em condições de pagar os dividendos”, assegurou Chabisse.

As informações foram avançadas, esta segunda-feira, durante a visita da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República à Pretromoc.

 

Os preparativos da IX edição da Moztech já começaram. O palco principal que vai acolher os debates já está quase pronto e os expositores também já começaram a montar os seus stands. Este ano, o entusiasmo é maior pela volta ao formato físico. O evento começa amanhã.

Quem entra na Arena 3D já pode ver o entusiasmo que há. Os técnicos estão, em todo o lado, a correr de um ponto para o outro com vários materiais em punho. A ideia é montar luz, som, cenário e outros elementos.

Na verdade, é o entusiasmo de quem ficou dois anos sem poder juntar os fazedores e interessados na tecnologia. É só o primeiro dia, mas já se nota a diferença entre esta e as duas edições anteriores.

Por exemplo, já estão perfiladas as cadeiras brancas, nas quais vão sentar-se os cerca de 200 participantes esperados nesta edição. Desde logo, uma grande mudança. Os oradores, esses, estão confirmadíssimos e estão em número de 20, distribuídos em quatro painéis e dois espaços de apresentação de soluções tecnológicas, designadas por “Tech Talks”.

Não é só isso! A preparação do palco dos debates está em estado avançado. O representante da Fundação Soico (FUNDASO), Miguel Uassiquete, que organiza o evento, diz que há também “todo um conjunto de infra-estruturas ligadas a todo este processo de produção, internet, etc., alinhavado”.

E há mais: se nos últimos dois anos, a Moztech tinha “Expo Digital”, agora voltam as exposições físicas e isso é visível já no interior da Arena 3D. Da parte da organização do evento, os stands foram todos já disponibilizados, de tal forma que as empresas já começam a montar as suas imagens nos espaços.

Na verdade, além de garantir visibilidade das marcas, a Moztech constitui o maior espaço de networking quando o assunto é tecnologia e os expositores sabem bem disso.

Para captarem todas as oportunidades que a Moztech oferece, os expositores organizam os seus stands com o máximo de atenção. Neste momento, cada detalhe importa para impressionar os vários participantes que poderão passear pelos corredores da feira.

A NC Software, uma empresa de sistema de gestão empresarial on-line, por exemplo, havia dois anos que pretendia participar da Moztech e, agora que a oportunidade chegou, não pensou duas vezes.

E para atrair a atenção, nada pode falhar, por isso decidiu fazer atempadamente. O que, aliás, é o apelo da organização para todos os expositores. Até quando o “O País” esteve lá ontem, a NC já tinha quase tudo pronto.

Como a NC Software, a TVSD decidiu também adiantar-se para que nada corra mal. Começou com a montagem dos seus stands no início da tarde e esperava terminar ainda ontem, sendo que, para hoje, um dia antes do evento, não está agendada a sua presença na Arena, senão para dar um último toque.

Para os participantes, as inscrições ainda estão abertas e a organização vai disponibilizar um transporte gratuito para todos, com as rotas bem definidas e a serem anunciadas através das várias plataformas digitais e, não só, da feira.  

A empresa provedora de serviços de televisão, internet e telefone, TvCabo, garante, mais uma vez, trazer novidades na feira MOZTECH. Para esta nona edição, a inovação é a palavra de ordem da firma.

A TvCabo é uma marca pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano. Constituída a 10 de Julho de 1996, ano em que iniciou a construção da sua rede em Maputo, é, hoje, detentora de uma moderna infra-estrutura de rede em fibra óptica.

Com marca de participação registada desde a primeira edição da feira MOZTECH, a TvCabo tem a inovação como palavra de ordem a destacar nesta nona edição.

“Esperamos poder conseguir transmitir estes que são os nossos serviços que vamos lançar nos próximos tempos e os produtos que temos em carteira neste momento, aproveitando a presença do público e tentar chegar, dessa forma, mais fácil àquilo que é a expectativa que temos para alcançar esses objectivos”, destacou o director-geral da companhia, Humberto Luís.

E por conhecer bem a dinâmica do evento, Humberto Luís diz que a companhia não vai deixar de mostrar o que de melhor dispõe.

“Trazemos o nosso novo serviço de IPTV e outros associados que lançaremos nos próximos tempos”, finalizou a fonte.

Nesta nona edição da MOZTECH, pretende-se promover a partilha de conhecimento e experiências sobre os caminhos que poderão contribuir para a aceleração da transformação digital no país.

Mostrar que é possível tornar o país mais conectado e inteligente é um dos objectivos da Huawei na nona edição da Moztech, a maior feira de tecnologia do país.

Uma das líderes mundiais em tecnologias de informação e comunicação, Huawei, é um dos principais fornecedores de tecnologia no país e está empenhada em construir um Moçambique conectado e inteligente. E é mesmo com esse foco que segue, mais uma vez, para a feira de tecnologias, a MOZTECH.

“A Huawei quer promover a inovação digital aqui, em Moçambique; queremos trazer as telecomunicações para cada pessoa, para cada casa e cada organização e juntos podemos construir um Moçambique conectado e inteligente”, refere o CEO da companhia, António Hou.

E porque não é a primeira vez que participa no evento, a Huawei considera a feira MOZTECH um espaço oportuno para troca de experiências no sector de tecnologia.

“A MOZTECH é uma boa plataforma para conversar sobre tecnologias mais avançadas e com parceiros locais para construir um melhor Moçambique”, frisou António Hou.

A 9° edição da Expo Digital de Moçambique – MOZTECH – é promovida pela Fundação SOICO, FUNDASO, e realizar-se-á entre 18 e 19 de Maio corrente.

O Millennium bim está expectante sobre a nona edição da Moztech. À maior feira de tecnologias do país, o banco traz soluções inovadoras e que podem dinamizar ainda mais o sector da banca no país.

Criado há 27 anos, o Millennium bim é, actualmente, um dos maiores bancos no país e, desde sempre, posicionou-se como uma instituição bancária inovadora nos serviços que presta.

O banco, através do administrador-executivo, Albino Andrade, considera a MOZTECH como uma feira inovadora e que tem contribuído para o desenvolvimento do país através da tecnologia.

“O Bim tem participado todos os anos e tem feito essa participação de uma forma entusiasta. É uma parceria que muito acarinhamos e que consideramos que contribui para o desenvolvimento da sociedade, desenvolvimento dos serviços digitais em Moçambique, para conseguirmos, de uma forma eficiente e sustentável, servir os nossos clientes”.

E porque a cada ano em que participou viveu uma experiência única, a companhia quer trazer, para a nona edição, soluções inovadoras e que espera que façam diferença no sector da banca.

“Nós somos um banco moçambicano para moçambicanos, somos um banco que tem uma rede de distribuição muito vasta, cobrimos todo o país. Temos particular atenção à inclusão financeira, iremos ter novidades nesse âmbito, permitindo que cada vez mais moçambicanos possam ter, no seu dia-a-dia, os serviços bancários e, com isso, melhor qualidade de vida”, concluiu Albino Andrade.

Para além de debates, a nona edição da MOZTECH pretende promover o máximo de contacto entre os diferentes participantes. As inscrições para o evento ainda estão abertas.

Será a primeira vez a participar do evento, mesmo assim, a Bay Port não tem dúvidas de que a MOZTECH representa uma plataforma importante, não só para o país, como também para alavancar o crescimento da instituição.

Opera no território moçambicano desde 2012. A Bay Port é uma instituição financeira, que presta serviços de créditos acessíveis, seguros e poupanças para o sector formal em mercados emergentes e conta com uma cobertura, a nível nacional, de 11 agências distribuídas em todas as províncias do país.

Será a primeira vez a participar na MOZTECH, mas nem por isso receia em afirmar que o evento é oportuno, sobretudo num momento em que a transformação digital é irreversível.

“Esperamos ter acesso ao que está a acontecer na praça e, acima de tudo, achamos que é uma excelente oportunidade para sensibilizar o tecido empresarial moçambicano, no sentido de enveredar para o caminho da transformação digital, porque acreditamos que é um caminho de mudança que pode impulsionar o crescimento acelerado dos negócios”, disse o administrador Comercial e de Operações da Bay Port, Francisco Orlando.

Na visão da Bay Port, a MOZTECH é uma plataforma ideal para discutir ideias e encontrar soluções para o crescimento das empresas.

“Eu acho que vai ajudar-nos a ter a acesso à informação, vai ajudar-nos a expor o que estamos a fazer e também vai ajudar-nos a interagir com outros parceiros, no sentido de alavancarmos o nosso crescimento”, destacou Francisco Orlando.

A Moztech vai decorrer esta semana, sendo que ainda decorrem as inscrições para participação no evento e os interessados podem fazê-lo através da plataforma on-line MOZTECH

A vida está cada mês mais cara, este ano. O Instituto Nacional de Estatísticas publicou o Índice do Preço ao Consumidor, que mostra que de Janeiro a Abril, o nível geral de preços subiu 4.51 porcento. Ou seja, o que custava 100 meticais ao início do ano, agora custa 4 meticais e 51 centavos a mais.

A divisão de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas segue sendo aquela em que os moçambicanos são obrigados a pagar mais, seguido por transporte. Só os preços de comida subiram 2.25 e os de transporte subiram um porcento de Janeiro a esta parte.

De acordo com o relatório, o custo de vida está maior também mesmo quando se compara com Abril deste ano com dos dois últimos anos. No quarto mês de 2021, a inflação acumulada era de 3.39 e em 2020 era de 1.75.

A situação é pior quando olhamos para subida de preço de Março para Abril. A inflacção registada foi de 7.9 porcento.

Na verdade, o ano de 2022 está a revelar-se o pior dos últimos dois. Em termos de variação mensal, de Março para Abril de 2021, a inflação foi de 5.1, enquanto no ano anterior foi de 3.3%. A inflação média dos últimos 12 meses está fixada em 6.4 porcento, contra 3.7 de 2021 e 2.7% de 2020.

 

Carlos Mesquita defende que a retoma do financiamento directo do FMI ao Orçamento do Estado exigirá maior rigor e disciplina na gestão da coisa pública pelo Estado moçambicano, para que a imagem do país não volte a ser beliscada. O dirigente falava hoje, em Gaza, durante a inauguração de um sistema pioneiro de abastecimento de água.

Foi com danças e cânticos que a população da Aldeia de Bombofo, Posto Administrativo de Lionde, distrito de Chókwè, recebeu o novo posto de abastecimento de água, inaugurado pelo ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita.

Trata-se de um modelo pioneiro, no país, e que contempla uma infra-estrutura que permite a dessalinização da água, um dos constrangimentos para que várias comunidades da província de Gaza não tenham acesso à água de qualidade.

Na sua intervenção, Mesquita falou da retoma da ajuda do FMI ao país e a responsabilidade que deve ser assumida por todos.

“Essa decisão tem impacto enorme, não pelo simples factos de que vamos ter mais fundos, para apoiar o desenvolvimento do país, mas também para a imagem de Moçambique no panorama global. E isso é fundamental para nós e irá exigir disciplina no manuseamento da coisa pública, compromisso e foco”, defendeu.

Mesquita defendeu que a água irá melhorar a qualidade de vida dos residentes daquela comunidade, que antes viviam num cenário de sofrimento.

“A água é extremamente importante e necessária para garantir a nossa saúde. Consumir água potável significa mais saúde, melhor rendimento escolar e maior produção. Antes da construção deste sistema, o abastecimento de água era assegurado com recurso a poços não protegidos e riachos intermitentes e a água era salobra, sem qualquer tipo de tratamento”, retratou o governante para seguir dizer que “este sistema faz parte de um conjunto de três sistemas já instalados, nomeadamente, este que acabamos de inaugurar aqui, em Bombofo, e os de Singanhane e Chinhanguane, situados em Massangena, para beneficiar, no conjunto, cerca de 9.000 pessoas”.

Para Mesquita, o maior beneficiário do empreendimento são as mulheres que eram obrigadas a percorrer grandes distâncias para ter água de qualidade.

“Com a entrada em funcionamento deste sistema, os residentes de Bombofo deixarão de percorrer longas distâncias na busca de água. O tempo gasto na procura deste precioso líquido será empregue em outras actividades produtivas, o que significa mais rendimento para as famílias e mais dedicação a outras actividades, como a escola para as nossas meninas”, disse Mesquita.

O ministro defendeu ser desafiante cumprir metas de abranger toda a população, num contexto em que o país vive os condicionalismos impostos pelas mudanças climáticas.

“Temos vindo a conviver com os efeitos das mudanças climáticas. O surgimento de fenómenos extremos cíclicos, de grande magnitude e devastadores, com redução e falta de chuva que concorrem para a seca, por um lado, e o excesso de chuva que provoca inundações e cheias, por outro lado, sem deixar de mencionar os ciclones que afectam severamente o nosso tecido social e o nosso desenvolvimento. A resiliência a estes fenómenos, considerados na escala dos grandes desafios, está no programa e no plano do dia-a-dia do Governo. Por forma a assegurar o abastecimento de água nesta zona de elevada complexidade hidrogeológica, construímos um sistema de dessalinização de água, uma tecnologia inovadora para melhorar a qualidade de água com características salobras”, descreveu o ministro das Obras Públicas.

No final, Mesquita exigiu da população e dos gestores bom uso das infra-estruturas. “Temos de preservar e conservar os investimentos que fazemos. Não podemos estar a construir infra-estruturas de abastecimento de água, repetidamente, para as populações já beneficiadas. O nosso país é grande e a província de Gaza também, e existem ainda muitas pessoas que não têm acesso ao precioso líquido. Apelamos a todos para garantirem a sustentabilidade deste e de outros sistemas. Para isso, o gestor, ao tomar conta deste património, deve operar e mantê-lo de forma profissional. Nós, os clientes e consumidores não devemos vandalizar os componentes dos sistemas (tubos, válvulas, torneiras, contadores, etc.), devemos ser vigilantes a possíveis actos de vandalização e denunciá-los e, por outro lado, devemos pagar pelos serviços prestados pelo gestor, pela quantidade de água que consumimos, para que possamos manter o serviço”, apelou Carlos Mesquita.

O sistema que, na sua capacidade máxima poderá alimentar três mil pessoas, está orçado em cerca de 20 milhões de Meticais, fundos do Banco Mundial, e tem garantia de funcionamento de 10 a 15 anos.

A produção de carnes no país cresceu 17 por cento no primeiro trimestre deste ano, relativamente ao período homólogo de 2021. O leite e os ovos para o consumo registaram um incremento de 7,9 e 12,6%, respectivamente.

Entre Janeiro e Março de 2021, a produção de carnes, no país, situou-se em 29 mil toneladas, cifra que este ano subiu para 33 mil, o que corresponde a 17%, em comparação com igual período do ano passado. Entretanto, a taxa de execução da produção visada situou-se nos 18,5%.

Para o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o aumento deve-se ao controlo do movimento dos animais e a intensificação das acções de fiscalização no sector.

A instituição refere ainda que a carne de ovino registou maior aumento, com 18,6%, ao atingir uma produção de 143 toneladas.

A carne de frango não esteve muito longe, ao registar um incremento de 18,1%, ou seja, 28.147 toneladas. A produção da carne bovina subiu 13.2%, situando-se nas 4,140 toneladas.

Já a carne suína observou um incremento de 6,4%, posicionando-se nas 784 toneladas, de Janeiro a Março. Nos caprinos, houve um acréscimo de 10,3%, com 773 toneladas.

O leite e os ovos para o consumo tiveram um crescimento assinalável de 7,9 e 12,6%, situando-se nas 660 367 e 6 648 981 toneladas, respectivamente.

Até ao fim do ano, o Governo projecta a produção de cerca 183 mil toneladas de carnes em todo o território nacional.

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