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O País – A verdade como notícia

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) disse, esta quarta-feira, que está a trabalhar em reformas do quadro legal para atrair mais investimentos no ramo das energias renováveis e tornar o preço da energia eléctrica mais acessível no país.

Cerca de 20 por cento do processo de electrificação no país será com base nas energias renováveis e o poder de compra é um dos principais problemas levantados na sociedade.

Falando esta quarta-feira, à margem da conferência sobre o Armazenamento e Integração de Renováveis na Rede de Moçambique, o MIREME avançou que está a trabalhar para que o preço da energia eléctrica não constitua um problema.

“Temos uma estrutura que tem em vista tornar o mercado de energia sustentável. Temos estado a trabalhar nas reformas para atrair mais investimentos e incentivos para que o preço da energia eléctrica não chegue ao cidadão, sobretudo os que não têm capacidade financeira”, disse Marcelina Mataveia, directora nacional-adjunta de energia.

Ainda sobre o custo da energia, a directora nacional-adjunta acrescentou que o Governo é dependente das tarifas pagas pela população para sustentar as suas despesas e assegurou que existem mecanismos que privilegiam as camadas incapacitadas financeiramente.

“Temos estado a privilegiar os menos favorecidos através de tarifas sociais, e naquilo que diz respeito ao acesso à energia fora da rede. Promovemos sistemas solares e mini-rede”, explicou a dirigente.

Por seu turno, o antigo vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia e ex-presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM) apontou alguns desafios a enfrentar e possíveis soluções para os problemas no sector.

“Temos de continuar a migrar para as energias renováveis. Temos muito solo e temos que aproveitar. Além disso, temos de começar a apostar noutras fontes, no nosso caso temos a sorte de ter o gás natural. Assim, só nos resta pesquisar e saber como unir o útil ao agradável para minimizar os custos. Os recursos que o país detém, um dia vão acabar, então é necessário fazer uma boa gestão para não nos arrependermos no futuro”, apelou Augusto Fernando, antigo vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia.

No entanto, a Electricidade de Moçambique (EDM) limitou-se em dizer que as tarifas impostas pela instituição ainda não cobrem as suas despesas.

“Não podemos dizer que os preços são baixos ou altos. O que a Electricidade de Moçambique constata é que as tarifas em vigor ainda não reflectem os custos de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia”, revelou Olga Utchavo, directora de Energias Renováveis e Eficiência Energética na EDM.

O Governo tem como objectivo garantir o acesso universal à energia até 2030 e, para tal, prevê-se um investimento de 40 milhões de dólares. A mobilização das diversas fontes energéticas já disponíveis em Moçambique deverá permitir que mais de 10 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia eléctrica até 2024.

Com o financiamento da União Europeia e outros parceiros de cooperação, pretende-se alavancar investimento privado de aproximadamente 200 milhões de euros para a implementação de 120 MW de projectos de geração de energia renováveis.

Ainda nas perspectivas do Governo, a aposta nas energias renováveis poderá assegurar a transformação e desenvolvimento industrial, agro-processamento, aquacultura e aumento do acesso energético a mais famílias.

Refira-se que o Presidente da República, Filipe Nyusi, enfatizou, em 2020, o compromisso do seu Executivo com o desenvolvimento de infra-estruturas de produção de energias renováveis.

Importa referir que Moçambique é signatário da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objectivo é providenciar, até 2030, energia de qualidade, acessível e sustentável para todos os moçambicanos.

No âmbito da iniciativa “Promoção de Leilões para Energias Renováveis” (PROLER), do Programa Nacional de Energia para Todos, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia deve adjudicar quatro projectos de energias renováveis, de cerca de 30 megawatts cada, sendo três centrais solares nos distritos de Dondo, Manje e Lichinga, nas províncias de Sofala, Tete e Niassa, respectivamente, e uma central eólica na província de Inhambane ou na Beira.

O Programa de Promoção de Leilões para Energias Renováveis (PROLER) é implementado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em parceria com a empresa pública Electricidade de Moçambique e conta com o co-financiamento da União Europeia.

O país busca parceiros estratégicos, no primeiro Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda, para acelerar a implementação de projectos estratégicos nas áreas de energias, exploração mineira e agricultura. Os homens de negócios dos países juntam-se na mesma sala, por três dias (de 24 a 26), na capital moçambicana.

Moçambique, com 120 empresários e representantes do Governo, augura identificar investidores para viabilização e aceleração de projectos em andamento nos domínios de agricultura, pescas, energias e mineração. Tal como avançou o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, para quem o diálogo empresarial abre espaço para o aumento do investimento directo daquele país amigo de Moçambique.

Fruto das relações económicas existentes, Moçambique exporta açúcar e minerais para a República do Ruanda. Silvino Moreno, que falava na abertura do Fórum, apontou que o desafio é aumentar as exportações.

Para o Ruanda, que também apoia Moçambique na área militar, os portos e caminhos para escoamento de bens conferem à economia nacional vantagens competitivas a nível da região e tornam-no num “parceiro estratégico”, segundo palavras de Habyarimana Beata, ministra da Indústria e Comércio do Ruanda.

“Existem oportunidades imensas, no comércio, na logística e na mineração. A delegação do Ruanda está aqui para estabelecer relações comerciais de benefício mútuo. Do mesmo jeito que colocamos empresários de Moçambique para o Ruanda”, disse Beata.

Nos últimos anos, a economia do Ruanda registou melhorias significativas e teve uma pontuação positiva no ranking Doing Business, e é neste âmbito que Moçambique quer colher experiência.

“Interessa-nos muito partilhar desta experiência ruandesa, particularmente na promoção de indicadores, como a abertura de empresas e início de uma actividade económica, promoção de reformas, acesso à electricidade, procurement e licenças de construção”, avançou o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Álvaro Massingue.

No domínio da agricultura, o Ruanda já manifestou a intenção de comprar o milho moçambicano. As conversações prosseguem em simultâneo com a preparação de silos e outras condições logísticas para conferir qualidade aceite no panorama regional. Momed Valá, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Cereais de Moçambique, avança que os níveis de produção do milho são satisfatórios.

O primeiro Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda decorre sob o lema “desenvolvimento através de investimentos, industrialização e exportação”.

Falando numa cerimónia de graduação de 57 engenheiros, em diversas especialidades, na Universidade Lúrio (UniLúrio), em Niassa, o secretário de Estado da província desafiou os graduados a colocarem em prática a massificação da produção do trigo, maçã e café.

Num momento em que o mundo se debate com a crise de escassez do trigo, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a Universidade Lúrio fez um estudo que concluiu que a província tem zonas com condições agro-ecológicas para a produção de trigo e outras culturas de rendimento. Discursando na graduação de estudantes formados nas áreas de Desenvolvimento Rural, Florestal e Zootécnica, Dinis Vilanculos lançou o desafio de apostarem na investigação e extensão para que possam contribuir para o desenvolvimento do país.

“Saudamos o facto de alguns resultados de pesquisas da UniLúrio mostrarem que a província de Niassa oferece condições para a produção do trigo. Aliado a isso, em Muembe, existem condições agro-ecológicas para produção das culturas de maçã e de café, pelo que a realização de pesquisas pela UniLúrio massificará a produção dessas culturas, alavancando a economia do país”, defendeu.

Aos primeiros graduados em Engenharia Zootécnica, o secretário de Estado de Niassa pediu que trabalhassem para o fortalecimento do desenvolvimento pecuário, através do aumento da produção e produtividade e melhoria de vida da população.

“Assumam com zelo e dedicação o conhecimento adquirido, sirvam como ponto de partida e chegada com visão futurista, não esperem ser empregados, lutem para empregar. Não podemos sair com olhos postos ao emprego, criem, inovem, inventem, só assim darão contribuição para a melhoria da vida da família e da província de Niassa, em particular, e do país, em geral”, desafiou.

Na ocasião, a reitora da UniLúrio, Leda Florinda Hugo, disse  que a graduação termina um ciclo de formação e uma crescente consciência no seio dos graduados. Por isso, o estabelecimento de ensino superior espera que o empenho, as atitudes e o comportamento dos graduados na sociedade continuem a dignificar o bom-nome e o prestígio conquistado.

A engenheira Leda Hugo disse, ainda, que a instituição que dirige acredita que “estes desafios poderão ser mais rapidamente vencidos, com a transformação da nossa universidade num centro de produção e inovação do conhecimento em permanente interacção com os diversos sectores e comunidades, prestando, com cada vez mais qualidade, os nossos serviços”.

 Na sua mensagem, os graduados agradeceram pelo empenho de toda a comunidade académica, que tudo fez para tornar numa realidade o momento celebrado com a realização da cerimónia de graduação.

“Estamos cientes de que esta celebração não só marca o final de uma grande batalha, como também o início de uma jornada cheia de desafios, pois temos consciência de que nada valerá para celebrar esta conquista se não partilharmos os conhecimentos aqui aprendidos”. Os graduados manifestaram, também, prontidão para contribuir para a eliminação daquilo que chamaram “prevalecentes assimetrias entre o meio rural e urbano”.

Os recém-engenheiros comprometeram-se, ainda, de tudo fazer para tornar mais resilientes às comunidades para combater as mudanças climáticas que, nos últimos tempos, afectam o país e o mundo, deixando grandes perdas.

 

LANÇADA PRIMEIRA PEDRA PARA CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO LABORATORIAL NA FCA

A graduação foi antecedida pela cerimónia de lançamento da primeira pedra para a edificação de um complexo laboratorial da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), que contempla laboratórios de tecnologia de madeira, microbiologia, prevenção vegetal, nutrição animal, solo e fertilidade, fisiologia animal e um parque de máquinas e oficinas agrárias.

O empreendimento, cujas obras foram lançadas por Dinis Vilanculos, secretário de Estado da província de Niassa, conta com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no âmbito do projecto  de capacitação da UniLúrio  para o apoio à agricultura e indústria, no montante de 91 milhões de Meticais.

Para a magnífica reitora da UniLúrio, o complexo laboratorial representará o aumento de capacidades para a melhoria da implementação dos programas de ensino, pesquisa e extensão, aumentando, assim, a preferência e competitividade dos graduados e serviços.

O secretário de Estado de Niassa, Dinis Vilanculos, espera que, com as obras, a UniLúrio continue a apostar na investigação para impulsionar o desenvolvimento para o uso sustentável dos recursos. “É um ganho para Niassa, em particular, e para o país, em geral. Ninguém imaginava ter, um dia, um complexo laboratorial na província.”

Dos 57 graduados, 25 são engenheiros florestais, 14 são engenheiros de Desenvolvimento Rural, dois licenciados em Engenharia Zootécnica, um licenciado em Engenharia Geológica e 15 mestres em Desenvolvimento Rural.

De referir que é a primeira vez que a UniLúrio gradua engenheiros em Zootecnia e mestres em Desenvolvimento Rural.

O preço da gasolina aumenta cerca de seis meticais a partir desta terça-feira e cada litro que custa, hoje, 77,39 Meticais passa a ser vendido a 83,30 Meticais. Já o gasóleo sobe oito meticais e passa a custar 78,97 Meticais.

O petróleo de iluminação teve a maior subida de todas (21,32 Meticais), passando dos actuais 50,16 para 71,48 meticais.

O quilo do gás de cozinha sobe de 80,49 para 85,53 Meticais, o que quer dizer que quem for amanhã a um estabelecimento comercial adquirir uma botija de 11 Kg terá de pagar no mínimo 940,83 Meticais, contra os anteriores 885,39 Meticais.

Os que usam viatura a gás não escaparam destes agravamentos. O preço do gás veicular aumenta, a partir desta terça-feira de 37,09 para 40,57 Meticais.

Os preços a serem praticados deviam ser maiores que os aprovados, mas o Governo decidiu reduzir a taxa sobre os combustíveis em quatro meticais, apenas na gasolina e no gasóleo, para reduzir os preços na mesma proporção.

Sem essa almofada, os preços seriam os seguintes: gasolina devia custar 87,56 meticais; petróleo (71,75 Mt); gasóleo ou diesel (88,26 Meticais); o gás de cozinha (102,09 Mt) e o gás veicular devia custar 43,95 meticais.

Em relação à dívida que há um mês era de 120 milhões de dólares norte-americanos, a Autoridade Reguladora de Energia diz saber que já iniciaram os pagamentos às gasolineiras, apesar de não ter datas para a liquidação.

Lembre-se que esta é a segunda vez que os preços dos combustíveis são revistos este ano, depois de Março.

A Autoridade Tributária (AT) procedeu, na manhã desta segunda-feira, no recinto do Terminal Internacional Rodoviário e Ferroviário (TIROFER), vulgo Multimodal, na Cidade de Maputo, ao lançamento da Campanha de Regularização de Veículos, denominada “REGULARIZE O SEU VEÍCULO E CIRCULE LEGALMENTE”.

A campanha, a decorrer de 23 de Maio a 16 de Dezembro de 2022, tem como objectivo a regularização da importação definitiva de veículos (viaturas, barcos, motociclos, atrelados, tractores agrícolas e de tracção) que circulam irregularmente no território nacional ou se encontram no país.

Falando no acto de lançamento, o director-geral-adjunto das Alfândegas, Fernando Alage, afirmou que a operação, ora lançada, constitui uma forma que a AT encontrou para que os cidadãos que, por um lado, importaram veículos sem observarem as formalidades exigíveis no processo normal de importação, e, por outro, que tenham veículos no território nacional, há mais de 30 dias, e que não tenham intenção de devolvê-los à procedência, procedam à regularização dos mesmos, sem incorrerem em penalizações previstas na Legislação Aduaneira para esse tipo de casos.

Na mesma ocasião, o director-geral-adjunto das Alfândegas disse que a AT tem consciência de que nem todos vivem nas grandes cidades, onde a informação flui com facilidade. Por isso, exortou a sociedade, com particular destaque os órgãos de comunicação social, a difundir, ao máximo possível, esta informação, permitindo que chegue a todos os cidadãos, independentemente da sua localização.

É de referir que esta campanha, com a qual se espera regularizar mais de dois mil veículos e arrecadar um pouco mais de 300 milhões de Meticais, decorrerá em todo o país. Assim, os interessados deverão dirigir-se às direcções operativas das Alfândegas, a nível nacional, para procederem à regularização.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um pacote de financiamento de 1,5 biliões de dólares norte-americanos a serem usados para evitar uma crise alimentar iminente. O valor poderá beneficiar cerca de 20 milhões de agricultores africanos.

Devido ao corte do fornecimento de alimentos resultante da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o continente africano tem vindo a enfrentar uma escassez de pelo menos 30 milhões de toneladas métricas de alimentos, especialmente trigo, milho e soja importados de ambos os países.

Segundo o BAD, os agricultores africanos precisam urgentemente de sementes e insumos de alta qualidade antes do início da época de plantio, em Maio corrente, para aumentar, imediatamente, o fornecimento de alimentos. Por isso, a instituição aprovou, na sexta-feira, um pacote de financiamento de 1,5 biliões de dólares, para evitar uma crise alimentar iminente.

O valor permitirá a produção de 11 milhões de toneladas de trigo, 18 milhões de milhões, seis milhões de arroz, e 2,5 milhões de sojas.

O Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência vai fornecer a 20 milhões de pequenos agricultores africanos sementes certificadas, bem como aumentar o acesso a fertilizantes agrícolas e permitir-lhes-á produzir, rapidamente, 38 milhões de toneladas de alimentos, refere a instituição.

O BAD, através do Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência, também vai criar uma plataforma para defender reformas políticas críticas, de maneira a resolver as questões estruturais que impedem os agricultores de receberem insumos modernos e o reforço das instituições nacionais que supervisionam os mercados de insumos.

Serão também fornecidos fertilizantes aos pequenos agricultores africanos durante as próximas quatro épocas agrícolas, e garantias de empréstimo e outros instrumentos financeiros.

Muitos países africanos já assistiram a aumentos de preços do pão e outros artigos alimentares. Se este défice não for compensado, de acordo com o BAD, a produção alimentar em África diminuirá pelo menos 20% e o continente poderá perder mais de 11 mil milhões de dólares em valor de produção alimentar.

O Porto de Quelimane, na Zambézia, volta a receber navios de grande porte, que vão permitir o transporte de mercadorias para a província de Niassa e para o vizinho Malawi.

“Temos as regiões mais recônditas, como a de Niassa. É possível, a partir de Quelimane, responder à demanda de combustível para Niassa e Malawi. É um porto que também está situado de forma estratégica naquela região para responder a questões específicas da região”, disse o ministro dos Transportes.

Entretanto, há ainda desafios, porquanto, os navios pretendidos ainda não começaram a escalar o porto.

A dragagem do Porto de Quelimane esteve a cargo da Empresa Moçambicana de Dragagem (EMODRAGA), com o financiamento da empresa Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique, num valor de mais de 2.750.000,00 dólares.

Já não é preciso ir ao balcão para solicitar cartões do Millennium bim. Agora é possível efectuar o procedimento a partir da aplicação Smart IZI. A SENDIT apresentou soluções para ajudar as empresas a conhecerem os seus clientes e a melhorar os seus negócios.

O Millennium bim é um dos maiores bancos que actuam no mercado nacional e tem apostado fortemente na tecnologia. Na nona edição da MozTech, o banco apresentou novas funcionalidades da aplicação Smart IZI 3.7, que visam facilitar a vida do cliente.

“Esta funcionalidade permite a requisição de cartões. Já não precisamos de ir ao balcão. Agora, podemos, a partir da aplicação IZI 3.7, solicitar cartões personalizados ou não personalizados. No caso da primeira opção, podemos colocar o nome que queremos para o cartão e levantamo-lo num balcão, mas sem formar fila. O cartão não personalizado pode ser levantado em qualquer máquina de cartão”, informou Alsone Guambe, director de Comunicação e Marketing no Millennium bim.

A instituição acrescentou que é possível, através desta versão do Smart IZI, aderir ao depósito de conta a prazo.

“Entramos na aplicação, escolhemos a funcionalidade do depósito a prazo e, neste momento, temos duas. Temos taxas de jurus atractivas, que se ajustam consoante o valor que o cliente vai receber”, salientou Guambe.

E na senda de soluções que impactam a sociedade e estimulam o desenvolvimento do país, a SENDIT exibiu produtos e serviços que podem ajudar as empresas que actuam no mercado nacional a terem domínio do seu público-alvo e melhorarem os seus negócios através da SMS Marketing e a Usendit, duas plataformas que permitem controlar o investimento através do sistema de créditos, gerir as listas de contactos, enviar mensagens e medir o retorno.

“Muitas empresas fazem a comunicação, mas poucas vezes para os seus clientes específicos. Então, nós queremos ajudar as empresas a conhecerem os seus clientes, esses que vão poder comprar e contribuir significativamente para o desenvolvimento dos seus negócios. Também trouxemos as soluções USSD, um meio de aceder aos seus dados bancários e informações de facturas. Entretanto, estamos aqui como parceiros para ajudar no desenvolvimento dessas soluções”, divulgou Valter de Sousa, gestor de Vendas e Desenvolvimento de Negócios na SENDIT.

A empresa de tecnologias informou, também, que SMS é o meio de comunicação mais eficaz e o que diferencia a uSendit dos serviços já existentes é o facto de a plataforma conceder a possibilidade de enviar milhares de mensagens em segundos.
“É aqui que vai criar ou agendar os seus envios massivos, personalizados ou com conteúdos interactivos. A sua base de dados pode ter centenas de milhares de contactos que o envio é efectuado rapidamente”, referiu o gestor.

Os intervenientes apresentaram os seus produtos e serviços no espaço MozTech Talk, subordinado ao tema “tecnologia e disrupção nos mercados”.

No segundo e último dia da IX edição da MozTech, expositores elogiaram a organização da feira e dizem que, nos dois dias, firmaram novas parcerias que poderão aumentar a sua carteira de clientes. Em jeito de balanço, os participantes dizem que o país precisa de apostar mais na utilização da tecnologia.

As reacções foram tidas nesta quinta-feira, com o cair do pano da maior feira tecnológica no país, a MozTech, uma plataforma que se mostrou, mais uma vez, uma verdadeira montra tecnológica.

Durante os dois dias de realização da feira, 16 empresas e igual número de expositores estiveram disponíveis e dispostas a vender o melhor das soluções digitais que produzem e possuem.

Segundo os representantes das empresas expositoras, os dias 18 e 19 de Maio valeram uma semana a contar pelo número de novas parcerias e troca de contactos entre empresas e potenciais clientes.

Názaro Chitumia é representante da NC Softwere, uma empresa que traz uma solução tecnológica que permite a emissão de recibos e facturas em tempo real, em qualquer lugar, com destaque para vendedeiras, que geralmente trabalham em áreas sem acesso à corrente eléctrica.

“A nossa solução é essencialmente trazer a mobilidade para as pessoas. Nestes dois dias, o feedback foi bastante positivo, tivemos muita gente a visitar, com destaque para jovens estudantes e firmamos algumas potenciais parcerias”, disse.

Quem também levou uma solução tecnológica é a METROFILE, que faz uma avaliação positiva da sua participação.

“Foi uma feira bastante proveitosa. Estivemos a acompanhar os debates que foram acontecendo e conhecemos alguns aspectos anteriormente desconhecidos, o networking foi bastante produtivo, tanto que temos possíveis sociedades”, disse Gilberto Merione, em representação da METROFILE.

Possíveis para uns, mas há outros que já têm reuniões de trabalho marcadas, graças às oportunidades criadas pela MozTech, como são os casos das empresas SendIt, Paytech e TV Cabo.

“MozTech é o lugar ideal para mostrarmos as nossas soluções e darmos a conhecer aquilo que é o real potencial da comunicação que uma marca pode ter com o cliente. São sempre dias muito intensos, com muitas reuniões, com muitas oportunidades de negócios, por isso está a ser muito positiva a nossa participação nesta feira”, referiu Hugo Marcelo, em representação da SendIt, uma empresa que provê sistemas de envio de mensagens electrónicas em massa.

Fora a estas, tantas outras empresas que marcaram presença nesta feira saíram satisfeitas, porém queriam mais dias para interacção com engenheiros, técnicos de informática, estudantes e amantes da tecnologia, que ficaram maravilhados com cada descoberta.

Uma prova de que a tecnologia abrange todas as áreas é a presença na MozTech de Jéssica Morgado, uma gestora de Recursos Humanos que diz ter aprendido a necessidade de usar plataformas digitais mais flexíveis e abrangentes para a gestão do pessoal.

A feira recebeu, também, estudantes do primeiro ano do curso de Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade Pedagógica de Maputo, que participaram dos debates, conhecerem mais sobre a área em que pretendem trabalhar e esclareceram algumas dúvidas.

Na sua edição número nove, a MozTech recebeu mais de 400 visitantes, que assistiram a mais de 10 apresentações de temas e soluções para tornar Moçambique cada vez mais digital.

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