O País – A verdade como notícia

Fazedores e interessados em tecnologias juntam-se, a partir de hoje, na nona edição da feira MozTech, que agora volta ao formato físico. Serão dois dias de debates, apresentações de soluções tecnológicas e exposição de produtos e serviços das várias empresas que ocuparam stands.

Para acolher todos os momentos, está montado um palco principal, onde terão lugar as apresentações e os debates, chamados “Tech Talks”. É um espaço com lugares para albergar público em número acima de 200 pessoas, com um telão por onde serão feitas apresentações e as respectivas entradas de painelistas via Zoom.

Em termos de programa, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Soico, Daniel David, vai fazer a abertura, sendo seguido pelo primeiro painel que vai discutir os desafios da segurança cibernética. O último tema desta manhã será 5G como motor para o desenvolvimento da indústria.

Já que o evento vai ter lugar doutro lado da Baía de Maputo, a organização disponibilizou transporte gratuito a ser feito em duas rotas. A primeira vai partir às 07h30min de Museu, com passagens pelo Hospital Central de Maputo, EDM, Ronil, Belita, Alto-Maé, Fajardo e, finalmente, KaTembe.

Já a segunda rota parte quando forem 13h30min, saindo de Anjo Voador, passando pela Praça dos Trabalhadores, Cruz Azul, Cine África, Guerra Popular, Bombas, Fajardo e, finalmente, KaTembe.

Ao chegar, além de acompanhar os debates, os participantes vão contemplar as exposições, cujos stands estão montados ao lado da mesma sala de debates. Quem visitasse a Arena 3D, ontem, já podia ver toda a imagem montada, desde a entrada até aos corredores.

Os expositores estavam nos seus stands a fazer os últimos toques e retoques para que nada falhe. E estava já tudo pronto. 

A Petróleos de Moçambique (Petromoc) deve cerca de seis mil milhões de Meticais à Autoridade Tributária (AT) de Moçambique e a outros credores. Além da dívida, o conselho de administração da empresa diz que a mesma está a enfrentar dificuldades para funcionar.

A direcção da Petróleos de Moçambique (Petromoc) assume que as contas da empresa estão no vermelho. Face à situação, o conselho de administração da firma pretende reduzir a dívida com os credores de modo a torná-la sustentável.

“Temos uma dívida com a Autoridade Tributária avaliada em torno dos quatro mil milhões de Meticais. E aos credores, devemos mais dois mil milhões de Meticais”, revelou Hélder Chabisse, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Petromoc.

E os problemas não param por aí. A Petromoc afirma que o recente reajuste dos preços dos combustíveis só veio piorar a situação financeira da empresa.

Questionando sobre a reactivação de uma refinaria da Petromoc, fechada em 1984, o gestor fala da necessidade de aumento da procura. “Neste momento, o país consome 1.4 milhões de metros cúbicos e não é um volume suficiente para rentabilizar uma refinaria. Teremos que olhar para países vizinhos, por forma a rentabilizar a refinaria. Era necessário fazer a relação do custo e benefício”, acrescentou o PCA da Petromoc.

“Desde Agosto do ano passado até os dias de hoje, a empresa tem tido dificuldades de tesouraria, porque estamos novamente numa situação de défice regulatório e, desde lá até aqui, o preço do combustível foi ajustado, mas não foi ao nível do preço do mercado internacional”, sustentou Mário Sitoe, administrador financeiro da Petromoc.

Mesmo com essas dificuldades e esses desafios, os indicadores da Petromoc apontam para melhorias. Vendas de bens e prestação de serviços renderam à instituição mais de 19 mil milhões de Meticais, contra os 16 mil milhões de 2020.

“Os resultados positivos de 2020 e 2021 mostram que os resultados líquidos estão a melhorar e essa é a nossa perspectiva, tendo em conta o nosso plano de negócio e o nosso orçamento para este ano e os subsequentes. A Petromoc estará em condições de pagar os dividendos”, assegurou Chabisse.

As informações foram avançadas, esta segunda-feira, durante a visita da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República à Pretromoc.

 

Os preparativos da IX edição da Moztech já começaram. O palco principal que vai acolher os debates já está quase pronto e os expositores também já começaram a montar os seus stands. Este ano, o entusiasmo é maior pela volta ao formato físico. O evento começa amanhã.

Quem entra na Arena 3D já pode ver o entusiasmo que há. Os técnicos estão, em todo o lado, a correr de um ponto para o outro com vários materiais em punho. A ideia é montar luz, som, cenário e outros elementos.

Na verdade, é o entusiasmo de quem ficou dois anos sem poder juntar os fazedores e interessados na tecnologia. É só o primeiro dia, mas já se nota a diferença entre esta e as duas edições anteriores.

Por exemplo, já estão perfiladas as cadeiras brancas, nas quais vão sentar-se os cerca de 200 participantes esperados nesta edição. Desde logo, uma grande mudança. Os oradores, esses, estão confirmadíssimos e estão em número de 20, distribuídos em quatro painéis e dois espaços de apresentação de soluções tecnológicas, designadas por “Tech Talks”.

Não é só isso! A preparação do palco dos debates está em estado avançado. O representante da Fundação Soico (FUNDASO), Miguel Uassiquete, que organiza o evento, diz que há também “todo um conjunto de infra-estruturas ligadas a todo este processo de produção, internet, etc., alinhavado”.

E há mais: se nos últimos dois anos, a Moztech tinha “Expo Digital”, agora voltam as exposições físicas e isso é visível já no interior da Arena 3D. Da parte da organização do evento, os stands foram todos já disponibilizados, de tal forma que as empresas já começam a montar as suas imagens nos espaços.

Na verdade, além de garantir visibilidade das marcas, a Moztech constitui o maior espaço de networking quando o assunto é tecnologia e os expositores sabem bem disso.

Para captarem todas as oportunidades que a Moztech oferece, os expositores organizam os seus stands com o máximo de atenção. Neste momento, cada detalhe importa para impressionar os vários participantes que poderão passear pelos corredores da feira.

A NC Software, uma empresa de sistema de gestão empresarial on-line, por exemplo, havia dois anos que pretendia participar da Moztech e, agora que a oportunidade chegou, não pensou duas vezes.

E para atrair a atenção, nada pode falhar, por isso decidiu fazer atempadamente. O que, aliás, é o apelo da organização para todos os expositores. Até quando o “O País” esteve lá ontem, a NC já tinha quase tudo pronto.

Como a NC Software, a TVSD decidiu também adiantar-se para que nada corra mal. Começou com a montagem dos seus stands no início da tarde e esperava terminar ainda ontem, sendo que, para hoje, um dia antes do evento, não está agendada a sua presença na Arena, senão para dar um último toque.

Para os participantes, as inscrições ainda estão abertas e a organização vai disponibilizar um transporte gratuito para todos, com as rotas bem definidas e a serem anunciadas através das várias plataformas digitais e, não só, da feira.  

A empresa provedora de serviços de televisão, internet e telefone, TvCabo, garante, mais uma vez, trazer novidades na feira MOZTECH. Para esta nona edição, a inovação é a palavra de ordem da firma.

A TvCabo é uma marca pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano. Constituída a 10 de Julho de 1996, ano em que iniciou a construção da sua rede em Maputo, é, hoje, detentora de uma moderna infra-estrutura de rede em fibra óptica.

Com marca de participação registada desde a primeira edição da feira MOZTECH, a TvCabo tem a inovação como palavra de ordem a destacar nesta nona edição.

“Esperamos poder conseguir transmitir estes que são os nossos serviços que vamos lançar nos próximos tempos e os produtos que temos em carteira neste momento, aproveitando a presença do público e tentar chegar, dessa forma, mais fácil àquilo que é a expectativa que temos para alcançar esses objectivos”, destacou o director-geral da companhia, Humberto Luís.

E por conhecer bem a dinâmica do evento, Humberto Luís diz que a companhia não vai deixar de mostrar o que de melhor dispõe.

“Trazemos o nosso novo serviço de IPTV e outros associados que lançaremos nos próximos tempos”, finalizou a fonte.

Nesta nona edição da MOZTECH, pretende-se promover a partilha de conhecimento e experiências sobre os caminhos que poderão contribuir para a aceleração da transformação digital no país.

Mostrar que é possível tornar o país mais conectado e inteligente é um dos objectivos da Huawei na nona edição da Moztech, a maior feira de tecnologia do país.

Uma das líderes mundiais em tecnologias de informação e comunicação, Huawei, é um dos principais fornecedores de tecnologia no país e está empenhada em construir um Moçambique conectado e inteligente. E é mesmo com esse foco que segue, mais uma vez, para a feira de tecnologias, a MOZTECH.

“A Huawei quer promover a inovação digital aqui, em Moçambique; queremos trazer as telecomunicações para cada pessoa, para cada casa e cada organização e juntos podemos construir um Moçambique conectado e inteligente”, refere o CEO da companhia, António Hou.

E porque não é a primeira vez que participa no evento, a Huawei considera a feira MOZTECH um espaço oportuno para troca de experiências no sector de tecnologia.

“A MOZTECH é uma boa plataforma para conversar sobre tecnologias mais avançadas e com parceiros locais para construir um melhor Moçambique”, frisou António Hou.

A 9° edição da Expo Digital de Moçambique – MOZTECH – é promovida pela Fundação SOICO, FUNDASO, e realizar-se-á entre 18 e 19 de Maio corrente.

O Millennium bim está expectante sobre a nona edição da Moztech. À maior feira de tecnologias do país, o banco traz soluções inovadoras e que podem dinamizar ainda mais o sector da banca no país.

Criado há 27 anos, o Millennium bim é, actualmente, um dos maiores bancos no país e, desde sempre, posicionou-se como uma instituição bancária inovadora nos serviços que presta.

O banco, através do administrador-executivo, Albino Andrade, considera a MOZTECH como uma feira inovadora e que tem contribuído para o desenvolvimento do país através da tecnologia.

“O Bim tem participado todos os anos e tem feito essa participação de uma forma entusiasta. É uma parceria que muito acarinhamos e que consideramos que contribui para o desenvolvimento da sociedade, desenvolvimento dos serviços digitais em Moçambique, para conseguirmos, de uma forma eficiente e sustentável, servir os nossos clientes”.

E porque a cada ano em que participou viveu uma experiência única, a companhia quer trazer, para a nona edição, soluções inovadoras e que espera que façam diferença no sector da banca.

“Nós somos um banco moçambicano para moçambicanos, somos um banco que tem uma rede de distribuição muito vasta, cobrimos todo o país. Temos particular atenção à inclusão financeira, iremos ter novidades nesse âmbito, permitindo que cada vez mais moçambicanos possam ter, no seu dia-a-dia, os serviços bancários e, com isso, melhor qualidade de vida”, concluiu Albino Andrade.

Para além de debates, a nona edição da MOZTECH pretende promover o máximo de contacto entre os diferentes participantes. As inscrições para o evento ainda estão abertas.

Será a primeira vez a participar do evento, mesmo assim, a Bay Port não tem dúvidas de que a MOZTECH representa uma plataforma importante, não só para o país, como também para alavancar o crescimento da instituição.

Opera no território moçambicano desde 2012. A Bay Port é uma instituição financeira, que presta serviços de créditos acessíveis, seguros e poupanças para o sector formal em mercados emergentes e conta com uma cobertura, a nível nacional, de 11 agências distribuídas em todas as províncias do país.

Será a primeira vez a participar na MOZTECH, mas nem por isso receia em afirmar que o evento é oportuno, sobretudo num momento em que a transformação digital é irreversível.

“Esperamos ter acesso ao que está a acontecer na praça e, acima de tudo, achamos que é uma excelente oportunidade para sensibilizar o tecido empresarial moçambicano, no sentido de enveredar para o caminho da transformação digital, porque acreditamos que é um caminho de mudança que pode impulsionar o crescimento acelerado dos negócios”, disse o administrador Comercial e de Operações da Bay Port, Francisco Orlando.

Na visão da Bay Port, a MOZTECH é uma plataforma ideal para discutir ideias e encontrar soluções para o crescimento das empresas.

“Eu acho que vai ajudar-nos a ter a acesso à informação, vai ajudar-nos a expor o que estamos a fazer e também vai ajudar-nos a interagir com outros parceiros, no sentido de alavancarmos o nosso crescimento”, destacou Francisco Orlando.

A Moztech vai decorrer esta semana, sendo que ainda decorrem as inscrições para participação no evento e os interessados podem fazê-lo através da plataforma on-line MOZTECH

A vida está cada mês mais cara, este ano. O Instituto Nacional de Estatísticas publicou o Índice do Preço ao Consumidor, que mostra que de Janeiro a Abril, o nível geral de preços subiu 4.51 porcento. Ou seja, o que custava 100 meticais ao início do ano, agora custa 4 meticais e 51 centavos a mais.

A divisão de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas segue sendo aquela em que os moçambicanos são obrigados a pagar mais, seguido por transporte. Só os preços de comida subiram 2.25 e os de transporte subiram um porcento de Janeiro a esta parte.

De acordo com o relatório, o custo de vida está maior também mesmo quando se compara com Abril deste ano com dos dois últimos anos. No quarto mês de 2021, a inflação acumulada era de 3.39 e em 2020 era de 1.75.

A situação é pior quando olhamos para subida de preço de Março para Abril. A inflacção registada foi de 7.9 porcento.

Na verdade, o ano de 2022 está a revelar-se o pior dos últimos dois. Em termos de variação mensal, de Março para Abril de 2021, a inflação foi de 5.1, enquanto no ano anterior foi de 3.3%. A inflação média dos últimos 12 meses está fixada em 6.4 porcento, contra 3.7 de 2021 e 2.7% de 2020.

 

Carlos Mesquita defende que a retoma do financiamento directo do FMI ao Orçamento do Estado exigirá maior rigor e disciplina na gestão da coisa pública pelo Estado moçambicano, para que a imagem do país não volte a ser beliscada. O dirigente falava hoje, em Gaza, durante a inauguração de um sistema pioneiro de abastecimento de água.

Foi com danças e cânticos que a população da Aldeia de Bombofo, Posto Administrativo de Lionde, distrito de Chókwè, recebeu o novo posto de abastecimento de água, inaugurado pelo ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita.

Trata-se de um modelo pioneiro, no país, e que contempla uma infra-estrutura que permite a dessalinização da água, um dos constrangimentos para que várias comunidades da província de Gaza não tenham acesso à água de qualidade.

Na sua intervenção, Mesquita falou da retoma da ajuda do FMI ao país e a responsabilidade que deve ser assumida por todos.

“Essa decisão tem impacto enorme, não pelo simples factos de que vamos ter mais fundos, para apoiar o desenvolvimento do país, mas também para a imagem de Moçambique no panorama global. E isso é fundamental para nós e irá exigir disciplina no manuseamento da coisa pública, compromisso e foco”, defendeu.

Mesquita defendeu que a água irá melhorar a qualidade de vida dos residentes daquela comunidade, que antes viviam num cenário de sofrimento.

“A água é extremamente importante e necessária para garantir a nossa saúde. Consumir água potável significa mais saúde, melhor rendimento escolar e maior produção. Antes da construção deste sistema, o abastecimento de água era assegurado com recurso a poços não protegidos e riachos intermitentes e a água era salobra, sem qualquer tipo de tratamento”, retratou o governante para seguir dizer que “este sistema faz parte de um conjunto de três sistemas já instalados, nomeadamente, este que acabamos de inaugurar aqui, em Bombofo, e os de Singanhane e Chinhanguane, situados em Massangena, para beneficiar, no conjunto, cerca de 9.000 pessoas”.

Para Mesquita, o maior beneficiário do empreendimento são as mulheres que eram obrigadas a percorrer grandes distâncias para ter água de qualidade.

“Com a entrada em funcionamento deste sistema, os residentes de Bombofo deixarão de percorrer longas distâncias na busca de água. O tempo gasto na procura deste precioso líquido será empregue em outras actividades produtivas, o que significa mais rendimento para as famílias e mais dedicação a outras actividades, como a escola para as nossas meninas”, disse Mesquita.

O ministro defendeu ser desafiante cumprir metas de abranger toda a população, num contexto em que o país vive os condicionalismos impostos pelas mudanças climáticas.

“Temos vindo a conviver com os efeitos das mudanças climáticas. O surgimento de fenómenos extremos cíclicos, de grande magnitude e devastadores, com redução e falta de chuva que concorrem para a seca, por um lado, e o excesso de chuva que provoca inundações e cheias, por outro lado, sem deixar de mencionar os ciclones que afectam severamente o nosso tecido social e o nosso desenvolvimento. A resiliência a estes fenómenos, considerados na escala dos grandes desafios, está no programa e no plano do dia-a-dia do Governo. Por forma a assegurar o abastecimento de água nesta zona de elevada complexidade hidrogeológica, construímos um sistema de dessalinização de água, uma tecnologia inovadora para melhorar a qualidade de água com características salobras”, descreveu o ministro das Obras Públicas.

No final, Mesquita exigiu da população e dos gestores bom uso das infra-estruturas. “Temos de preservar e conservar os investimentos que fazemos. Não podemos estar a construir infra-estruturas de abastecimento de água, repetidamente, para as populações já beneficiadas. O nosso país é grande e a província de Gaza também, e existem ainda muitas pessoas que não têm acesso ao precioso líquido. Apelamos a todos para garantirem a sustentabilidade deste e de outros sistemas. Para isso, o gestor, ao tomar conta deste património, deve operar e mantê-lo de forma profissional. Nós, os clientes e consumidores não devemos vandalizar os componentes dos sistemas (tubos, válvulas, torneiras, contadores, etc.), devemos ser vigilantes a possíveis actos de vandalização e denunciá-los e, por outro lado, devemos pagar pelos serviços prestados pelo gestor, pela quantidade de água que consumimos, para que possamos manter o serviço”, apelou Carlos Mesquita.

O sistema que, na sua capacidade máxima poderá alimentar três mil pessoas, está orçado em cerca de 20 milhões de Meticais, fundos do Banco Mundial, e tem garantia de funcionamento de 10 a 15 anos.

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