O País – A verdade como notícia

A ADM vai participar, pela primeira vez, na Mozgrow. Guiada pelo facto de Moçambique importar produtos de primeira necessidade, a empresa vai apresentar, na quarta edição da maior feira de agro-negócio, uma plataforma de compra e venda de produtos agrícolas produzidos no país.

O Agro-negócio para o Desenvolvimento de Moçambique (ADM) está presente no país desde 2012. Nas suas análises, a empresa avança que o país importa uma quantidade considerável de produtos de primeira necessidade. Para o problema, a ADM apresenta o Agro-ponto.

“O Agro-ponto é um aplicativo de smartphone que faz a conexão de toda a cadeia de valor agrícola. Os agricultores fazem anúncio dos seus produtos a que os compradores podem ter acesso a partir da plataforma ou aplicação. Temos, agora, em Maputo, cerca de 1500 usuários, entre agricultores, vendedores, provedores de serviços agrícolas e de transporte”, explicou Armando Mazoio, gestor-assistente de projectos da ADM.

Para a empresa, a aplicação, que já conta com mais 300 transacções confirmadas entre vários compradores e o mercado grossista do Zimpeto, ajusta-se com a oportunidade de estabelecer contacto com diversos produtores através da Mozgrow.

“A feira é uma boa oportunidade para a ADM encontrar-se com outros stakeholders da cadeia de valor agrícola e, a partir daí, fazer parcerias para melhorarmos os nossos serviços. Contudo, nós queremos, neste momento, atingir parceiros maiores com o mesmo propósito que o nosso e desenvolver o sector de agro-negócio em Moçambique”, disse Armando Mazoio.

É por se tratar de uma edição em formato híbrido – presencial e virtual –, e por estar confiante com o projecto da plataforma, que a ADM espera bons resultados, entre os quais novas parcerias.

“É bastante satisfatório porque conseguiremos atingir todos os públicos, tanto os que conseguem ir dar-nos o calor presencialmente, como os que não poderão ir terão a oportunidade de assistir à feira a partir da televisão, telemóveis e outros meios que a SOICO vai utilizar para divulgar o evento”, referiu Mazoio.

O evento dedicado aos diferentes actores do sector de agro-negócio está aberto ao público e vai decorrer de 6 a 7 de Julho, na Arena 3D, em KaTembe.

Presente na Mozgrow desde a primeira edição, o BCI vai, mais uma vez, participar no maior encontro dedicado a potenciais operadores do sector do agro-negócio. No evento, o banco pretende apresentar soluções de financiamento aos projectos ligados à agricultura.

O sector do agro-negócio é determinante para o desenvolvimento da economia nacional e o acesso ao financiamento, principalmente no sector agrário, ainda constitui um desafio. Em causa, estão vários riscos que travam a injecção de dinheiro por parte da banca em projectos do ramo. Para reverter o cenário, o BCI criou uma linha de financiamento.
“O BCI financia o sector de agro-negócio desde 2001 de forma especializada. Nós criamos uma equipa para buscar soluções fora do financiamento padrão que o banco tem à disposição, isso porque as linhas de financiamento para o sector produtivo apresentam taxas de juros bonificadas, que resultam de parcerias que temos com outras entidades com o mesmo propósito”, disse Anésio Guambe, coordenador do Gabinete de Negócio Especializado do BCI.

O banco, comprometido com o agro-negócio em Moçambique, vai expor, na quarta edição da Mozgrow, os seus produtos e serviços com vista a reduzir os desafios do sector.
“Temos linhas de crédito especiais desenhadas e ajustadas para o contexto nacional em termos de preços ou taxas de juros. Refiro-me a pequenos produtores, grandes empresas, inclusive para pequenas e médias empresas e associações”, refere Guambe.
Alinhado com o objectivo de consolidar o negócio da agricultura no país, a instituição bancária vê, na maior feira nacional de agro-negócio, oportunidade para troca de ideias e soluções de financiamento para o subsector do agro-negócio em Moçambique.
“Esperamos discutir com os que estão no terreno, dia-a-dia, a fazer o trabalho da agricultura, que é também para aprimorarmos essas soluções com as que iremos captar desses actores. Como dissemos na primeira edição, viemos à Mozgrow para ficar. Estamos aqui com muita força e inovação”.
Refira-se que o BCI anunciou, em 2018, a disponibilidade de 500 milhões de Meticais, para financiar empresas nacionais do sector do agro-negócio.
Tratava-se de um crédito para o apoio à tesouraria e ao investimento, com possibilidade de financiamento de até 10 milhões de Meticais, com um prazo de seis a 84 meses.
À data dos factos, a instituição reconheceu que o volume de crédito à agricultura tinha reduzido, relativamente ao financiamento global à economia.
A transformação e competitividade do agro-negócio, com foco nos desafios para Moçambique, está na agenda de debate do primeiro dia da feira que vai decorrer de 6 a 7 de Julho próximo. As inscrições estão abertas ao público e são feitas a partir do site: www.mozgrow.co.mz

A maior feira nacional de agronegócio está de volta e, desta vez, em formato presencial. Na sua quarta edição, a Mozgrow vai acolher vários actores do sector produtivo, no país, em debates e exposição de produtos, serviços e ideias. A AQI vai participar neste evento, a decorrer de 6 a 7 de Julho próximo, no qual espera contribuir com soluções que impulsionam o crescimento do sector primário no país.

Já se foram três edições da maior feira nacional de agro-negócios, a Mozgrow, nas quais vários participantes apresentaram ideias que têm contribuído significativamente para o desenvolvimento do país.

“É com grande satisfação que anunciamos a realização da quarta edição da Mozgrow. Este ano, voltamos num evento presencial, no qual voltaremos a ter a nossa feira nacional de agro-negócio, que junta os principais intervenientes das cadeias de valor deste sector”, anunciou Patrício Manjate, gestor de projectos da FUNDASO.

Nos dias 6 e 7 de Julho próximo, a maior feira nacional de agro-negócio vai, na sua quarta edição, acolher diversos intervenientes em debates e exposição de produtos e serviços.

“Vamos trazer dois formatos principais, nos quais juntamos produtos e serviços do sector de agro-negócio e traremos reflexões nacionais e internacionais para ver como é que conseguimos alavancar este sector lado-a-lado com o meio ambiente”, referiu Patrício Manjate, gestor de projectos da FUNDASO.

Entre os participantes, está a AQI, uma das maiores redes de distribuição de produtos para a agricultura e pecuária no país. Presente na Mozgrow desde a sua primeira edição, a firma pretende usar do espaço para reafirmar a sua posição no mercado nacional e mostrar as técnicas para fazer uma horta caseira.

“Nós somos a solução perfeita para o sector primário em Moçambique, vendemos tudo para agricultura e pecuária e queremos permanecer no mercado nacional. Desta vez, vamos estender mais as nossas redes, queremos fazer mais pela agricultura no país”, afirmou Rui Brandão, director-executivo da AQI.

No mercado há sensivelmente quatro anos, a AQI abastece o mercado nacional com insumos agrícolas e vários materiais de qualidade, para trabalhar a terra, a preços mais competitivos.

A empresa, com uma vasta experiência no fornecimento de produtos de qualidade certificada, vê, no evento, várias oportunidades para alavancar o sector produtivo no país.

“A expectativa é que a Mozgrow continue a ser um grande espaço para discussão, e que apareçam novas ideias. A Mozgrow é uma fonte de motivação para o crescimento do sector primário em Moçambique, e nós participamos na feira porque queremos fazer a revolução”, frisou Rui Brandão.

Com lojas espalhadas pelo país, e com revendedores que fazem parte da rede de distribuição, a AQI não só vende insumos, como também promove o empreendedorismo local e a formação dos produtores.

A quarta edição da Mozgrow será realizada na arena 3D, em KaTembe, e contará com participações presenciais e virtuais. As inscrições estão abertas e são feitas através do sitewww.mozgrow.co.mz

Moçambique e Inglaterra discutem oportunidades de negócios e formas de catapultar investimentos em sectores-chave, quer públicos quer privados dos dois países, num evento denominado “Semana Moçambicana em Inglaterra”, a decorrer em Londres, de amanhã até à próxima quinta-feira.

Pretende-se, com o encontro, buscar as melhores oportunidades de negócios e robustez económica na relação entre os dois países, nos sectores de comércio, recursos minerais e energia e da agricultura, passando por despertar oportunidades de negócios nos referidos sectores.

De acordo com Paulo Chachine, director nacional de Comércios do Alto-Comissariado Britânico, “Semana Moçambicana em Inglaterra” é uma oportunidade para o país encontrar novos parceiros e catalisar as parcerias já existentes entre as empresas moçambicanas e do Reino Unido.

“O total de Comércio entre Moçambique e Reino Unido cresceu 36 por cento em 2020. A relação foi afectada nos últimos dois anos, devido à COVID-19, e agora temos uma óptima oportunidade para reatar as relações, tendo em conta que as restrições tendem a ser eliminadas. São três dias e três temas a serem debatidos – Energia, Agricultura e Economia Verde”, disse Paulo Chachine.

O evento contará com painéis que irão discutir, de forma específica, sobre como despertar oportunidades no sector agrícola, criando uma cadeia de valores derivados dos mega-projectos, ou seja, como os moçambicanos podem tirar proveito e, ao mesmo tempo, como é que os britânicos podem aproveitar esta oportunidade, trabalhando com os moçambicanos.

“O país tem uma óptima oportunidade nesta ‘Semana Moçambicana na Inglaterra’, para criar parcerias entre empresas britânicas que têm capacidade de classe mundial nos sectores acima mencionados, através da sua delegação público-privada, liderada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, para solidificar parceria com o Reino Unido, cativar investimentos e solidificar a parceria entre as PME e os mega-projectos.”

A maior feira nacional de agro-negócio está de volta. A AQI vai participar na quarta edição da Mozgrow, na qual espera contribuir com soluções que impulsionem o crescimento do sector primário no país.

Já se foram três edições da maior feira nacional de agro-negócios, a Mozgrow, nas quais vários participantes apresentaram ideias que têm contribuído significativamente para o desenvolvimento do país.

Nos dias 6 e 7 de Julho próximo, a maior feira nacional de agro-negócio vai, na sua quarta edição, acolher diversos intervenientes em debates e exposição de produtos e serviços.

Entre os participantes está a AQI, uma das maiores redes de distribuição de produtos para a agricultura e pecuária no país. Presente na Mozgrow desde a sua primeira edição, a firma pretende usar do espaço para reafirmar a sua posição no mercado nacional e mostrar as técnicas para fazer uma horta caseira.

“Nós somos a solução perfeita para o sector primário em Moçambique, vendemos tudo para agricultura e pecuária e queremos permanecer no mercado nacional. Desta vez, vamos estender mais as nossas redes, queremos fazer mais pela agricultura no país”, afirmou Rui Brandão, director-executivo da AQI.

No mercado há sensivelmente quatro anos, a AQI abastece o mercado nacional com insumos agrícolas e vários materiais de qualidade, para trabalhar a terra, a preços mais competitivos.

A empresa, com uma vasta experiência no fornecimento de produtos de qualidade certificada, vê, no evento, várias oportunidades para alavancar o sector produtivo no país.

“A expectativa é que a Mozgrow continue a ser um grande espaço para discussão, e que apareçam novas ideias. A Mozgrow é uma fonte de motivação para o crescimento do sector primário em Moçambique, e nós participamos na feira porque queremos fazer a revolução”, frisou Rui Brandão.

Com lojas espalhadas pelo país, e com revendedores que fazem parte da rede de distribuição, a AQI não só vende insumos, como também promove o empreendedorismo local e a formação dos produtores.

A quarta edição da Mozgrow será realizada na arena 3D, em KaTembe, e contará com participações presenciais e virtuais. As inscrições estão abertas e são feitas através do site: www.mozgrow.co.mz

O Ministério da Indústria e Comércio lançou, hoje, uma plataforma integrada para a partilha de informação através do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas, pelo que Governo passa a ter mais conhecimento sobre as pequenas e médias empresas (PME) que operam no país.

As pequenas e médias empresas correspondem a 99 por cento do conjunto de firmas que operam no país e representam cerca de 23 por cento na contribuição do Produto Interno Bruto.

Para melhor acompanhamento daquilo com que essas firmas contribuem e a sua relação com os grandes projectos económicos, o Ministério da Indústria e Comércio lançou, hoje, uma base de dados on-line das PME.

“Pretendemos que seja a plataforma institucional aglutinadora de diversos esforços que visam dar melhor performance às empresas nacionais – no aproveitamento das oportunidades que os negócios da indústria extractiva e outros sectores económicos proporcionam, e na medição do seu desempenho no mercado nacional – contribuindo, deste modo, para a melhoria do ambiente de negócios”, explicou o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

Com a plataforma, os utentes terão disponíveis, em tempo real, informações sobre a situação das PME; poderão interagir com diferentes intervenientes do negócio, dentro e fora do país e ter acesso à certificação, a estatísticas, entre outros dados relevantes fornecidos pelo Governo.

Para a Associação das Pequenas e Médias Empresas, a plataforma é lançada numa boa altura, uma vez que vai ajudar a resolver um dos principais problemas do sector.

“É um balão de oxigénio de que nós precisávamos. Um dos problemas que tínhamos era a comunicação e, com esta plataforma, haverá mais partilha de informação sobre oportunidades de negócio, número de trabalhadores, capacidade de endividamento”, esclareceu o presidente da Associação das Associação das Pequenas e Médias Empresas, Feito Mal.

Desde a fase preparatória ao lançamento do projecto, mais de 50 empresas foram cadastradas. Ao todo, são mais de 1500 firmas que, até ao momento, a Associação das Pequenas e Médias Empresas prevê cadastrar.

A plataforma “Base de Dados das PME” é lançada numa data em que se celebra o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

Os Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM) registam uma redução do lucro de 36%, em relação ao apurado no exercício económico de 2020. O resultado líquido da empresa situou-se em 3,3 milhões de Meticais, segundo indica o Relatório e Contas de 2021.

Apesar de a área portuária ter registado um nível de execução de 94%, que corresponde a um incremento de 18%, em relação a 2020, e os terminais portuários terem registado um crescimento na ordem de 5%, uma execução de 107%, em relação ao plano, a empresa CFM registou um decréscimo de 36% no seu lucro do ano passado.

De acordo com o documento a que “O País Económico” teve acesso “no sistema ferroviário global, de Janeiro a Dezembro de 2021, foram transportados cerca de 18,6 milhões de toneladas líquidas, contra cerca de 16,8 milhões transportados em 2020, representando um crescimento de 13% e um nível de execução de 75% em relação ao planeado”.

Nas linhas operadas pela firma, durante o período em análise, foram transportados cerca de 10,6 milhões de toneladas, contra 10,5 milhões transportados no mesmo período de 2020, o que corresponde a uma realização de 85% em relação ao plano, e tendo crescido um por cento comparativamente ao volume transportado no período homólogo.

No entanto, segundo o Relatório e Contas dos CFM, o lucro, antes da retirada dos impostos, registou um decréscimo de 36%, e o lucro, depois de impostos, fixou-se em 4,7 milhões de Meticais, representando uma redução de 39% face ao resultado de 2020.

No exercício em análise, o activo total ascendeu para 63,2 milhões de Meticais, representando um acréscimo de 10%, face ao ano de 2020.

O passivo total cresceu em 19%, ao passar de 17,7 milhões de Meticais em 2020 para 20,2 milhões de Meticais em 2021.

A situação líquida do valor de 42,2 milhões de Meticais correspondeu a um aumento na ordem de 7%, relativamente ao ano transacto.

Em termos de transportes de passageiros, no período em análise, foram transportados 3,1 milhões de passageiros contra 3,5 milhões registados no igual período do ano anterior, que correspondem a uma redução de 13% e um nível de realização de 71%.

Entre os factores que condicionaram o crescimento da empresa, o relatório destaca os efeitos do confinamento social motivado pela pandemia da COVID-19.

Como forma de conter a despesa pública, para o exercício económico de 2022, o Governo tomou algumas medidas. O Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado para este ano prevê a limitação de novas admissões, à excepção para os sectores de Educação, Saúde e Agricultura (Extensionistas).

Em termos específicos, para o ano 2022, no âmbito da contenção da despesa pública, o Governo continuará a privilegiar os sectores da Educação (Professores), Saúde (Médicos e Enfermeiros), Agricultura (Extensionistas) e Órgãos de Administração da Justiça.

Para os restantes sectores, primará pela mobilidade de funcionários. Nos restantes sectores, o Executivo privilegia a mobilidade de funcionários, ou seja, para o ano em curso, a admissão de um novo funcionário é apenas efectuada após a saída de três outros.

Os recursos poupados com a medida serão reorientados para os sectores da Educação, Saúde e Acção Social, Agricultura, Infra-estruturas, bem como para as Forças de Defesa e Segurança.

“No que concerne às Despesas com Pessoal, estas irão fixar-se em 154.434,0 milhões de MT, correspondente a 54,2% do total da Despesa de Funcionamento e a 13,7% do PIB, o que significa um incremento de 1,8 p.p., comparativamente à previsão orçamental de 2021, justificado pela necessidade de prosseguir com novas admissões no Aparelho do Estado, para os sectores da Saúde, Educação e Agricultura e o início da implementação da ‘Pirâmide Salarial’”, lê-se no Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado 2022.

Entretanto, segundo o documento que temos vindo a citar, no quadro de novas admissões ou contratações para o Aparelho de Estado, está prevista a admissão de 16.465 Funcionários e Agentes do Estado (FAE), correspondente a um impacto orçamental de 2.848,0 milhões de Meticais, o que significa um incremento de 5,1% em termos nominais, face a Lei Orçamental de 2021.

Em termos de criação de empregos, neste ano de 2022, o Governo prevê cerca de 272,7 mil novos empregos, dos quais 16,6 mil pelo sector público e 234,7 mil pelo sector privado e 21,3 mil no exterior, adquirir e alocar 866 kits de auto-emprego, financiar 1.050 projectos de iniciativas juvenis para o auto-emprego e geração de rendimentos, 220 empresas de jovens, através da competição de planos de negócio, no âmbito do Programa Emprega.

Já nos próximos três anos, ou seja, entre 2023 e 2025, o Executivo diz que a geração de empregos será influenciada pelos investimentos públicos que irão contribuir com 31.267 empregos e os investimentos directo estrangeiro e nacional que se esperam implementar neste período, que poderão contribuir com 55.266 empregos, totalizando cerca de 86.533 novos postos de trabalho, segundo indica o Cenário Fiscal de Médio Prazo 2023-2025.

“Para além dos empregos directos esperados dos investimentos privados nacional e estrangeiro, o Governo continuará a envidar esforços para aumentar os níveis de empregabilidade com a implementação das seguintes acções: financiar 6.061 iniciativas juvenis para o auto-emprego, geração de rendimentos no âmbito do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis e Programa Emprega; alocar 1.542 kits para o auto-emprego, no âmbito do Programa Meu Kit, Meu Emprego; e promover estágios pré-profissionais remunerados e não remunerados para 72.832 beneficiários como mecanismo para elevar o nível de empregabilidade”, indica o Cenário Fiscal de Médio Prazo 2023-2025.

Estas perspectivas acontecem num contexto em que o Governo está em processo de aprovação da Tabela Salarial Única, que não prevê necessariamente aumentos salariais para todos os funcionários públicos, mas sim para alguns. O Executivo ainda terá de se reunir, em sessão de Conselho de Ministros, para aprovar os salários-base a serem conhecidos a partir do mês de Julho próximo.

Entretanto, já existe, na página electrónica do Ministério da Economia e Finanças, uma simulação sobre os reajustes que serão feitos, mas não indica os novos valores a serem auferidos a partir de Julho, porque ainda carece da publicação da Tabela Salarial Única esperada com muita expectativa pelos funcionários públicos.

Depois de dois anos atípicos devido à pandemia da COVID-19, o sector do turismo está em franca recuperação. A retoma de voos domésticos e internacionais reanima o ramo de viagens, mas, na restauração e hotelaria, a afluência ainda é menor e os operadores querem incentivos do Governo. 

A COVID-19 criou caos no sector do turismo. Agências de viagens, restaurantes, hotéis, resorts, casinos, praias e outros locais de lazer não escaparam aos efeitos das medidas restritivas que vigoraram no âmbito da Situação de Calamidade Pública.

A hotelaria e a restauração foram os segmentos que mais sofreram quebra na facturação. De acordo com os dados do sector privado, houve redução em mais de 95% do volume de negócios no sector.

O prejuízo nos cofres das empresas devido ao que a CTA classifica de “situação muito grave e profunda” é estimado em quase 71 milhões de dólares americanos.

Os efeitos ainda são visíveis. Na Cidade de Maputo, por exemplo, o jornal “O País Económico” constatou que alguns restaurantes continuam com as portas fechadas. Aliás, só na capital do país, mais de seis mil trabalhadores entraram na estatística do desemprego na época de pico da pandemia.

É perante este cenário que os operadores reconhecem que o sector está em reanimação, porém lenta em alguns subsectores devido à gravidade do impacto da COVID-19 e actual conjuntura económica que desafia a capacidade de compra dos consumidores.

Na restauração, por exemplo, o nível de afluência dos clientes ainda não atingiu os níveis pré-pandemia, segundo a Associação de Restauração e Catering.

O presidente da agremiação, Aurélio Maússe aponta que a subida do preço dos combustíveis e a consequente subida do preço dos produtos alimentares teve um duplo impacto no funcionamento dos restaurantes que procuram reerguer-se da crise.

“Primeiro, porque os custos operacionais aumentaram. Depois porque as pessoas não vão aos restaurantes, não gastam dinheiro, porque a vida não está fácil. Se há seis meses eu comia mais barato, hoje como mais caro no restaurante, e se assim não vou ao restaurante, procuro outras alternativas que não trazem o encaixe financeiro para o sector de restauração”, disse Maússe.

 

“O TURISMO VAI LEVAR ALGUM TEMPO PARA SE RECUPERAR PLENAMENTE”

Entretanto, a classe entende que o sufoco poderia ter sido minimizado se o Governo tivesse tomado medidas como a redução de impostos e criação de incentivos fiscais.

“A factura de electricidade e água continua a ser a mesma. Nenhum hotel recebeu ajuda do Governo. Os impostos continuaram a ser os mesmos, a única ajuda que tivemos foi de Deus. Sobrevivemos graças ao que produzimos ao longo dos últimos anos”, desabafou Vasco Manhiça, gestor hoteleiro, na Cidade de Maputo, para quem o Governo deveria isentar as empresas de alguns custos em tempos de crise.

Manhiça foi mais longe, ao explicar que “politicamente falando, é comum achar que o Governo deve dar, mas essa altura não é de responsabilizar, é altura de olhar para frente. A única coisa que queremos são esses incentivos. Tivemos o cenário de um hotel com uma taxa de ocupação de menos de 1% e hotéis chegaram a ficar sem um quarto sequer ocupado. A ordem era para ficar em casa, ficando em casa não se faz turismo e os hotéis vivem do turismo”, frisou.

Contudo, o cenário continua desafiante. As taxas de ocupação dos hotéis ainda estão abaixo do desejado, frustrando o apetite dos operadores deste subsector. Pelo que, Manhiça acusa existir uma falsa percepção da realidade, visto que as actuais taxas de ocupação se situam abaixo de nove por cento.

Uma mudança que os hoteleiros vêem como um abanão. Neste contexto, julga-se que o turismo vai levar algum tempo para se recuperar plenamente.

“A retoma dos voos e a reabertura das fronteiras significam uma pequena mudança, mas o turismo ainda está a fazer a pista para levantar o voo”, disse Vasco Manhiça, para, de seguida, acrescentar que “o subsector refere não ser optimista quanto aos prazos para uma retoma satisfatória. De forma hipotética, só em finais de 2023 é que podemos voltar a atingir a cifra de 23% da taxa de ocupação.

 

AGÊNCIAS DE VIAGEM EM FRANCA RECUPERAÇÃO

É notável o aumento do fluxo de viagens tanto a nível doméstico, como a nível internacional, o que estimulou a melhoria na facturação das empresas deste ramo, principalmente no segmento do turismo de negócios.

Segundo o presidente do pelouro do Turismo, Hotelaria e Restauração, na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), neste momento paira uma febre nas viagens.

Muhamad Abdullah explica que o turismo está em franca recuperação, porque “já chegamos a atingir o pico, que ultrapassa os números pré-pandemia e, neste momento, os indicadores para o sector são animadores”.

Pelo que, Abdullah entende que ainda é possível alcançar as metas previstas para este ano no que toca à recepção de turistas.

“Quanto mais restrições forem levantadas pelo mundo, por exemplo, a necessidade de ter que apresentar teste da COVID-19 para quem tem a vacina em dia, demonstra que há essa visão, por parte do sector público, no sentido de facilitar para que o mercado nacional acompanhe esta onda de recuperação internacional no sector do turismo.”

Mas nem tudo vai bem na abordagem do Governo sobre a facilitação ao sector do turismo. Abdullah também entende que o Executivo deve tomar medidas para estimular a entrada de turistas no país.

Fora a necessidade de resolução do conflito em Cabo Delgado, que não deixa de ser um entrave ao sector, a emissão de vistos de entrada deve melhorar, sobretudo, o visto electrónico.

“Ainda persiste alguma ambição naquilo que é a concessão. Muitas vezes, o turista fica à mercê da disposição do oficial de migração”, explicou.

O responsável não deixa de lado a questão das infra-estruturas, como componente fundamental para o sector do turismo: “A partir do momento em que conseguimos trazer o turista com facilidade para Moçambique, criamos uma apetência no sector privado e atracção de investimento estrangeiro”, disse, a finalizar.

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