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Decorre em Manica o primeiro fórum de agro-negócio na província, organizado pelo Standard Bank, instituição bancária que se propõe a trazer soluções de financiamento ao sector agrícola, que tem estado a encontrar barreiras devido aos riscos que a actividade apresenta.

A província de Manica tem enorme potencial de negócio no sector agrário, mas a falta de financiamento impede os produtores locais de diversas culturas de sonharem alto. É neste contexto que o Standard Bank promove, desde esta terça-feira, no distrito de Gondola, o fórum de agro-negócio, que tem por objectivo melhorar a balança agrária.

De acordo com Bernardo Aparício, administrador-delegado do Standard Bank, “Manica tem características climáticas únicas que permitem a produção de variedade de produtos, como frutas, grãos, leguminosas e até florestas”, pelo que, no seu entender, há necessidade de se reflectir sobre as oportunidades de desenvolvimento do agro-negócio.

Aparício anotou, por outro lado, que, no evento, serão partilhadas soluções inovadoras e de serviços financeiros que melhoram a resiliência e a competitividade do sector.

“Assumimos a responsabilidade de proporcionar os serviços financeiros de forma holística ao sector do agro-negócio, beneficiando todos os actores da cadeia de valor, desde comerciantes, operadores logísticos, processadores, produtores, fornecedores de produtos e serviços”, revelou.

E porque a banca não tem estado a financiar o sector agrícola por causa dos riscos da actividade, o conselho empresarial de Manica, através do seu presidente, Alcides Cintura, avança algumas soluções.

Presentes no encontro, os dirigentes da província instaram o sector bancário a criar facilidades de financiamento aos pequenos produtores como forma de alavancar o agro-negócio.

No encontro de dois dias, participaram dirigentes a vários níveis e diferentes actores da área do agro-negócio.

Diversas empresas expuseram, hoje, os seus serviços e suas inovações tecnológicas na feira Moztech. Da exposição, o maior destaque vai para aplicação da tecnologia nos sectores da educação, saúde e segurança cibernética.

A Moztech não só é uma plataforma de discussão de ideias sobre tecnologia, mas é, também, um espaço para que as empresas exponham os seus serviços e inovações tecnológicas.

É por isso que, na décima edição da maior feira de tecnologia, houve exposição e foi o ministro dos Transportes e Comunicações que “deu o primeiro passo”, para que os demais presentes se aproximassem e tirassem as suas curiosidades no que à tecnologia diz respeito.

Na companhia do PCA da DHD e do INCM e do embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Mateus Magala interagiu com os expositores stand em stand.

Na interacção, o governante ficou a saber como é que a tecnologia está ao serviço da saúde. “Nós, como ICOR, viemos mostrar aquelas tecnologias que nós temos, não só no âmbito do diagnóstico, mas também em termos de tratamento. Nós temos exames como tomografia axial computorizada em 64 slides; temos mamografia com capacidade de 2D e 3D; temos a sala de cateterismo que serve para o diagnóstico como para o tratamento. Vamos expor também outras formas de tratamento de patologia cardíaca e não só”, explicou Artur Júnior, médico generalista do Instituto de Coração.

Para que a tecnologia esteja ao serviço da saúde, é preciso criar sequência de dados para armazenar informações. A PHC está na Moztch para mostrar como é que faz.

“Estamos a falar de soluções de gestão de empresas, contabilidade, de capital humano. Estamos a falar de soluções que ajudam as empresas a decidir melhor e a melhorar os seus processos. Estamos a falar de empresas que precisam de automatização de processos. Então, isto é o que o nosso software traz às empresas”, expôs Jennifer Cau, da PHC.

Na feira tecnológica, há também soluções para a segurança cibernética e para aqueles problemas frequentes em instituições pública, como o conhecido “não há sistema”. “Nós fornecemos uma maior consistência e uma maior resiliência na protecção de dados. Por exemplo, nós deparamo-nos com situações em que, mesmo na administração pública e bancos, dizem sempre que não há sistema. Então, a RAXIO Moçambique vem eliminar esse tipo de problemas, oferecendo uma maior interacção com mais resiliência, facilidade entre a internet e o consumidor”, indicou Rosemera Faite, representante da RAXIO Moçambique.

E o consumidor vai ter, a partir do dia 1 de Julho, um serviço alternativo, rápido e seguro de internet via satélite com a entrada para o mercado da VivaNet. “Nós estamos a fazer uma redução em cerca de 50 por cento daquilo que são os preços aplicados no mercado e acreditamos que isso vai ser mais-valia para a população. Nós temos uma forma única de subscrição. A pessoa pega a mensalidade e tem um custo mínimo de instalação que varia um pouco em relação à localização do local da instalação”, detalhou Igor Frechaith, director da Interactive.

Mais-valia terão, também, os municípios que têm, à sua disposição, uma plataforma electrónica para, por exemplo, pagamento de alguns serviços. “A principal novidade que nós trazemos para Moztech deste ano são os sistemas integrados de gestão dos municípios”, revelou Énia Dedé, representante da MCNET, detalhando que “sabemos nós que os municípios têm vários serviços e várias taxas que cobram e, com um sistema de gestão integrada, vai ser possível fazer esta cobrança ou colecta de forma eficiente”.

Com esta plataforma apresentada na décima edição da Moztech, eficientes serão também os estudos das crianças, porque junta diversão e ensino. “Nós estamos a expor uma plataforma de jogos digitais para crianças. Nós somos uma start up de desenvolvimento de jogos digitais para crianças. O nosso foco é tornar o serviço de ensino e aprendizagem mais dinâmico, envolvente porque permite uma interação entre professores alunos e os pais”, descreveu Shally Gossolo, da plataforma Dondza.

Esta interação pode ser feita através do inglês e, em caso de dificuldades, é possível aprender a língua através da internet. “Wise Up, como o próprio nome já diz, significa “sabe” e é para quem quer aprender inglês da vida real. Então, é um inglês mais profissional, virado para vida adulta. Então, quem quer desenvolver as suas habilidades, o Wise Up online está habilitado a capacitar a pessoa a engrenar no mercado com mais facilidade e é digital”, promoveu Starleny Banze, da Wise Up.

O ministro dos Transportes e Comunicações teve a oportunidade de viajar na tecnologia 5G da Vodacom.

 

MOZTECH É PLATAFORMA DISCUTE INCLUSÃO DIGITAL NO PAÍS

Além das empresas, estiveram presentes na 10ª edição da Moztech, a feira contou com a presença de várias pessoas que amantes, apreciados e que trabalham com a tecnologia. Todas elas ficaram impressionadas com o que viram e ouviram.

“Estando na Moztech, colho uma boa experiência. Assim como o ministro dos Transportes e Comunicações disse, esta é uma iniciativa que deve permanecer porque impulsiona o negócio, a tecnologia. Então, é de louvar esta iniciativa e espero participar mais vezes”, afirmou Lucas Gamboa, participante da Moztech.

E há quem faz questão de sempre de estar na Moztech. Aliás, já lá estive por mais de cinco vezes. “Vim ver as melhores práticas que são feitas a nível de tecnologia em Moçambique e também lá fora que nós possamos aproveitar e também fazer networking, conhecer outras pessoas, empresas e trocar experiências, indicou Ricardo Manuel, que estive no primeiro da Moztech.

Também assíduo da Moztech, o advogado Tomás Timbana descreve a feira como plataforma de discussão de ideias para a inclusão digital no país.

“Creio que é uma boa plataforma para o desenvolvimento tecnológico de Moçambique. Acho que o país só fica a ganhar se acompanhar o que melhores faz aqui e o que os vários empreendedores têm estado aqui. Está de parabéns a promoção por cada vez mais, todos os anos, trazer-nos melhores produtos e melhores referências. Creio que todos nós saímos a ganhar e o país, também”, observou Tomás Timbana, antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique e participante da 10ª edição da Moztech.

Os participantes dedicaram o dia para, também, apreciar a exposição, o melhor dos serviços e das inovações tecnológicas que o país oferece. Amanhã, há mais.

O valor faz parte de um total de pouco mais de 1,5 biliões de dólares que o Estado deverá reembolsar, este ano, aos serviços de dívida, segundo o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que garantiu que o Governo tem condições para cumprir a meta até Dezembro deste ano.

O Estado tem uma dívida de 14,4 mil milhões de dólares norte-americanos, sendo 70% externa e 30% interna.

Até ao momento, nenhum esclarecimento sobre o estágio actual do endividamento público havia sido dado pelo Estado.

Esta terça-feira, em conferência de imprensa para a qual apenas foram convidados jornalistas de órgãos estrangeiros, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, deu algumas explicações sobre este e outros assuntos atinentes à economia nacional.

O jornal O País teve acesso a uma gravação de áudio, em que o ministro informa que o Estado já pagou cerca de 48% dos encargos da dívida pública projectados para este ano.

“Para este ano, nós temos, do ponto de vista do reembolso do capital e dos juros, quer com a dívida interna, quer com a dívida externa, recursos avaliados em um bilião, quinhentos e setenta e um milhões de dólares americanos e, até a este momento, foram já pagos pelo Estado 764 milhões de dólares americanos, cerca de 48% do serviço de dívida pública projectado para este ano e o Governo tem todas as condições para continuar a cumprir”, desvendou o ministro.

Segundo o dirigente, tais condições reflectem-se nas decisões tomadas pelo Governo, como a Tabela Salarial Única. “As outras têm a ver com a diversificação de fontes de receitas”, esclareceu Max Tonela.

O ministro da Economia e Finanças também explicou porquê a agência de notação financeira Standard and Poors classificou, recentemente, como mais arriscada a posição do país em termos de emissões de dívida comercial em moeda local.

Max Tonela justificou que tal se deveu às bases que o estudo tomou como base. “Houve uma avaliação recente, de rating do país, que se baseou num quadro retroactivo, sobretudo nos primeiros meses do ano, num período em que o impacto da reforma salarial, implementada pelo Estado, no ano passado, era muito elevado do ponto de vista financeiro.”

Para resolver esta questão, “o Governo tomou medidas, de forma sucessiva, e mais recentemente, através da revisão da lei que estabeleceu a reforma para assegurar que, a partir de Julho, as contas estejam nos carris, de acordo com as projecções estabelecidas e com o orçamento do ano”.

Max Tonela explica que o país poderá receber, em média, 750 milhões de dólares do gás natural por ano, durante 25 anos, e 100 milhões de dólares nos primeiros anos, números que, “de forma escalonada, vão depois crescer para 300/500 até chegar a mais de um bilião por ano”.

Segundo Max Tonela, a economia nacional poderá crescer, este ano, 5%, um nível que poderá aumentar para 7% nos próximos dois anos.

Apenas 20% de moçambicanos têm acesso a internet, segundo dados do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM). Este dado sugere que há um mercado por explorar, como forma de garantir que mais moçambicanos tenham acesso a internet.

Foi no painel que discutiu “Inclusão Digital e Transformação Social” da MozTech que foram revelados dados sobre a acesso às comunicações, no geral, e a internet, em particular. Moçambique tem estado a registar crescimento no acesso aos serviços digitais. Tauha Mote, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INCM, disse que 20% de acesso a internet significa que há um mercado por explorar, sobretudo quando se fala no acesso a internet a custos acessíveis.

Os dados estatísticos indicam ainda que 50% dos 33 milhões de moçambicanos tem acesso a um telemóvel, sendo que as infraestruturas de rede móvel encontram-se disponíveis em 80% do território moçambicano, o que indica que há zonas com rede móvel, mas cuja utilização é baixa ou inexistente.

O Director-Executivo da Interactive, Igor Frechaut, falou das vantagens do serviço de internet por satélite, VIVAnet, que estará disponível a partir do dia 1 de Julho próximo. O responsável enalteceu a rapidez, o acesso em qualquer parte do território moçambicano, em particular nas zonas recônditas e o custo baixo como vantagens do novo serviço de internet.

“Nós somos um país vulnerável ao impacto climático e muitas vezes as comunicações são afectadas, havendo corte das mesmas. Com a VIVAnet esta situação não se coloca e teremos a oportunidade de proporcionar serviços de comunicação de emergência, nos casos de interrupção de outras formas de comunicação”, explicou Igor Frechaut.

Michael Muth, do Departamento do Estado para o Comércio dos Estados Unidos de América, partilhou a contribuição para a materialização da inclusão digital em África, tendo feito menção a trabalhos realizados em Moçambique, Angola, África do Sul, Nigéria e outros países africanos.

Os painelistas falaram também da importância da educação para que os utilizadores de serviços digitais protejam-se dos ataques cibernéticos, protagonizados por piratas informáticos.

O Ministro dos Transportes e Comunicações diz que a falta de coordenação entre organizações governamentais, do envolvimento do sector privado, de profissionais capacitados, bem como a falta de cooperação internacional limitada constituem alguns dos desafios para a segurança cibernética no país. Na Feira de Tecnologias MozTech, a decorrer na Catembe, em Maputo, Mateus Magala recomendou, esta quarta-feira, a criação de um grupo de trabalho.

O Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, começou a sua intervenção, na 10a Edição da Feira MOZTECH, dizendo que era seu desejo que todos indivíduos tivessem acesso a um telemóvel e à internet. Entretanto, o essencial do seu discurso esteve concentrado no tema segurança cibernética, num país em que algumas instituições públicas e/ou estatais foram, recentemente, alvos de ataque cibernético.

Mateus Magala lembrou que a segurança cibernética “implica a protecção de computadores, servidores, dispositivos móveis, sistemas electrónicos, redes, dados de informações de pessoas, contra ataques de malfeitores” e temeu pela insegurança dos usuários das tecnologias, que incluem também os moçambicanos.

“Não obstante as múltiplas vantagens da digitalização, existem riscos a serem considerados. Se, ontem, o desafio era com o vírus que corrompia os nossos computadores, o acesso às nossas contas de e-mail, hoje, o foco está nos nossos dados, nos serviços financeiros e na tentativa de comprometer a soberania do Estado”, afirmou.

Em Moçambique, há mutos desafios no que diz respeito aos perigos da segurança cibernética. Mateus Magala citou apenas os que considerou mais importantes: a coordenação entre organizações governamentais, a falta de envolvimento do sector privado, a falta de profissionais qualificados na matéria, a norma limitada de segurança cibernética específica das indústrias, a cooperação internacional limitada, o quadro jurídico e regulador limitado para a protecção de dados e consciência pública limitada.

 

COMO PROTEGER O PAÍS?

Segundo o titular da pasta das comunicações, existe uma necessidade de mais proactividade e cooperação entre o Governo, o sector privado e o público.

“Temos que desenvolver uma estratégia mais clara e muito mais sistemática, que não só satisfaça os padrões internacionais actuais, mas que coloquem Moçambique no mapa internacional, no que diz respeito à matéria. Neste sentido, temos três grandes intervenientes: o Governo, o Sector Privado e o Público”, disse Mateus Magala.

Alem disso, “devemos efectuar a transformação necessária de acordo com as três linhas seguintes: avaliar e defender as actuais infra-estruturas críticas a nível nacional; moldar e investir nas forças do mercado para promover a segurança e a resiliência; e, por último, conceber e aplicar uma estratégia para manter relações internacionais para objectivos comuns”, acrescentou.

Neste sentido, Mateus Magala entende que o Governo deve ter um papel de convocação, levar todos (sector privado e público, além do próprio Governo) à mesa para coordenar as actividades.

Magala recomendou a criação de um grupo de trabalho sobre a Segurança Cibernética para a protecção de infra-estruturas críticas no país.

Uma das primeiras intervenções do dia inaugural da Feira de Tecnologias da MozTech, na Arena 3D, na Catembe, Cidade de Maputo, foi do Embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Peter H. Vrooman. Segundo defendeu o diplomata, a transformação digital em Moçambique é indispensável porque, assim, o país se tornará mais competitivo a nível regional.

Para Peter H. Vrooman, além de se desenvolver ao nível socioeconómico, com inovação tecnológica, Moçambique pode resolver os principais desafios de emprego e estimular desenvolvimento. Justamente por isso, o Embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique frisou que “É um grande prazer participar nesta 10ª edição da Moztech, que tem ajudado a promover tecnologias em Moçambique, na última década”, até porque o governo norte-americano reconhece o papel que a tecnologia desempenha ao nível económico.

Na manha desta quarta-feira, inclusive, Peter H. Vrooman lembrou que o Presidente dos EUA, Joe Biden, lançou uma iniciativa tecnológica de transformação digital para África, ano passado, de modo a financiar o sector na capacitação digital com capacidade de estimular a literacia, os reguladores e decisores.

Segundo Peter H. Vrooman, não obstante Moçambique ter potencial tecnológico para, através dessa área de investimento, gerar empregos aos moçambicanos, a inovação e a competitividade são palavras-chave que farão sentido se houver infra-estruturas.

A partir de 1 de Julho, a empresa moçambicana Interactive vai prover internet via satélite a todos os moçambicanos. A novidade foi revelada na manhã desta quarta-feira, na Arena 3D, Catembe, Cidade de Maputo, onde decorre a 10ª edição da Feira de Tecnologias MozTech.

Na sessão de abertura do evento que decorre sob o lema Inovação e competitividade: da tecnologia à geração de valores nos negócios, o Presidente do Conselho de Administração da Interactive, Daniel David, explicou que, num contexto em que Moçambique possui aproximadamente 30 milhões de cidadãos, entretanto, com uma penetração à internet na ordem de 23%, a aposta na acessibilidade de internet é fundamental para inclusão digital.

Na sua intervenção, Daniel David lembrou que Moçambique é um dos países com internet mais cara na região da África Austral. Por isso mesmo, “Temos de lutar para que a internet seja acessível a toda a gente”. E disse mais: “Moçambique tem cerca de 7,2 milhões de agregado familiar. Desse universo, só 1% tem acesso à internet”. Logo, a internet é um instrumento muito importante para a inclusão digital.

Desde já, de acordo com Daniel David, o grande projecto da Interactive é baixar o preço da internet para mais moçambicanos terem acesso, pois, assim, será possível que as pessoas se desenvolvam com competitividade. Nesse processo, David falou do desejo do seu grupo de trabalho liderar a disponibilização de internet acessível e abrangente aos moçambicanos, via satélite. “Esta foi, é e sempre será a estratégia do nosso grupo: inovar e competir de uma forma sempre liderante. Quem lidera, investe muito no seu trabalho. É o que nós fazemos. Durante quatro meses trabalhamos com a Eutelsat para preparar este momento”, disse o Presidente da Interactive, garantindo que “o futuro, para nós, começa agora”.

A partir de hoje, já com o licenciamento do Estado moçambicano, a Interactive pode ser contactada para prover internet via satélite às pessoas e às empresas via satélite em qualquer canto do país. Para o efeito, a empresa moçambicana assinou um memorando de entendimento com a Eutelsat para África, representada na MozTech pelo seu Director-Geral, Philippe Baudrier.

Momentos antes de se referir ao investimento tecnológico da Interactive, Daniel David, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da MozTech, explicou que a maior feira de tecnologias do país surgiu com o objectivo de impulsionar a transformação digital e induzir a competitividade das pessoas e das empresas, porque, na sua percepção, a tecnologia é uma ferramenta basilar que permite as nações queimarem etapas redundantes e ganharem mais tempo rumo ao desenvolvimento das suas próprias competências, onde e quando quiserem. “Nações como as nossas, deverão apostar, de uma forma concreta e eficaz, nas tecnologias, para que possamos ter ganhos competitivos e de escala no desenvolvimento dos nossos negócios. As tecnologias geram margem e competitividade nas empresas”, disse.

De igual modo, Daniel David garantiu aos participantes que os dois dias da 10ª edição da MozTech, quarta e quinta-feira, sempre na Arena 3D, na Catembe, serão caracterizados por momentos marcantes na discussão de temas inerentes às tecnologias baseadas na inovação e competitividade, pois, desse modo, pode-se alcançar ganhos nos negócios.

Ainda assim, Daniel David lembrou à audiência que, não obstante a relevância da internet como ferramenta indispensável de desenvolvimento individual e social, já que quebram barreiras que de outra forma seriam intransponíveis, o centro de tudo devem ser as pessoas. Sem pessoas bem formadas e esclarecidas, as tecnologias não serão suficientes para tornar a vida humana melhor.

No seu discurso, Daniel David ainda agradeceu ao Governo, por ter em alta consideração o tema das tecnologias. “Quando as instituições governamentais dão ênfase às tecnologias, é sinal de que estamos todos alinhados em relação às valências indutoras do desenvolvimento”.

A sessão de abertura da 10ª edição da Feira de Tecnologias MozTech contou com a intervenção de diferentes personalidades, entre as quais o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, o PCA do Instituo Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), Twaha Mote, o Embaixador dos Estados Unidos de América, Peter H. Vrooman, e Philippe Baudrier, Director-Geral da Eutelsat para África.

 

 

 

 

 

 

Radar, uma aplicação para identificar técnicos de informática, é a aposta da Technoplus para a décima edição da Moztech. Já a Nitxove leva, para o evento, solução de mobilidade por aplicação, que disponibiliza serviços de táxi e transporte de bens 24 horas.

A Technoplus está no ramo de tecnologias de informação desde 2010. A empresa dedica-se à reparação de equipamento informático e desenvolvimento de softwares.

A Technoplus participou nas primeiras edições da feira Moztech, nas quais apresentou inovações de impacto para o mercado nacional. Desta vez, a empresa vai expor o radar.

“O que nós fazemos praticamente é conectar o cliente a um especialista de TI que vá resolver o problema. A aplicação foi criada com o objectivo de elevar a qualidade de serviço de suporte de TI no mercado moçambicano. Antes era para um problema nosso interno e agora destina-se às outras empresas”, explicou Sázia Sousa, fundadora da Technoplus.

A Nitxove, também, aderiu à maior feira tecnológica do país para firmar a sua marca na área de mobilidade urbana.

“Estamos a trazer uma marca nova, a Nitxove. É o que nos faz chegar a Moztech porque é uma marca do ecossistema. É uma aplicação de mobilidade urbana”, avançou Bruno Luzia, co-fundador da Nitxove.

A aplicação desenvolvida pela empresa, para além de pessoas, garante o movimento de produtos de pequeno e grande porte.

“O diferencial será o que colocamos como serviço porque não estamos a falar da Nitxove somente para mobilidade de pessoas, mas também para mobilidade de bens. Nós percebemos um défice nestas duas áreas. Com a Nitxove, são possíveis estes procedimentos a partir de casa”, referiu Bruno Luzia, co-fundador da Nitxove.

A BLJA prevê lançar a Nitxove a 30 de Junho corrente, um dia após o término da grande feira Moztech.

O Instituto do Coração (ICOR) vai apresentar, na décima edição da Moztech, inovações do ramo da medicina, com foco nas cirurgias cardiovasculares. O ICOR tem tecnologias que substituem o coração e o pulmão durante operações.

O Instituto do Coração é referência no tratamento de doenças cardiovasculares no país e destaca-se pela adopção de tecnologias avançadas para melhorar cada vez mais os procedimentos médicos e oferecer cuidados de saúde de qualidade aos pacientes.

“O ICOR é uma organização não-governamental criada em 2001, cujo objectivo principal é tratar crianças moçambicanas pobres que não têm condições de pagar tratamentos caros de doenças cardíacas”, informou Toni de Sousa, cardiologista no Instituto do Coração (ICOR).

Com o objectivo de oferecer tratamentos mais precisos, eficientes e seguros, o Instituto do Coração investiu em equipamentos de última geração e soluções tecnológicas inovadoras. Dentre as novidades, destaca-se a implementação de um sistema de imagem cardiovascular de alta definição, capaz de fornecer imagens detalhadas do coração e dos vasos sanguíneos.

A organização não-governamental vai, pela primeira vez, marcar presença na feira Moztech, onde espera contribuir com serviços para o desenvolvimento do sector da saúde país.

“Vemos a Moztech como uma oportunidade única para mostrar aos moçambicanos que o ICOR não está alheio aos avanços tecnológicos na área de saúde. Queremos mostrar ao povo moçambicano o trabalho que realizamos durante estes 22 anos e dizer que sim, nós temos tecnologia para tratar a nossa população da mesma forma que é tratada quando vai para o exterior do país”, revelou Toni de Sousa.

O ICOR quer apresentar, no espaço Health Tech Corner, o melhor da tecnologia para tratamento de enfermidades cardiovasculares.

“Vamos levar máquinas que substituem o coração e o pulmão durante uma cirurgia, estou a falar das últimas máquinas lançadas para o efeito. A nível dos cuidados intensivos, vamos levar um dispositivo que é extremamente útil durante a monitorização dos doentes cardíacos. Vamos também, na área da radiologia, mostrar o nosso TAC, que faz imagens 3D, o que não é comum”, disse o cardiologista.

A feira Moztech vai decorrer esta quarta e quinta-feira, na Arena 3D, em Katembe. As inscrições continuam abertas no portal www.moztech.co.mz.

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