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O País – A verdade como notícia

Economistas preveem uma redução nos preços dos produtos no país, nos próximos meses. Entretanto, Alertam que é necessário uma acção coordenada entre o pacote de aceleração económica e as taxas de juro.

Os preços dos produtos essenciais continuam a registar uma subida. Em Setembro, o aumento foi de cerca 12%. Mas é um cenário que, segundo economistas, pode registar uma desaceleração com o anúncio do aumento da taxa de juro da política monetária pelo Banco Central.

As políticas monetárias do Banco Central precisam ser acompanhadas de outros factores para que os preços possam reduzir a médio e longo prazo.

Os sectores dos transportes, alimentação e bebidas não alcoólicas foram os que registaram maior variação de preços no mês de Setembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas.

O Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou a concessão de um financiamento de 2,5 milhões de dólares ao Governo moçambicano para impulsionar a produção de energias renováveis ​​no país.

O valor a ser atribuído ao governo moçambicano é parte do Fundo de Energia Sustentável para África, administrado pelo Banco. O montante deverá ser usado para a implementação do Programa de Integração de Energias Renováveis ​​de Moçambique (MREP).

“Com o apoio do Fundo de Energia Sustentável para África, a capacidade de Moçambique para integrar maiores quotas de renováveis vadeáveis irá aumentar, reforçando os esforços de Moçambique para se tornar num grande fornecedor regional de eletricidade”, disse o Dr. Daniel Schroth, Diretor de Energias Renováveis ​​e Eficácia Energética do Banco Africano de Desenvolvimento. “Tendo em consideração que Moçambique é um país muito vulnerável às alterações climáticas, o projeto ajudará a construir uma infraestrutura de geração de energia mais sustentável e resiliente”, acrescentou.

De acordo com um comunicado de imprensa a que o “O País” teve acesso, o financiamento destina-se, essencialmente, a prestar assistência à Eletricidade de Moçambique (EDM) em quatro componentes principais: apoio financeiro para estudos de viabilidade técnica, económica, ambiental e social para o desenvolvimento de uma central solar flutuante na albufeira de Chicamba; apoio financeiro para um estudo de viabilidade para Armazenamento de Sistemas de Bateria de Energia em até 10 locais em Moçambique; qualificação do pessoal da EDM; e apoio à preparação de propostas.

O Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento económico de 4,9% em 2023, em Moçambique. A previsão é ligeiramente diferente da do Governo, que indica para um crescimento de 5% no próximo ano.

O Governo aprovou, recentemente, a proposta da lei que deverá aprovar o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2023. O instrumento fixa para 5% o nível de crescimento económico de Moçambique no próximo exercício económico.

Entretanto, o Fundo Monetário Internacional é mais cauteloso em relação a isso; fala de 4,9%.

Esta não era a previsão inicial para Moçambique nem para outros países da África Subsahariana. Na verdade, nesta região, segundo o Outolook de Outubro, que tem enfoque no combate à inflação, a perspectiva de crescimento é ligeiramente mais fraca que o previsto em Julho, com uma queda de 4,7% em 2021 para 3,6% e 3,7% em 2022 e 2023, respectivamente, com revisões em baixa de 0,2 ponto percentual e 0,3 ponto percentual, respectivamente.

Segundo os economistas, esta perspectiva mais fraca reflecte o menor crescimento dos parceiros comerciais, condições financeiras e monetárias, e uma mudança nos termos de troca de mercadorias.

 

PREVISÃO DE CRESCIMENTO PARA ECONOMIAS AVANÇADAS

Para economias avançadas, o crescimento deverá desacelerar de 5,2%, em 2021, para 2,4%, em 2022 e 1,1%, em 2023. Com a desaceleração a ganhar força, o crescimento é revisto em baixa, em comparação com a actualização do WEO de Julho (em 0,1 ponto percentual para 2022 e 0,3 ponto percentual para 2023).

A projectada desaceleração e os rebaixamentos estão concentrados nas economias dos EUA e da Europa. O crescimento nos Estados Unidos deverá diminuir de 5,7%, em 2021, para 1,6%, em 2022, e 1,0%, em 2023, sem crescimento em 2022, numa base do quarto trimestre.

O crescimento em 2022 foi revisto em baixa em 0,7% desde Julho, reflectindo a inesperada contração real do PIB no segundo trimestre. O declínio da renda disponível real continua a afectar a demanda do consumidor e taxas de juro mais altas estão a tomar um importante espaço nos gastos, especialmente em investimento residencial.

Na Zona Euro, a desaceleração do crescimento é menos assinalável que nos Estados Unidos em 2022, mas deverá aprofundar-se em 2023.

O FMI projecta um crescimento de 3,1% em 2022 e 0,5% em 2023. Há uma revisão em alta de 0,5% desde Julho para 2022, por conta de um crescimento mais forte do que o projectado resultante do segundo trimestre na maioria das economias da zona, e uma revisão em baixa de 0,7% para 2023.

Esta média para a Zona Euro esconde a heterogeneidade entre os países membros individuais. Dentro, a Itália e a Espanha, com uma recuperação nos serviços relacionados com o turismo e com a produção industrial no primeiro semestre de 2022, contribuíram para o crescimento projectado de 3,2% e 4,3%, respectivamente, em 2022.

No entanto, o crescimento em ambos os países deve desacelerar acentuadamente em 2023, com Itália a experimentar um crescimento anual negativo. O crescimento projectado em 2022 é menor, na França, em 2,5%, na Alemanha, em 1,5%, e a desaceleração, em 2023, é especialmente acentuada para a Alemanha, com resultados negativos no crescimento anual.

O fraco crescimento em 2023 na Europa reflecte os efeitos colaterais da guerra na Ucrânia, com revisões em baixa especialmente acentuadas para as economias mais expostas aos cortes no fornecimento de gás russo, bem como condições financeiras mais apertadas, com o Banco Central Europeu que encerrou as compras líquidas de activos e, rapidamente, aumentou as taxas de juro em 50 pontos base em Julho de 2022 e 75 pontos-base em Setembro de 2022.

A TotalEnergies EP Mozambique Area 1, operadora do projecto Mozambique LNG, organizou, recentemente, um ciclo de formações em direitos humanos nas cidades de Maputo, Pemba e Palma, no qual participaram trabalhadores da companhia, parceiros implementadores dos seus projectos socio-económicos em Cabo Delgado, instituições públicas e privadas, e organizações da Sociedade Civil.

Segundo um comunicado da instituição, as formações, que se debruçaram sobre a abordagem da TotalEnergies em matéria de direitos humanos, incluíram aspectos relacionados com direitos humanos e trabalho, direitos humanos e comunidades locais e direitos humanos e segurança.

Carine Coudeville, vice-presidente para a área dos direitos humanos da TotalEnergies, afirmou que “o respeito pelos direitos humanos, que é o respeito pelo outro, um valor cardinal da TotalEnergies, é um compromisso forte da TotalEnergies para contribuir para o bem-estar das pessoas e para o desenvolvimento de negócios sustentáveis onde quer que ela opere”.

Por seu turno, Laila Chilemba, vice-presidente para a área de Desenvolvimento Socio-económico da TotalEnergies EP Mozambique Area 1, afirmou: “O respeito pelos direitos humanos é uma exigência colectiva e individual. Por isso, a TotalEnergies desenvolve regularmente programas de formação e sensibilização dos seus colaboradores e de partes interessadas em matérias de direitos humanos à luz das legislações dos países onde opera e dos diversos princípios internacionais que a companhia aplica, que incluem a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os princípios enunciados nas convenções fundamentais da Organização Internacional do Trabalho, os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, e os Princípios Voluntários sobre a Segurança e Direitos Humanos”.

Por sua vez, Frederico João, Presidente do Conselho Directivo do Fórum de ONG de Cabo Delgado (FOCADE), disse: “a iniciativa da formação sobre os Direitos Humanos realizada em Pemba pela TotalEnergies foi bastante útil e importante para nós como organizações da Sociedade Civil.

Os compromissos assumidos pela multinacional na promoção e respeito pelos direitos humanos e dignidade, principalmente nas comunidades em que ocorre a exploração dos recursos é de louvar, embora a implementação prática seja sempre um desafio. Por isso, esta formação é importante para as nossas actividades, para monitorarmos os compromissos assumidos pela TotalEnergies”.

O secretário-permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia exige que o sector busque estratégias para estimular o aumento da produção e exploração dos recursos minerais. Teodoro Vales falava hoje, na abertura do Seminário de Divulgação dos Resultados do Projecto de Assistência Técnica aos Sectores de Gás e Minas.

 O Projecto de Assistência Técnica aos Sectores de Gás e Minas está em curso no país desde 2013. O desafio é aprimorar os conhecimentos sobre o potencial de recursos minerais, com vista a incrementar a produção e exploração.

“Este exercício permitiu disponibilizar informação apurada sobre os tipos de minerais, a sua localização e, consequentemente, o incremento do investimento mineiro, com maior destaque para a pesquisa e a exploração do gás natural, carvão mineral, areias pesadas, ouro, pedras preciosas e semipreciosas”, disse Teodoro Vales, secretário-permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia reuniu-se, esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, para avaliar os resultados da implementação do projecto.

Entre os ganhos alcançados, destacam-se o financiamento do Banco Mundial, em 50 milhões de dólares, nos sectores de hidrocarbonetos, minas, monitorização sísmica e capacitação institucional, segundo fez saber Vlademiro Manhiça, director de Pesquisas Geológicas do Instituto Nacional de Minas.

“Antes do projecto, não tínhamos equipamento adequado para este tipo de serviço, então este permitiu-nos adquiri-los para a pesquisa geofísica e treinar os nossos técnicos”, explicou.

Participaram no seminário quadros do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, pesquisadores, consultores e parceiros de cooperação.

É preciso apostar na formação e capacitação dos agentes do turismo para que o país consiga responder aos actuais desafios do sector. O posicionamento foi defendido, hoje, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, depois da abertura da 8ª edição Feira Internacional do Turismo.

Os anos 2020 e 2021 foram um pesadelo para o turismo nacional e internacional, devido à pandemia da COVID-19, que afectou negativamente o sector.

Durante dois anos, hotéis, agências de viagens e prestadores de serviços do sector da cultura e turismo sentiram-se “agredidos” pela falta de clientes, e instalou-se a crise no sector.

Dois anos depois, o sector começa a pulsar, motivado pelo abrandamento da doença e das medidas restritivas impostas para o controlo da pandemia.

Diante dessa realidade, o Presidente da República diz que é altura de os empresários moçambicanos arregaçarem as mangas e voltarem ao activo, com projectos claros para o desenvolvimento do sector, facto que vai influenciar o desenvolvimento económico do país.

Porém, para responder aos actuais desafios, Filipe Nyusi diz que é necessário que o país tenha profissionais altamente qualificados.

“O desenvolvimento de capital humano competente e capaz de responder às exigências dos clientes mais exigentes é uma condição sine qua non para o sucesso da indústria do turismo. A formação e capacitação permanente dos profissionais do turismo, de modo a conferir mais qualidade dos serviços prestados aos turistas, deve continuar a ser uma prioridade de todos os intervenientes da cadeia de turismo”, referiu Nyusi.

O Chefe de Estado, que falava esta quinta-feira, durante a abertura da 8ª edição da Feira Internacional de Turismo, FIKANI Moçambique 2022, apelou ao sector privado nacional e internacional para usufruir do pacote de medidas de estímulo económico para a revitalização do sector.

Filipe Nyusi destacou o “estabelecimento de incentivos fiscais para novos investimentos e sectores-chave, a ser incluso no turismo nos próximos anos; a simplificação dos procedimentos para o repatriamento de capitais e a revisão do regime geral de vistos de entradas no país, para promover maior fluxo de turistas e outros negócios, um processo que está em curso, sendo que recentemente, foi introduzido o sistema de visto electrónico, e houve simplificação de processos administrativos na relação entre o Estado, as empresas e as pessoas.

Por considerar criadas as condições, o Presidente da República desafiou os operadores turísticos a serem cada vez mais arrojados no desenvolvimento de soluções inovadoras, para a maximização do potencial turístico existente.

“Com o potencial existente e o ambiente fiscal cada vez mais favorável que temos vindo a criar, esperamos que os operadores que actuam em Moçambique lutem para posicionar mais o país num mapa de referência internacional e contribuam para que o peso do turismo alcance a taxa de dois dígitos, na estrutura do Produto Interno Bruto (PIB)”, salientou.

Contudo, o Governo comprometeu-se a continuar a apostar no turismo, porque o tem como um dos pilares de desenvolvimento do país.

O Sector privado, por seu turno, diz que a 8ª edição da FIKANI Moçambique é uma montra para o regresso do turismo nacional e internacional.

Durante a sua intervenção, no discurso de abertura, o vice-presidente da CTA, Vasco Manhiça, fala do aumento do número de turistas nacionais na desfrutam os recursos do país, por isso o sector privado irá usar a oportunidade para mostrar as potencialidades do país.

“Actualmente o sector exibe uma tendência de melhoria, havendo enormes espectativas que o pacote de medidas de aceleração económicas, anunciado pelo Governo, venha melhorar ainda mais, paralelamente, com base na monitoria económica patente no índice de robustez económica”, defendeu Vasco Manhiça.

A 8ª edição da Feira Internacional do Turismo, que é coorganizada pelo ministério da Cultura, Instituto Nacional de Turismo e o sector privado, decorre de 13 a 15 de Outubro, na Cidade de Maputo, e vai reunir 112 expositores, entre nacionais e internacionais, que lidam com hotelaria, viagens, produtos e serviços diversos.

 

FEIRA É UMA MONTRA PARA A RETOMA DOS NEGÓCIOS

Alguns expositores que estiveram no local para acompanhar a cerimónia de abertura, dizem que a FIKANI é bem-vinda, pois já se ressentiam da falta de fóruns que reunissem empresários do mesmo sector, para podem partilhar experiências e, acima de tudo, firmar novas parcerias de negócios.

Alguns, que estiveram fechados durante meses, contam que sofreram na pele as consequências da pandemia e vão, por isso, agarrar a oportunidade.

No entanto, há quem defende que “o que se perdeu com a pandemia, não se volta a recuperar. O que pode haver é uma acção de retoma, de modo a repor serviços, mas precisando sempre de novos investimentos, pois o que foi feito foi perdido.

Nos três dias de exposição, os organizadores esperam receber cerca de cinco mil pessoas.

A Limak Cimentos conta com uma nova central térmica de 4,8 megawatts para produção de cimento. A Infra-estrutura foi inaugurada ontem, na cidade da Matola.

A Limak Cimentos inaugurou, esta quarta-feira, uma central térmica com capacidade de gerar energia limpa para produção de cimento.

O ministro da Indústria e Comércio espera, com a iniciativa, verificar a melhoria na qualidade de fornecimento do cimento de construção ao mercado nacional.

“Queremos que explore as oportunidades da Província de Maputo, transformando as matérias-primas existentes para a diversificação da indústria e da economia moçambicana. Esperamos a melhoria da qualidade na produção de cimento para a construção, abrindo espaço para uma mais contribuição deste sector para o desenvolvimento do país. Esperamos, igualmente, que a produção não só abasteça o mercado doméstico, mas também o regional”, desafiou Silvino Moreno, ministro da Indústria e Comércio.

De acordo com o Grupo Limak, a infra-estrutura vai maximizar produção de cimento no país e reduzir efeitos nocivos ao meio ambiente com a geração de energia limpa.

“Desejo o melhor nesta iniciativa, com a capacidade de 4,8 megawatts e com um investimento de 3,5 milhões de Euros. Este projecto vai prover uma tecnologia agradável ao ambiente e vai ao encontro do conceito energético, fazendo com que seja possível usar energia produzida no país e permitir novas oportunidades de investimento para os moçambicanos”, disse Erkam Kocakerim, director-executivo do Grupo Limak.

A central térmica deverá, segundo director-executivo do Grupo Limak, estimular a redução de emissão de carbono para atmosfera.

Caiu de 43 para 37 Meticais o preço do quilograma de castanha do caju no país. A informação foi avançada, ontem, pelo vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural. Face à variação, os produtores dizem que os seus rendimentos serão afectados.

O Governo, produtores de castanha de caju e empresários reuniram-se esta quarta-feira, à porta-fechada, para determinar o novo preço do quilograma da castanha de caju. À saída do encontro, veio a novidade: o custo do produto por quilograma vai reduzir 6 Meticais, saindo dos 43 para os 37 Meticais.

“O preço vai ser de 37 Meticais este ano. Este preço vem num tempo em que o preço de factores para os produtores como dos processadores, devido à COVID-19 e à guerra na Ucrânia. O preço não satisfaz, mas é o que se pode praticar”, revelou Olegário Banze, vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Os factores internos também foram determinantes para a redução do custo da castanha do caju e podem criar mais problemas nos próximos tempos.

“Os problemas estão relacionados com a capacidade de prover meios financeiros aos industriais para o processamento da castanha de caju, aliado ao preço. Daí que a nossa expectativa daquela castanha que era para ser processada no país pode vir a cair e ser exportada. É necessário trabalhar com o sector financeiro”, explicou Olegário Banze, vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Para os produtores, cujas propostas andavam na margem dos 40 Meticais, o valor acordado abre espaço para a redução de rendimentos e exigem revisão do Governo.

“O custo para a produção de castanha é muito elevado em relação ao preço de referência aqui acordado; lamento bastante. Quando eu der esta notícia aos produtores de Nampula, acredito que muitos vão deixar de exercer a actividade, porque não há vantagem”, lamentou Rosinha Feliciano, produtora da castanha de caju da província de Nampula.

“Espero que o Governo olhe mais para nós os produtores, porque perdemos muito com esta reforma”, reiterou Estevão José – produtor da castanha de caju.

Segundo o vice-ministro da Agricultura, só este ano, o país exportou cerca de 150 mil toneladas da castanha de caju.

Os preços dos produtos essenciais continuam a subir no país. Em Setembro findo, o aumento atingiu cerca de 12%, relativamente a igual período do ano anterior. O Instituto Nacional de Estatística aponta que os produtos alimentares, bebidas não alcoólicas e transportes registaram maior aumento. 

Dados colhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, demonstram uma subida generalizada de preços na ordem de 12,01% em Setembro, comparativamente a igual período do ano passado.

As áreas de transporte, alimentação e bebidas não alcoólicas foram as que registaram maior variação de preços com cerca de 21,47% e 17,38%, respectivamente.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, todas as cidades registaram aumento de preços, sendo que a Cidade da Beira liderou a tendência de aumento do nível geral de preços, com aproximadamente 14,90%, seguida da Cidade de Nampula, com cerca de 13,02% e, por último, a Cidade de Maputo com 10,45%.

Relativamente à inflação mensal, a variação foide 0,53. O destaque vai para o aumento dos preços do tomate em (10,5%), do peixe seco (3,3%), do carvão vegetal (2,7%), do carapau (0,7%), do limão (63,2%), do coco (3,0%), e de transporte por táxis (4,2%).

Entretanto, há, na mesma divisão, produtos que contrariaram a tendência de aumento, que registaram uma redução do preço. É o caso da batata-reno (4,4%), a alface (4,3%) e os ovos frescos de galinha (2,3%).

O relatório do INE aponta, ainda, uma inflação acumulada de 8,32% em Setembro, ou seja, de Janeiro a Setembro, o que custava 100 Meticais passou a custar cerca de 108 Meticais.

Analisando a variação acumulada por produto, há a destacar o aumento dos preços do tomate, da gasolina, do pão de trigo, de transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, do gasóleo, do óleo alimentar e de refeições completas em restaurantes. Estes comparticiparam com cerca de 5,74pp positivos no total da variação acumulada.

 

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