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Os Mambas defrontam, hoje, a Guiné-Bissau, no Estádio Nacional do Zimpeto, em jogo da segunda jornada do Grupo I de qualificação para o CAN de Marrocos, em Dezembro de 2025. O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, assume que não será um jogo fácil, tal como muitos jogos em casa, mas assegura que o combinado nacional fará de tudo para vencer. Mesmo sem confirmar, Conde revela que pode fazer mexidas no onze inicial dos Mambas. Witi, jogador dos Mambas, diz que não há espaço para vingança, mas o objectivo é sair do Zimpeto com a vitória.

A caminhada para Marrocos, em Dezembro de 2025, continua, com a disputa da segunda jornada da fase de grupos de qualificação. Depois do Mali, onde os Mambas foram empatar a uma bola, vem agora a Guiné-Bissau, um adversário conhecido de Moçambique, que não traz boas recordações aos moçambicanos.

Vai ser um jogo nada fácil para o conjunto moçambicano, tendo em conta o histórico entre as partes, mas o seleccionador nacional assegura que já fez o trabalho de casa para não ser surpreendido.

“Analisámos o nosso adversário, que é muito forte e é uma selecção que tem sido habitual nos CAN, mas, da matriz que observamos, eles não mantêm o padrão em todos os jogos e já alteraram o sistema táctico várias vezes para confundir o adversário. Não esperamos que mantenham a matriz padrão”, confessa Chiquinho Conde, que diz que o mais importante é a selecção nacional consolidar as ideias já aprendidas ao longo deste percurso.

Aliás, Chiquinho Conde diz que, jogando em casa, há que procurar fazer o melhor para vencer. “Jogamos em casa, e em nossa casa mandamos nós”, diz, realçando ainda que o apoio do público é fundamental.

 

WITI PRONTO, DOMINGUEZ A 90%

A boa nova para os moçambicanos, em relação ao jogo de Bamako, é que os Mambas já podem contar com Witi, ausente do primeiro jogo devido a problemas administrativos.

“Temos o Witi connosco e está mais fresco e pronto para ajudar, e vamos fazer a gestão da situação de Dominguez, que está quase melhor”, revelou Conde.

Apesar destas duas novas nos Mambas, há ainda o aspecto esforço, depois de uma longa viagem. Conde fala de ajustar a situação às circunstâncias e fazer gestão “dentro dos nossos objectivos e tentarmos recuperar os jogadores”, disse.

Apesar de já poder contar com Witi e com a quase recuperação de Dominguez, Chiquinho Conde não confirma que os dois joguem de início, mas deixa claro que pode haver alterações na equipa que defrontou o Mali, em Bamako, na sexta-feira.

“Vai haver algumas alterações no onze inicial, mas não significa que Witi entra logo de início ou que Dominguez faça parte da equipa inicial. O mais importante é contar com todos os jogadores, pois todos têm condições para o fazer parte do onze inicial. Witi é uma peça fundamental e sempre ajuda a equipa. Vem motivado e já fez vários bons jogos nos Mambas e espero que possa fazer mais um bom jogo esta terça-feira”, revela o seleccionador nacional.

 

JOGADORES CONSCIENCIALIZADOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DE VENCER O JOGO

Olhando para o histórico entre as duas selecções, que se defrontaram duas vezes em fases de qualificação para uma fase final do CAN, nomeadamente, em 2018 e 2019. Em ambos os jogos, o empate a dois golos prevaleceu e, no jogo de Bissau, foi de má memória para os moçambicanos, que se viram arredados da qualificação para o CAN do Egipto.

Chiquinho Conde não fala de vingança, mas diz que os jogadores estão consciencializados sobre o objectivo principal, que é ganhar o jogo. “O nosso lema tem sido o mesmo. Os jogadores sabem que é preciso vencer este jogo, mas também sabemos que tem sido mais confortável jogar fora, mesmo com dificuldades, e alcançar bons resultados. Em casa tem sido mais difícil vencer”, afirmou, recordando os últimos jogos efectuados no Estádio Nacional do Zimpeto.

Não faz nenhum paralelismo com o passado entre as duas selecções, mas assegura que “o nosso presente depende do nosso passado, e não podemos esquecer o percurso feito com outros treinadores. O histórico é equilibrado e sabemos que a Guiné-Bissau é forte e poderosa e que mudou o treinador, e tem outra concepção, mas nós também estamos em fase diferente”.

No passado, perdíamos no minuto 98 e agora passamos a ganhar no minuto 98”, diz Conde, que termina dizendo que “temos sempre de jogar para vencer, mas sempre respeitando os nossos adversários”.

Optimista, o seleccionador nacional é céptico em afirmar que “estou convencido de que, com maior ou menor dificuldade, vamos fazer um bom jogo e estaremos mais próximos da vitória, mas sempre contando com o apoio do público, porque acredito que com o público vai ser mais fácil”.

 

“NÃO FALAMOS DE VINGANÇA, MAS DA NECESSIDADE DE VENCER”, DIZ WITI

O aspecto de vingança à eliminação de 2019 não paira no balneário dos Mambas. Witi diz que não vai para jogar pelo ajuste de contas, mas para vencer e somar três pontos nesta campanha.

“Não é ajuste de contas, não há vingança. Estamos numa outra realidade, mas sabemos o que vamos encontrar. É uma selecção muito boa, mas nós temos de fazer o nosso trabalho, com consciência limpa, e tentar fazer o nosso melhor e jogar para ganhar. Vai ser um bom jogo. Que no final ganhe Moçambique”, diz Witi.

Ausente do jogo de Bamako e, tal como disse Chiquinho Conde, mais fresco para o embate desta terça-feira, Witi promete trabalhar para ajudar a selecção a alcançar os seus objectivos. “Vim para acrescentar mais valor à selecção e vou dar tudo o que tenho, que é o meu talento. Não venho resolver, mas venho ajudar a defender as cores do país”, concluiu.

O embate entre Moçambique e Guiné-Bissau está marcado para esta terça-feira, a partir das 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto. Uma vitória dos Mambas coloca a selecção na liderança do grupo.

 

ALTERAÇÕES À VISTA NO “ONZE” DOS MAMBAS

Chiquinho Conde não confirmou que fará alterações no onze que defrontou o Mali, mas, com a integração de Witi e a recuperação de Dominguez, muita coisa pode acontecer.

Witi poderá ser a aposta de Chiquinho Conde para atacar a baliza dos Djurtus, entrando para o lugar de Gildo, podendo manter quase o mesmo onze.

Porém, também pode preferir colocar Jonathan Muiomo no lugar de Ratifo, ou ainda trocar Nené por Shaquille ou Amadou.

São alterações que serão confirmadas no início da tarde desta terça-feira, minutos antes do início do jogo entre os Mambas e os Djurtus.

João Chissano deixa o Textáfrica de Chimoio quatro meses após ter assumido o comando técnico da equipa. Os atrasos salariais e a falta de condições de trabalho estão na origem da sua decisão.

Foi um casamento que durou poucos meses. João Chissano chegou ao Textáfrica do Chimoio em Maio para assumir o comando técnico dos “fabris”, em substituição de Abdul Omar, afastado por maus resultados. O Textáfrica atravessava um momento desastroso, tendo em conta que andava longe das vitórias no Moçambola.

João Chissano tinha a missão de reverter o cenário, colocando a equipa nos lugares de prestígio na tabela classificativa da prova. Esse facto não aconteceu, tendo em conta que os “fabris” não conseguiram uma estratégia certa para vencer os seus adversários e, por via disso, sair da zona do sufoco na tabela.

O antigo seleccionador nacional até tentou fazer a diferença, num cenário marcado pelas recorrentes greves dos jogadores, devido ao atraso no pagamento dos seus salários. Várias vezes, os atletas paralisaram os treinos como forma de pressionar a direcção do clube encabeçada por Alfredo Dézima a libertar os seus ordenados.

Depois do jogo contra o Ferroviário de Lichinga, referente à décima quinta jornada do Moçambola, João Chissano enviou uma carta à direcção do Textáfrica a solicitar a sua demissão, alegando falta de condições para se manter à frente da equipa.

O técnico, que já se encontra em Maputo, assume não ter disposição para continuar no comando da equipa, dado que, além dos recorrentes atrasos salariais, o clube não lhe ofereceu as condições de que precisava.

O presidente dos “fabris” tentou convencer o técnico a desistir da decisão, o que não foi possível. João Chissano deixa o Textáfrica na última posição do Moçambola, com 11 pontos.

A crise que se abateu sobre o Automóvel Touring Clube de Moçambique, ATCM, com divergências que colocaram em lados opostos o actual presidente do organismo, Rodrigo Rocha, e o ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Salomão, pode estar perto do fim.

Depois de muitos ataques pessoais e até jurídicos, as partes podem voltar a se juntar e a juntar os sócios todos (os que estão com a situação em dia, em termos de quotas, e os que foram afastados por dívidas) com a chegada de uma Assembleia Geral Extraordinária, marcada para 19 de Setembro corrente, para limpar todas divergências.

Numa convocatória assinada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral deste segundo mandato da actual direcção, João Ruas, os sócios vão debater seis pontos previstos e que podem decidir o futuro da agremiação.

Dos pontos em discussão, o primeiro deles será a eleição do Presidente e do Secretário da Mesa da Assembleia Geral Ad-Hocs, que vão dirigir a reunião magna, em substituição de João Ruas, que deverá deixar o lugar vago, caso os membros presentes assim o decidam.

Ou seja, haverá espaço para “discussão sobre os conflitos relacionados com a titularidade dos órgãos sociais do ATCM, incluindo as suas causas e implicações para a gestão e funcionamento do Clube”, que é, na verdade, o cerne da controvérsia no seio dos sócios.

Caso haja conclusão deste ponto, haverá o debate e “deliberação sobre a confirmação ou destituição dos actuais membros dos órgãos sociais”, que vai culminar com a “deliberação sobre a legalidade e a eventual dissolução da Comissão de Gestão”, esta que foi indicada por João Salomão.

Caso os pontos anteriores sejam verificados positivamente, haverá espaço para a eleição de novos titulares para os órgãos sociais, “visando assegurar a continuidade e a estabilidade do Clube”, segundo o comunicado da convocatória da Assembleia Geral Extraordinária do ATCM.

Mas não será tudo: espera-se que a reunião magna debata sobre a “definição e implementação de medidas adicionais para garantir a resolução definitiva dos conflitos e a manutenção da normalidade nas actividades do ATCM”, ou seja, um ponto que define quais são as medidas a serem tomadas caso uma situação similar volte a acontecer na colectividade.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, empatou, esta sexta-feira à noite, com a sua congénere de Mali. 

No jogo da primeira jornada da corrida ao CAN Marrocos 2025, os Mambas entraram bem, controlando as pretensões do adversário praticamente em toda a primeira parte.

A propósito da primeira, foi aos 37 minutos que Geny Catamo marcou o melhor golo da partida. Reagindo a um cruzamento tenso, à esquerda, de Bruno Langa, sem deixar a bola tocar no chão, o jogador do Sporting de Portugal rematou à baliza, batendo o guarda-redes maliano.

Até essa altura do jogo, só dava Moçambique, o que levou os jogadores a irem ao descanso em vantagem.

Na segunda parte, entretanto, as coisas mudaram radicalmente. A selecção do Mali entrou forte e, nos minutos iniciais, conseguiu empatar um jogo através de um forte remate fora da grande área. Hernani fez-se ao lance, sem sucesso.

Numa segunda parte de sentido único, em que não se viu grandes momentos da selecção nacional, os Mambas souberam sofrer e arrancar o precioso empate em Bamako.

Noutro jogo do grupo, a Guiné-Bissau venceu a Eswatini.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, diz que os Mambas devem ser pragmáticos para vencerem o jogo desta sexta-feira, diante do Mali. Conde diz estar preocupado com a situação de Dominguez, que é uma dúvida para o jogo desta noite.

Início de uma nova campanha de qualificação a uma fase final de um CAN, agora com a caminhada rumo ao Marrocos. Mali é o primeiro adversário, candidato principal a vencer o grupo. Nada que intimide Chiquinho Conde, que tem a fórmula para obter um bom resultado.

“Temos de ser pragmáticos. Pragmatismo é isso, é a experiência que nós temos ao longo desse percurso de qualificação. Jogar fora com a selecção cabeça de série, a favorita do nosso grupo, respeitando sempre, mas sempre esperando, na esperança de nós fazermos um golo e gerirmos essa situação melhor, em função daquilo que também temos disponível.A equipa do Mali é forte, vimos um pouco nos Jogos Olímpicos, ainda jovens, porque essa mudança do treinador também fez com que alguns jogadores jovens viessem a ser inseridos neste grupo de trabalho do Mali. A estratégia poderá ser diferente, mas o mais importante para nós é não fugirmos daquilo que é a nossa ideia de jogo”, disse o técnico. 

Por isso, Conde diz que: “vamos ter serenidade e vamos ver qual é a melhor estratégia para o jogo”.

Mas não será fácil. Se já não tinha Clésio e Alfonso por não estarem a competir, e Witi, convocado, mas com problemas administrativos, agora é Dominguez a maior preocupação. Há que fazer magia.

“Infelizmente, há alguns percalços relativamente à situação física e clínica do nosso capitão, Dominguez. Já veio com algumas queixas dos adutores e não sei se vai recuperar até lá. É um dos contratempos que iremos ter para além do Witi, que infelizmente não está neste grupo de trabalho. Infelizmente tem sido recorrente, é uma situação a lamentar”, considerou Chiquinho Conde.

Face a estas adversidades, Conde diz que cabe a ele gerir o que tem para engendrar o melhor onze, a melhor estratégia para que os Mambas consigam sair de Bamako com um bom resultado. 

Sobre o estado do relvado e as condições para o jogo desta noite, Conde mostra-se satisfeito e esperançado.

“Aparentemente é um relvado bom, segundo os jogadores parece-me ligeiramente pesado, mas acho que estão reunidas as condições para nós fazermos um bom jogo”, disse, destacando ainda os aspectos climáticos como  uma benção: “está um tempo chuvoso, acho que amanhã (hoje) irá estar assim mesmo. São os deuses a abençoarem-nos. Espero que isso se concretize amanhã (hoje)”.

Mali e Moçambique defrontam-se pela quarta vez na história, sendo que nas duas anteriores ocasiões as Águias venceram dois jogos (2-1 na qualificação ao CAN-96, 2-1 no CHAN-2024), enquanto os Mambas venceram um jogo (1-0, na qualificação ao CAN-96). Este será o jogo do tira-teima, com os Mambas a procura de uma vitória que empate as estatísticas, mas também que permita um bom arranque nesta campanha.

O embate acontece no Estádio 26 de Março, em Bamako, quando forem 21h de Maputo.

A atleta Paraolímpica Edmilsa Governo não poderá fazer parte da competição que decorre em Paris.  A velocista vencedora da medalha de bronze nos jogos paraolímpicos do Rio de Janeiro em 2016 já vira as atenções para Los Angeles em 2028.

Pode se considerar um  balde de Água Fria. Edmilsa Governo vê cair por terra o sonho de voltar a conquistar uma medalha depois do Bronze em 2018. Edmilsa  contou com um estágio intensivo em Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Já há 1 mês em Franca a preparar a competição Edmilsa falhou a corrida dos 400 metros devido a uma lesão na perna e agora fica confirmado que falhará também a de 100 metros que decorrerá  no dia 7 de Setembro

Nas suas redes sociais a atleta partilhou fotos do momento em que inicia o tratamento de um desconforto na perna.

Edmilsa pede oração ao povo moçambicano e já pensa nas próximas competições com grande foco para as paraolimpíadas de Los Angeles em 2028.

Esta seria a sua terceira participação nos jogos paraolímpicos . Em 2018 no Rio de Janeiro venceu a medalha de bronze,  por sinal a única conquistada por um atleta moçambicano.

Os jogos Paraolímpicos decorrem em Paris ,França e contam com a participação de mais de 4400 atletas.

Até ao momento 30 medalhas já foram conquistadas por atletas africanos com destaque para a Argélia com 10 nas quais 5 são de ouro.

Os Mambas iniciam um novo ciclo africano, uma nova campanha de qualificação para a maior prova continental, e mantêm a mesma ambição e o mesmo objectivo de qualificar-se à fase final, desta vez, a ter lugar em Marrocos. Para começar, o Mali, como primeiro adversário. A equipa técnica e os jogadores estão cientes de que não será uma caminhada fácil, mas estão confiantes numa boa campanha.

Tudo de novo! Uma nova caminhada para uma prova continental de selecções e, mais uma vez, os Mambas à busca da glória africana. Um grupo não menos difícil e complicado que o da campanha anterior espera o combinado nacional, com Mali e Guiné-Bissau a serem os adversários directos, e Eswatini, o outside que ainda pode surpreender.

Para dar o pontapé de saída vem o Mali,a mais cotada selecção entre as quatro do Grupo I, com potencial para terminar em primeiro e relegar as outras três para uma luta pelo segundo lugar no grupo.

O combinado nacional já está em Bamako para o jogo desta sexta-feira, com a mesma ambição de todos os tempos, e uma confiança construída ao longo do tempo.

Um tempo que carrega consigo a resiliência pelas adversidades que foram encontrando no passado, e que continuam, mas os Mambas sempre prontos a ultrapassá-los.

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, diz que é preciso estar firme para ultrapassar qualquer adversidade que aparecer pela frente. “Sabemos muito bem que os jogos em África e as ligações que nós temos pelo meio são sempre muito difíceis. Há um desgaste físico muito grande e as condições que nós encontramos no terreno não são as melhores, mas nós estamos habituados a isso e temos que ser resilientes”, disse o seleccionador nacional, reclamando do facto de ter treinado num relvado sintético, quando o jogo será na relva natural.

Um dos constrangimentos encontrados nesta deslocação a Bamako tem que ver, também, com o facto de alguns jogadores terem ficado sem as suas bagagens e material desportivo.

Aliás, Chiquinho Conde também lamentou a ausência de Witi, Clésio e Alfonso Amade, jogadores que muito têm contribuído para o alcance dos bons resultados nos Mambas.

Ainda assim, não há motivos para desfalecer. Em mais uma campanha de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, Chiquinho quer voltar a ser o Conde dos Mambas e chegar ao reino do Marrocos.

“O Mali é um adversário de muita valia. Temos dois jogos num curto espaço de quatro dias, um início difícil. Vamos defrontar o Mali, sério candidato ao título, bem como a Guiné”, começou por dizer Conde para depois apresentar o antídoto para ultrapassar esta adversidade: “pelo percurso que nós temos feito, com a estrutura e com a coesão do grupo, acho que podemos encarar isso com otimismo, mas como disse sempre, respeitando os nossos adversários, com humildade”.

Para além de respeitar os adversários, Conde diz que se “acreditarmos fundamentalmente naquilo que é a nossa ideia, acho que nós estaremos mais perto de conseguir um bom resultado”.

Chiquinho Conde acredita que um bom resultado em Bamako é a vitória, mas diante das adversidades, o lema do grupo deve sempre permanecer: “se não der para vencer, também não deve dar para perder”.

 

JOGADORES PRONTOS PARA O MALI

Mas não é só o técnico que está confiante num bom resultado em Bamako e nesta campanha. Os jogadores estão cientes que não será uma caminhada fácil, mas prometem trabalhar para atingir os seus objectivos.

Pepo, recentemente naturalizado e com apenas uma internacionalização, assume o desejo de vencer e levar alegrias aos moçambicanos. “Vimos de duas vitórias na qualificação ao Mundial, mas são campanhas diferentes, jogos diferentes, mas a ambição é a mesma, que é vencer todos os jogos e nos qualificarmos”, disse.

Pepo diz ainda que teria sido interessante iniciar a campanha em casa, junto dos adeptos, mas “vai ser bom vencer o segundo jogo em casa e festejarmos com os nossos adeptos”.

Já Elias Macamo, jogador chamado à última hora por Chiquinho Conde e que marca o seu regresso aos Mambas quase 10 anos depois, diz estar satisfeito por voltar ao grupo. “É sempre um prazer representar a selecção nacional e estou muito feliz por ter sido chamado”, começou por dizer, antes de deixar a sua promessa: “vou levar a experiência que tenho no Moçambola e aplicar nos Mambas para termos bons resultados. Podem esperar um Elias marcador”.

O combinado nacional defronta o Mali esta sexta-feira no Estádio 16 de Agosto, em Bamako, a partir das 21h, para a primeira jornada do grupo I da fase de qualificação ao Campeonato Africanos das Nações, Marrocos-2025.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, realizou o primeiro dos dois treinos na capital maliana, Bamako, na tarde desta quarta-feira, em preparação para o jogo da próxima sexta-feira, diante do Mali, a contar para a primeira jornada do grupo I de qualificação para o CAN 2025, em Marrocos.

Chiquinho Conde já conta com todo o esquadrão para defrontar o Mali na sexta-feira, quando forem 19 horas locais (21 horas de Maputo), no arranque da campanha de qualificação para a fase final do Campeonato Africano das Nações, a decorrer de Dezembro de 2025 a Janeiro de 2026, em Marrocos.

Naquela que foi a primeira sessão de treinos dos Mambas, o seleccionador nacional priorizou a recuperação física dos jogadores, depois de mais de 24 horas de viagem para a capital do Mali, para além de trabalhar os aspectos técnicos e tácticos a serem usados no embate da sexta-feira.

No treino desta quarta-feira, o maior destaque foi para o baptismo de Elias Macamo, chamado pela primeira vez e que integra o combinado nacional, como surpresa, depois de não ter estado na pré-convocatória inicial.

Entretanto, o treino desta quarta-feira aconteceu no Centro de Desportistas de Elite Ousmane Traoré, localizado nos arredores da capital maliana, uma infra-estrutura inaugurada em 2023, multifuncional de apoio às selecções de todas as modalidades e atletas de elite do Mali. É um centro que dispõe de campos de futebol com relva natural e artificial, pavilhões para modalidades de salão, pistas de atletismo, piscinas, ginásios e até um hotel de cinco estrelas.

Depois do treino realizado esta quarta-feira, os Mambas voltam a treinar, esta quinta-feira, quando forem 21 horas de Maputo, hora do jogo da sexta-feira, no Estádio 26 de Março, para adaptação ao relvado do campo.

Recorde-se que, depois do jogo diante do Mali, os Mambas regressam, na manhã de sábado, onde em Maputo vão cumprir outras sessões, no domingo e segunda-feira, em preparação para o embate da terça-feira, quando forem 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto.

O internacional moçambicano Witiness Quembo, que actua no Dibba Al-Hisn dos Emirados Árabes Unidos, vai ser baixa de vulto na selecção nacional de futebol, os Mambas, para o embate desta sexta-feira, em Bamako, diante do Mali.

O jogador viu-se com dificuldades para sair de Dubai devido à falta de visto de entrada em Bamako, segundo recomendam as autoridades migratórias daquele país do Oriente. Ou seja, para sair dos Emirados Árabes Unidos para um outro país, o passageiro deve ter visto de entrada nesse país, ainda em Dubai.

Sucede, porém, que, segundo relatos apurados pelo jornal Desafio, Witi teria informado as autoridades migratórias do país asiático de que o visto seria emitido no Aeroporto Internacional de Bamako, por se tratar de um jogador da selecção nacional.

Ademais, Witi Quembo não tinha em sua posse uma carta emitida pela Federação Maliana de Futebol ou pelo Governo do Mali, a confirmar que o visto de entrada seria passado à sua chegada ao Aeroporto Internacional de Bamako, o que acabou por precipitar a sua não deslocação ao país africano.

Assim, Witi, que tem sido uma das peças fundamentais na manobra ofensiva dos Mambas e merecido confiança total do seleccionador nacional, Chiquinho Conde, vai falhar o embate desta sexta-feira, diante do Mali, referente à primeira jornada de apuramento ao CAN 2025, mas estará disponível para o jogo da terça-feira, 10 de Setembro, diante da Guiné-Bissau, para a segunda jornada do grupo I.

Para além da ausência de Witi, Chiquinho Conde conta com todos os seleccionados disponíveis para o embate da sexta-feira, diante do Mali, a partir das 19 horas locais, 21 horas de Moçambique.

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