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O Chingale de Tete junta-se ao Desportivo da Matola e Ferroviário de Nacala, equipa que se qualificou para o Moçambola 2025. Os “canarinhos” de Tete, que regressam à prova sete anos depois, ultrapassaram o Matchedje de Mocuba na finalíssima pela zona Centro.

Foram sete anos de espera e sete anos de muitas batalhas. O Chingale de Tete confirmou, no sábado, o seu regresso ao Moçambola. Para chegar a esta prova, os “canarinhos” de Tete ultrapassaram o Matchedje de Mocuba, equipa que também procurava o regresso à prova máxima do futebol moçambicano. 

Depois da vitória no jogo da primeira mão, em Quelimane, por uma bola sem resposta, o Chingale partiu para o jogo da segunda em vantagem. Ainda assim, os “militares” de Mocuba não facilitaram, vencendo por 2-1, empatando a eliminatória e obrigando a marcação das grandes penalidades.

Na decisão nas grandes penalidades, o Chingale de Tete teve mais sorte e acabou por vencer por 5-4, uma vez que o Matchedje de Mocuba falhou uma grande penalidade.

O Chingale de Tete junta-se ao Desportivo da Matola e Ferroviário de Nacala, equipas que garantiram a qualificação para o Moçambola há uma semana, respectivamente pelas zonas Sul e Norte.

O Moçambola 2025 vai contar com a participação de 14 equipas, sendo três da Cidade de Maputo, duas da Província de Maputo, uma de Inhambane, duas de Tete, uma de Sofala, três de Nampula, uma de Cabo Delgado e outra de Niassa.

A Federação Moçambicana de Futebol pode anunciar a desistência dos Mambas da eliminatória de acesso ao CHAN 2024, diante da Zâmbia, devido a vários factores de ordem social e desportiva. Os jogos com a Zâmbia estão marcados para 21 e 28 de Dezembro corrente.

Está iminente uma possível desistência da eliminatória de acesso ao CHAN 2024, que terá lugar em três países africanos, em Fevereiro do próximo ano. Os Mambas podem não disputar a eliminatória diante da Zâmbia, devido a vários factores, segundo deu a conhecer o presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

De acordo com Feizal Sidat, a situação política que se vive no país, nomeadamente as manifestações populares, convocadas por Venâncio Mondlane, que podem comprometer o processo de preparação, bem como a realização do jogo em Maputo, é uma das causas que pode estar por trás da desistência dos Mambas da eliminatória.

Outrossim, é o facto de não poder contar com os todos jogadores convocáveis para os Mambas, tendo em conta que são atletas que actuam internamente que devem disputar a competição.

A maior preocupação é o facto de a Black Bulls estar inserida nas competições africanas, nomeadamente na Taça CAF, e com jogos seguidos, nomeadamente a 8 e 15 de Dezembro, para fechar a primeira volta, e 5, 12 e 19 de Janeiro, para jogos da segunda volta.

O facto é que os “touros” dificilmente iriam ceder os seus jogadores, sob pena de contraírem lesões ao serviço da selecção nacional e comprometerem a sua actuação na equipa nas afrotaças, considerando que é a equipa que pode contribuir com mais jogadores para os Mambas.

Assim, a decisão de desistência ou não da eliminatória será feita nos próximos dias, de acordo com o presidente da Federação Moçambicana de Futebol. Em caso de a decisão ser favorável à participação dos Mambas na eliminatória, a convocatória será anunciada nos próximos dias, devendo o início da preparação ser na próxima semana.

Para a última eliminatória de acesso ao CHAN 2024, os Mambas têm jogos marcados com a Zâmbia, primeiro, em Maputo, a 21 de Dezembro corrente e, uma semana depois, em Ndola, na Zâmbia.

 

Mambas subiram dois lugares no ranking da FIFA

A selecção nacional de futebol, os Mambas, subiu dois lugares no Ranking Mundial da FIFA anunciado na última quinta-feira, ocupando, actualmente, o 96º lugar, com 1232,7 pontos.

Na última classificação, os Mambas ocupavam o 98º lugar, com 1229,01 pontos.

De acordo com a actualização da FIFA, Moçambique amealhou 3,69 pontos na última Data-FIFA deste mês. 

As vitórias contra Eswatini e Guiné-Bissau, na fase de qualificação para o CAN 2025, que confirmou a presença do combinado nacional na prova, foram determinantes para que subisse no ranking

A próxima actualização do ranking da FIFA, a última de 2024, está marcada para o dia 24 de Dezembro.

A Associação Black Bulls iniciou, sábado, os trabalhos de preparação, com vista ao jogo de domingo próximo, diante do Al-Masry do Egipto, a contar para a segunda jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF. Hélder Duarte mostrou-se preocupado com algumas lesões que apoquentam o grupo, bem como com o facto de alguns jogadores não terem renovados seus contratos, que terminaram a 30 de Novembro passado.

A derrota no Egipto, na estreia na fase de grupos da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, fica para trás. Há que levantar a cabeça e olhar para o futuro, onde ainda tem cinco jogos por disputar, por forma a ocupar uma das duas vagas do grupo que dão acesso aos oitavos-de-final da competição.

A próxima partida é já no domingo, no Estádio Nacional do Zimpeto, diante do Al-Masry, também do Egipto, para a segunda jornada. E a Black Bulls já começou a preparar esse embate de grande importância para as suas contas.

Até lá, a Black Bulls poderá realizar cerca de oito a dez sessões de treinos, entre diários e bi-diários, tanto na Arena Lalgy, seu quartel general, como no Estádio Nacional do Zimpeto, palco do jogo de domingo.

Entretanto, uma das preocupações de Hélder Duarte, treinador dos “touros”, são as lesões que apoquentam a colectividade. Uma delas é de Ernan, guarda-redes que não foi utilizado no Egipto. “Não sei, nós estávamos a contar com o Ernan, infelizmente não conseguimos, mesmo o próprio Vítor. São rupturas musculares, às vezes há avanço e recuos no dia-a-dia, não sei se vou conseguir contar com eles”, disse Duarte, que também abordou a situação de Kadre, que no jogo da quarta-feira passada sentiu uma pequena picada, mas que entretanto já trabalha com os restantes colegas, ainda que com algumas cautelas.

“O Kadre sentiu uma pequena picada ali na parte posterior do músculo. Nós, infelizmente, não temos, aqui, máquinas para avaliá-lo. Se foi só uma pequena contratura, uma pequena coisa de esforço ou se foi mesmo uma ruptura”, disse ainda na semana passada.

Jogadores em fim de contrato

Mas as preocupações de Hélder Duarte não terminam nas lesões: há jogadores em fim de contrato e que não se sabe se continuam ou não nos “touros”.

Sem especificar os nomes dos jogadores, Duarte apenas disse que “tenho atletas que vão terminar o contrato, no dia 30 de Novembro, e não sei se vão poder competir, porque vão acabar o contrato e já não fazem parte do clube. Não sei se vão poder competir. Isto é um problema, porque nós competimos fora dos outros calendários europeus e da África e criamos este tipo de problemas”.

Esclareceu ainda que nenhum sai por opção técnica, realçando apenas que conta com todos, mas sem saber se vão poder dar o seu contributo, estando em fim do mandato, tendo em conta que “ficamos limitados porque não podemos inscrever jogadores e temos este tipo de limitações”.

Jogadores com muitos jogos nos pés

A preocupação de Hélder Duarte em relação à contratação de jogadores, algo que só ocorrerá em Janeiro próximo, quando abrir o mercado de transferências, é derivado do facto de muitos atletas da Black Bulls terem realizado muitos jogos, comparativamente com seus adversários.

Em relação aos adversários nas competições africanas, por exemplo, tanto as equipas do Egipto, o Zamalek e o Al-Masry, bem como o Enyimba da Nigéria, fizeram menos de dez jogos esta temporada, contrariamente aos mais de 40 jogos já efectuados pela Black Bulls.

“Se vocês compararem com a equipa do Songo, que neste momento fez 24, 25, nós estamos com 43, estamos com mais 20 quase. Por isso, são realidades diferentes e se nós queremos estar a este nível também temos que obrigar os jogadores a ter mais competição e a estar mais tempo no activo, para eles se adaptarem a estes grandes focos”, disse Duarte.

“É preciso investir no futebol moçambicano”, Hélder Duarte

Aliás, Hélder Duarte, treinador da Black Bulls, disse, após o jogo com o Zamalek, na quarta-feira, que as equipas egípcias eram difíceis de defrontar, uma vez que estão ao nível das equipas das Europa, para além de que levam muito a sério o seu campeonato e o seu futebol.

“Isto mostra o investimento e a seriedade com que se leva o futebol lá. Isto está ao nível da Europa, sem dúvida nenhuma. Muitos campos, mesmo no hotel onde estávamos, tem um campo relvado, como eu disse na antevisão, muito melhor do que quase todos do Moçambola”, disse para clarificar o nível de seriedade com que se leva o futebol no Magreb.

Por isso, Hélder Duarte considera que é preciso que haja mais investimentos no futebol moçambicano para poder estar ao nível dos outros países. “Se quisermos subir para outros níveis, temos de investir muito nas infraestruturas e muito no aumento de campeonatos de formação e seniores também, para aumentarmos o número de praticantes”, disse Duarte.

O Liverpool venceu o Manchester City por duas bolas sem resposta e agudizou a crise de resultados da equipa orientada por Pep Guardiola. Há quatro jogos que o City não vence. Já o Manchester United somou a primeira vitória no campeonato na era Ruben Amorim. 

Jogo de cartaz da décima terceira jornada da Premier League. Boa entrada do Liverpool. Van Djik poderia ter colocado a sua equipa em vantagem neste cabeceamento. A segunda foi dez. Gakpo conclui com êxito uma solicitação de Mahomed Salá. 

A resposta veio de Bernardo Silva, que viu o seu remate a ser defendido pelo guarda-redes do Liverpool. Salá teve tudo para ampliar o resultado, mas não conseguiu ser suficientemente inteligente.  

Luiz Dias é derrubado na grande área e o árbitro assinalou uma grande penalidade. Salá rematou com êxito e dilatou o marcador, fechando assim as contas. O Liverpool é líder da prova com 34 pontos.  

Bons dias para Ruben Amorim. No seu segundo jogo na Premier League ao serviço do Manchester United teve motivos para sorrir. Os Red Devils golearam o Everton por quatro bolas sem resposta. 

O Ferroviário de Maputo conquistou a Taça de Moçambique ZAP, edição 2024, após derrotar na final a União Desportiva de Songo por duas bolas a uma. O jogo teve que ir ao prolongamento para se conhecer o sucessor da Black Bulls.

Uma vitória que começou a ser desenhada com avisos, primeiro por Huga, num livre directo a obrigar Ivan a voar, e depois Canhemba a testar a atenção do guarda-redes hideoeléctrico.

A terceira foi de vez… Bem servido por Nelson Manuel, Amâncio Canhemba fez de Neymar, isolou-se na cara de Ivan e atirou a contar, aos 26 minutos.

A reacção da União Desportiva de Songo foi pronta e letal, numa combinação entre Luís Miquissone, John Banda e Muzaza, com o jogador zambiano a não vacilar diante de Guirrugo.

Estava feito o empate ainda na primeira parte.

Nas segunda parte os hidroeléctricos pareciam transfigurados, mas apenas nas ideias, porque na prática, as suas intenções não terminavam em acções desejadas.

Os locomotivas de Maputo só em contra ataques criavam perigo na baliza de Ivan. O empate prevaleceu e levou as duas equipas ao prolongamento.

Continuaram os hidroeléctricos mais perigosos, a chegarem mais vezes a baliza de Guirrugo, mas a espaços o Ferroviário de Maputo acreditava que era possível fazer melhor.

Aos 113 minutos veio a machadada final, com Victor Malino a aproveitar um mau alívio para cabecear para o fundo das malhas. Os jogadores de Songo ainda reclamaram um fora-de-jogo na jogada, mas o árbitro confirmou o golo e a vitória do Ferroviário de Maputo.

A União Desportiva de Songo perde a segunda final consecutiva da Taça de Moçambique, enquanto o Ferroviário de Maputo conquista a sétima Taça na história e vai representar o país na Taça CAF, edição 2025/2026.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, subiu dois lugares no Ranking Mundial da FIFA anunciado esta quinta-feira, ocupando, actualmente, o 96º lugar, com 1232.7 pontos.

Na última classificação, os Mambas ocupavam o 98º lugar, com 1229.01 pontos.

De acordo com a actualização da FIFA, Moçambique amealhou 3.69 pontos na última Data-FIFA deste mês. 

As vitórias contra Eswatini e Guiné-Bissau, na fase de qualificação para CAN 2025, que confirmou a presença do combinado nacional na prova, foram determinantes para que subisse no ranking. 

A próxima actualização do Ranking da FIFA, a última de 2024, está marcada para o dia 24 de Dezembro.

A União Desportiva de Songo e o Ferroviário de Maputo defrontam-se, este sábado, no Estádio 25 de Junho, em Nampula, na final da Taça de Moçambique ZAP, naquela que é a reedição da final de 2019 e da meia-final de 2022. É o terceiro jogo entre as duas equipas em jogos da Taça de Moçambique, que também vai servir de tira-teimas, depois de terem dividido vitórias nos dois anteriores jogos.

É o epílogo da Taça de Moçambique ZAP, este sábado, entre duas equipas que mostraram regularidade na prova, em jogos que disputaram até chegarem à final. União Desportiva de Songo e Ferroviário de Maputo voltam a defrontar-se na decisão de uma competição, tal como aconteceu em 2019, na final da Taça de Moçambique, bem como em 2023, na final da Supertaça de Moçambique.

Depois de duas vitórias dos “hidroeléctricos” nessas duas finais, o Ferroviário de Maputo procura a desforra, diante de um adversário que já provou que tem todas as condições para levantar o canecão.

Em 2019, para a final da Taça de Moçambique, no Estádio Nacional do Zimpeto, a União Desportiva de Songo venceu por duas bolas sem resposta, voltando a vencer na Supertaça de 2023, desta feita por duas bolas a uma. 

Noutro jogo entre ambos para a Taça de Moçambique, em 2022, o Ferroviário de Maputo venceu por uma bola sem resposta e chegou à final, em que venceu o Ferroviário da Beira e conquistou a prova.

Mas há mais neste confronto: depois de 33 jogos entre ambos, o Ferroviário de Maputo procura contrariar a superioridade e o favoritismo dos “hidroeléctricos”, que venceram quase metade dos jogos vencidos pelos “locomotivas” de Maputo. Ou seja, a UD Songo venceu 15 jogos, contra oito do Ferroviário de Maputo, e mais 10 empates registados.

Em termos de finalização, a turma de Songo tem mais seis golos que o seu adversário (30-24), nos confrontos entre ambos.

A superioridade da União Desportiva de Songo foi demonstrada, este ano, com vitórias nos dois jogos disputados para o Moçambola, ambos pelo mesmo resultado de 1-0, tanto em Maputo como em Songo.

 

“HIDROELÉCTRICOS” MAIS FRESCOS QUE O ADVERSÁRIO

Para a partida deste sábado, um facto interessante é que a União Desportiva de Songo vai entrar mais fresca em relação ao Ferroviário de Maputo, em dose dupla. Primeiro porque tem mais um dia de descanso, uma vez que jogou na terça-feira, contrariamente ao Ferroviário de Maputo, que jogou quarta-feira.

Por outro lado, os “hidroeléctricos” venceram o seu jogo em 90 minutos, não precisando de mais minutos, enquanto os “locomotivas” de Maputo tiveram de disputar o prolongamento diante do homónimo da Beira, na quarta-feira.

Nas quatro linhas, o Ferroviário de Maputo terá de redobrar os esforços se quiser sair com a vitória e com o título, contando com jogadores menos cotados em relação à União Desportiva de Songo, que tem mais jogadores de caveira e que jogam em selecções nacionais.

Só no final dos 90 minutos, ou dos 120 minutos, ou ainda depois das grandes penalidades é que se conhecerá o vencedor da prova, aquele que vai suceder à Black Bull como detentor do troféu.

Nelson Uanasse, da COPAF de Niassa, é o árbitro escolhido para este jogo da final da Taça de Moçambique ZAP, auxiliado por Olívio Saimone (Niassa) e Macário Gaveto (Nampula). Cacilda Fernando (Niassa) será o quarto árbitro.

Em termos práticos, o Ferroviário de Maputo chega à sua 13ª final da Taça de Moçambique e procura o seu sétimo troféu, depois de ter conquistado seis títulos e perdido outros seis.

Por seu turno, a União Desportiva de Songo disputa a sua segunda final consecutiva e quinta final, tendo conquistado dois títulos e perdido outras duas finais.

A Associação Black Bulls estreiou-se, ontem, a perder por duas bolas sem resposta diante do Zamalek do Egipto, em jogo da primeira jornada da fase de grupos da Taça CAF. 

O representante moçambicano entrou melhor no jogo, ainda que não conseguisse criar oportunidades de golo. Jogando em casa, ainda que à porta fechada, o Zamalek teve de recorrer à sua experiência nas grande competições, para fazer a diferença.  O representante egípcio chegou ao golo no limite do intervalo, através de Esho. 

Já na segunda metade da partida, Donga ampliou o marcador, fixando o resultado em 2-0. A Black Bulls volta a jogar no dia 8 do próximo mês, diante do Al Masry, também do Egipto. O jogo será disputado no Estádio Nacional do Zimpeto.

A Associação Black Bulls estreiou-se, ontem, a perder por duas bolas sem resposta diante do Zamalek do Egipto, em jogo da primeira jornada da fase de grupos da Taça CAF. 

O representante moçambicano entrou melhor no jogo, ainda que não conseguisse criar oportunidades de golo. Jogando em casa, ainda que à porta fechada, o Zamalek teve de recorrer à sua experiência nas grande competições, para fazer a diferença.  O representante egipcio chegou ao golo no limite do intervalo, através de Esho. 

Já na segunda metade da partida, Donga ampliou o marcador, fixando o resultado em 2-0. A Black Bulls volta a jogar no dia 8 do próximo mês diante do Al Masry, também do Egipto. O jogo sera disputado no Estádio Nacional do Zimpeto.

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