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O Ferroviário de Maputo estreia-se, este sábado, na Liga Africana de Basquetebol, em femininos, diante do REG do Ruanda, em partida da primeira jornada do grupo C da fase final, que decorre no Senegal. Jean D’Arc do Senegal e AS Makomeno da República Democrática do Congo são outras equipas do grupo das locomotivas.

Conquistou o campeonato nacional de basquetebol femininos em 2023 e 2024 e assegurou participação na Liga Africana de Basquetebol, uma nova prova que substitui a Liga dos Campeões Africanos de basquetebol.

A equipa feminina do Ferroviário de Maputo procura o regresso às conquistas nas competições africanas, depois de ter sido campeã em 2018 e 2019 e terá que enfrentar um grupo com outras três equipas fortes.

A abrir a prova, este sábado, pelas 22 horas de Maputo, defronta o Rwanda Energy Group, quarto classificado da  última edição da prova.

O REG do Ruanda, orientado pelo antigo seleccionador nacional de femininos, o espanhol Julian Martinez, chega a esta fase depois de ter ficado em segundo nas eliminatórias da zona 5, ganhas pelo Al Ahly do Egipto.

Depois das ruandesas, as locomotivas de Maputo voltam a entrar na quadra, na segunda-feira, para defrontar o Jean D’Arc do Senegal, terminando a fase de grupos na quarta-feira, diante do AS Makomeno da República Democrática do Congo.

A Liga Africana de Basquetebol feminino é disputada por 12 equipas divididas em três grupos de quatro cada, onde se apuram os vencedores e o segundo melhor de todos os grupos à outra fase.

Os jogos acontecem no Stadium Marius Ndiaye, no Dakar, Senegal, de 6 a 15 de Dezembro corrente.

O Sporting Clube de Portugal voltou a perder no campeonato português, na era João Ferreira no comando técnico. Desta vez, a equipa de Geny Catamo perdeu frente ao Moreirense por duas bolas a uma.

Depois de duas derrotas, era imperioso regressar às vitórias para o Sporting de Portugal, com Geny Catamo no onze inicial. Tudo parecia correr para esse objectivo quando chegou ao primeiro golo aos 12 minutos, Gyokeres, de grande penalidade.

Mas ainda na primeira parte, o Moreirense correu atrás do prejuízo e encurralou o leão na sua jaula, acabando por empatar aos 19 minutos por Dinis Pinto, a responder de cabeça a um livre da direita.

E não ficou por aí a equipa da casa. Geny Catamo, que até esteve bem no jogo, teve um erro clamoroso aos 35 minutos, ao oferecer a bola a Guilherme, que de fora da área rematou a contar.

Na segunda parte, o Sporting correu atrás do resultado e nem mesmo o cruzamento de Geny Catamo foi bem aproveitado pelos companheiros da frente.

Os leões ainda enviaram duas bolas ao travessão e acabaram por perder, novamente, para o campeonato, naquela que foi a terceira derrota consecutiva. Ainda assim, o Sporting mantém a liderança, de forma provisória.

A Black Bulls defronta, no domingo, o Al-Masry do Egipto, em partida da segunda jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela. O jogo está marcado para as 21h00, devido à situação política que se vive no país.

Hora de mudança e de mostrar a grandeza interna fora de portas para a Black Bulls. Depois de conquistar o título nacional, o Moçambola 2024, chegou a hora de mostrar essa grandeza nas provas africanas.

O desaire na estreia em fases de grupos diante do Zamalek fica para a história, e agora é a vez de receber as afrotaças em casa. O Al-Masry é o adversário que se segue, com a Black Bulls a aumentar as suas ambições de fazer melhor que na primeira jornada.

Com jogo marcado para este domingo, os “touros” afinam os seus chifres para derrubarem os egípcios e alcançarem a sua primeira vitória de sempre na fase de grupos de uma competição africana e que pode catapultar para o jogo seguinte, diante de um outro gigante africano, o Enyimba da Nigéria.

Já a contar com toda a máquina humana disponível, depois da reintegração do guarda-redes Ernan e do avançado Victor, que estiveram a braços com lesões que os impossibilitaram de defrontar o Zamalek, em Cairo, Hélder Duarte já tem como montar uma equipa bastante forte e competitiva para este jogo.

Uma das preocupações que o técnico tinha em relação à situação dos jogadores já se concretizou, com a saída de Melque para a União Desportiva de Songo, e, neste momento, começa a ficar mais tranquilo, pois não há sinais de mais saídas no clube.

Assim, Hélder Duarte trabalha na equipa a ser montada no domingo, priorizando os aspectos defensivos e ofensivos, mas com um grande trabalho a ser feito ao nível do meio-campo, que aparece como o sector-chave para as manobras da equipa, quer ofensivas, quer defensivas.

Claro está que o “onze” dos “touros” não vai fugir daquilo que tem sido o habitual nesta temporada, em que Ernan vai merecer a titularidade, com um trio defensivo composto por Nené, Martinho Thauzene e Chamboco, a serem reforçados em acções defensivas por Danilo e Fidel, nas laterais.

No meio-campo um tridente venenoso, com Rume mais recuado, Stephen e Kadre mais ofensivos e a darem apoio a Hammed e Chamito, mais adiantado, num sistema de 1x3x5x2 em acções ofensivas, e 1x5x3x2 em missões defensivas.

Por estas alturas, a equipa de Hélder Duarte afina a máquina no palco de jogos, o Estádio Nacional do Zimpeto, mesmo para melhor reconhecimento do relvado, um pouco diferente do relvado da Arena Lalgy, ainda que ambos sejam naturais.

Assim, os “touros” realizaram duas sessões de treinos no Estádio Nacional do Zimpeto, nomeadamente esta quarta e quinta-feira, devendo realizar mais um, esta sexta-feira, sempre à mesma hora, 19h00, ficando a noite de sábado reservada para o treino oficial e de adaptação do Al-Masry, à hora do jogo, 21h00.

 

Jogo às 21h00 por conta das manifestações

Incomum em jogos de futebol no nosso país, a Black Bull vai receber o Al-Masry no domingo, no Estádio Nacional do Zimpeto, às 21h00, um horário não habitual, porquanto nenhum jogo do Moçambola foi disputado à luz artificial nos últimos três anos. Os jogos da selecção nacional de futebol, os Mambas, têm sido às 18h00.

Este novo horário prende-se com questões de segurança, dada a prevalência das manifestações pós-eleitorais na capital do país e na Matola, em particular.

O facto é que, jogando no horário inicial, 15h00, nesta fase das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane para reivindicar os resultados das eleições de 9 de Outubro passado, haveria muitas dificuldades para os clubes e os adeptos chegarem ao local do jogo devido à paralisação de viaturas.

A confirmação do novo horário do jogo da Black Bulls diante do Al-Masry foi feita pelo director-desportivo da colectividade, Dino Dulá, e visa dar oportunidade aos moçambicanos de se deslocarem ao Zimpeto para acompanharem de perto as peripécias desta partida de grande importância para os “touros”.

Sabe-se, porém, que o Egipto procurou informações sobre a situação pós-eleitoral que se vive no país, através da sua embaixada em Maputo, o que mostra a preocupação que tem em relação à possibilidade de  realização ou não do jogo.

Caso as condições não permitam ou os egípcios se sintam ameaçados e sem condições de jogar, a CAF poderá anular o jogo e atribuir derrota aos “touros”, para além da multa correspondente e outras sanções, tendo em conta que no domingo há outro jogo, no mesmo palco, diante do Enyimba da Nigéria.

A selecção nacional na categoria dos Sub-17 empatou, ontem, na edição 2024 da Taça COSAFA, diante do Malawi, por uma bola, em jogo da primeira jornada do grupo A da prova, que decorre na África do Sul. 

Moçambique entrou melhor na partida, tendo chegado primeiro ao golo por intermédio de Kille Lino, atleta do Ferroviário da Beira. Na segunda parte, Moçambique permitiu que os malawianos chegassem ao empate. 

A selecção nacional volta a jogar, esta sexta-feira, diante do Lesotho, numa partida em que precisa vencer, de modo a sonhar com a fase seguinte da prova.  Já em femininos, na mesma categoria, Moçambique goleiou as Ilhas Comores por cinco bolas sem resposta e volta a jogar no sábado frente a Eswatini. A prova serve de qualificação para o CAN da categoria.

 

Os canarinhos anunciaram, esta quarta-feira, a contratação de Nelson Santos como o novo treinador da equipa sénior masculina de futebol. Trata-se de um regresso ao clube que o viu dar os primeiros passos como treinador principal e onde conquistou três títulos.

Na apresentação, avança o Costa do Sol na sua página Facebook, Nelson Santos mostrou-se grato pela confiança depositada pela Direcção do clube. 

“Desde o momento em que surgiu esta possibilidade, não hesitei. O Costa do Sol é a minha casa, em Moçambique. Foi aqui que comecei como treinador principal e onde conquistei os primeiros títulos da minha carreira”, afirmou o técnico, visivelmente emocionado.  

O novo treinador sublinhou a sua ambição de devolver o Costa do Sol ao topo do futebol moçambicano. 

“Este é o clube mais titulado de Moçambique. A nossa missão, enquanto equipa técnica, jogadores e direcção, é clara: voltar a conquistar troféus”, garantiu.  

Nelson Santos também destacou a importância de equilibrar o rendimento desportivo com a sustentabilidade financeira, algo central no projecto do clube.

“Costa do Sol sempre foi um clube que teve jogadores com talento, com qualidade e temos que aproveitar, e exportar mais jogadores para mercados mais competitivos. Queremos ser uma referência, não só em Moçambique, mas a nível internacional”, reforçou.  

O treinador foi taxativo quanto à postura esperada da sua equipa: “Aqui não há espaço para estrelismos. Nenhum jogador é maior que o clube. A estrela é o Costa do Sol, e quem pensar diferente não vai trabalhar comigo”, avisou.  

Com um histórico vencedor que inclui uma Taça de Moçambique e dois títulos do Torneio da Cidade de Maputo, Nelson Santos é considerado um dos mais promissores treinadores. 

Agora, à frente dos “canarinhos”, o técnico enfrenta o desafio de transformar ambição em conquistas, le-se na página Facebook do clube. 

As “locomotivas” de Maputo estão em Dakar, em busca de resgatar o título conquistado no Cairo, em 2019, quando derrotaram, na final, o InterClube de Luanda por 91-90, que tinha vencido na final de Maputo, em 2018. Para esta Liga Africana de Basquetebol feminino de Dakar, as bicampeãs nacionais contam com os préstimos de duas jogadoras estrangeiras, nomeadamente a norte-americana Destiny Pitts e a maliana Kone Kamba.

A formação feminina do Ferroviário de Maputo partiu para Dakar, Senegal, onde vai disputar a fase final da Liga Africana de Basquetebol. Na qualidade de campeã nacional de basquetebol, a equipa vai a Dakar com perspectiva de fazer melhor que a última participação, em Maputo, em 2022, quando terminaram na terceira posição, numa prova ganha pelo Sporting Alexandria do Egipto.

Na última edição da Liga Africana de Basquetebol, realizada no ano passado, em Alexandria, e conquistada pelo Sporting do Egipto, o país não esteve representado por nenhuma equipa.

Para esta competição africana, o Ferroviário de Maputo vai na sua máxima força, contando com as atletas que já faziam parte do plantel, com destaque para Ingvild Mucauro e Anabela Cossa, as mais destacadas.

Para esta empreitada africana, o Ferroviário de Maputo conta ainda com os préstimos de dois reforços vindos do estrangeiro, nomeadamente a norte-americana Destiny Pitts e a maliana Kone Kamba.

Destiny Pitts nasceu em Detroit, Estados Unidos da América, a 9 de Julho de 1999, e foi formada pela Texas AM University, em Minnesota, tendo passagens por clubes do Egipto, México e Estados Unidos da América. Antes de se juntar ao Ferroviário de Maputo, representou a Jaguares UAM Managua da liga feminina de Nicaragua.

Já a maliana Kone Kamba tem 22 anos de idade (nasceu a 20 de Outubro de 2002) e joga profissionalmente há cinco anos. Já representou clubes malianos e estrangeiros, buscando, agora, mostrar-se para outros voos.

As “locomotivas” de Maputo, bicampeãs nacionais (2024 e 2025) e vencedoras da competição africana em 2018 e 2019, buscam o terceiro título. No entanto, a equipa não poderá contar com Odélia Mafanela, uma das jogadoras mais experientes, devido a uma lesão.

A fase final da Liga Africana de Basquetebol, que decorrerá de 6 a 15 de Dezembro, em Dakar, Senegal, vai contar com a participação de 12 equipas de diferentes zonas da FIBA-África, nomeadamente o Sporting Clube de Alexandria, do Egipto, actual campeão, Al Ahly Sporting Club do Egipto, ARP Women BBC e REG Women BBC, ambos do Ruanda, ASB Makomeno e CNSS, ambos da RD Congo, FAP Women dos Camarões, Ferroviário de Maputo, Friend’s Basketball Association da Costa do Marfim, Mountain of Fire and Miracles e Customs Basketball Club, ambos da Nigéria, e ASC Ville de Dakar do Senegal, a anfitriã da competição.

A União Desportiva do Songo não vai renovar o contrato com Mark Harrison, técnico que assumiu o comando da equipa no início do ano.  

A decisão surge após os “hidroeléctricos” terem falhado a conquista do Moçambola, competição na qual terminaram na segunda posição. 

Além do Moçambola, a União Desportiva do Songo falhou, igualmente, a conquista da Taça de Moçambique, perdendo na final diante do Ferroviário de Maputo, por 1-2. 

Feitas as contas, a UDS falhou as competições mais importantes do calendário futebolístico nacional.  

O clube poderá, nos próximos dias, anunciar a nova equipa técnica, assim como os jogadores que vão reforçar o emblema.

Fim da linha para os Mambas no CHAN-2024. A Federação Moçambicana de Futebol alertou que podia desistir da eliminatória, devido à situação política no país e cumpriu com o que era suposição.

Em reunião de direcção decorrida, esta terça-feira, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) decidiu pela desistência da única eliminatória que levaria os Mambas à sua terceira participação no CHAN, prova que terá lugar em Fevereiro do próximo ano, no Quénia, Uganda e Tanzania.

A informação foi confirmada pelo presidente da FMF, Feizal Sidat, que argumenta que a decisão foi motivada devido a insegurança que se vive no país, com particular destaque para a província e cidade de Maputo, decorrente das manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, em reivindicação aos resultados eleitorais de 9 de Outubro próximo.

A Federação Moçambicana de Futebol fala de incerteza em relação à realização da partida no Estádio Nacional do Zimpeto, a 22 de Dezembro, a contar para a primeira mão da eliminatória única, mas também ao processo de preparação, quer dos Mambas, assim como da Zâmbia, seu adversário.

Com a decisão dos Mambas, os Chipolopolo garantem a qualificação para o CHAN-2024, sem precisar entrar em campo, juntando-se assim aos anfitriões Quénia, Uganda e Tanzânia, bem como ao Marrocos, também qualificada pela região norte de África.

Ademais, questões relacionadas com a logística do jogo ainda não tinham sido finalizadas e, com a situação do país, agudizou-se a preparação e organização da eliminatória, uma vez que, não há condições para a sua realização, no país.

Assim, Moçambique junta-se a países como Tunísia, Argélia, Egipto e Líbia, que desistiram de disputar o CHAN-2024, uma prova disputada por jogadores que actuam internamente, ou seja, nos respectivos países.

Pela região austral de África, que apura três selecções, e com Zâmbia já qualificada, ficam por disputar apenas duas eliminatórias, nomeadamente entre Eswatini e Madagáscar e entre Angola e Lesotho.

Nas outras regiões do continente africano teremos ainda as eliminatórias Burundi vs Uganda, Etiópia vs Sudão e Ruanda vs Sudão do Sul, pela Centro-Leste, Congo vs Guiné-Equatorial, República Centro-Africana vs Camarões e Chad vs República Democrática de Congo, pela zona central, Togo vs Níger, Costa do Marfim vs Burquina Faso e Gana vs Nigéria, pela região Oeste B, Libéria vs Senegal, Mauritânia vs Mali e Guiné-Bissau vs Guiné-Conacry, pela região Oeste A, que vão apurar as restantes selecções participantes na prova de Fevereiro próximo.

O mercado de transferências de jogadores e treinadores já começa a agitar os clubes do Moçambola. Por exemplo, o internacional moçambicano Domingos Macandza trocou o Costa do Sol pela Associação Black Bulls. Já Nelson Santos é aposta dos “canarinhos” para liderar a equipa.  

A época futebolística 2024, em Moçambique, fechou no último sábado, com a realização da final da Taça de Mocambique, prova conquistada pelo Ferroviário de Maputo.

Entre sucessos e fracassos, alguns clubes já começam a preparar a próxima temporada, como é o caso do campeão nacional, Associacao Black Bulls. 

Os “touros” deram um passo à frente, indo ao Costa do Sol buscar o internacional moçambicano, Domingos Macandza. 

O defesa já deverá trabalhar com a sua nova equipa e começar a competir em Janeiro do próximo ano, altura em que a Black Bulls estará a disputar a segunda volta da fase de grupos da Taça CAF. 

Além de Domingos Macandza, os “touros” contrataram mais dois jogadores estrangeiros, devendo, nos próximos dias, anunciar mais uma aquisição. 

Ainda no mercado de transferências de jogadores, Elias Macamo e Telinho vão juntar-se ao Ferroviário de Maputo, que, no próximo ano, vai representar o país na Taça CAF. No que diz respeito aos treinadores, Nelson Santos regressa ao Costa do Sol. 

O técnico portugues é a única novidade na dança de treinadores. 

Os próximos dias serão determinantes, tendo em conta que mais clubes poderão anunciar seus reforços para a próxima época. 

 

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