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O País – A verdade como notícia

Bastante motivado depois de na jornada passada ter vencido o Costa do Sol por uma bola a zero, o Incomáti entrou para esta partida destemido, tanto que logo no primeiro minuto levou a bola à trave.

Em jeito de resposta, aos três minutos, os locomotivas da capital desenharam uma jogada rápida, mas a defensiva da equipa da casa tratou de repelir a pressão, impedindo que a sua baliza fosse violada.

Aos 14 minutos, o Incomati voltou à carga por intermédio do Huga que numa jogada de bola parada fez um remate que passou a escassos centímetros da baliza de Frank.

Quatro minutos depois, o Ferroviário de Maputo reclamou uma pertença grande penalidade numa jogada em que a bola foi à mão de um defesa do Incomati, mas o árbitro entendeu que não houve intencionalidade.

A equipa de Nelson Santos voltou a reclamar uma grande penalidade numa jogada em que Ussama é tocado na grande área, mas o árbitro não entendeu que tenha havido motivos para assinalar o castigo máximo.

As duas equipas tentaram chegar ao golo, mas com o nulo a prevalecer foi-se ao intervalo.

A segunda parte começa praticamente com o golo do Ferroviário de Maputo. Houve um  pontapé de canto, cobrado por Kito, Mário aparece no barrulho e cabeceia a contar. Com o golo, os locomotivas cresceram no jogo, resultado disso Daniel, guardião da equipa da casa, foi chamado a intervir para evitar o pior.

Já no finalzinho do jogo, o Incomáti procurou dar réplica, mas com o 1-0, a favor do Ferroviário de Maputo, terminou o jogo.

 

Começam a ser visíveis os “galões” das equipas no Moçambola, à passagem da ronda quatro, nos três sub-grupos que, inevitavelmente, guiarão a competição máxima do futebol nacional: o dos candidatos ao título, o dos do meio da tabela e os que lutam pela manutenção.

Poucos, mas bons foram os golos, destacando-se o facto de apenas o Ferroviário de Nampula (por se ter vestido de vermelho?) ter ganho fora de casa.

Não se pode falar só em sorte, a vitória que o líder, Ferroviário de Maputo foi obter em Xinavane. Mas esteve próximo disso. Equipados ambos de verde, empatados no que toca à posse de bola, poucos momentos de emoção caracterizaram algo comum no Moçambola: a grande dificuldade que os considerados grandes experimentam em se impor, categoricamente, face aos teoricamente mais fracos.

Na jornada 4 aconteceu tudo à tangente e nenhuma partida registou mais do que a diferença mínima. Nos duelos em que se previa equilíbrio, houve mesmo empates.

Os maxacas, perdendo no Zimpeto, vão dando a imagem de “força de soda”, no arranque. Não deixa de ser surpreendente a sua derrota, se tivermos em conta os pergaminhos dos clubes. E o resultado só não foi mais volumoso porque a “mão” do juiz, que mostrou cartões amarelos ao desbarato, ajudou a minimizar o desnível.
Songo e Costa do Sol, em véspera de duros confrontos internacionais ganharam, o que pode elevar as suas capacidades de resposta.

 

UD do Songo começa de imediato um ciclo de tudo ou nada. A campanha interna, mais a presença fora de portas, vai exigir muito do plantel de Chiquinho Conde. É que, nas rondas que se seguem, o campeão vai ao Chibuto, recebe o Costa do Sol, vai a Maputo defrontar os canarinhos e depois joga em casa com o actual líder, o Ferroviário de Maputo.

Na cauda, começou já a batalha dos aflitos, com três equipas apenas com um ponto averbado: Ferroviário de Nacala, UP e Sporting.

Embora não seja ainda tempo de balanço, não deixam de ser preocupantes dois aspectos que se reflectem nos resultados: a falta de ousadia das equipas com maior traquejo e a quase total ausência de desequilibradores, daqueles que, indiscutivelmente se desmarcam para arrecadar pontos, na luta pelos apetecíveis prémios que este Moçambola prevê.

 

 

A Escola Secundária Armando Guebuza conquistou, neste sábado, a sua quinta vitória, num jogo em que teve melhor esclarecimento ofensivo e defensivo, diante duma Josina Machel sem argumentos, facto confirmado pelo resultado do jogo: 48-15, diferença de 33 pontos.

Noutra partida, que opôs as secundárias da Força do Povo e Laulane, esta última venceu por 30-27, numa partida caracterizada pelo equilíbrio.

No frente-a-frente entre a Francisco Manyanga e a Estrela Vermelha, a formação da Manyanga venceu por 40-11.

Já a Noroeste 1 venceu a Quisse Mavota por 26-21.

No derradeiro jogo, a formação da Malhazine derrotou a Noroeste 2 por 39-34.

O evento também foi abrilhantando com a actuação das cheerleaders das equipas que disputam a prova.

Os jogos contam para a quinta jornada do torneio Engen inter-escolar de basquetebol.

 

A selecção nacional de futebol na categoria sub-20  empatou, hoje, sem abertura de contagem diante das Seychelles, em jogo da primeira mão da primeira eliminatória de acesso ao CAN-2019, prova a ter lugar no Cairo, Egipto.

No jogo de preparação para esta partida, os ‘mambinhas’ perderam por duas bolas sem resposta, diante da sua congénere da Swazilândia.

 

No campo do Afrin, na Machava, debaixo de um sol abrasador, mais de 110 adolescentes e jovens dão os primeiros passos de aprendizagem de novas abordagens técnico-tácticas, rigor e disciplina nas quatro linhas.

Um processo de transmissão de novas ferramentas que irão permitir aos aspirantes a grandes estrelas mundiais de futebol, pertencentes a associação Black Bulls, assimilar processos essenciais para o desenvolvimento das suas habilidades. E qualidades, diga-se.

E, acima de tudo, quando a Academia da Dragon Force estiver instalada em Moçambique, em 2019, realizar testes no FC Porto e, caso mostrem valor, assinar contractos profissionais.

Victor Moreira, um dos técnicos da Dragon Force, acompanhado por outros “coachs” moçambicanos, interrompe sempre que se justifique os treinos para fazer a correcção dos movimentos dos jovens que procuram convencê-lo de que vale a pena contar com eles.

São atletas dos escalões sub-15, sub-17, sub-19 e sub-21, portanto, quatro equipas que alimentam o projecto “Black Bulls”, que dão o seu melhor para singrar num dos melhores clubes de Portugal. E querem fazer parte da lista restrita deste projecto de deteção de talentos em vários cantos do mundo.

“Já cá estivemos, efectivamente, com o projecto ´caça talentos´ em 2016. Desde então, foram desenvolvidas conversaçées com parceiros cá em Moçambique para voltarmos para ficar. Agora, estamos cá para iniciar o projecto da Dragon Force aqui em Moçambique”, começou por explicar Victor Moreira. E acresceu: “vieram cá comigo dois treinadores que ficarao a residir em Moçambique.

Iremos iniciar o projecto de imediato com a liderança de quatro equipas que existem no clube parceiro, `Black Bulls´, e, posteriormente, em 2019 já vamos preparar tudo com estes treinadores cá para arranca em força a nossa escola em Moçambique ".

Adiante, Victor Morreira explicou que mesmo  com as instalações onde estará baseado o projecto ainda por concluir, há um trabalhado que está já a ser feito: “Iremos, no entanto, começar a trabalhar desde já com os jogadores que temos para desenvolver talento para os preparar de modo a que, em primeira instância, possam representar as selecções nacionais de Moçambique. Depois, vamos trabalhar para que estejam preparados com ferramentas que permitam ir ao FC Porto prestar provas para verificar se tem potencial para ficar lá”, notou.

FUTEBOL E ESCOLA DE MÃOS DADAS
Para já, a prioridade passa por concluir os dois campos que terão relva sintética e natural e que servirão para desenvolver as actividades da Dragon Force. Junaide Lalgy, patro da associação “Black Bulls”, assegurou que para além da componente desportiva estará salvaguarda a formação estudantil dos atletas inseridos neste projecto. “Uma das condições para integração no projecto ´Black Bulls´ é que os jovens estejam a estudar. Portanto, nós damos um subsídio de transporte e de escola para eles pagarem as suas propinas. Acreditamos que só dessa forma é que se pode ter o homem do amanhã”, explicou Juanide Lalgy, patrono do projecto.  

Lalgy avançou, por outro lado, que se está a “formar uma equipa para acção social” uma vez que maior parte dos jovens “vive numa situação precária”. A ideia, segundo Lalgy, passa por “aproximarmo-nos às suas famílias e dotá-las do mínimo de condições, reabilitação das suas casas e criação de condições para eles possam sentir-se a vontade e concentrarem-se naquilo que é o seu objectivo que é a formação escolar e desportiva”. A Associação Black Bulls movimenta os escalões sub-15, sub-19, sub-19 e sub-23. A escola Dragon Force está em Bogotá, na Colômbia; Toronto, no Canadá, Moscovo, na Rússia, Valência, na Espanha, entre outros pontos do planeta.

Fazer melhor circulação de bola e pressionar o adversário mesmo sem posse de bola, forçando-o a cometer erros. Esta é uma das estratégias da Liga para vencer o seu adversário na quarta jornada do Moçambola. Aliás, esta foi a nota dominante dos movimentos ensaiados, hoje, pela equipa da Liga Desportiva, na derradeira sessao de treinos antes da deslocaçao a Nampula, onde, domingo, enfrenta Sporting local.

A vitória diante do Maxaquene, por 3-1, é um factor motivacional mas ainda assim o grupo de trabalho não se envaidece, disse Telinho, uma das principais unidades do plantel.

Mesmo sem poder contar com Sonito, por estar em recuperação, a equipa técnica não se sente limitada, até porque há outras opções para frente do ataque, onde são necessários golos para que a Liga se mantenha no pelotão da frente.

À entrada da quarta jornada, a Liga Desportiva de Maputo partilha a liderança do Moçambola 2018 com o Ferroviario de Maputo, ambos com seis pontos.

Mussa Talbudine, canoista, e Leia Dongue, basquetebolista, foram esta noite distinguidos como melhores atletas masculino e feminino do ano, respectivamente, durante a Gala Nacional do Desporto realizada numa das estâncias hoteleiras do país.

Em noite de dupla premiação, Leia Dongue (Tanucha) chamou a si o título de atleta mais popular do ano, uma vez que foi a mais votada.

Por sua vez, Chanaya Pinto, atleta que evolui no Quinta dos Lombos de Portugal, onde se tem destacado com as suas exibições, foi laureada como atleta revelação.

Ainda na noite de distinções, houve espaço para o reconhecimento de Maria de Lurdes Mutola, maior atleta de todos os tempos de Moçambique.

Na categoria de melhores treinadores, Nasir Salé e Felizarda Lemos foram distinguidos os melhores em masculinos e femininos, respectivamente.

O Ferroviário da Beira foi distinguido como melhor equipa masculino do ano, fruto da conquista da Liga Nacional de Basquetebol e excelente campanha na Taça dos Clubes Campeões Africanos, na Tunísia, prova na qual ocupou a sexta posição.

Já o Ferroviário de Maputo, tetracampeão nacional e vice-campeão africano de clubes,  saiu com o prémio de melhor equipa feminina.

Foram, outrossim, reconhecidas instituições que têm apoiado o desporto moçambicano, nomeadamente Fundo de Desenvolvimento Sustentável, Engen, BCI,  Millenium bim e Anadarko.

A Gala Nacional do Desporto contou com a presença de Carlos Agostinho do Rosário, primeiro-ministro, Nyeleti Mondlane, ministra da Juventude e Desporto;  Ana Flávia Azinheira, vice-ministra da Juventude e Desportos e figuras ligadas ao desporto moçambicano.

 

 

 

Depois de averbar uma derrota caseira na última jornada do Moçambola, diante do Incomáti de Xinavane, por uma bola sem resposta, os canarinhos querem encontrar os caminhos das vitórias já neste domingo, na deslocação ao difícil terreno de Nacala, onde terão pela frente a equipa de Sérgio Faife, em partida da quarta jornada.

A motivação, em face da boa caminhada na Taça CAF, faz com que os jogadores estejam convictos na vitória e no início de uma fase caracterizada por bons resultados.

O plantel canarinho conta com alguns jogadores lesionados e que não poderão dar seu contributo no jogo. E a paragem deste final de semana beneficiou a equipa que aproveitou para descansar.

O Costa do Sol e Desportivo de Nacala já se defrontaram por 10 ocasiões, tendo se registado duas vitórias para cada lado e seis empates.

 

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