Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Costa do Sol venceu, terça-feira, o Desportivo de Maputo por 79-66, em jogo da 6ª jornada da 3ª volta da Engen Maputo Basket, campeonato da cidade.

Entrou melhor na quadra o Costa do Sol que, com clarividência ofensiva, conseguiu um no início um parcial de 20-6.

No segundo quarto, o Desportivo de Maputo fez os ajustes defensivos e com jogadas de um para um criou desequilíbrios ofensivos. Mas os “canarinhos” controlaram o segundo quarto, saindo ao intervalo a vencer por 32-23.

No terceiro período, o Costa do Sol meteu uma zona 2-3 e foi mais forte no jogo interior, controlando esta etapa com uma vantagem de 13 pontos: 53-40.

No derradeiro período, Horácio Martins contestou constantemente a equipa de arbitragem. O Costa do Sol, esse, foi alargando a sua vantagem e venceu por 79-66.

Com esta vitória, o Costa do Sol consolidou o segundo lugar com 24 pontos. Na próxima jornada, joga com o Atlético, enquanto o Desportivo bate-se com o Ferroviário de Maputo.

COSTA DO SOL TREME, MAS NÃO CAI

Já em femininos, o Costa do Sol venceu o Ferroviário das Mahotas por 47-40, em jogo da segunda jornada da segunda volta da Engen Maputo Basket.

O Costa do Sol entrou apático e desconcentrado para o jogo com muitos turnovers, situação aproveitada pelo Ferroviário das Mahotas para controlar no início do primeiro quarto.

Depois, as vice-campeãs melhoraram ofensivamente e, num período com baixa pontuação, empataram no final desta etapa: 10-10.

Mesmo a jogar com uma equipa com apenas um poste de raiz, o Costa do Sol teve dificuldade para fazer o jogo de postes. E, face a explorar um para um, saiu ao intervalo a perder por 19-18.

O terceiro período, mais equilibrado, revelou um Ferroviário das Mahotas a explorar jogadas de um para um e mais clarividente na quadra, tendo vencido por 37-32.

No quarto e último período, o Costa do Sol já conseguiu jogar para as postes e com transições rápidas controlou este jogo em que venceu por 47-40.

Na próxima jornada o Costa do Sol tem pela frente o Ferroviário de Maputo, já o Ferroviário das Mahotas irá medir forças com o Desportivo de Maputo.

Abel Xavier efectuou várias alterações da equipa que fez o primeiro jogo e perdeu diante do Madagáscar, nomeadamente a entrada de Franque, Raúl, Nanani, Kamo Kamo e Chico, para os lugares de Guirrugo, Mexer, Telinho, Isac e Mano, este último lesionado e não podendo mais dar seu contributo a selecção nacional no torneio da Cosafa

Outra alteração foi do capitão: se na jornada inaugural Jeitoso tinha a braçadeira, desta vez foi Edmilson e comandar a equipa.

Abel Xavier justificou estas alterações com as seguintes palavras: “na minha equipa não há lugares cativos e só joga que está bem e que mostra serviço nos treinos”.

Entrou bem o combinado nacional que queria, desde logo chegar ao golo e num canto da esquerda, Dayo cabecea para fora, mesmo em boa posição.

Depois foi se jogar sem convicção, com medo do adversário, tanto de um como do outro lado, sem jogadas dignas de realce, durante cerca de 25 minutos, até que Youssouf, aos 32 minutos, de meia distância, tentou surpreender Franque com um remate, mas sem perigo.

A displicência moçambicana notou-se quando Dayo galgou terreno pela direita e cruzou para a área, mas nem Luís e nem Kamo Kamo acertaram com a baliza, mesmo estando em boa posição.

A noite caía e a iluminação do Seshego Stadium não ajudava aos artistas dentro das quatro linhas, pois era deficiente e causava dificuldades para passes longos.

Mas os Mambas ainda conseguiram marcar primeiro, na cobrança de um canto, cobrado por Kamo Kamo, com conta, peso e medida, para a cabeça de Jeitoso, que saltou mais alto e abriu o activo. Era a festa no banco se suplentes e na classe dos jornalistas moçambicanos, já que de apoio mesmo, não estavam lá mocambicanos.

Estava bem melhor o combinado moçambicano que não deu espaço de manobra para os comorianos, já que voltou a marcar a entrada do intervalo, por Luís Miquissone, que aproveitou a desatenção da defensiva contrária.

O intervalo chegava com o 2-0 a prevalecer para o lado dos moçambicanos.

Luís Miquissone e o golo de mestria

Na segunda parte e sem nenhuma substituição feita, a equipa continuva a carburar da mesma forma, embora já sem a intensidade ofensiva exigida.

Ao quarto de hora da segunda parte, minuto 60 do jogo, Luís Miquissone teve nos pés a oportunidade de bisar, mas perdeu tempo esperando por ajuda, quando podia sozinho, galgar terreno, entrar na área e facturar. E quando o apoio chegou, Kamo Kamo rematou para defesa a dois tempos de Hassani.

Na resposta, Jeitoso quase era batido por um contrário, mas conseguiu fazer a mancha, evitar o remate fatal e na recarga, teve que ser Franque a salvar os Mambas de sofrer o primeiro golo.

Depois foi Cremildo, também a evitar que as Comores reduzissem a desvantagem, quando importunou Youssouf no momento do remate. O perigo rondava a baliza de Franque.

Mas o melhor estava reservado para Luís Miquissone, o melhor em campo, que depois de uma cavalgada de Kamo Kamo, que não conseguiu marcar à primeira, por ter sido importununado por um contrário, permitiu a Miquissone, de longe, rematar forte para o fundo das malhas. O guarda-redes comoriano ainda tentou defender, mas o remate levava muita força.

Estava quase tudo acertado nos Mambas, desde a defesa, o meio campo e o ataque. Mas a baliza continuava sendo o cancro para Abel Xavier. Franque, por duas vezes, quase deitava uma nódoa na boa exibição dos Mambas, quando primeiro defendeu difeituoso o remate de Mohamed e depois a fazer uma saída falsa, na cobrança de um canto que só não deu em golo porque o cabeceamento saiu por cima.

Abel Xavier foi fazendo substituições para refrescar a equipa, já que vencia confortavelmente por três bolas sem resposta. Kamo Kamo, Kambala e Dayo cederam seus lugares a Danilo Loló e Isac, respectivamente.

Nos minutos finais, foi só gerir o tempo, controlar as jogadas do adversário e, de vez em quando, tentar espreitar uma jogada ofensiva.

O jogo terminou com a vitória dos Mambas, que assim sonham com a passagem à fase seguinte da prova, onde podem defrontar a África do Sul.

Melhor em Campo para Luís Miquissone

Apesar da sua altura não permitir muitos golos de cabeça, tendo em conta a pujança dos defensores adversários, Luís Miquissone marcou dois golos, sendo o segundo e último do combinado moçambicano, de antologia, do meio da rua, que dificultou a defesa ao guarda-redes contrário. Miquissone jogou e fez jogar, na parelha que fazia com Dayo, na direita, e Kamo Kamo, na esquerda, tendo sido o mais inconformado e o mais letal dos Mambas. Que o digam os defensores comorianos que tiveram que correr muito para travar o avançado moçambicano, que acabou convencendo a organização a nomeá-lo melhor jogador do jogo.

A selecção nacional de futebol, Mambas, teve uma entrada em falso no torneio da Cosafa ao perder com o Madagáscar, por 2-1, em jogo da primeira jornada do grupo “A” da prova regional.

Este jogo ficou marcado por uma situação desconfortante para a Nação assim como para Kambala.

Sucede que o médio dos Mambas, que habitualmente veste o número 26, teve que cobrir o número dois e jogar como camisola seis, porque segundo o regulamento a vigorar na presente competição, os jogadores devem ostentar de um a 20 nas camisolas.

O jogador da União Desportiva de Songo teve este problema incomum com o número da sua camisola, e, como já não podia trocar a mesma, o árbitro da partida sugeriu que este cobrisse o número dois com um adesivo.

O improviso incomodou os moçambicanos e se espalhou em pouco tempo nas redes sociais. Entre partilhas e compartilhas, a informação chegou aos ouvidos da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), órgão reitor da modalidade rainha no país.

Hoje, em conferência de imprensa, a FMF fez o “mea culpa” e assumiu responsabilidades pelo sucedido.

“A Federação Moçambicana de Futebol reconhece que o incidente foi grave porque aquele jogo foi visto não só em Moçambique, assim como em outros países do mundo. Para a imagem do país, esta não foi a melhor figura”, reconheceu a falha Filipe Johane, secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol.

Adiante, Filipe Johane pediu desculpas aos moçambicanos pelo sucedido “Pelo facto, as nossas desculpas para todo o povo moçambicano”.

Johane acrescentou que os jogadores da selecção nacional de futebol ostentam camisolas personalizadas, o que serviu de empecilho, uma vez que nos “kits” levados para esta competição não se previa que Kambala usaria o número seis em campo.

Facto curioso é que o mesmo jogador foi inscrito para a prova com o número seis.

Refere-se que, em 2017, o presidente da FMF foi eleito membro da Comissão Executiva da COSAFA, tendo sido confiado o cargo de presidente da Comissão de Árbitro do órgão que superintende o futebol ao nível da África Austral.

 

O antigo capitão da selecção nacional de futebol, os Mambas, Manuel Bucuana, mais conhecido nos meandros futebolísticos como Tico-Tico, foi nomeado embaixador da Cosafa 2018. Diz sentir-se honrado por ser reconhecido pelo trabalho e carreira que fez ao longo do tempo.

Ademais, considera que os Mambas tem hipóteses de passagem aos quartos-de-final deste torneio regional, apesar de ter iniciado com uma derrota diante do Madagáscar. Tico-Tico diz que a vitória diante da Zâmbia abre boas perspectivas de qualificação a fase final do CAN-2019, que terá lugar nos Camarões. Estas são declarações que Tico-Tico fez durante uma entrevista realizada em Polokwana, cidade que acolhe a edição 2018 da Cosafa. Acompanhe o excerto da entrevista.

Estamos na 18ª edição deste torneio Cosafa. Como olha para esta competição?

Penso que tem estado a crescer a cada ano. Todos passamos desta competição e nos deu o nome que temos. É um torneio apetecível em que muitos jogadores gostariam de disputar e onde os jovens são lançados. É um torneio importante para a nossa zona. Como moçambicano gostaria que um dia Moçambique pudesse ganhar porque nunca ganhamos uma competição ao nível de selecção. Já estivemos em duas finais desta prova e não conseguimos vencer e penso que é possível. Mas temos que levar o torneio mais sério e não apenas como preparação ou para lançar jovens, mas também com objectivo de ganhar. Para esta edição temos que correr atrás e contar com a sorte porque já perdemos o primeiro jogo. É um torneio realístico em termos de pensar em ganhar quando comparado com os CAN´s, onde muitas vezes nem nos qualificamos e neste torneio é possível pensar e lutar para ganhar e para tal temos que começar a ganhar jogos dentro do campo.

Tico-Tico passou deste torneio e é uma figura reconhecida na região. Como se sente por ser sempre convidado e hoje ser o embaixador desta competição?

Sinto-me honrado porque é um reconhecimento de todo um trabalho, uma carreira feita nesta zona, acima de tudo, concretamente na África do Sul, e sempre fiz parte do torneio Cosafa. Sinto-me reconhecido pela minha contribuição no futebol de Moçambique e no futebol do continente africano e, portanto, é sempre uma honra representar Moçambique a este nível e é gratificante saber que tudo o que fizemos ao longo da carreira é reconhecido a este nível. Portanto, para mim é uma honra estar aqui.

Mambas ainda podem chegar a fase seguinte da Cosafa

O que achou da derrota de Moçambique, mais uma vez diante do Madagáscar?

Foi um resultado infeliz, tendo em conta que a equipa não esteve muito bem, principalmente na primeira parte, onde jogou retraída e saía esporadicamente para o ataque. Na segunda parte esteve melhor, mas penso que a selecção da Madagáscar mostrou-se melhor que nós. Era de esperar mais da nossa selecção, porque a maioria dos jogadores que estão aqui compõem a equipa principal e vão fazer deste torneio uma preparação para os jogos que vem pela frente de qualificação ao CAN. Entramos com pé esquerdo mas ainda há dois jogos e espero que até lá a selecção consiga passar esta fase para ter hipóteses de ir mais a frente.

O que acha que o seleccionador tem que fazer para que a equipa possa vencer os dois jogos que restam?

Já não temos espaço para falhar e temos que vencer os dois jogos seguintes. O seleccionador esteve aqui a ver as duas selecções que vamos defrontar e penso que estão ao nosso alcance. Mas naturalmente há coisas que tem que mudar. Notei que a equipa joga bem e troca muito bem a bola, mas no sector recuado e falta soluções mais a frente. Tínhamos quatro jogadores na mesma linha da frente e tem que haver mais movimentações. Notei que com a entrada de Kamo Kamo a equipa melhorou muito porque trouxe mais dinâmica e velocidade e penso que é um jogador que se pode apostar nos próximos jogos porque tem mais raiva. Tem que se imprimir mais dinâmica no jogo e obrigar a equipa adversária a cometer mais erros. O que estávamos a fazer era trocar a bola muito longe das zonas de perigo e isso não causa perigo ao adversário. Temos que atacar mais e fazendo isso teremos mais chances para fazer golos.

O seleccionador trouxe jogadores novos para esta competição, alguns deles vindos dos sub-20. O que pensa deste rejuvenescimento que Abel Xavier está a fazer na selecção?

É um processo, mas não podemos nos esquecer que estamos em alta competição e na alta competição exige-se resultados. Conversei com o seleccionador e notei que há intenção de rejuvenescer a selecção, trazer novas caras, novos jogadores, mas também há a obrigação de vencer jogos e são duas situações muito difíceis de gerir. Penso que ele (Abel Xavier) está a tentar, na medida do possível, fazer isso, mas a base da equipa são os jogadores mais experimentados e quando é assim, os jogadores mais jovens podem se integrar facilmente sem sentir a pressão de querer resolver os problemas da selecção. Penso que é um processo longo, mas infelizmente não temos esse tempo porque queremos resultados. Abel Xavier terá que encontrar uma fórmula que funcione e que dê hipóteses dos mais novos aparecerem na equipa principal, mas sem descurar dos que fazem parte da equipa principal que podem trazer bons resultados a este nível.

Ainda assim pensa que há possibilidades de qualificação à outra fase?

Penso que sim. Ainda temos dois jogos pela frente e pelo que vejo das outras equipas, tanto Comores como Seychelles, não são selecções que são superiores à nossa, tirando Madagáscar que já tem mais tarimba e mais experiência tal como nós. Estas duas selecções estão ao nosso alcance e penso que cabe a nós termos iniciativa de jogo e não temermos e irmos para frente deles. Penso que temos equipa e jogadores capazes de conseguir os pontos que necessitamos para chegar a próxima fase.

Moçambique tem hipóteses de chegar ao CAN-2019

Moçambique já venceu um jogo de qualificação ao CAN-2019. Depois de vencer a Zâmbia, há possibilidades de, com esta selecção, chegarmos a fase final do CAN-2019?

Tenho fé que sim. Começamos com pé direito. Uma vitória fora de casa é sempre bom. Foi uma vitória que, acima de tudo, para além dos três pontos, tem questões morais, pois é algo que não se conseguia, que é vencer a Zâmbia, ainda mais na Zâmbia. Penso que começamos com pé direito e vamos usar este torneio como preparação. Faltam jogadores que jogam a outro nível, que jogam fora de portas e penso que quando se juntarem ao grupo, a selecção vai continuar forte e poderão fazer uma boa campanha e com fortes hipótese de se qualificar. Penso que o mister Abel Xavier está a fazer a fazer um trabalho visível. Mas, como eu disse, é um processo e precisa de tempo. Mas infelizmente em alta competição os resultados é que contam e ele (Abel Xavier) tem que ganhar os jogos e espero que consiga fazer isso e que Moçambique possa voltar o mais rapidamente possível a um CAN.

Como diz o velho ditado o bom filho à casa torna! Uma semana depois de Sérgio Faife Matsolo ter-se demitido do cargo de treinador principal do Desportivo de Nacala, – alegadamente em resultado do mau ambiente de trabalho causado por adeptos e alguns membros da direcção, associado ao atraso no pagamento de salários – o técnico moçambicano regressa ao Ferroviário de Nacala, um clube que conhece e bem.

Faife foi responsável por garantir a primeira manutenção desta equipa depois de ter ascendido ao Moçambola em 2015 – não obstante já ter estado na fina flor do futebol moçambicano em ocasiões passadas quando tinha a designação de Liga 2M e Campeonato Nacional – onde terminou o Moçambola na oitava posição.

Aliás, 2015 foi também um ano histórico não só para o Ferroviário de Nacala, mas também para o técnico, pois conquistaram a primeira edição da Taça da Liga BNI, numa final – realizada no Estádio da Machava – em que venceram o Costa do Sol por 5-4, resultado encontrado na marcação de grandes penalidade depois do nulo no tempo regulamentar.

Faife com missão espinhosa no ferroviário de Nacala

Faife deixou o Desportivo de Nacala na 12ª posição, em resultado de três vitórias e dois empates e encontra o Ferroviário de Nacala numa posição mais incómoda ainda, pois está encalhado nos lugares de despromoção, ocupando nesta altura a 15ª posição com apenas 9 pontos.

O novo técnico tem a missão de devolver a mística ao clube, que lembre-se, na época passada conseguiu terminar o campeonato na histórica terceira posição. Há que trabalhar mais nos aspectos motivacionais, sem descorar, os aspectos técnico-táticos de modo a colocar a equipa a marcar mais golos e sofrer menos.

É só notar que jogadas que estão dez jornadas, a equipa tem um saldo de oito golos marcados e quinze sofridos. Ademais, os adeptos terão que dar o devido apoio para que a equipa consiga inverter o cenário desvantajoso em que se encontra. Sabe-se…e bem se sabe que os adeptos de Nacala são fervorosos e há que haver paciência e para que os resultados apareçam.

O treinador sucede a Rogério Balate (Zulu) que saiu alegando falta de condições de trabalho devido a pressão exercida sobre si.

Sérgio Faife tem larga experiência no futebol moçambicano tendo passado pelo Chingale de Tete, Liga Desportiva de Maputo, Desportivo de Nacala, Incomáti de Xinavane, Estrela Vermelha de Maputo e Costa do Sol.

Mais uma vez, a selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta, esta tarde, a sua congénere do Madagáscar. O jogo está inserido na primeira jornada do torneio Cosafa. 

De acordo com o seleccionador nacional, Abel Xavier, a equipa está bem espiritualmente e fisicamente e conta com bom alojamento. 

Os Mambas vão jogar, com o Madagáscar, na África do Sul, num relvado natural, o que Abel Xavier considera bom. “Madagáscar e os outros adversários merecem o nosso respeito e não tenho dúvidas nenhumas que eles também nos respeitam, pelo trabalho que temos vindo a desenvolver. Estamos preparados e motivados e sinto que o grupo está estreitamente forte”.

O jogo entre os Mambas e Madagáscar está marcado para hoje, às 14h, em Polokwane. 

Os Mambas voltaram a perder diante do Madagáscar em partida de grande importância para as aspirações de chegar mais longe no torneio da Cosafa. 1-2 foi o resultado que coloca os Mambas na última posição do grupo A.

Entrar a perder e desestruturar a equipa

Entrando num sistema ofensivo com três homens no meio campo, nomeadamente Cremildo, Kambala e Dayo e uma frente de ataque composto por Luís Miquissone, Isac e Telinho, mostrava claramente a intenção de Abel Xavier de pressionar seu adversário para chegar o quanto antes ao golo.

Mas na essência foi o Madagáscar que criou a primeira situação de perigo, com Lalaina a passar por Edmilson e Jeitoso, e dentro da pequena área a fazer um cruzamento-remate que foi prontamente defendido por Guirrugo.

Ainda tentavam se conhecer as equipas quando surgiu o primeiro golo do jogo.

A defensiva moçambicana não acompanhava as transições dos malgaxes e pela esquerda conseguiram fazer a penetração para a área de rigor dos Mambas, onde apareceu Dax a rematar forte e sem hipóteses de defesa para Guirrugo, que foi surpreendido pelo remate a meia distância. Estava aberto o activo no Old Peter Mokaba, aos 6 minutos.

Depois foi começar a correr atrás do prejuízo, uma vez que o orgulho ferido já se sentia nos moçambicanos. 

Aos 25 minutos, Abel Xavier teve uma contrariedade quando Mano saiu ressentido da lesão que trazia de Maputo, acabando por ceder para Chico.

Kambala, quis surpreender o guarda-redes contrário através de remates de fora da área, mas era a selecção do Madagáscar que se mostrava mais perigosa quando saísse em contra-ataques. E só não chegou ao segundo, aos 32 minutos, porque o remate de Lalaine foi embater caprichosamente no poste direito da baliza de Guirrugo.

Até ao final da primeira parte ficou patente que, apesar de ter montado uma equipa ofensiva, a equipa moçambicana não conseguiu ter clarividência ofensiva e não chegou a criar nenhuma jogada de perigo junto a baliza de Leda, salvo apenas dois remates desenquadrados efectuados por Kambala.

Kamo Kamo e os desequilíbrios
Não satisfeito com o desempenho do ataque moçambicano, Abel Xavier fez sair Isac, no intervalo e para seu lugar foi chamado Kamo Kamo, que assim fez a sua estreia absoluta na selecção principal.

Destemido, o miúdo sensação cobrou um canto com peso e medida para a cabeça de Luís Miquissone, no primeiro poste, restabelecer a igualdade.

E quando se pensava que os Mambas podiam ter assentado o seu jogo ofensivo com a entrada de Kamo Kamo, a defesa decide dar um balde de água fria para os Malgaxes deitarem nos Mambas. Jeitoso e Guirrugo, no “joga você, jogo eu”, permitiram a antecipação de Toky, que roubou a bola e introduziu para o fundo das malhas.

Correr atrás do prejuízo para ganhar juízo
Depois foi voltar a correr atrás do prejuízo, sem descurar de jogar recuado, tal como aconteceu na primeira parte. Luís Miquissone e Kamo Kamo tiveram remates defendidos por Leda, para depois ser Telinho, a boca da grande área, passar por dois adversários, mas a ver o travessão negar o empate.

Aos 40 minutos, Guirrugo ainda salvou os Mambas de uma verdadeira humilhação, quando defendeu, seguro, o remate de Nasandratra, entrado na segunda parte, quando toda defensiva estava batida, após contra-ataque rápido dos malgaxes.

Abel Xavier queria a todo custo chegar a outro resultado que não fosse a derrota e tirou Mexer, defesa, metendo Raúl, um médio ofensivo, para dar mais pujança ao sector atacante.

Mas mesmo com todo arsenal ofensivo na frente, os Mambas não conseguiam marcar. Mesmo quando o guarda-redes e a defensiva malgaxe falhavam, os Mambas também aproveitavam para falhar. Kamo Kamo, em boa posição, mau gáudio não ter força naquele pé direito, recebeu a bola de Luís Miquissone e tentou posicionar para o seu melhor pé, mas já importunado, rematou muito por cima. Com o tempo a passar, os Mambas sentiam o peso da pressão e de voltar a perder com esta Madagáscar, que já começa a ser uma pedra no sapato de Abel Xavier e companhia.

Uma derrota que poderá ter custado a qualificação à fase seguinte da competição, uma vez que Madagáscar pode fazer mais seis pontos com os outros adversários e os Mambas apenas seis, caso vença os dois jogos que ainda restam.
Na próxima terça-feira, os Mambas voltam a entrar em batalha, desta feita diante das Comores, para a segunda jornada do grupo A.
 

Depois de cerca de quase um mês sem informações do paradeiro de Luís Parkim, que até então estava vinculado à União Desportiva de Songo, e desapareceu logo a seguir ao jogo diante do Ferroviário de Maputo, no Estádio da Machava, em que os “locomotivas” venceram por uma bola sem resposta, golo de Kamo Kamo, de lá para cá, Parkim não mais foi visto em parte alguma, tendo abandonado os “hidroeléctricos” à sua sorte, numa altura em que Chiquinho Conde tinha depositado confiança no médio moçambicano.

Desde lá, a União Desportiva de Songo efectuou cinco jogos sem Parkim, nomeadamente dois para a fase de grupos da Taça CAF, onde a equipa perdeu pelo mesmo resultado de 2-0, diante do Al Masry do Egipto e AS Berkane do Marrocos, tendo perdido de permeio com o Ferroviário de Nampula por 3-2.

Os “hidroeléctricos” ainda vergaram na Taça de Moçambique, fase provincial, para o Chingale de Tete, por duas bolas sem resposta, vencendo apenas um jogo, frente ao Desportivo de Nacala (3-1), na última jornada do Moçambola 2018.

Depois desses maus resultados da União Desportiva de Songo sem Parkim, eis que surge a “bomba”: Luís Parkim assina contrato de trabalho com o Ferroviário de Maputo.

De acordo com a página da internet do clube verde-e-branco, Luís Melville Parkim, assinou, na manhã desta sexta-feira, pelo Ferroviário de Maputo, “num contrato que dura até ao final da presente época, entretanto renovável”.

No acto da assinatura do contrato, o jogador esteve acompanhado pelo respectivo representante, Jonas Nhaca, e recebeu das mãos do Director Executivo do clube, Palma Pinto, a camisola oficial do Ferroviário.

Falando ao site do Ferroviário de Maputo, Parkim mostrou-se emocionado por poder representar esta colectividade, realçando ser um “sonho de criança vestir o emblema ‘locomotiva’”, segundo escreve a página do Ferroviário de Maputo.

Citado pela mesma página, Parkim disse que ″quero trazer mais um troféu na galeria desta sala, e acredito que vai ser ainda este ano″, assinalando que não pensou duas vezes para aceitar o convite endereçado pela equipa “locomotiva”.

″Não hesitei, nem tão pouco, porque sempre desejei estar aqui. O Ferroviário é um clube grande e sonhei em representar um clube que sempre marcou a minha infância porque cresci ao lado do Estádio da Machava. Sempre fui do Ferroviário″, disse o jogador, citado pelo site do Ferroviário de Maputo.

Questionado em relação ao que espera dos adeptos poderem esperar dele, tendo em conta as exigências desta massa adepta, Parkim prometeu empenho, dedicação e muitos golos.

″Vou-me esforçar muito para satisfazer o que a Direcção do clube, os adeptos e toda a massa associativa, querem, que é ajudar nas vitórias e fazer golos e conquistarmos juntos o objectivo principal que é conquistar títulos. Não tenho limite, sonho muito alto, por isso que não tenho receio de dizer que muitos golos virão″, disse Parkim citado pelo jornal do Ferroviário de Maputo.

O jogador deverá apresentar-se ainda nestes dias ao técnico Nelson Santos e conhecer seus novos colegas.

 

O mercado de transferências está a abrir e já há sinais de movimentações em muitos clubes. No Ferroviário de Maputo haverá despensas e empréstimos.

O médio defensivo Timbe, que está na colectividade há bom tempo, este ano vai cumprir apenas a metade da época no clube verde-e-branco, devendo a outra metade cumpri-la a título de empréstimo, na União Desportivo Songo, mesmo clube onde o Ferroviário foi “roubar” Parkim.

Para esta cedência do jogador a título de empréstimo, as equipas chegaram ao acordo, segundo escreve o jornal Ferroviário. Timbe acusou a concorrência no meio campo com as chegadas de Loló, Liberty e Ussama, trio que tem merecido confiança do técnico Nélson Santos, daí que que tenha perdido a titularidade que ostentava ano passado, sendo motivo para o empréstimo.

Quem também deixa a equipa nos mesmos moldes são o guarda-redes Germano, que não tem sido convocado, preterido em detrimento de Franque, agora titular na equipa, e Simplex, chamado para ser o segundo guarda-redes e titular na Taça de moçambique, na derrota diante do Maxaquene. Germano poderá regressar ao Ferroviário de Nacala, onde esteve há alguns anos.

Outra promessa que despontou muito no ano passado, mas que perdeu espaço este ano, pese embora se reconheçam as suas qualidades, é Tico, que deverá escalar Chimoio, mais precisamente para o Textáfrica, onde poderá ter mais minutos em campo.

Em contra-peso estão jogadores que serão dispensados neste mercado de transferência, casos dos avançados Adebayor, Lukman e Arnaldo e dos defesas Obel e Maninho, todos contratados na abertura da presente época desportiva.

Adebayor e Lukman, por exemplo, chegaram do Varzim de Portugal, para onde foram saídos do Clube de Chibuto e que a sua contratação foi bastante badalada, mas sem conseguirem convencer Nelson Santos.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE