Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Dois dias depois da renúncia de todos membros de direcção da União Desportiva de Songo, a mesa da Assembleia Geral da colectividade de Songo, decidiu nomear uma comissão de gestão liderada por Lucas Gune.

Esta foi a solução encontrada pelos campeões nacionais para fechar as vacaturas criadas pela saída de José Costa e seu elenco, após demissão de Chiquinho Conde, por incumprimento dos objectivos contratuais, nomeadamente fazer a equipa chegar a fase final da Taça de Moçambique, perdida a favor do Chingale de Tete e a disputa da fase de grupos da Liga dos Campeões africanos, estando agora a jogar na fase de grupos da Taça CAF.

Com esta indicação de Lucas Gune para liderar a comissão de gestão, fica também cancelada a Assembleia geral extraordinária da União Desportiva do Songo, inicialmente marcada para esta sexta-feira, numa das instâncias da vila de Songo.

Esta informação foi através de um comunicado, na qual o Presidente da mesa da assembleia geral dos "hidroeléctricos" refere que “a primeira Assembleia Geral extraordinária marcada para o dia 08 de Junho de 2018, pelas 18 horas, no Self Service, fica cancelada, tendo em vista dar conformidade com o previsto nos estatutos do clube”.

Assim, o clube indica uma nova comissão de gestão liderada por Lucas Eduardo Gune. A comissão de gestão integra ainda os nomes de Pensar José, indicado para Secretário-geral; Fabião Nhampossa, Vice-presidente de infraestruturas; Horácio Massanjane, Vice-presidente financeiro; Viseu Durão, Vice-presidente recreativo e cultural Jeremias Manjate, responsável para o futebol; Conceição Gravata e Tomás Américo, Vogais de direcção.

 

A liderar o campeonato da divisão de honra, zona sul, o Desportivo Maputo tem am-bições de regressar a prova máxima do futebol moçambicano, o Moçambola, já em 2019. Mas também pretende fazer história na Taça de Moçambique e chegar o mais longe possível.

Jogadores e equipa técnica dizem não temer o Maxaquene, pese embora esteja uma equipa já consolidada no futebol moçambicano.

Para o embate de sábado, diante do Maxaquene, os “alvi-negros” esperam contar com o apoio dos seus adeptos, considerados os mais fervorosos das equipas da capital do país.

Desportivo e Maxaquene, eternos rivais e vizinhos, disputam acesso aos oitavos-de-final da Taça de Moçambique, este sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, a partir das 14H30.

 

São duas das equipas com adeptos mais fervorosos, mais numerosos e mais exigentes que o futebol moçambicano tem, pelo menos ao nível da capital do país. São vizinhos de longa data e rivais de todos os tempos. Protagonizam o derby mais antigo e o clás-sico de todos os tempos. Hoje disputam campeonatos diferentes, mas com mesma am-bição de vencer jogos em todas partidas que disputam. Enfrentam mesmos problemas, quer financeiros, quer estruturais e até de infra-estruturas desportivas.

Maxaquene e Desportivo voltam a se cruzar em jogos oficiais, dois anos depois de se terem cruzado para o campeonato nacional, em 2016, no último ano dos “alvi-negros” no Moçambola. Agora, a disputar o campeonato da divisão de honra, onde não con-seguiu a ascensão ao principal campeonato do futebol nacional, ano passado, permitin-do ao Incomati de Xinavane esse privilégio, o Desportivo tem o objectivo de mostrar no futebol moçambicano, chegando mais longe na Taça de Moçambique e conquistado a divisão de honra, zona sul, no final da época.

Aliás, lidera a prova invicto, somando por vitórias os cinco jogos disputados. Uma motivação que os jogadores do desportivo vão querer se segurar a ela para alcançar um bom resultado frente aos “tricolores”.

Mas a turma orientada por Antoninho Muchanga também tem seus objectivos nesta temporada. Se já assumiram que o objectivo não passa pela conquista do título, certa-mente que chegar o mais longe possível na Taça de Moçambique será um deles. E os resultados positivos alcançados nas últimas cinco jornadas do Moçambola 2018, onde alcançou duas vitórias e três empates, também motivam os “tricolores” para este emba-te com o Desportivo.

É uma partida que vai, com certeza, deslocar muitos amantes do desporto moçambica-no, particularmente o futebol, para ver de perto as estrelas destas duas formações. Aliás, são duas dois dos clubes com adeptos mais numerosos e que sempre apoiaram as equipas em todas partidas, tanto em casa como fora, mais exigentes, que querem ven-cer todas provas, e mais fervorosos, que mais apoiam e gritam a cada lance dos inter-venientes.

Prevê-se uma boa moldura humana no Estádio Nacional do Zimpeto, sábado, a partir das 14H00.

Dois grandes vão cair na fase regional
Ainda nesta fase regional, que apura as equipas que estarão presentes na fase nacional, ou seja, nos oitavos-de-final desta Taça de Moçambique, duas equipas que disputam o Moçambola 2018 irão ficar por terra, uma vez que teremos dois jogos que envolvem equipas do primeiro escalão do futebol moçambicano.

Na capital do país, Costa do Sol mede forças com Clube de Chibuto, numa verdadeira maratona rumo a final da prova. Detentor do troféu, os “canarinhos” não terão tarefa fácil, pese embora joguem em casa, uma vez que estão no processo de assimilação dos ideais do novo treinador, enquanto o Chibuto está mais entrosado aos sistemas de Ar-tur Semedo.

No embate registado recentemente, para o Moçambola, as duas equipas terminaram com nulo, num jogo disputado na “trincheira” de Chibuto.

Já no “caldeirão” do Chiveve, Ferroviário da Beira e Textáfrica do Chimoio também protagonizam embate de gigantes. Uma destas equipas vai dizer adeus a Taça de Mo-çambique, com os “locomotivas” de Chiveve a serem a grande decepção, até ao mo-mento, no campeonato nacional, onde não conseguem acentar seu jogo para alcançar vitórias. Até ao momento é o “rei dos empates”, tendo empatado, inclusivo, com este Textáfrica, na terceira jornada do Moçambola, a uma bola.

Certamente os adeptos do Chiveve, exigentes, não querem ver mais um desaire da sua equipa e vão apoiar de todas formas para que haja festa da passagem aos oitavos-de-final.

ENH e Liga Desportiva mais tranquilos?
Na Taça de Moçambique não há equipas pequenas e nem grandes. Aliás, as maiores surpresas acontecem sempre na Taça. ENH de Vilankulo recebe a Acedémica, numa partida que sabe que terá dificuldades, mas que é favorito a passagem. O mesmo se diz da Liga Desportiva de Maputo, outra equipa do escalão principal, que recebe o Clube da Manhiça, também é favorita, mas sabe que há sempre suspresas.

No outro extremo do país, no norte, o Desportivo de Nacala, do Moçambola, não te-rá tarefa fácil diante do Sporting de Monapo. Ainda que esteja a militar no campeonato provincial, o Sporting de Monapo pode ser um osso duro de roer, pese embora o des-nível dos escalões entre os dois contendores.

Embates entre “secundários” vai animar centro e norte

No centro e norte haverá embate entre equipas da segundona. Em Quelimane, Ferrovi-ário local e Chingale de Tete, não lutam somente pela subida ao Moçambola, mas também pela passagem aos oitavos-de-final da Taça de Moçambique. Prevê-se grande despiques dos jogadores que querem fazer história nesta competição. O mesmo pode se dizer do jogo entre os Ferroviário de Pemba e de Lichinga. Dois eternos rivais do norte do país, com um resultado imprevisível e que, certamente, vai desagradar ao vencido.

Já na cidade da Beira, o Estrela Vermelha local recebe o “provinciano” de Tete Atlético Mineiro de Moatize, com o favoritismo a pender para os “alaranjados” de Chiveve.

Mas claro que Taça é Taça e muitas surpresas podem acontecer, nesta eliminatória jo-gada apenas em uma mão, em que terminando o jogo empatado, vai-se ao prolonga-mento de 30 minutos e depois às grandes penalidades.

 

Quando uma equipa não carbura como deve ser, como é da vontade da direcção e dos adeptos, e perde pontos atrás de pontos, a culpa sempre recai no treinador. O sacrificado é o treinador.

As estatísticas das chicotadas psicológicas no campeonato nacional de futebol, o Moçambola, pelo menos até a 10ª jornada, nos últimos quatro anos, revelam que em 2018 tivemos mais treinadores afastados dos respectivos comandos técnicos do que nos três anos anteriores.

Ao todo, foram seis, os treinadores corridos este ano até a 10ª jornada. Para alguns, a maioria, os maus resultados foram os motivos do seu afastamento, mas para outros, as condições de trabalho estiveram por detrás do seu afastamento.

Saga iniciou em Abril

A saga das chicotadas psicológicas, este ano, começou em Abril, quando o Costa do Sol rescindiu com a dupla argentina Fabio Costas e Dardo Valenzuela. O português Horácio Gonçalves foi chamado para comandar a “canarinha”. Seguiu-se Rogério “Zulu” Balate, despedido do Ferroviário de Nacala, tendo sido chamado Sérgio Faife para o seu lugar. Mas Sérgio Faife foi lá ao Ferroviário de Nacala porque demitiu-se do Desportivo de Nacala, por mau ambiente de trabalho. Nos “canarinhos” de Nacala está lá, agora, José Augusto, a liderar o ninho.

Zulu porém não ficou desempregado, porque logo a seguir foi chamado ao Sporting de Nampula, onde foi substituir Danito Nhamposse, demitido por maus resultados.

Do role das chicotadas psicológicas, Chiquinho Conde foi o último, esta segunda-feira, numa demissão que arrasta consigo os membros da direcção, liderada por José Costa, que também abandonam a direcção em massa, devendo a equipa nomear uma comissão de liderança até a marcação de eleições.

Mas de permeio houve uma saída voluntária por motivos ainda maiores. Victor Matine deixou a UP de Manica para se juntar ao projecto dos Mambas, onde assume o comando da selecção sub-20 e coadjuvando Abel Xavier na selecção principal.

Ao todo foram seis os treinadores que deixaram os seus comandos, sendo que três deles já estão a comandar outras equipas, nomeadamente Sérgio Faife, Antero Cambaco e Rogério “Zulu” Balate. Fabio Costas, Danito Nhamposse e Chiquinho Conde ainda não tem afectação em nenhum clube.

Estes seis formam o maior número de treinadores dispensados nas primeiras 10 jornadas dos últimos quatro anos. Seguem-se as chicotadas de 2016, quando nas primeiras 10 jornadas cinco treinadores foram corridos dos respectivos bancos de suplentes. O Chingale de Tete tinha sido a equipa que mais técnicos havia despedido, em número de dois, nomeadamente Abdul Omar e Mussá Osman. Nacir Armando também tinha sido corrido do Ferroviário de Nacala, António Sábado, do 1º de Maio de Quelimane e Sérgio Faife do Costa do Sol.

2015 e 2017 com menos treinadores demitidos até à 10ª jornada

Há quatro décadas atrás, em 2015, o Moçambola começou a ter chicotadas psicológicas em Abril, quando Lucas Barrarijo foi afastado do comando técnico do Ferroviário da Beira, por maus resultados, deixando a equipa abaixo da linha d´água, ainda com seis jornadas disputadas. Seguiu-se Antero Cambaco, no dia seguinte à demissão de Barrarijo, também pelo mesmo motivo, ser despedido do Desportivo de Maputo. Wedson Nyirenda e Dário Monteiro foram seus substitutos.

No mês seguinte, mais dois treinadores caíram, mas desta feita dois portugueses. Victor Urbano, no Clube de Chibuto, e Victor Pontes, no Ferroviário de Maputo, também não resistiram e acabaram demitidos. Para os seus lugares foram Lopes Cumbane e Carlos Manuel, respectivamente.

Já no ano passado, até à 10ª jornada apenas três treinadores tinham sido corridos dos seus clubes.

O primeiro deles foi Abdul Omar, que se demitiu do comando do Textáfrica de Chimoio devido a mau ambiente de trabalho, tendo na altura alegado falta de comunicação com a direcção e ameaças de mortes.

Seguiu-se Sebastião Sitói, afastado da Associação Desportiva de Macuácua por alegados maus resultados. Sitoi tinha sido responsável por levar a equipa de Mandlakazi ao escalão máximo do futebol moçambicano, mas não aguentando a pedalada do Moçambola.

Para fechar a sequência das chicotadas nas primeira 10 jornada, foi Mussá Osman a ser enviado para fora do ninho do “canário” de Tete. O Chingale alegava, também, maus resultados para este afastamento. E para seu lugar foi buscar o português Carlos Graça, para assumir o comando.

Só há 13ª jornada é que se verificou a quarta chicotada quando Daniel Portela foi corrido do Clube de Chibuto, tendo sido chamado para o seu lugar Artur Semedo.

Ao todo, nas primeiras 40 jornadas dos campeonatos nacionais de futebol de 2015, 2016, 2017 e 2018, deixaram os respectivos comandos técnicos das equipas que milita(va)m no escalão máximo do futebol nacional, 18 treinadores, um número elevado, quando se tem em conta que as primeiras 10 jornadas não determinam a posição de nenhuma equipa ao fim da época.

 

Dois dias depois do seu afastamento do comando técnico da União Desportiva de Songo, Chiquinho Conde já deu a sua primeira reacção em jeito de desabafo.

Falando a Rádio Mais, na manhã desta quarta-feira, Chiquinho Conde diz que deixa o clube de cabeça erguida, tendo em conta o que fez ao longo do tempo em que esteve a frente da equipa e o que ainda faltava por conquistar.

“Saio de cabeça erguida. Estava a fazer uma época dentro do previsível, visto que no campeonato, que é o nosso principal objetivo, a equipa está a 6 pontos do líder (Ferroviário de Maputo). Portanto estava na luta pelo título”, disse Conde, trazendo ainda em alusão o facto de a equipa ainda ter uma jornada em atraso, por disputar diante da Liga Desportiva de Maputo, em Songo.

Na referida entrevista, entre outras questões levantadas, Chiquinho Conde queixou-se do período de jogos realizados consecutivamente fora da vila do Songo como estando na origem da queda do rendimento da equipa. A equipa esteve cerca de um mês a jogar fora de casa, entre jogos do campeonato nacional de futebol e da fase de grupos da Taça CAF. Aliás, das últimas seis partidas, em que perdeu cinco e venceu uma, todas as derrotas foram fora de portas, em período em que os jogadores estiveram fora de casa.

“Ninguém fala que o Songo fez quatro jogos seguidos fora de casa e das viagens desgastantes e sem tempo para prepará-los. Fica mais fácil apontarem dedo ao Chiquinho Conde”, desabafou.

Relativamente à eliminação da Taça de Moçambique diante do Chingale de Tete, onde a equipa perdeu por duas bolas sem resposta, Conde disse que a UD Songo não deveria ter feito essa eliminatória, uma vez que já que tinha 3 jogadores na selecção nacional que participava na Cosafa.

Para Chiquinho Conde, o facto dos regulamentos da FIFA recomendarem que uma equipa com três ou mais jogadores na selecção pode não realizar o seu jogo, seria um argumento para não defrontar o Chingale, embora reconheça o poderio dos “canarinhos”. Mesmo sem assumir que ausência dos jogadores que estavam na selecção, nomeadamente Kambala, Cremildo e Mano terão prejudicado o rendimento da equipa nessa partida, Chiquinho diz que podia se ter recorrido para se adiar o jogo e remarcá-lo para outra data.

O facto é que a equipa então treinada por Chiquinho Conde jogou e acabou eliminada da segunda maior prova de futebol de Moçambique, quebrando assim um dos objectivos do seu contrato.

Em face desta rescisão de contrato de Chiquinho Conde, a direcção de José Costa também vai se demitir em bloco, esta sexta-feira, devendo na ocasião ser nomeada uma comissão de gestão que vai dirigir os destinos da colectividade até as próximas eleições. Esta medida foi anunciada em comunicado que marca a assembleia geral extraordinária da União Desportiva de Songo.

 

O técnico moçambicano, Chiquinho Conde, aumenta para seis a lista dos treinadores afastados dos seus clubes neste Moçambola 2018, após ser afastado do comando técnico da União Desportiva de Songo, esta segunda-feira.

Chiquinho Conde não aguentou os maus resultados que vem averbando na presente edição do Moçambola, onde ocupa a quarta posição, com 16 pontos, menos oito que o líder, Ferroviário de Maputo, que soma 22.

No campeonato nacional, esta temporada, a UD Songo somou cinco vitórias, um empate e três derrotas, sendo que as três derrotas foram registadas nas últimas quatro partidas do Moçambola. Só mesmo na última jornada, a 10ª, é que a turma ora orientada por Chiquinho Conde venceu, na recepção ao Ferroviário de Nacala.

Os maus resultados de Chiquinho Conde nos “hidroeléctricos” estenderem-se na Taça CAF, depois de um brilhante início, onde conseguiu a qualificação à fase de grupos, mas depois sucumbindo nas duas partidas até aqui disputadas, nomeadamente diante do Al Masry do Egipto, fora de portas, e do AS Berkane do Marrocos, em casa, pelo mesmo resultado de duas bolas sem resposta.

Para agudizar a crise de resultados dos “hidroeléctricos” e de Chiquinho Conde, a equipa foi eliminada da Taça de Moçambique ainda na fase provincial, após perder em jogo das meias-finais locais diante do Chingale de Tete, por duas bolas sem resposta.

Vale isto dizer que a União Desportiva de Songo não consegue ter resultados satisfatórios há mais de sete jogos, onde teve seis derrotas e uma vitória, em partidas que contam para as três provas em que estiveram inseridas, nomeadamente Moçambola, Taça CAF e Taça de Moçambique.

 

 

O Ferroviário de Maputo venceu, ontem, a A Politécnica por 62-60 e mantém-se invicto na fase regular da Engen Maputo Basket em seniores masculinos.

Reedição da final do ano passado, jogo equilibradíssimo na quadra do pavilhão da A Politécnica.

Com a bola a girar e os atiradores a lançarem bombas, o Ferroviário de Maputo criava os desequilíbrios.

Jogadas de um para um e tiros curtos foram a arma da A Politécnica que saiu do primeiro período a perder por 17-11.

No segundo período, os finalistas vencidos do ano passado foram agressivos a defender e forçaram os “locomotivas” a cometer erros.
Ofensivamente, a A Politécnica esteve bem e recuperou a desvantagem tendo saído da primeira parte a perder por apenas um ponto: 26-27.

O terceiro período foi mais intenso ainda, sendo que a Politécnica chegou a liderar, mas forte jogo exterior do Ferroviário de Maputo, interpretado por Pio Matos Júnior, foi determinante para a vantagem de cinco pontos dos locomotivas nesta etapa: 45-41.

O quarto período equilibrado com a A Politécnica a empatar e a passar para frente do marcador, mas a falta de concentração foi fatal e ditou mais uma vitória do Ferroviário de Maputo, por 62-60.

Com esta vitória, o Ferroviário de Maputo manteve a sua invencibilidade na fase regular da Engen Maputo Basket em masculinos.

 

O treinador francês, Zinedine Zidane, deu esta quinta-feira uma conferência de imprensa para anunciar a saída do comando técnico do Real Madrid, após ter conquistado três Champions consecutivas.

"Tomei a decisão de não continuar como treinador do Real Madrid. Penso que esta equipa necessita de continuar a ganhar, precisa de uma mudança, de outro discurso, e outra metodologia de trabalho", disse Zidane.

Zidane chegou aos “merengues” em janeiro de 2016, na sua primeira experiência numa equipa principal, para substituir o espanhol Rafa Benítez, e foi o primeiro técnico a conquistar de forma consecutiva três Champions, anunciou o site OJOGO.

Zidane conquistou ainda dois Mundiais de clubes, duas supertaças europeias, uma Liga espanhola e supertaça de Espanha.

Florentino Pérez diz ser uma notícia inesperada mas aceita a decisão de Zidane. Acrescenta que ninguém estava preparado para receber esta demissão.

Diz ainda que o comportamento de Zidane sempre foi exemplar.

 

Quando o velho ditado que diz “em equipa que ganha não se muda” faz sentido, foi o que se viu na escolha dos mesmos jogadores que derrotaram Comores, para a segunda jornada do grupo B, da Cosafa 2018. Abel Xavier optou pelo mesmo onze, com apenas uma substituição: a passagem da braçadeira de Edmilson para Cremildo.

Moçambique entrou com intenções claras de vencer a partida, e logo nos primeiros minutos, Raúl fez um remate de longa distância, mas saiu ao lado.

Os Mambas eram a equipa mais esclarecida diante dos ilhéus e a pressão fez com que, num contra-ataque rápido, Luís Miquissone fosse rasteirado pelo guarda-redes contrário dentro da área. Grande penalidade muito bem cobrado pelo próprio Luís Miquissone, a passagem do minuto 11, que assim aumentava os golos marcados e se destacava como o melhor marcador da competição, agora com 4 golos.

A esta altura, a passagem do quarto de hora, os Mambas estavam apurados, em face do nulo que se verificava no embate entre Madagáscar e Comores.

Só dava Moçambique em campo, que pressionava a toda largura do terreno e obrigava o adversário a jogar encolhida no seu meio campo. Aliás, os Mambas ganhavam todas as segundas bolas, mesmo quando os ilhéus tentavam sair.

Luís Miquissone, Kamo Kamo e Dayo, os mais adiantados dos Mambas, eram também os mais perigosos para a defensiva das Seychelles.

Ao minuto 28, na ressaca de um mau alívio da defensiva das Seychelles, Kambala experimentou o seu forte remate, mas a bola passou ao lado.

Só mesmo na resposta a esse remate de Kambala é que as Seychelles chegaram a baliza de Franque, mas sem perigo.

A avalanche ofensiva dos Mambas obrigava os ilhéus a cometerem várias falhas e Moçambique só não aumentou o marcador porque Dayo, mesmo isolado, quando todos esperavam pelo fora-de-jogo, frente e frente com o guarda-redes contrário, não conseguiu bisar. Foi uma oportunidade soberana de marcar.

Depois foi Edmilson, aos 43 minutos, numa combinação com Luís Miquissone, a ter oportunidade de marcar, mas a rematar por cima.

O intervalo chegava com os Mambas a vencer a tangente, um resultado escasso em função do que fez nos primeiros 45 minutos, onde teve maior pendor ofensivo. Mas ainda assim, era um resultado

A essa altura, Madagáscar marcava diante das Comores e relegava os Mambas da fase seguinte da competição.

Mambas ainda mais fortes na segunda parte

No reatamento, os Mambas continuaram mais pressionantes e aos 47 minutos ainda introduziram a bola nas malhas de Dingwall, mas o árbitro do encontro já havia assinalado uma falta.

Na primeira vez que as Seychelles chegaram com algum perigo, fizeram o empate. Cruzamento da direita e Franque, batido, viu Tamboo restabelecer a igualdade e agudizar ainda mais o sofrimento dos moçambicanos de sonhar com os quartos-de-final.

Os Mambas acusaram o golo sofrido e, adicionado ao resultado do outro jogo, que continuava a dar vitória aos malgaxes, desconcentraram-se e permitiram um pequeno ascendente das Seychelles, que já controlava os acontecimentos ainda no meio campo. O domínio dos Mambas já começava a ser colocada em causa.

Mas não queria atirar a toalha ao chão. Afinal ainda faltava meia hora para o fim do jogo. Até que Dayo, à entrada da área, não hesitou para desferir um remate, que teve pronta intervenção do guarda-redes contrário. Aliás, Dayo e Kambala tentaram remates de longe, o que se exige num jogo em que a selecção domina a toda largura do terreno, mas não consegue penetrações para facturar.

Jeitoso volta a marcar de cabeça

Não satisfeito com o desenrolar dos acontecimentos, Abel Xavier decide fazer uma dupla substituição, com as entradas de Loló e Isac, para os lugares de Dayo e Cremildo.

Logo a seguir as substituições, os Mambas chegam ao golo aos 72 minutos, num livre cobrado por Edmilson para a cabeça de Jeitoso, que ajeitou para o fundo das malhas. A festa dos moçambicanos ainda não era completa, pois Madagáscar continuava a vencer e ainda nada valia a vitória, em termos de qualificação.

Isac, aos 84 minutos, ainda teve na cabeça o terceiro golo dos Mambas, mas após cruzamento da esquerda, cabeceou por cima.

Em tempo de compensação, Abel Xavier fez a última substituição na prova, garantindo a entrada de Neymar, que assim completou o lote dos jogadores levados para a prova que jogaram, ou seja, todos os 20 convocados para esta competição tiveram oportunidade de jogar no Cosafa 2018.

A vitória dos Mambas acabou sendo amarga, pois Madagáscar venceu as Comores pela margem mínima e assim garantiu passagem aos quartos-de-final, onde vai defrontar a selecção da África do Sul.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE